September 09, 2026

Merz 💪

 

Merz cancelou uma chamada telefónica com Trump depois de este ter felicitado a AfD pela vitória eleitoral na Saxónia-Anhalt — The Guardian 
Trump felicitou a AfD pela vitória eleitoral e apelou a «tornar a Alemanha grande novamente».
Merz tem-se pronunciado repetidamente contra «a interferência ou os comentários sobre a situação política interna, em particular no que diz respeito às eleições» 

Slava 🇺🇦

 

Uma solução para deixar crianças na escola sem entupir o trânsito

 

Dumb & Dumber

 



Os russos estão a avançar... ao contrário

 

Uma nova modalidade de avanço... para trás.

Burnham quer ser visto como um líder nobre e isso é mais importante que as boas relações com um aliado

 

E que frase idiota é esta, 'We will always stand with the underdog'. Qual underdog? Desde quando os palestinianos são os oprimidos? Desde que começaram uma guerra com um ataque digno das barbaridades do século VII? Desde quando os palestinianos são uma minoria quando pertencem a um grupo de dois biliões de pessoas das mais ricas do mundo? Então agora o que ataca, o que tortura e mata, o que jura eliminar todos os israelitas é que é o oprimido e o atacado é que é o opressor por se defender? A Inglaterra tem uma aliança política e militar com Israel e acaba de deitar tudo para o lixo para este homem infantil se gabar de ser um grande líder e ser moralmente superior. Vanitas vanitatum et omnia vanitas. Que atraso de vida...

Sanções de longo alcance

 

Arrependimentos

 


Estou muito arrependida de ter comprado este livro. Li a introdução e pareceu-me bem. Uma breve contextualização do modo como chegaram até nós as fontes persas, a descodificação da escrita, a intenção de contar a história dos persas a partir de fontes persas. Ok, pareceu-me bem.

Logo a seguir desata numa arengueira acerca dos gregos serem do pior que há, que falaram mal dos persas só por inveja e por serem inimigos, que não sabem nada deles... entretanto, como Heróduto nasceu em Halicarnasso, uma cidade grega sob domínio persa e que viveu entre os persas, lá diz que não se pode deitar fora tudo o que ele escreveu mas que ele era completamente enviesado e que seguindo os gregos em geral desprezava os sentidos e as emoções e pintava os persas como debochados e era um opressor que seguia a racionalidade e que é por isso que os persas têm mau nome. Porque os ocidentais que redescobriam os gregos no renascimento e a racionalidade grega no Iluminismo, acrescenta, seguiram o modelo grego e escreveram só falsidades que levaram aos homens brancos racistas, ao imperialismo e a desprezar as culturas emocionais... hã...?
Perdi logo a vontade de ler. A raiva que o homem destila contra os gregos e a raiva à racionalidade faz-me pensar que não é objectivo e que a sua história é uma história woke dos persas.
Estou muito arrependida de ter comprado o livro e perdi a vontade de o ler. Queria saber a história dos persas, não tenho interesse nenhum em saber o que ele pensa do capitalismo ou do homem branco. 

E depois, quem é que pode ler os filósofos gregos e ficar com raiva e não gostar - ou o Heródoto? É preciso ser grunho.

Hoje-em-dia toda a gente é raivosa o tempo todo por motivos pueris. Em Setúbal a conversa dos enfeites no edifício do mercado continua nas redes sociais. Dizem mal só por dizer. Então, de vez em quando escrevo um comentário numa dessas páginas a dizer que os acho divertidos, só para chatear 😁. Tenho logo comentários que são caras encarnadas com raiva. Raiva... mas quem é que fica com raiva de outra pessoa ter uma opinião diferente sobre enfeites num prédio? Os enfeites serão opressão a desconstruir?

Sobre a compra da ilha da Albânia por Kushner - nem tudo é o que parece

 


Como se espalhou a desconstrução daqueles franceses

 

Espalhou-se pelas universidades. Estes franceses eram professores universitários. Marcuse, um alemão da Escola de Frankfurt foi para os EUA ensinar. Levou outros atrás dele. É nas universidades que se ensina a ideologia da nova-esquerda.

