March 17, 2026

Citação deste dia

 

«Não basta lamentar o sofrimento das raparigas no Irão, em Gaza e no Afeganistão — temos de passar da compaixão à responsabilização.
A verdadeira justiça não defende a humanidade das crianças num lugar e a ignora noutro. A justiça não pode ser aplicada de forma seletiva.» 

Malala Yousafzai At the 70th session of the Convention on the Status of Women

Há vários níveis de guerra a decorrer no planeta

 

Há a guerra com bombas sobre a Ucrânia iniciada por Putin. Há a guerra no Médio Oriente iniciada pelos palestinianos do Hamas e os seus patrocinadores (Irão, Hezbollah, etc.), há a guerra no Irão iniciada com os ataques de Trump e depois há uma guerra sem bombas mas muito perigosa de homens poderosos contra as mulheres e essa está a alastrar por todo o lado e vai desde os islamitas aos cristão evangelistas misóginos, passando pelos trans homens biológicos.

Neste vídeo, este poderoso americano que pertence à Heritage Foundation, autora do Projeto 2025 de Trump, diz publicamente que deve vedar-se o acesso das mulheres a profissões como engenharia, medicina, Direito, etc. para se glorificar os homens. Esta é uma luta que tem de ser travada por todas as pessoas de bem e não apenas por mulheres, contra a educação misógina, contra o fanatismo religioso e contra a violência destes homens.

Há imensas mulheres, à esquerda e à direita que recusam ver os factos, umas porque os factos colidem com o seu anti-semitismo, outras porque colidem com o seu fanatismo religioso. Uma pessoa moderada começa a não ter em quem votar porque à esquerda validam os crimes islamitas e à direita validam os crimes dos fanáticos evangelistas.

Em França há uma organização feminista que também tem homens e é aberta a todos os que lutam pela igualdade de género e contra a toxicidade e espírito maléfico dos misóginos, com particular enfoque na imigração em massa de islamitas, porque representa um perigo para os direitos das mulheres na Europa. Chama-se Colectivo Nemesis. É claro que a comunicação social de esquerda chama-as extremistas da direita porque, lá está, estão aliados aos islamitas e recusam reconhecer a sua extrema misoginia.

Neste momento nem a direita nem a esquerda defendem os direitos das mulheres. Uns e outros atacam-nos abertamente, embora com motivos diferentes. Quem pensa que os direitos das mulheres na Europa são uma conquista do género, 'Fim da História', olhe para a História. 

São precisos movimentos públicos e activos que lutem contra esta tentativa de regressão de direitos por parte de homens maléficos e de cúmplices passivos.


 

Cada cavadela, uma minhoca


O secretário-geral da Câmara Municipal de Lisboa, Alberto Laplaine Guimarães, é um dos quatro detidos esta terça-feira (17) no âmbito da operação “Lúmen”, que investiga a prática de alegados crimes económicos, incluindo corrupção, em contratos públicos para iluminações de Natal.

A presidente da União de Associações de Comércio e Serviços (UACS), Carla Salsinha, reeleita em janeiro deste ano para o triénio 2026-2029, é a outra das detidas pela PJ. (DN)

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PJ faz buscas nos Açores e em Lisboa por suspeita de favorecimento de companhia aérea
Em causa “estão suspeitas do favorecimento de uma companhia aérea por parte de uma entidade pública. Foram constituídos cinco arguidos. (DN)

 

🎯 Nunca ninguém fez frente a Putin antes de Zelensky com a Ucrânia

 


Por todo o lado só viu fraqueza e/ou ganância e é por isso que pensou que Zelensky ia ser igual aos outros. Enganou-se. Zelensky é um líder, não um oportunista do poder. Esta guerra de Putin há-de ser estudada durante séculos. Não só encrencou a Rússia como destruiu a sua aura de homem forte e competente.


Minar a unidade da UE é o objectivo da Rússia e seus aliados


Zelensky 
Já tentei explicar várias vezes que a Rússia adquiriu muita experiência ao longo dos quatro anos de invasão em grande escala: conhecimento do campo de batalha, novas tecnologias, experiência em guerras terrestres prolongadas e base industrial militar.

