September 02, 2020

Um olhar franco e desafiador

 


... que nos olha nos olhos.


Music and Melody 

- Jean Françoise Portaels. Belgian (1818 -1895)


Pois, lá está, o problema de Centeno foi não ter tido Cidadania...

 


Tinha-se transformado num indivíduo democrático.


Centeno invoca segredo bancário para recusar dar relatório secreto sobre atuação do BdP


Banco de Portugal invoca o segredo bancário para negar novamente a entrega de relatório secreto que faz uma auto-avaliação do supervisor no processo de resolução do BES, depois de o Bloco de Esquerda ter insistido, no final de julho, em ter acesso ao documento que aponta falhas ao supervisor. Nega de Mário Centeno e omissões na auditoria da Deloitte ao Novo Banco estão na base do pedido dos bloquistas de comissão de inquérito ao banco.

Fátima, parte II, versão patetinha

 


Temos que anunciar ao mundo que aqui em Portugal descobrimos como erradicar o 'radicalismo violento', como criar cidadãos democráticos que não roubam não estragam e não andam à pancada. 

Milhares de anos a tentar perceber a natureza humana, a natureza da violência, do fanatismo, do dogmatismo cego e do crime, e esta senhora juntamente com o evangelista viram a virgem em cima da azinheira e anunciam a boa nova: vão transformar os alunos em anjos, cidadãos do mundo novo, que não roubam, não estragam, não têm violência. É a disciplina divina e mágica que transforma pessoas em anjos.

Isto é melhor que descobrir petróleo e ouro duma só vez. Vamos ser o farol do mundo.

Isto lembra-me a minha prof. de filosofia do liceu em 1975, esse ano do PREC, que em vez de dar filosofia, se punha com um ar de virgem iluminada a falar de como o comunismo era a resposta do mundo e de como íamos viver todos felizes e em Portugal nunca mais haveria opressão, pobreza e ditaduras porque os comunistas eram puros e iam cuidar do povo e libertar os ofendidos e humilhados, como eles gostavam de dizer.

A sério que anda estamos no PREC e ainda acreditamos no Pai Natal do Engels? Livrem-me de engenheiros sociais. 


Cidadania e Desenvolvimento: onde os alunos aprendem a “não roubar, não estragar, não andar à pancada”


Dos direitos humanos aos dos animais, passando pela educação sexual, rodoviária e ambiental, a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento foi criada em 2018/19 para preparar “cidadãos democráticos” e prevenir “radicalismos violentos”.


Este mundo

 



Filmes - Fátima

 


É um filme, como o nome indica, sobre os acontecimentos de Fátima de 1917. O filme é falado em inglês, mas a maioria dos actores são portugueses. Não todos: o Harvey Keitel, a Sónia Braga ou o actor que faz de presidente da junta que é um polaco (acho) e a rapariga que faz de Lúcia que é uma espanhola. A Lúcia Moniz, a actriz que faz de mãe da Lúcia é excelente no papel.

O filme é de um tipo que foi director de fotografia do Game of Thrones, o que se nota. É filmado em tons de sépia o que faz parecer um postal antigo. Tem cenas belíssimas, algumas que parecem saídas de um Bruegel. Mais abaixo pus umas imagens tiradas do filme.

Quanto ao tratamento dos acontecimentos, o filme toma algumas liberdades relativamente aos factos que se conhecem, mas no geral segue aquilo que se sabe dos acontecimentos, sendo que a maior falha, se é que lhe podemos chamar assim, é a não contextualização das crianças; quer dizer, é como se a vida delas começasse com aquela experiência, quando sabemos hoje muita coisa que explica uma boa parte dos acontecimentos. No entanto, é uma opção válida do realizador, essa de só querer focar-se nos acontecimentos das supostas aparições.  

Omite a maneira cruel como morreram os dois mais novos, especialmente a morte cruel da Jacinta (ela e o Francisco morreram da gripe espanhola), sozinha, abandonada e o que fizeram à Lúcia quando enfiaram a rapariga num convento de carmelitas do silêncio para não poder falar, nem com a mãe, mas é como disse, o filme foca-se nos acontecimentos das aparições. O Harvey Keitel aparece a dialogar com a Lúcia já idosa numa conversa de contrapor argumentos científicos à fé dela.