Para ouvir/ver o podcast na totalidade: https://youtu.be/dW6-tzswJgw


Razões de fundo - será que os franceses devem um pedido de desculpas ao Ocidente?



Michel Foucault, Gilles Deleuze e Jacques Derrida, os pós-estruturalistas da desconstrução, espalharam as suas ideias por todo o Ocidente e estão na origem da ideologia cega da nova-esquerda.

Todos os três escreveram contra o imperialismo e racismo ocidentais e fizeram a apologia da destruição do Ocidente, através da desconstrução das suas estruturas de poder como imperativo económico, político e ético. 

Todos eles foram marxistas (Foucault chegou a ser do partido comunista) ou simpatizantes de Marx e embora a sua relação com o marxismo fosse complexa, advogam um conceito de justiça social marxiano.

Apesar de acusarem a sociedade ocidental de ver o mundo binário -civilizado/bárbaro, rico/pobre, negro/branco, verdade/falsidade- eles próprios vêm o mundo desse modo: estruturas de poder com opressores racistas e imperialistas de um lado ( o Ocidente) e oprimidos do outro.

Nesse sentido, todos eles fazem a crítica e a desconstrução da sociedade ocidental, imperialista e racista.

Michel Foucault defendeu que o racismo moderno não é apenas um preconceito individual, passado de pais para filhos, mas um mecanismo de Estado, usado para fragmentar a população e justificar a eliminação (física ou civil) do "outro" em nome da sobrevivência. O seu conceito de «dispositivo» serve de base para compreender o racismo estrutural moderno. As instituições do «dispostivo» (prisões, hospitais e escolas) criam "verdades" para controlar os corpos e os comportamentos. São estruturas de poder opressoras. O poder vem do Estado, mas depois circula em todas as práticas sociais e discursos do dia-a-dia e aquilo que chamamos 'racional', em cada época, é apenas um produto relativo à história e ao tempo, logo sem verdade.

Vê-se aqui a desconstrução da racionalidade substituída pelo subjectivismo e emocionalismo; a desconstrução da profissão de professor, esse opressor cúmplice da estrutura de poder do «dispostivo». A desconstrução dos sistemas racionais objectivos e da autoridade do saber, de que o professor é detentor, convergem para o fim do imperialismo e racismo ocidentais. Esta é uma das razões profundas da crise da educação actual.

Foucault também desconstrói a família tradicional, mais outra estrutura de poder opressivo (o dos pais, incentivado pelo Estado opressor) que levou  ao apoio da nova-esquerda aos trans e a todas as letras do LGBTQ+ como luta contra a 'verdade' da família conservadora. Foucault era um defensor da pedofilia. Faz parte da mesma desconstrução da opressão da estrutura de autoridade, desta vez, dos pais. Não querem que novos modelos de família co-existam com os outros anteriores, querem a destruição dos anteriores: eliminar os nomes, 'mãe' e 'pai', eliminar o conceito de 'mulher' para que não possa nada ser definido e defendido como verdade objectiva. Os trans são oprimidos pelas mulheres que não abdicam da sua definição e os oprimidos têm direitos de violência sobre os opressores. São soldados.

Deleuze criticou o imperialismo ocidental como uma gigantesca máquina de captura económica abusiva da sua subjetividade. O Ocidente impõe formas universais de pensar e de governar (as democracias, o liberalismo, etc.), esmagando minorias e culturas não-ocidentais através da colonização. Logo, qualquer soldado contra o racismo e o imperialismo está autorizado a destruir os direitos individuais e humanos. Aliás, os direitos humanos são uma invenção dos imperialistas para esmagar as vítimas da opressão. Os activistas que destroem pinturas ou atiram pedras a políticos são soldados em luta contra o opressor imperialista. As fronteiras são opressoras, criadas pelo imperialismo colonialista ocidental, etc.