Sempre salientei que isto teria um impacto noutras regiões: África, Médio Oriente, Europa e outras regiões. Porque a Rússia tem interesses no Médio Oriente. Era aliada do antigo regime sírio e continua a ser do atual regime iraniano. Têm interesses mútuos com a Coreia do Norte – são aliados. Têm interesses na Europa, como minar a unidade da UE.

Agora podemos ver que, mesmo sob ataque, o regime iraniano está a ripostar. Os países do Médio Oriente não estão totalmente preparados para repelir ataques tão massivos. É isto que estou a tentar transmitir – parar a Rússia significa parar muitas guerras diferentes.

De uma entrevista com a i24NEWS e o Jerusalem Post.


Agora, só muito raramente tenho leitores de África

 

No blog da outra plataforma tinha sempre leitores de países dos Palops. É verdade que posso ter e não ver porque a maioria das pessoas que lê o blog não entra nele e subscreve-o por Feed RSS. E há outros países que raramente aparecem neste contador, só no outro, como a Rússia, a África do Sul, Hong Kong, por exemplo. Mas costumava ter leitores dos Palops e agora raramente tenho. Será que o meu blog é demasiado 'branco'? Demasiado feminista?  




O mundo precisa de mais feminismo, não menos



Pelo fim dos heterossexuais

As turmas extremistas, e muito folclóricas, não entendem que há quem se reveja na família tradicional, permitindo as outras... 

Vítor Rainho in Sol

Ponto prévio, para que as avantesmas mais histéricas não se atirem ao ar. A violência doméstica é dos crimes mais hediondos e é preciso combatê-lo com todas as armas e inventar outras, pois as existentes não têm sido muito eficazes. E por violência doméstica falamos de homens contra mulheres, pais contra filhos e vice-versa, ou casais do mesmo sexo. Para que fique também bastante claro, é-me indiferente se as pessoas são heterossexuais, homossexuais ou bissexuais. Cada um que viva como bem entender, se não obrigar ninguém a fazer o que não quer. Vem esta conversa a propósito do Dia Mundial da Mulher que se comemorou no passado dia 8 e que, mais uma vez, serviu na perfeição para um grupo de grunhos gritarem fascismo, uma palavra que adoram, e condenarem, veladamente, ou nem tanto nalguns casos, os heterossexuais, bem como o conceito de família.

Bem sei que a maioria se manifestou pelos direitos mais do que legítimos das mulheres, exigindo igualdade de direitos e de tratamento. Não posso estar mais de acordo com esses que vão para as ruas lutar por direitos básicos e fundamentais. É inacreditável que em pleno século XXI ainda tenha de se discutir um assunto que devia ser regra em todo o mundo civilizado.

Voltando à parte folclórica das manifestações, como não podia deixar de ser lá estavam as bandeiras da Palestina – calculo que o Hamas tenha enviado uma palavra de solidariedade às mulheres portuguesas –, os trans muito histriónicos, gritando contra o conceito de família tradicional e reprovando a possibilidade de as mulheres optarem por ficar em casa a tratar dos filhos. É impressionante como neste mundo tudo é permitido, menos as mulheres optarem por um estilo de vida que lhes agrade. Se há mulheres que de livre vontade optam por cuidar dos filhos, quem é que tem alguma coisa a ver com isso? Como não podia deixar de ser, logo as malucas presentes gritaram fascismo!

É pois natural a aliança entre trans ‘femininas’ e a as mulheres de extrema-esquerda, ou esquerda caviar, que não entendem a tentativa de sucessivos governos europeus apostarem nos incentivos à natalidade e na melhoria na maternidade, com incentivos fiscais, licenças parentais alargadas, entre outras.

(...)
(excerto)

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Não existe nenhuma «guerra de géneros» das mulheres contra os homens, sejam heterossexuais ou não. 
As mulheres não retiraram aos homens o direito de voto. As mulheres não proibiram os homens de aceder à educação ou de possuir bens ou de terem os seus espaços ou os seus desportos. As mulheres não fazem pressão para que os homens não trabalhem e fiquem em casa dependentes economicamente delas. As mulheres não elaboraram leis para controlar os corpos dos homens. As mulheres não criaram instituições que privassem os homens da sua autonomia. 

