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September 09, 2026

Como se espalhou a desconstrução daqueles franceses

 

Espalhou-se pelas universidades. Estes franceses eram professores universitários. Marcuse, um alemão da Escola de Frankfurt foi para os EUA ensinar. Levou outros atrás dele. É nas universidades que se ensina a ideologia da nova-esquerda.

Para ouvir/ver o podcast na totalidade: https://youtu.be/dW6-tzswJgw


Razões de fundo - será que os franceses devem um pedido de desculpas ao Ocidente?



Michel Foucault, Gilles Deleuze e Jacques Derrida, os pós-estruturalistas da desconstrução, espalharam as suas ideias por todo o Ocidente e estão na origem da ideologia cega da nova-esquerda.

Todos os três escreveram contra o imperialismo e racismo ocidentais e fizeram a apologia da destruição do Ocidente, através da desconstrução das suas estruturas de poder como imperativo económico, político e ético. 

Todos eles foram marxistas (Foucault chegou a ser do partido comunista) ou simpatizantes de Marx e embora a sua relação com o marxismo fosse complexa, advogam um conceito de justiça social marxiano.

Apesar de acusarem a sociedade ocidental de ver o mundo binário -civilizado/bárbaro, rico/pobre, negro/branco, verdade/falsidade- eles próprios vêm o mundo desse modo: estruturas de poder com opressores racistas e imperialistas de um lado ( o Ocidente) e oprimidos do outro.

Nesse sentido, todos eles fazem a crítica e a desconstrução da sociedade ocidental, imperialista e racista.

Michel Foucault defendeu que o racismo moderno não é apenas um preconceito individual, passado de pais para filhos, mas um mecanismo de Estado, usado para fragmentar a população e justificar a eliminação (física ou civil) do "outro" em nome da sobrevivência. O seu conceito de «dispositivo» serve de base para compreender o racismo estrutural moderno. As instituições do «dispostivo» (prisões, hospitais e escolas) criam "verdades" para controlar os corpos e os comportamentos. São estruturas de poder opressoras. O poder vem do Estado, mas depois circula em todas as práticas sociais e discursos do dia-a-dia e aquilo que chamamos 'racional', em cada época, é apenas um produto relativo à história e ao tempo, logo sem verdade.

Vê-se aqui a desconstrução da racionalidade substituída pelo subjectivismo e emocionalismo; a desconstrução da profissão de professor, esse opressor cúmplice da estrutura de poder do «dispostivo». A desconstrução dos sistemas racionais objectivos e da autoridade do saber, de que o professor é detentor, convergem para o fim do imperialismo e racismo ocidentais. Esta é uma das razões profundas da crise da educação actual.

Foucault também desconstrói a família tradicional, mais outra estrutura de poder opressivo (o dos pais, incentivado pelo Estado opressor) que levou  ao apoio da nova-esquerda esquerda aos trans e a todas as letras do LGBTQ+ como luta contra a 'verdade' da família conservadora. Foucault era um defensor da pedofilia. Faz parte da mesma descontração da opressão da estrutura de autoridade, desta vez, dos pais. Não querem que novos modelos de família co-existam com os outros anteriores, querem a destruição dos anteriores: eliminar os nomes, 'mãe' e 'pai', eliminar o conceito de 'mulher' para que não possa nada ser definido e defendido como verdade objectiva. Os trans são oprimidos pelas mulheres que não abdicam da sua definição e os oprimidos têm direitos de violência sobre os opressores. São soldados.

Deleuze criticou o imperialismo ocidental como uma gigantesca máquina de captura económica abusiva da sua subjetividade. O Ocidente impõe formas universais de pensar e de governar (as democracias, o liberalismo, etc.), esmagando minorias e culturas não-ocidentais através da colonização. Logo, qualquer soldado contra o racismo e o imperialismo está autorizado a destruir os direitos individuais e humanos. Aliás, os direitos humanos são uma invenção dos imperialistas para esmagar as vítimas da opressão. Os activistas que destroem pinturas ou atiram pedras a políticos são soldados em luta contra o opressor imperialista. As fronteiras são opressoras, criadas pelo imperialismo colonialista ocidental, etc.

Cá está mais uma vez a desconstrução do Ocidente através da identificação de todos os ocidentais como brancos racistas e imperialistas e dos não-ocidentais como vítimas absolutas de racismo e imperialismo. Porque é que a nova-esquerda apoia o extremismo islâmico? Porque são soldados contra o imperialismo e o racismo de Estado dos ocidentais.

Jacques Derrida é o papi da desconstrução. Atacou o «logocentrismo», ou seja a valorização da racionalidade da filosofia ocidental, argumentando que a busca europeia pela "verdade universal" esconde, na verdade, um profundo etnocentrismo, na medida em que despreza o emocionalismo e o subjectivismo e relativismo cultural dos não-ocidentais. 

Usou a demonstração de que a linguagem não é pura, fixa, original, mas contextual e inter-subjectiva para desconstruir a procura de uma verdade universal, objectiva e a própria racionalidade como princípios de verdade objectiva abusadora e opressora. Kant com o Iluminismo (sapere aude) são o expoente do imperialismo racista ocidental - alvos a abater). Toda a linguagem, em seu entender, oprime alguém de forma sub-reptícia. Nenhum texto ou autor possuem uma interpretação final e definitiva. 

Por aqui se vê como todo o sistema escolar é entendido como uma estrutura de poder opressora: oprime pela palavra, pela procura de verdade objectiva, pela procura de universalidade, pela própria autoridade, imperialista. 

As políticas de educação dos últimos 20 ou 30 anos são de relativização absoluta do saber, dos detentores do saber, da cultura, dos fabricadores da cultura, da linguagem, do pensamento, do trabalho, da disciplina, do esforço, do estudo - tudo é imposição de opressão imperialista para anular a voz do outro.

O aluno mesmo que tenha dois, cinco ou doze anos de idade é que escolhe o que quer estudar porque se for o professor, está a oprimi-lo; a imposição de regas de disciplina, de comportamento, de assiduidade, não passam de opressão, pois como pode o professor provar que a sua 'verdade', a sua autoridade nessas matérias é superior, se não há verdade, se tudo é relativo e local, temporário? 

A imposição de uma gramática, seja da linguagem seja do pensamento, é uma opressão imperialista, racista, etc.

Estes três descontruiram tudo tão bem desconstruido que estamos em risco de não sobrar nada.

Esta são as razões de fundo (ou as principais) da decadência da educação em todo o Ocidente. As políticas têm sido de desconstrução completa de todos os valores, princípios, textos fundadores, pensadores, filósofos, escritores ocidentais, pois cada um deles levou à construção do imperialismo e racismo opressores dos povos puros, os oprimidos, sem pecado original.

Como é que estes três franceses, juntamente com pensadores da Escola de Frankfurt disseminaram as suas ideias pelas universidades e instituições de esquerda ao ponto de terem chegado onde chegaram: apoio de violência, extremismo, contradições, negação de evidências, sustentação da supressão dos direitos das mulheres, defesa da pedofilia divulgada como emancipação sexual de crianças, etc.?

Vou à procura de um vídeo curtinho que vi algures sobre a disseminação deste cancro que confunde relatividade com igualdade, autoridade com opressão, objectividade com verdade única, disciplina como colonização, etc., tapando os olhos a toda a vasta realidade e suas evidências que não se conformam com estas ideias, transformadas em ideologia dogmática e ela mesmo opressora e binária pela nova-esquerda unineuronal.