Cá está mais uma vez a desconstrução do Ocidente através da identificação de todos os ocidentais como brancos racistas e imperialistas e dos não-ocidentais como vítimas absolutas de racismo e imperialismo. Porque é que a nova-esquerda apoia o extremismo islâmico? Porque são soldados contra o imperialismo e o racismo de Estado dos ocidentais.

Jacques Derrida é o papi da desconstrução. Atacou o «logocentrismo», ou seja a valorização da racionalidade da filosofia ocidental, argumentando que a busca europeia pela "verdade universal" esconde, na verdade, um profundo etnocentrismo, na medida em que despreza o emocionalismo e o subjectivismo e relativismo cultural dos não-ocidentais. 

Usou a demonstração de que a linguagem não é pura, fixa, original, mas contextual e inter-subjectiva para desconstruir a procura de uma verdade universal, objectiva e a própria racionalidade como princípios de verdade objectiva abusadora e opressora. Kant com o Iluminismo (sapere aude) são o expoente do imperialismo racista ocidental - alvos a abater). Toda a linguagem, em seu entender, oprime alguém de forma sub-reptícia. Nenhum texto ou autor possuem uma interpretação final e definitiva. 

Por aqui se vê como todo o sistema escolar é entendido como uma estrutura de poder opressora: oprime pela palavra, pela procura de verdade objectiva, pela procura de universalidade, pela própria autoridade, imperialista. 

As políticas de educação dos últimos 20 ou 30 anos são de relativização absoluta do saber, dos detentores do saber, da cultura, dos fabricadores da cultura, da linguagem, do pensamento, do trabalho, da disciplina, do esforço, do estudo - tudo é imposição de opressão imperialista para anular a voz do outro.

O aluno mesmo que tenha dois, cinco ou doze anos de idade é que escolhe o que quer estudar porque se for o professor, está a oprimi-lo; a imposição de regas de disciplina, de comportamento, de assiduidade, não passam de opressão, pois como pode o professor provar que a sua 'verdade', a sua autoridade nessas matérias é superior, se não há verdade, se tudo é relativo e local, temporário? 

A imposição de uma gramática, seja da linguagem seja do pensamento, é uma opressão imperialista, racista, etc.

Estes três descontruiram tudo tão bem desconstruido que estamos em risco de não sobrar nada.

Esta são as razões de fundo (ou as principais) da decadência da educação em todo o Ocidente. As políticas têm sido de desconstrução completa de todos os valores, princípios, textos fundadores, pensadores, filósofos, escritores ocidentais, pois cada um deles levou à construção do imperialismo e racismo opressores dos povos puros, os oprimidos, sem pecado original.

Como é que estes três franceses, juntamente com pensadores da Escola de Frankfurt disseminaram as suas ideias pelas universidades e instituições de esquerda ao ponto de terem chegado onde chegaram: apoio de violência, extremismo, contradições, negação de evidências, sustentação da supressão dos direitos das mulheres, defesa da pedofilia divulgada como emancipação sexual de crianças, etc.?

Vou à procura de um vídeo curtinho que vi algures sobre a disseminação deste cancro que confunde relatividade com igualdade, autoridade com opressão, objectividade com verdade única, disciplina como colonização, etc., tapando os olhos a toda a vasta realidade e suas evidências que não se conformam com estas ideias, transformadas em ideologia dogmática e ela mesmo opressora e binária pela nova-esquerda unineuronal.

Estes resultados só surpreendem quem não está nas escolas



Alunos da OCDE voltam a piorar e em Portugal regrediu-se 20 anos a Matemática e a Leitura

Após quebra sem paralelo na pandemia, novo PISA, o grande estudo da OCDE, mostra deterioração generalizada de competências, sobretudo a Leitura. 