O contrário é que tem sido, e continua a ser, verdade e pessoas como Vítor Rainho que aqui escreve a favor do 'direito das mulheres escolherem a submissão aos homens' fazem parte daqueles que dizem, 'não todos os homens'.

Em alguns países que eram progressistas na defesa da igualdade de género, como os EUA tem-se tentado reverter todos os direitos das mulheres até ao direito de voto: as mulheres agora só podem votar com o seu nome de solteiras, sabendo-se que uma grande maioria de mulheres conservadoras da 'família tradicional', adopta o apelido dos homens com quem casam.

Em depoimentos recentemente divulgados, dois ex-membros do Departamento de Eficiência Governamental de Elon Musk revelaram como utilizaram o ChatGPT da OpenAI para identificar e cancelar sistematicamente mais de 1 400 bolsas da Fundação Nacional para as Humanidades — mais de 100 milhões de dólares em financiamento, representando 97 % das bolsas activas da agência — em apenas 22 dias.
Os resultados foram arrasadores. No que diz respeito às histórias das mulheres, a lógica era explícita: qualquer projeto que se centrasse nas experiências das mulheres era, por definição, desqualificante. documentary

Vítor Rainho começa logo por classificar como "avantesmas histéricas e grunhos" todas as que discordam dele e da 'família tradicional'. Mais à frente chama "malucas" às mulheres que "gritam" contra a 'família tradicional'. Até aqui nada de novo, pois é desta maneira que os machistas empedernidos tratam as vozes das mulheres: como "gritos histéricos de avantesmas malucas."

Porém, tenho a certeza que ele não se vê como um machista e até se pensa um defensor do direito das mulheres escolherem a submissão a homens que caracteriza a 'família tradicional', que não vê como submissão e anulação de autonomia, imitando todos os que defendem o hijab e a burka como 'direitos escolhidos livremente pelas mulheres.'

A sociedade de 'famílias tradicionais' era uma sociedade com grande desequilíbrio de poder, dado as mulheres estarem totalmente dependentes dos homens para a sua sobrevivência básica, pelo facto de não terem uma fonte de rendimento autónomo. Era uma sociedade onde os homens escolhiam as mulheres dado que para elas o casamento era um contrato de sobrevivência. 

Não por acaso, as sociedades onde isso ainda acontece têm os homens (de qualquer idade) a 'comprar' raparigas de qualquer idade para usar sexualmente e, em casos extremos, como os islamitas, até têm escrito nas suas leis teocráticas que os homens podem 'comprar' várias mulheres. Aqui na Europa e nos EUA, os homens não 'compravam' várias mulheres (excepção dos mórmans) mas negociavam casamentos com raparigas de 16 anos e por aí e diziam quais os critérios em que aceitavam a mercadoria, chamada, 'mulher': tinha de ser virgem, bonita (ou, em alternativa, de famílias ricas), boa parideira, submissa, aceitar que o marido tivesse amantes, etc. Era esperado, como diz aqui Rainho, que fosse ela a "ficar em casa a tratar dos filhos", o que indica uma preferência para os homens não se assumirem, nem como companheiros das mulheres, nem como parceiros na parentalidade. Porém, não abdicam do 'direito' de serem eles a decidir sobre a escolha de maternidade das mulheres, legislando sobre o seu corpo.

A 'família tradicional' é isto e gera um desequilíbrio de poder muito grande nas sociedades. E onde há um grande desequilíbrio do poder há opressão da parte de quem tem o excesso de poder. Isto é uma evidência em qualquer sociedade destas que não carece de argumentação, é só ir olhar. 

Que muitas mulheres sejam educadas em famílias religiosas e muito conservadoras que lhes inculcam estas ideias desde a nascença, é o que explica que haja mulheres que escolham a submissão em vez da autonomia. A maioria, ainda muito jovens, não tem noção do que significa uma vida inteira presa a um homem, pela razão de não ter uma fonte de rendimento próprio. Sempre com medo que quando se cansem delas desapareçam e as deixem sem meios de subsistência.

Rainho mistura ideologia dos trans com feminismo mas são coisas diferentes. O mundo precisa de mais feminismo e não menos.