Enfim, o filme é bonito, vê-se muito bem, está bem construído, tem bons actores e recria aqueles meios humildes campestres da época. Vale a pena ver.





imagens da época que aparecem no fim do filme



imagens do filme:



esta parece uma cena do Bruegel 

Isto não é assim, Rui Tavares

 


... e muito menos com estes argumentos. Rui Tavares começa por gozar com as pessoas do abaixo-assinado não serem muçulmanos, ciganos ou imigrantes mas pessoas como o ex-Presidente da República, o ex-Primeiro Ministro, o Cardeal Patriarca, etc. O que ele quer salientar é que estamos a falar de gente tão dogmática ou atávica como se costumam julgar aqueles grupos citados.

Depois argumenta que a disciplina é obrigatória e por isso tem de ser frequentada. É evidente que ele sabe muito bem que a questão está em haver quem discorde da obrigatoriedade da disciplina mas, sendo obrigatória, pedem que, no mínimo possa haver objecção de consciência. 

Depois argumenta que a objecção de consciência não se aplica à disciplina de Cidadania porque  a educação é um direito fundamental que os Estados asseguram. O que tem uma coisa a ver com outra? Por essa ordem de ideias, tudo pode ser declarado objecto de estudo obrigatório desde que o Estado o deseje? Então, o Estado não nos representa a nós? Ou um governo quando é eleito assume que tem um cheque em branco para impor os seus desejos? 

A seguir diz, com ignorância, que a objecção de consciência refere-se aos alunos e não aos pais. Isto é porque não sabe, nem se deu ao trabalho de pensar um bocadinho que os pais são responsáveis  educação dos filhos. Pensa que os alunos da escola são os da universidade. Um aluno não pode, a não ser que tenha 18 anos, decidir ter ou não ter a disciplina de Moral, por exemplo. Os encarregados de educação é que dizem, sim ou não, porque são eles quem decide da educação dos filhos, até certa idade.

Em seguida argumenta que perguntar se deve haver cidadania é como perguntar se deve haver português. Estamos em Portugal, aprende-se português, somos cidadãos, aprende-se cidadania. Rui Tavares não é estúpido e percebe muito bem que são coisas diferentes, aprender a língua ou matemática, o que implica conhecimentos técnicos e frequentar uma disciplina que tem por base posições ideológicas e filosóficas, porque isso de ser cidadão, estritamente falando, é cumprir os seus deveres cívicos: respeitar a lei e a ordem estabelecida; sendo-se contra, usar-se os canais legais até ao limite do possível; participar na escolha dos governantes e na vida política do país, fazer valer os seus direitos. Mais nada. 

A disciplina de cidadania que existe nas escolas extravasa em muito estes princípios e aborda assuntos que, por muito que nos custe, não estamos todos de acordo. Vamos supor que estávamos com um governo em que o ministro da educação fosse do Chega e resolvesse mudar os temas da disciplina para: defesa da vida (mesmo a embrionária), defesa da família tradicional, defesa dos valores da Pátria, etc. Se calhar o Rui Tavares assinava uma carta contra a obrigatoriedade da disciplina. E depois respondiam-lhe: então a nossa Pátria é Portugal, é normal termos uma disciplina que defenda os seus valores; o nosso país é maioritariamente católico, é normal que se aprenda a respeitar os valores do catolicismo e da família tradicional, etc. - estes são os mesmo argumentos de Rui Tavares.

No que me diz respeito, a disciplina cria problemas sem méritos que o justifiquem. Grande parte do que ali se fala, aborda-se em outras disciplinas como o ambiente, a sustentabilidade, a sexualidade: fala-se disso tudo na Biologia. Questões como o respeito, a tolerância, as questões da convivência entre culturas, os direitos humanos, a justiça social, questões de ética, os deveres individuais e sociais, etc., abordam-se na disciplina de Filosofia. Aliás, acontece chegarem à disciplina de Filosofia e já terem falado de certos temas, várias vezes!! uma em cada ano que tiveram a disciplina, mas de maneira descontextualidada dos princípios filosóficos que as sustentam, porque a disciplina é dada por qualquer professor, o que não ajuda nada... e, pior, já não suportam ouvir falar das mesmas coisas.

Os temas da disciplina de cidadania fazem parte daquilo que se chama o currículo escondido e que corresponde à aprendizagem de comportamentos e valores pelo exemplo do professor e da escola. Se os professores, nas suas aulas, são pessoas que respeitam os alunos, respeitam pontos de vista diferentes, respeitam os direitos dos alunos, exigem que eles respeitem os direitos dos outros e cumpram os seus deveres, se gerem a aula com princípios de exercício de liberdade, dentro das regras, se mostram respeito por outras raças, outras culturas, se dão exemplo de não serem racistas, machistas, homofóbicos, etc. Se não deixam que nas aulas haja actos de violação de direitos humanos e discutem isso com os alunos em cada caso que surge; se cumprem os seus deveres de cidadania política e incentivam os alunos a fazê-los, pois isso é que é educar para a cidadania. 