Andreia Sanches

Público

Em Portugal, também: de 2015 para cá houve mesmo um retrocesso, lê-se no relatório, e "reverteu-se completamente" o progresso que o país tinha alcançado. Estamos "perto do nível observado em 2006". Ou pior.

Portugal não desce apenas face à edição de 2022, ano em que se registou na generalidade dos países uma queda sem precedentes — culpou-se sobretudo a pandemia, mas a OCDE já então alertava para o facto de, em vários anos, a curva descendente ter começado desenhar-se bem antes, incluindo por cá.

Na verdade, no que diz respeito às competências de Leitura e Matemática, os resultados dos alunos portugueses de 15 anos são, em 2025, piores do que em 2006 (aliás, no caso da Leitura até são piores do que em 2000, ano do primeiro estudo).
Em Matemática, por exemplo, os alunos do Alentejo e da Península de Setúbal revelam competências que ficam 30 pontos ou mais abaixo da média nacional.

Na Leitura, os jovens de 15 anos que fizeram os testes do PISA obtiveram menos 25 pontos, no caso da Península de Setúbal, e menos 35 pontos, no caso do Alentejo, do que os colegas do resto do país. Nas Ciências o cenário não melhora (menos 28 e menos 34 pontos, respectivamente).

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E esta queda que nas notícias parece abrupta, não é: há um declínio constante e progressivo observado por todos os professores na leitura, na matemática, no raciocínio, na atenção, na capacidade de esforço, na racionalidade dos sistemas, na perseverança, no interesse pelo conhecimento e respeito pela autoridade, pessoal e epistémica, acompanhado de um crescimento de informalização de todos os espaços, vitimização, absentismo crónico (alunos 100 e 300 faltas que passam na mesma porque são vítimas da sociedade opressora), infantilização do ensino, exigência de validação de subjectivismos e emocionalismo.

As razões explicativas? Há razões próximas, no caso português e razões de fundo que ultrapassam o país e são comuns aos outros países que em geral estão também em recessão nos resultados.

Razões próximas: 

- As aprendizagens essenciais desvirtuaram os currículos e empobreceram-nos, tanto nos conteúdos como nos processos cognitivos. Basta comparar um manual escolar com vinte anos a um actual para se ver a infantilização e empobrecimento dos conteúdos, dos exercícios, dos processos mentais implícitos, etc. A lógica das aprendizagens essenciais é: vamos dar aos alunos o mínimo dos mínimos que eles são coitadinhos e não se espera nada deles.

- O vício dos telemóveis com tudo o que isso implica: constante distracção com a consequência de não formar competências de concentração e incapacidade de seguir um raciocínio complexo. Substituição do desenvolvimento de processos cognitivos (analisar, encadear ideias em processo de fundamentação, caracterizar, inferir indutiva e dedutivamente, retirar conclusões de premissas, relacionar, selecionar da memória, contextualizar, conceptualizar, discorrer, argumentar, etc.) e sociais pela IA e pelas redes sociais, respectivamente. Incapacidade de permanecer na dificuldade e lidar com a frustração; incapacidade de aprender conteúdos não-lúdicos, sem prazer imediato; tolerância do aborrecimento. Linguagem e pensamento reduzidos ao absoluto presente, logo, incapacidade de compreender textos com formação frásica com tempo verbais complexos, logo, incapacidade de distinguir nuances no tempo, no espaço e na realidade em geral que corresponde àquela linguagem. Total crença na sua própria ignorância como conhecimento equivalente a qualquer outro.

Parentalidade comprometida. Pais sem autoridade, sem critérios de qualidade para consigo mesmos enquanto educadores e na sua relação com os filhos, seja na linguagem, seja no pensamento, seja nos comportamentos. Pais sem respeito pela educação académica, submissos aos telemóveis. Demissionários da função de educadores parentais. Quanto mais pobres e mais falhos na sua formação académica, mais ausentes no acompanhamento dos filhos, mais inadequados na relação com os professores e no exemplo que dão. Não por acaso, Setúbal e o Alentejo são as regiões mais pobres do país.