O que acontece nos dias de hoje é os homens sentirem que o seu poder desapareceu. Não que as mulheres lhes tirassem poder. Os homens continuam sobre-representados nos cargos de poder (falo no mundo ocidental porque em sociedades teocráticas ainda estão na Idade Média profunda), continuam a poder fazer tudo o que faziam. Só que as mulheres já não estão dependentes deles para a sua sobrevivência como estavam aquando da normalização da 'família tradicional'.

Por causa disso, os homens queixam-se de estarem sozinhos, de as mulheres já não querem a submissão da 'família tradicional' e de todos os privilégios que tinham.

Precisamos de mais feminismo e não menos. Precisamos de educar os rapazes, desde pequenos, para serem feministas, para não repetirem os padrões dos seus pais machistas, para não terem o impulso da violência física e da masculinidade tóxica. Para serem companheiros das mulheres e não protectores. As mulheres não precisam de protectores e sustentadores, precisam é de parceiros.

Olhamos para as mulheres que na UE estão em cargos de liderança e todas elas têm filhos. von der Leyen tem 7 filhos, Kaja Kallas tem filhos seus e enteados, filhos do seu actual marido; Mette Frederiksen tem filhos e tantas outras mulheres. 

Porque razão as mulheres devem ser endoutrinadas a ficar em casa? Em países onde os serviços públicos funcionam, onde as leis apoiam a educação e a vida profissional de ambos os pais, as mulheres têm parceiros, têm companheiros e não patriarcas e os homens são menos frustrados. 

Então, porque é que os homens insistem para as mulheres ficarem em casa dependentes deles, a não ser por vontade de controlo e poder?

Não defendo que uma mulher -ou um homem- devam ser proibidos de ficar em casa, mas a escolha de o fazer, so é livre quando a pessoa está perfeitamente consciente das suas consequências.

A reemergência das religiões com o consequente poder de se imiscuirem na vida pública, em grande parte devido à pressão dos imigrantes islamitas, está a fazer as nossas sociedades regredirem nos valores democráticos e voltarem-se para modelos de sociedades de opressão.

Seria melhor para todos, inclusive os homens, lutam por uma educação feminista que significa, uma educação para a igualdade de direitos entre homens e mulher. Isso fez parte do 25 de Abril, que não foi assim há tanto tempo. Alguém pensa que aquela sociedade era melhor para os homens e as mulheres? Só mesmo um machista empedernido.

Guterres está profundamente comprometido com a misoginia e a teocracia islâmica

 

Além de se mudar a ONU é necessário mudar os critérios de escolha do seu Secretário Geral. E é tempo de ter à frente da ONU uma mulher. Alguém não submisso à teocracia e obscurantismo islâmicos ou ao fascínio de 'homens fortes'. O mundo precisa do feminismo. Os homens precisam do feminismo, mas não o falso feminismo da nova esquerda que só tem um olho que vê - o outro é cego.


Os EUA votaram, sozinhos, contra os direitos das mulheres na ONU



Foi a primeira vez, nos 70 anos de história do encontro mundial anual da Comissão sobre o Estatuto da Mulher (CSW) na ONU, que as suas «conclusões acordadas» — um texto negociado e elaborado pelos Estados-Membros — foram submetidas a votação pelos 45 membros eleitos da CSW, em vez de serem adoptadas por consenso. Numa manobra dramática de tentativa de sabotagem, Washington obrigou a que houvesse uma votação em vez do tradicional consenso. Apesar disso, os Estados-Membros presentes na sessão de abertura, a 9 de março, na lotada Sala da Assembleia Geral, explodiram num aplauso estrondoso e de pé após a aprovação das conclusões por maioria.

«As alterações regressivas propostas pelos EUA, que visavam a saúde e os direitos sexuais e reprodutivos, os direitos humanos e as liberdades fundamentais e as reparações foram rejeitadas da versão final», afirmou Jen Rauch, responsável pela defesa de direitos a nível global da Fòs Feminista, uma organização de defesa da saúde reprodutiva, num e-mail enviado à PassBlue.

O documento final foi adotapdo por uma clara maioria, apesar das repetidas tentativas dos EUA para atrasar e inviabilizar o processo, o que por si só é um sinal que vale a pena destacar: «o multilateralismo não está morto», acrescentou Rauch. «O sistema da ONU continua a lutar pela igualdade de género na cena global.»Os Estados Unidos ficaram isolados na sua oposição à adopção das «conclusões acordadas» na Comissão sobre o Estatuto da Mulher (CSW) na terça-feira, tendo registado o único voto «contra» na sede das Nações Unidas em Nova Iorque na segunda-feira.
Houve 37 votos a favor e seis abstenções - Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Egito, Mali, Mauritânia eArábia Saudita. A CSW é composta por 45 membros eleitos.

