Um professor universitário está em vias de ser despedido por ter denunciado um outro professor por plágio e mentiras no currículo. A denúncia é verdadeira? Sim, e uma investigação posterior à vida de Arday mostrou que era ainda mais aldrabão. Então porque está o professor denunciante a ser punido? Porque o professor denunciado morreu (suicidou-se?) depois de demitir-se face à veracidade das acusações e a família queixa-se de perseguição e desinformação à volta dele. Mas o professor denunciante é culpado da morte de Arday? Não. É culpado de Arday ter fabricado uma vida e um currículo? Não.
A desinformação de que a família de Arday se queixa, foi ele mesmo quem a fez, com o intuito de enganar a universidade onde trabalhava - que agora sabemos que o escolheu sem verificar as suas credenciais e talvez para cumprir quotas. Então a que propósito o professor está a ser despedido? O que tem a denúncia a ver com a morte?
Agora devemos fingir que não sabemos de prevaricações para não embaraçar os prevaricadores? Pois, parece que em Inglaterra isso é costume pois foi assim que se esconderam os crimes dos gangs de violadores paquistaneses.
A universidade tem grande responsabilidade nas pessoas que contrataram Arday por ideologia e não por mérito, mas está a ver se passa entre os pingos da chuva porque agora perguntamos: quantos pessoas já foram contratadas por ideologia e o que é que isso nos diz do mérito da própria universidade de Cambridge? Em que mais é que enganam as estatísticas?
Também é dito no artigo que o professor denunciante está a ser despedido por ser racista. Não sei se ele é racista ou se é apenas um daqueles homens que não tem nenhuma consciência do que são os privilégios dos homens brancos em certas áreas, comparam o incomparável e é com base nessa comparação que são contra as quotas.
A maioria desses homens não sabe pensar e não vê duas situações comuns: a 1ª é que os homens escolhem preferencialmente homens para os empregos (portanto, há uma quota natural para eles) por preconceitos enraizados dogmaticamente e pelo hábito de ver só homens em certos postos. Isto está muito estudado em milhares de situações que se provocam para ver se há esse preconceito.

Já não temos regras escritas como dantes havia (repare-se no último parágrafo desta carta) mas ainda existe esse hábito enraizado em dogmas; a 2ª é que não percebem que a maioria das pessoas que chega a certas profissões vem de meios com essas mesmas profissões e que isso lhes dá uma vantagem natural.
Cantores de ópera vem de meios musicais, médicos vêm de famílias de médicos, professores universitários vêm de meios académicos, etc.
É por isso natural que haja poucos indivíduos negros em certas profissões pois fazem parte do grupo de pessoas que tem de vencer muitos mais obstáculos para chegarem ao lugar onde os homens brancos chegam mais facilmente por virem de contextos com facilidades ou menos obstáculos - com excepções, evidentemente.
Ah, dizem, mas há a educação pública. Pois há, mas não basta pôr uma pessoa numa escola para vencer séculos de inferiorização planeada. Vemos que a educação universal existe na Europa moderna desde o fim da 2ª Guerra Mundial e só agora, passados quase 100 anos, as mulheres começaram a igualar os homens nas profissões que eram tradicionalmente de homens e, mesmo assim, ainda há muita resistência. Veja-se o governo americano que despediu imediatamente mulheres e negros. E isto, tendo em conta que as mulheres são metade da população e não uma minoria como a população negra. Estas coisas levam tempo e não pode querer-se que aconteçam à força. Eu sou a favor de quotas temporárias até se atingir a igualdade no tratamento do mérito, mas não sou a favor de escolher pessoas sem mérito só para preencher uma quota. Imagine-se fazer isso na medicina ou na aviação ou na engenharia de pontes... De certeza que haveria outros candidatos negros com mérito e não havia razão para irem escolher uma pessoa com currículo fabricado.
Portanto, não sei se este professor que está a ser despedido é racista (calculo que ele tenha a mesma opinião das mulheres que tem dos negros) ou se é só um parvo encartado (dele só sei o que diz este artigo de um jornal de pouca confiança) mas mesmo admitindo que seja racista, o que tem isso que ver com a fraude de Arday? Foi o racismo dele que provocou a fraude? Isto é misturar alhos com bugalhos. Se a universidade dele já achava que ele era racista porque não fizeram algo antes? Parece que não queriam saber disso e fazem agora alguma coisa apenas por medo de afrontar os manifestantes da ideologia da moda.