Políticas de destruição total da autoridade dos professores: epistémica, pedagógica e disciplinadora. Estas estão ligadas com as razões de fundo - ficam para outro post.

Políticas de inclusão mal pensadas e mal desenhadas que não incluem e têm servido para desresponsabilizar os alunos da obrigação de assiduidade, de estudo, de comportamentos de respeito; têm servido para destruir a assimetria entre professores e alunos com excesso de informalidade. 'Inclusão' levada a sério custa dinheiro a sério. Neste momento o que há nas escolas são equipas de pessoas que à margem da letra e do espírito da lei, em vez de apoiarem professores na tarefa destes de construção das aprendizagens dos alunos, como está definido na lei, instauram-se como central burocrática de controlo de professores, com interferência -às vezes negativa- no seu trabalho e autonomia pedagógica.

Burocracia: escolas transformadas em fornecedores de dados, onde o aspecto mais importante da profissão, o ensino, é uma impossibilidade real para a maioria dos professores: construir materiais, construir estratégias pedagógicas, construir avaliações com significado é um impossibilidade dado que dois terços do tempo dos professores é preencher papéis (plataformas) sem nenhuma relevância pedagógica que roubam o tempo e a energia todos. Há professores com 8 turmas, 9 turmas, 5 turmas e 2 DTs, com projectos, com cargos e no meio disto tudo, burocracias infindas sem nenhuma serventia pedagógica. É só controlo.

Note-se que há uma série de portugueses na Direção de Educação e Competências da OCDE que definem e recomendam políticas educativas, que seguimos como carneiros, entre os quais João Costa, que a chefia - o mais incompetente ministro da educação desde a Rodrigues.

No entanto, os outros ministros todos, desde a Rodrigues, só têm aprofundado e desenvolvido os erros dela. Todos. Crato pôs fora do sistema 30 mil professores credenciados. Costa/Brandão foram os autores da Aprendizagens Essenciais, esse manual de instruções para o miserabilismo e a mediocridade. E veja-se o caso do ministro actual que tem a cotação em alta entre os membros do governo e os partidos que o sustentam com o argumento de fazer muitas reformas. E que reformas são essas? 

- Um corte gigantesco dos serviços do ministério da educação com contratação de entidades externas, hipoteticamente a custar menos dinheiro - o que já começou a dar mau resultado com os exames, mas a questão principal é a do pressuposto ser o mesmo: usar a educação para poupar dinheiro.

- Uma actualização tecnológica na classificação de exames, centralizando os agrupamentos de exame num único gigantesco com provas enviadas por computador. Correu pessimamente. A única parte deste processo que é uma reforma educativa, é a parte de atomizar a classificação de exames por questão, retirando à classificação de exames o seu carácter pedagógico, em nome de uma uniformidade total de classificação, que de qualquer modo não existe, nem é desejável, porque o seu pressuposto é a uniformização do pensamento dos seres humanos, alunos e professores, com referência a uma pessoa qualquer que construiu certos critérios de classificação - uma engenharia social à maneira da nova-esquerda. Portanto, uma reforma pedagogicamente negativa.

De resto, apesar de faltarem estruturalmente professores, o ministro está obcecado com ameaças de não pagar a professores se o sumário não for escrito nos prazos que ele quer. Quer ter a contabilidade toda certinha para controlar os professores. É um economista. Desde quando controlar professores é uma reforma? Não é que eu seja contra o rigor do sumário, mas andar a ameaçar professores de os prejudicar no salário por causa da porcaria de um sumário fora do prazo? É a melhor estratégia de tornar a profissão interessante? 

Hoje-em-dia, segundo contam os colegas novos que chegam à escola, na formação de professores só se fala de pronomes, de ideologia de género, de afectos, de empatia e de inclusão. Nada relativamente a didáctica das disciplinas: estratégias de cativar alunos para a leitura e o estudo; estratégias de direcção de turma para chamar os pais ao acompanhamento responsável dos filhos, estratégias para conseguir a colaboração dos alunos nos trabalhos escolares e desenvolvimento do currículo.