«Antes da adopção, o representante dos Estados Unidos [Dan Negrea] propôs primeiro que a sua apreciação fosse adiada, depois que o texto fosse retirado e, por fim, propôs oito alterações ao texto», de acordo com um comunicado de imprensa da ONU.

As objeções dos EUA incluíram «linguagem ambígua que promove a ideologia de género», «compromissos vagos e não qualificados com a saúde sexual e reprodutiva que podem ser interpretados como implicando direitos ao aborto» e «linguagem de censura sobre a regulamentação da inteligência artificial», de acordo com o comunicado de imprensa da ONU.

Anteriormente, a Nigéria e o Egipto tinham solicitado mais tempo para chegar a um consenso – o caminho habitual para a tomada de decisões na ONU e o único caminho que a CSW tem seguido nos últimos 70 anos. Mais tarde, o Paquistão propôs votar separadamente cada uma das oito alterações dos EUA.

Medidas para combater a violência baseada no género

A CSW, criada em 1946, é o principal órgão intergovernamental mundial dedicado exclusivamente à promoção da igualdade de género, bem como aos direitos e à capacitação das mulheres.

O tema da CSW deste ano é «garantir e reforçar o acesso à justiça para todas as mulheres e raparigas», através da eliminação de leis, políticas e práticas discriminatórias, bem como de barreiras estruturais à justiça

As conclusões acordadas «visam criar sistemas de justiça que funcionem para todos de forma igualitária», segundo Valverde.

As propostas centram-se fortemente na justiça para as sobreviventes de violência baseada no género, incluindo a integração de um acesso à justiça sensível às questões de género em todos os setores, o reconhecimento formal dos atores da justiça comunitária e a introdução de nova terminologia sobre justiça digital e governação da IA, com o objectivo de proteger as mulheres e as raparigas.

O texto reforça também os sistemas normalizados para dados sobre violência baseada no género e promove uma abordagem que envolva toda a sociedade e reconheça o papel da sociedade civil.

A presidente da Assembleia Geral da ONU, Annalena Baerbock, afirmou na abertura da CSW que a reacção contra os direitos das mulheres «dá a sensação de que somos obrigadas a travar as mesmas velhas batalhas vezes sem conta, batalhas de há 80 anos».

Baerbock, ex-ministra dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, salientou que é apenas a quinta mulher a ocupar o cargo de presidente da Assembleia Geral e que, em 80 anos, nunca houve uma mulher a ocupar o cargo de secretária-geral.

«Se não abordarmos o facto de que três quartos dos parlamentares em todo o mundo são homens e de que 103 países nunca tiveram uma mulher como Chefe de Estado, então dificilmente conseguiremos fazer justiça.

«Os direitos das mulheres não são nada de novo», acrescentou ela. «Estão enraizados no ADN desta instituição desde o início.»

A Relatora Especial da ONU sobre a violência contra as mulheres e as raparigas, Reem Alsalem, também se referiu a Jeffrey Epstein, observando que «a divulgação parcial das informações sobre as atrocidades cometidas pela organização criminosa de Epstein… tem vindo a ocorrer em todo o mundo há décadas, ao mesmo tempo que se ostenta um nível repugnante de impunidade».

https://healthpolicy-watch.news/us-isolated-in-opposition-to-un-womens-rights-document/

https://passblue.com/2026/03/10/how-us-tried-but-failed-to-wipe-out-70-years-of-global-consent-on-womens-rights/

March 16, 2026

Porque é que não se protegem os céus da Ucrânia? Não percebo

 

A Inglaterra está vendida aos islamitas?


Se não está parece. Responsáveis do governo de Starmer, membros do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido e jornalistas, incluindo o editor de assuntos internacionais da Sky News, participaram numa celebração na Embaixada do Irão em Londres para assinalar o aniversário da Revolução Islâmica?