Se são o oposto disso, quer dizer, se mostram ser racistas, machistas, agressivos, etc., é indiferente que haja uma disciplina de cidadania. Se a escola em si não é uma organização democrática, muito antes pelo contrário, como é o caso, para quê haver uma disciplina de cidadania? Para nos tirar montes de aulas que precisamos para os currículos gigantescos? Ou é para ser como o grande evangelizador das massas que impõe estas disciplinas e só fala de direitos e em grandes princípios mas depois, na prática, vêmo-lo sem respeito, nem pelos outros, nem pela lei? A cidadania é um exercício, uma prática, não um evangelho.

É claro que o Estado pode impor a disciplina a todos como obrigatória como impõe muita coisa, mas não devia. A prioridade do Estado devia ser comportar-se ele mesmo com civismo, dentro do respeito pelos outros, nomeadamente pelos alunos e pela lei.








"Preserve these words against a time of cold"

 


Preserve these words against a time of cold,
a day of fear: man survives like a fish,
stranded, beached, but intent
on adapting itself to some deep, cellular wish,
wriggling toward bushes, forming hinged leg-struts, then
to depart (leaving a track like the scrawl of a pen)
for the interior, the heart of the continent.

Joseph Brodsky

Bruegel - o homem comum




Pieter Bruegel the Elder, Elck or Everyman, a drawing
1558/1558

Elck in holandês, significa, 'qualquer um'. As cenas nesta pintura ilustram provérbios ou ditos populares, entre eles aquele que se refere ao homem comum se procurar a si mesmo, em vão, nos objectos materiais do mundo: a figura central está em cima de um globo quebrado.
Com uma lanterna, no meio de objectos como jogos, pipas de vinho, etc., um homem comum busca as distracções da vida. Ao fundo outro homem está dentro de uma grande saca à procura de qualquer coisa. Todos andam à procura de sentido mas tentam encontrá-lo em 'coisas', divertimentos, objectos de vaidade e de prazer.
À direita dois homem jogam ao cabo-de-guerra e na parede está um quadro pendurado com a 'moral da história': mostra um bobo em cima de uma pilha de objectos quebrados a olhar-se ao espelho. Por baixo lê-se, 'Ninguém se conhece a si mesmo'.
Nesta pintura Bruegel mostra o vício do homem comum, a procura frenética de bens materiais, e o modo como se cura esse vício: o auto-conhecimento. Só através deste o homem se livra das vaidades do mundo.














September 01, 2020

The borders of nothingness




Foto di Julio foto.López-Saguar-via Roberto M Mantovani

The Hot Sardines - When I Get Low I Get High

 



Os alunos são números, os professores são números, só os políticos são pessoas?

 


 Gap between rich and poor pupils in England 'grows by 46% in a year'


Isto é em Inglaterra. Cá deve ser pior. E como prevê o ME resolver ou, pelo menos, atenuar este problema que não foi criado pela pandemia, pois o problema do fosso entre as condições de ricos e pobres já existia, mas ficou completamente exposto por ela? Investimento nas escolas? Condições de segurança de professores e alunos para se poder dar atenção particular a estes alunos? Não. Nada, nadinha, Nicles. As preocupações são com os votos no PS, artigos de jornais fabricadores,  relatórios com gráficos enganadores e outras coisas que tais, não com os alunos, que vão ser mandados para as escolas exactamente como sempre têm ido. Só que, como este ano as condições são piores, as possibilidades deles também vão ser piores.

São os políticos que temos. No país do sol, como diz a canção, anda tudo nu, que mais queres tu, que mais queres tu...


Uma questão: quem não sabe negociar faz terrorismo?

 


Ir para as reuniões de má-fé: ou fazes o que eu quero ou lanço o caos nisto tudo. Era assim que o polícia do artigo sobre o enselvajamento da sociedade francesa que ontem li descrevia as hordas de adolescentes deliquentes que andam a pilhar a cidade: ou nos dão o que queremos ou partimos isto tudo.


Rentrée PS. César ensaia discurso: ou geringonça 2 ou o caos

A ausência de acordos à esquerda poderá "prejudicar" a recuperação económica portuguesa. A encerrar a rentrée do PS, o presidente do partido dramatizou a necessidade de uma geringonça 2.