Portanto, estes dados só surpreendem quem não está nas escolas e são resultados que vêm sendo anunciados sistematicamente por professores em todo o lado em que podem falar, há duas dezenas de anos. 

Não vejo nenhuma alteração de direcção neste caminho para o desastre, antes pelo contrário, de maneira que isto ainda vai piorar muito, até porque os professores formados antes das políticas da Rodrigues e seguintes, quando era extremamente difícil entrar na profissão e só entravam os melhores formados, estão agora pelos cinquenta e tal anos; daqui a dez ou quinze anos, a esmagadora maioria dos professores das escolas serão gente com formação muito deficiente e já fruto da educação miserabilista de João Costa e seguintes.

E os professores que estão agora nas escolas, para suprir a falta de professores, estão com 3, 4, 10 horas extraordinárias em cima do seu horário. Cada turma a mais representa um acréscimo grande de burocracia, reuniões, noites a classificar testes e a preparar aulas, mais problemas com alunos indisciplinados, 'oprimidos', como todos agora se vêem devido às pedagogias da nova-esquerda. 

Há uma quantidade enorme de professores em burnout, com depressões, que ficam doentes, porque todo o sistema, desde o ME está contra os professores e não os apoia. Há menos professores ainda do que se fala, pois muitos começam o ano lectivo, mas a certa altura não aguentam e depois não vêm substitutos, sobretudo se o horário tem uma DT. 

Portanto, estes resultados só surpreendem quem não está nas escolas.

A educação tem sempre consequências

 

Não deixam de acontecer só por não haver consciência delas.

September 08, 2026

🎯

 

O Islão explica-se a si mesmo

 

Guterres é especialista em gerar conflitos

 

Se vamos falar em devoluções, espero que Guterres diga à Turquia para devolver Constantinopla aos gregos. E para os árabes pagaram pelos milhões de homens africanos que transformaram em eunucos e as mulheres em escravas de harém. E aos turcos para pagarem as mulheres europeias que raptaram e escravizaram e vendiam nos mercados. Se é para fazer contas ao passado, vamos ver todas as colunas do haver e do dever e não apenas umas escolhidas a dedo pela nova-esquerda neo-racista. E antes disso desmantelar os mercados de escravos que ainda existem nos países islamitas. Guterres é especialista em gerar conflitos, em alimentar racismos e em por todos contra todos. 


A Grã-Bretanha não deve pagar nem um cêntimo em reparações pela escravatura

O papel da Grã-Bretanha no comércio de escravos foi insignificante em comparação com o das nações árabes e africanas.
A pressão sobre os contribuintes britânicos para que comecem a desembolsar dinheiro para financiar reparações pela escravatura histórica de africanos por parte de alguns dos seus antepassados está a aumentar. Em fevereiro, a União Africana adotou uma resolução proposta pelo seu defensor das reparações e presidente do Gana, John Dramani Mahama, que identifica a escravatura como um crime contra a humanidade. Em março, a Assembleia Geral da ONU aprovou a resolução do Gana que descreve a escravatura transatlântica como «o crime mais grave contra a humanidade» e apela às reparações como «um passo concreto para corrigir os erros históricos».
«O ponto de partida é a verdade e a reconciliação… já não vivemos numa sociedade em que se questionam noções como o privilégio branco.» 

Mas a ideia de que a Grã-Bretanha deva pagar reparações é histórica e moralmente ridícula. Baseia-se numa narrativa caricaturalmente simplista — e até racista — de brancos a explorarem negros.
 