Os filmes que falta ver

 

Fui ver a lista dos vencedores dos Oscars para saber os filmes que me falta ver. De todos os nomeados vi, Uma Batalha Após a Outra (não gostei), Hamnet (gostei); Marty Supreme (fez-me lembrar alguns filmes dos anos 70 sobre certo tipo de personagens da vida); Frankenstein (efeitos especiais e um visual espectaculares, mas um Frankenstein demasiado melodramático e freudiano, embora com cenas brilhantes); e Valor Sentimental (gostei muito da dinâmica entre as personagens e da casa das memórias). Ainda não vi os outros. Queria ver o filme Pecadores, que ganhou vários prémios. Vou ver Blue Moon que toda a gente diz que devia ter ganho o prémio de melhor actor. Não percebo o prémio ao actor de Frankenstein. 

Vou deixar aqui um espaço para depois dizer qualquer coisa sobre Blue Moon. 



Aniversários macabros - Mariupol

 

Em 16 de março de 2022, durante a invasão russa da Ucrânia, as Forças Armadas russas bombardearam o teatro de Mariupol, na cidade de Mariupol, na Ucrânia.O teatro servia de abrigo anti-aéreo durante o cerco de Mariupol, acolhendo um grande número de civis, sobretudo crianças e mulheres. O teatro estava identificado como refúgio de civis, cheio de crianças. Não era um alvo militar, não tinha túneis, não tinha armas. tinha civis e os russos sabiam disso. Putin mandou bombardeá-lo e matar as pessoas que lá estavam. A paz de Putin é o extermínio.





Ficou assim




Independentemente de estarmos ou não de acordo com a decisão de Trump de atacar o Irão

 


O Irão não pode invocar o direito internacional. Todos os 365 dias de cada ano o viola e comete crimes contra a Humanidade. As enfermeiras que ajudaram manifestantes a não morrer foram violadas por bandos de homens da Guarda Revolucionária ao ponto  de perderem parte do intestino. Entretanto, informadas que as suas famílias tinham começado a desaparecer, as iranianas que pediram asilo na Austrália voltaram para o Irão. O Irão é um dos regimes islamitas mais psicopata e predador do planeta. 


💥 Bum!

 

Coisas óbvias

 

Kęstutis Budrys

Os combatentes russos devem ser proibidos de entrar no Espaço Schengen.
A nossa mensagem é simples: não há lugar na Europa para criminosos de guerra russos. Esqueçam as vossas férias ensolaradas na Europa e os Aperol Spritz nas nossas capitais, enquanto o vosso país trava uma guerra brutal e causa derramamento de sangue na #Ucrânia.

🎯 Trump a falar da NATO diz: "eles" em vez de "nós"

 

E quem tem de resolver o problema Orban é a UE, não a Ucrânia que já nos está a defender a nós. Isto é óbvio.


Mr. Nobody against Putin

 

Fui ver quem tinha ganho Oscars (por acaso não gostei do filme que ganhou o de melhor filme, mas percebo que nos tempos que correm o tenham escolhido) e, nomeadamente, quem tinha ganho o prémio de melhor documentário: mr. Nobody against Putin, foi quem o ganhou. ainda não o vi -vou ver esta semana- mas todos sabemos o que é: um professor do 1º ciclo começa a filmar a militarização das crianças e da vida às ordens de Putin que quer transformar todos os russos em invasores e assassinos dos países vizinhos. Este prémio amplifica a sua voz de aviso e, simultaneamente de resistência contra o fascismo. O discurso dele de aceitação do prémio é um aviso para a maneira como os fascismos crescem à sombra da nossa cumplicidade com pequenos actos de transgressão, aqueles que antecedem os grandes actos, difíceis de reverter. Como o prémio revela, todas as pessoas têm uma voz activa, por mais distante ou modesto que seja o seu lugar no mundo e aqueles que escolhem nunca falar, são cúmplices do estado de coisas.


March 15, 2026

A Ucrânia a empurrar os russos para fora de sua casa

 

Jürgen Habermas (1929-2026)

 

Habermas foi um pensador alemão defensor da herança do Iluminismo, não no sentido de uma razão abstracta, mas da racionalidade como instrumento privilegiado dos necessários consensos democráticos e da fundação secular da legitimidade do poder. Era um defensor da intervenção da sociedade na vida política.