Filmes - american animals




Liguei a TV às 4 da manhã (tenho de tomar o pequeno-almoço agora porque depois são muitas horas de jejum) e estava a dar este filme. Ia a meio. Tem piada porque ainda há uns dias estive a falar dele com um amigo. O filme é muito interessante. Como diz logo no início, não é baseado em acontecimentos reais, é sobre acontecimentos reais. O filme acompanha o planeamento e roubo de livros raros da biblioteca da Transylvania University, entre eles Os Pássaros da America de Audubon que 4 estudantes universitários do Kentucky levaram a cabo, muito estúpida e desajeitadamente, em 2003. 

O que torna o filme diferente é o facto de ser comentado, paralelamente ao trabalho de recriação dos actores, pelos próprios indivíduos que fizeram o roubo. Também a bibliotecária e alguns pais aparecem a comentar os acontecimentos. O roubo foi tão mal planeado e executado, bem como a tentativa posterior de vender os livros que conseguiram trazer (o maior prémio, Os Pássaros, deixaram-no caído no chão) que passadas duas ou três semanas estavam todos presos e os livros de volta à biblioteca. 

O filme não glamoriza os rapazes, pelo contrário, e deixa no ar a pergunta, ''porquê?". O que é que os levou a estragar a vida desta maneira estúpida? Quer dizer, estamos a falar de 4 rapazes de classe média, com uma vida confortável e privilegiada que cresceram em ruas de grandes vivendas de subúrbios abastados, com um futuro promissor. Um deles, o que tem a ideia de roubar o livro de Audubon, é um estudante de Belas Artes que tem ambição de ser designer gráfico e pintor, mas acha que lhe falta uma experiência marcante, na sua vida rotineira, para se tornar um grande pintor. Outro é o guarda-redes estrela da equipa de futebol da universidade, mas está farto do desporto e quer uma vida diferente. 

Todos eles cresceram a ver filmes de gangsters e de assaltos, tipo, Ocean's Elevan e a fantasiar em fazer algo diferente, genial. Um dos rapazes reais que entrou no assalto, diz a certa altura, no fim do filme, que eles são de uma geração a quem os pais deram tudo e fizeram que acreditassem serem especiais; que desde miúdos, pegavam numa coisa qualquer que fizessem como se fosse um talento extraordinário e diziam-lhes que eram especiais e que podiam ser tudo o que quisessem na vida, quando na realidade, diz o rapaz, tudo era banal e nós éramos pessoas banais: rapazes brancos com uma vida privilegiada, sem nunca ter passado dificuldades e sem conhecer o mundo. Os pais, que também são entrevistados, dizem que não percebem, porque lhe deram uma boa educação, uma educação para o sucesso.

Acabaram todos na cadeia a cumprir pena de sete anos e sairam dali para vidas medíocres e limitadas.

Este filme devia ser um wake up call para todos os governantes que passam pelo ME de há uns anos para cá, com um discurso de convencer os pais de que os filhos são todos extraordinários, cheios de criatividade e curiosidade inatas e que só não se não se tornam todos génios porque os professores são maus. Os pais acreditam mesmo nisto e passam essa ideia aos filhos. 

Cada vez mais há pais que vão à escola com este discurso de os filhos serem muito bons porque os professores lhes foram dizendo sempre que podem tudo e porque sempre tiveram as notas máximas. O que é verdade, mas isso não se deve a serem excepcionais mas à pressão que o ME faz para que se passem todos e aos acertos que se fazem nas outras notas como consequência.
Todos os milhares de alunos que vão entrar para a faculdade este ano com notas de 18, 19 e 20 devido à fantochada que foram os exames, estão convencidos que são excepcionais e isso não os ajuda, nem a eles, nem a nós.

A minha médica, que dá aulas numa faculdade de Medicina, dizia-me há tempos que os alunos entram para o curso convencidos que são excepcionais só porque vieram com grandes notras e que é difícil fazê-los ver que ainda não sabem nada. Pois, bem vinda ao clube... cada vez mais imensos alunos chegam ao 10º ano abaixo dos mínimos aceitáveis mas com classificação de 5, logo, pensando que são excepcionais... 

Os excepcionalmente bons e os excepcionalmente maus são raríssimos. A maioria das pessoas não é excepcional, é mediana. Com muito trabalho e estudo progridem para bons alunos ou até muito bons e nós sabemos como pô-los a progredir, mas se já vêm convencidos que são excepcionais, que as suas opiniões desinformadas valem tanto como as dos que têm conhecimentos (consequência da evangelização do ME) é difícil convencê-los que têm de estudar e trabalhar bastante para chegarem às notas a que estão habituados. 
E o que vamos dizer aos pais...? Olhe, o seu filho/a é normal; os alunos com características excepcionais são raros e diferentes (mesmo esses não são excepcionais a tudo: podem ser excepcionais no desporto, na matemática, nas línguas, na filosofia, no desenho, etc. -) e quando temos um aluno desses, damos logo por isso. Claro que não. 