O professor denunciado, Arday, queixava-se de ser escrutinado e via isso como perseguição e milhares de pessoas juntaram-se para gritar contra a discriminação. O PM inglês veio fazer uma cena de emocionalismo hipócrita para o voto e mais nada. A morte de Arday é uma tragédia? Sim, porque claramente ele era uma pessoa a precisar de ajuda. Ninguém que inventa uma tal sequência de falsos conseguimentos pode ser uma pessoa equilibrada.
Porém, lembro-me imediatamente de dois casos de discriminação em Inglaterra que não arrancaram uma palavra de suporte ou empatia a uma alminha sequer dos governos ou do 'povo indignado', porque não eram da ideologia certa:
- Ann Widdecombe, uma ex-deputada inglesa com quase 80 anos que lutava pelos direitos das mulheres, uma pessoa honesta que nunca enganou ninguém foi assassinada barbaramente com 21 golpes de martelo na cabeça, muito provavelmente por um misógino desses modernos que lhe tinha raiva por não ter a ideologia certa. Não houve uma única declaração do governo sobre o assunto e tentaram desinformar com declarações de que teria sido um mero assalto.
- J. K. Rowling é , desde há dez anos, perseguida, discriminada, assediada e ameaçada de morte pela comunidade de trans homens que se dizem mulheres. Todos os dias. Por ser contra os trans? Não. Por defender os direitos das mulheres, por ser uma pessoa séria e honesta empenhada na defesa dos direitos humanos das mulheres em vez de estar calada a gozar o dinheiro que fez com a sua escrita. O crime dela? Não ter a ideologia certa dos misóginos modernos da nova-esquerda. Nunca vi um PM ou outros governantes fazerem-lhe declarações de apoio. Pelo contrário. Quem a aprecia somos nós, as mulheres, mais os homens que são pessoas decentes.
Portanto, todo este caso é uma grande hipocrisia da universidade, do governo e dos meios de comunicação social, como se vê por este artigo que, sem nenhum interesse, nem pela análise do caso nem pela verdade o reduz, pelo modo como o apresenta, a uma situação de racismo e de perseguição a negros.
Universidade belga suspende académico que acusou Jason Arday de plágio
Em 2024, o norte-americano Nathan Cofnas já tinha sido afastado da Universidade de Cambridge após denúncias de estudantes sobre publicações racistas.
Reuters e PÚBLICO
Nathan Cofnas, o académico norte-americano que acusou de plágio o professor de Cambridge Jason Arday, encontrado morto em sua casa a 14 de Agosto, foi agora suspenso pela Universidade de Ghent, na Bélgica, na sequência de uma investigação em curso por suspeitas de discriminação.
Jason Arday, o homem negro mais jovem de sempre a chegar ao cargo de professor na Universidade de Cambridge,
morreu em Londres, aos 41 anos, dias depois de apresentar a demissão do cargo. Arday negou as acusações de plágio, mas admitiu "erros", condenando sempre a "crueldade", os anos de "implacável escrutínio público" e os "ataques pessoais" de que foi alvo.
Milhares de pessoas participaram na passada segunda-feira numa vigília no centro de Londres para homenagear Jason Arday. O próprio primeiro-ministro britânico,
Andy Burnham, apelou a uma reflexão colectiva sobre a morte do sociólogo: "É uma tragédia a tantos níveis (...) É um momento de reflexão, diria, para reflectir sobre como as coisas chegaram a este ponto."
O próprio Cofnas, que se autodefine como "realista racial" (noutras palavras, alguém que acredita que o racismo tem fundamento científico), já tinha estado sob escrutínio na sua carreira. Em 2024, foi afastado do Emmanuel College, da Universidade de Cambridge, depois de vários estudantes terem manifestado preocupações em relação a publicações racistas feitas pelo norte-americano.
No seu blogue, Cofnas defendeu que, numa meritocracia, "os negros desapareceriam de quase todos os cargos de alto nível, com excepção do desporto e do entretenimento". Disse também que "o corpo docente de Harvard seria seleccionado entre os melhores dos melhores estudantes, o que significaria que o número de professores negros ficaria perto de zero".
O académico, que nega ser racista, continua envolvido numa disputa legal com o Emmanuel College.
As acusações de plágio contra Jason Arday atraíram uma enorme atenção mediática, o que levou a que fossem levantadas mais questões sobre outros aspectos da sua vida, incluindo as suas qualificações, as conquistas feitas durante a juventude ou a sua saúde.
Na passada sexta-feira, horas depois de o corpo de Arday ter sido encontrado em casa, a família divulgou um comunicado em que reiterou que o antigo professor de Cambridge tinha sido vítima de uma "campanha de desinformação (...) e de abusos contínuos".