No entanto, tal como indicado pelo subtítulo do livro de Martin Plaut, de 2025, Unbroken Chains: A 5,000-year History of African Enslavement (Correntes Inquebráveis: Uma História de 5 000 Anos de Escravatura Africana), os africanos já se dedicavam a escravizar outros africanos há séculos antes de os comerciantes europeus terem aparecido pela primeira vez ao largo da costa da África Ocidental, em meados do século XV. Aqueles que não consumiam em sacrifícios humanos, os africanos vendiam primeiro aos romanos e depois aos árabes. E quando os portugueses, espanhóis e britânicos chegaram em busca de escravos africanos, não precisaram de se aventurar no interior para os caçar. Limitaram-se a esperar na costa que os traficantes de escravos africanos os trouxessem.

Estima-se que os europeus tenham transportado 12,75 milhões de africanos através do Atlântico para as Américas. Destes, cerca de um quarto foi levado pelos britânicos. A Caricom (uma organização de Estados das Caraíbas) e a União Africana fazem questão de divulgar esses números. Outros números, porém, procuram ocultar — em particular, os nove milhões de africanos levados para o Mediterrâneo e os 12 milhões de africanos transportados para o Mar Vermelho, o Golfo Pérsico e a região a oeste da Índia. Esses africanos foram primeiro escravizados por outros africanos e depois vendidos aos árabes.
Vamos fazer o que os defensores das reparações não fazem: ser justos e colocar o envolvimento britânico na devida perspectiva. Em 1804, estimava-se que existissem 45 milhões de escravos em todo o mundo, dos quais a quota britânica nas Índias Ocidentais era de pouco mais de um por cento. De um total de, pelo menos, 41 milhões de escravos africanos comprados e transportados através do Atlântico, do Saara e do Oceano Índico, os comerciantes britânicos compraram pouco menos de oito por cento, enquanto os árabes foram responsáveis por 37 por cento. 
Mas os verdadeiros escravizadores e comerciantes de quase 100% eram outros africanos. Na década de 1850, o povo fulani, do que é hoje o norte da Nigéria, geria vastas plantações que empregavam quatro milhões de escravos em simultâneo — mais do que o total transportado para as Américas pelos britânicos em mais de 140 anos.
Além disso, ao contrário de qualquer outra nação africana, os britânicos arrependeram-se do seu envolvimento no comércio de escravos e na escravatura e, no início do século XIX, estiveram entre os primeiros povos da história do mundo a aboli-los. 
Utilizaram então o seu domínio imperial para suprimir o comércio de escravos, sobretudo na própria África. O historiador beninês Abiola Félix Iroko escreveu que «quando o comércio de escravos foi abolido [pelos britânicos], os africanos opuseram-se à abolição». De facto, segundo Plaut, muitos deles continuam a opor-se a ela. Hoje em dia, o comércio e a instituição de escravatura continuam vivos e de boa saúde na Mauritânia, no Mali, no Níger, no Sudão e na Líbia.
spiked-online. (excertos)

 

Da minha janela

 




Quando anunciam estas coisas fico logo desconfiada

 

Defesa da Ucrânia

🇺🇦🤝🇪🇺 Obrigado, União Europeia!

Os Estados-Membros chegaram a acordo sobre a derrogação que permite à Ucrânia adquirir produtos essenciais para os sistemas de defesa aérea Patriot.
O próximo desembolso de 3,2 mil milhões de euros permitir-nos-á proteger melhor a nossa população e as infraestruturas críticas contra o terror dos mísseis russos, incluindo ataques balísticos.
Em vésperas do Outono e do Inverno, esta decisão é fundamental.

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O normal seria comprá-los primeiro e depois anunciar a sua entrega à Ucrânia, dado todos sabemos que Trump faz tudo o que pode para que armas decisivas nunca cheguem à Ucrânia.


A China tem muito em comum com a Rússia

 


Já não era sem tempo

 

Se Merz tivesse dado armas decisivas aos ucranianos mais cedo, os russos estariam em pior posição do que estão e talvez ele não tivesse as críticas internas que tem, porque ele não se mostra como um indivíduo forte e determinado. Diz que sim, mas nem por isso, diz que quer mas nem por isso, diz que faz mas nem por isso...