Todo o sistema está desenhado para a mentira e para a auto-indulgência, para o divertimento e prazer e não para o esforço e trabalho. É assim que muitos chegam aos governos convencidos que são grandes génios renascentistas e não percebem que os valorizaram por terem talentos limitados e/ou grandes cunhas.




 

Políticos - passado, presente e futuro

 


18 Dezembro de 1949 - inicio construção do Cristo Rei.

Repare-se que a ponte ainda não existe, mas o que foi considerado prioritário construir foi uma estátua de um Cristo a olhar para o rio. Alimentar as pessoas com mitos de seres alados em vez de lhes as dar asas para que possam voar por si.





~via José Nogueira

Good morning 🙃

 





August 31, 2020

Trying to be positive

 

“Infinite horizons belong to those who have infinite imagination!” 
― Mehmet Murat ildan

“Noone can attain infinite wisdom with finite horizons!” 
― Mehmet Murat ildan





O mundo é governado por gente mentalmente doente

 


Nos EUA, o indivíduo que advoga, em nome de Trump, a imunidade de grupo diz, a propósito da abertura das escolas sem segurança, que as crianças transmitirem o vírus aos adultos era a cereja no topo do bolo. 

Se calhar é o que pensam outros em muitos outros países, só que não dizem.


A menos de 15 dias de começarem as aulas, os excelentíssimos senhores, João Pôncio e Tiago Pilatos

 


... estão em abluções. Desinfectam-se continuamente da responsabilidade da tutela desses piolhos que são os professores. De tanto lavarem as mãos com o sabão da irresponsabilidade já a pele da vergonha lhes caiu há muito tempo. 


Pais, professores e diretores de agrupamentos de escolas exigem clareza do Ministério da Educação

Numa declaração conjunta, Confap, ANDAEP e FNE exigem clareza, coerência e precisão nas orientações e nos recursos do Ministério da Educação para garantir a confiança na abertura do novo ano escolar.


Destacando a importância de cumprir, fazer cumprir e vigiar as medidas de proteção contra a covid-19, as três associações apelam às autoridades de saúde, e particularmente à Direção-Geral da Saúde, "para que sejam rigorosas, claras, coerentes e exigentes na determinação das orientações essenciais de proteção da saúde pública e no acompanhamento e verificação do seu cumprimento".

Em relação ao Ministério da Educação, o discurso endurece. Pais, diretores de agrupamento e professores exigem que, dentro da clareza e do rigor, este defina, antes do início das aulas, os procedimentos de articulação entre os serviços de saúde, escolas e famílias, de forma que as escolas se reorganizem rapidamente em caso de deteção de focos de infeção em membros da comunidade escolar.

Entendem as três associações que a concretização da atividade letiva presencial segura "é essencial e que esta exige um investimento claro na contratação dos docentes e dos não docentes que permitam a resposta educativa adequada ao contexto especial e exigente que vivemos, designadamente na ágil substituição de professores e de assistentes operacionais, quando necessário".

Outra questão que gera preocupação é a da autonomia das escolas e dos seus profissionais "para as medidas que forem necessárias para adaptar o conteúdo do currículo, a definição dos grupos-turma, a metodologia e a avaliação conforme as circunstâncias, de forma que não se agravem ainda mais as desigualdades sociais e a distribuição desigual dos recursos".



Entretanto a filha do pai, aquela que trabalhou com a incompetente da Rodrigues, que basicamente é uma adida de imprensa com salário e mordomias de ministra, já veio com o mentiredo habitual (a quem sairá...? ), pois toda a gente sabe que não há condições para distâncias de metro e meio, nem um metro sequer, entre alunos... ... enfim, talvez para alguns escolhidos a dedo.

...  a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva.

Segundo foi ainda divulgado, as novidades sobre o regresso às aulas deverão ser conhecidas nos próximos dias. Para já, o Ministério da Educação ainda está em reuniões com os agrupamentos escolares para decidir qual o modelo do próximo ano lectivo. A ministra lembrou, no entanto, que o Governo já aprovou um conjunto de regras que vigorarão “numa situação de estabilidade, como aquela que hoje vivemos”. Estas regras incluem o distanciamento de 1,5 metros entre os alunos;


 

Rir é o melhor remédio II 😁