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September 08, 2026

Guterres é especialista em gerar conflitos

 

Se vamos falar em devoluções, espero que Guterres diga à Turquia para devolver Constantinopla aos gregos. E para os árabes pagaram pelos milhões de homens africanos que transformaram em eunucos e as mulheres em escravas de harém. E aos turcos para pagarem as mulheres europeias que raptaram e escravizaram e vendiam nos mercados. Se é para fazer contas ao passado, vamos ver todas as colunas do haver e do dever e não apenas umas escolhidas a dedo pela nova-esquerda neo-racista. E antes disso desmantelar os mercados de escravos que ainda existem nos países islamitas. Guterres é especialista em gerar conflitos, em alimentar racismos e em por todos contra todos. 


A Grã-Bretanha não deve pagar nem um cêntimo em reparações pela escravatura

O papel da Grã-Bretanha no comércio de escravos foi insignificante em comparação com o das nações árabes e africanas.
A pressão sobre os contribuintes britânicos para que comecem a desembolsar dinheiro para financiar reparações pela escravatura histórica de africanos por parte de alguns dos seus antepassados está a aumentar. Em fevereiro, a União Africana adotou uma resolução proposta pelo seu defensor das reparações e presidente do Gana, John Dramani Mahama, que identifica a escravatura como um crime contra a humanidade. Em março, a Assembleia Geral da ONU aprovou a resolução do Gana que descreve a escravatura transatlântica como «o crime mais grave contra a humanidade» e apela às reparações como «um passo concreto para corrigir os erros históricos».
«O ponto de partida é a verdade e a reconciliação… já não vivemos numa sociedade em que se questionam noções como o privilégio branco.» 

Mas a ideia de que a Grã-Bretanha deva pagar reparações é histórica e moralmente ridícula. Baseia-se numa narrativa caricaturalmente simplista — e até racista — de brancos a explorarem negros.
 
No entanto, tal como indicado pelo subtítulo do livro de Martin Plaut, de 2025, Unbroken Chains: A 5,000-year History of African Enslavement (Correntes Inquebráveis: Uma História de 5 000 Anos de Escravatura Africana), os africanos já se dedicavam a escravizar outros africanos há séculos antes de os comerciantes europeus terem aparecido pela primeira vez ao largo da costa da África Ocidental, em meados do século XV. Aqueles que não consumiam em sacrifícios humanos, os africanos vendiam primeiro aos romanos e depois aos árabes. E quando os portugueses, espanhóis e britânicos chegaram em busca de escravos africanos, não precisaram de se aventurar no interior para os caçar. Limitaram-se a esperar na costa que os traficantes de escravos africanos os trouxessem.

Estima-se que os europeus tenham transportado 12,75 milhões de africanos através do Atlântico para as Américas. Destes, cerca de um quarto foi levado pelos britânicos. A Caricom (uma organização de Estados das Caraíbas) e a União Africana fazem questão de divulgar esses números. Outros números, porém, procuram ocultar — em particular, os nove milhões de africanos levados para o Mediterrâneo e os 12 milhões de africanos transportados para o Mar Vermelho, o Golfo Pérsico e a região a oeste da Índia. Esses africanos foram primeiro escravizados por outros africanos e depois vendidos aos árabes.
Vamos fazer o que os defensores das reparações não fazem: ser justos e colocar o envolvimento britânico na devida perspectiva. Em 1804, estimava-se que existissem 45 milhões de escravos em todo o mundo, dos quais a quota britânica nas Índias Ocidentais era de pouco mais de um por cento. De um total de, pelo menos, 41 milhões de escravos africanos comprados e transportados através do Atlântico, do Saara e do Oceano Índico, os comerciantes britânicos compraram pouco menos de oito por cento, enquanto os árabes foram responsáveis por 37 por cento. 
Mas os verdadeiros escravizadores e comerciantes de quase 100% eram outros africanos. Na década de 1850, o povo fulani, do que é hoje o norte da Nigéria, geria vastas plantações que empregavam quatro milhões de escravos em simultâneo — mais do que o total transportado para as Américas pelos britânicos em mais de 140 anos.
Além disso, ao contrário de qualquer outra nação africana, os britânicos arrependeram-se do seu envolvimento no comércio de escravos e na escravatura e, no início do século XIX, estiveram entre os primeiros povos da história do mundo a aboli-los. 
Utilizaram então o seu domínio imperial para suprimir o comércio de escravos, sobretudo na própria África. O historiador beninês Abiola Félix Iroko escreveu que «quando o comércio de escravos foi abolido [pelos britânicos], os africanos opuseram-se à abolição». De facto, segundo Plaut, muitos deles continuam a opor-se a ela. Hoje em dia, o comércio e a instituição de escravatura continuam vivos e de boa saúde na Mauritânia, no Mali, no Níger, no Sudão e na Líbia.
spiked-online. (excertos)

 

July 11, 2026

Mais conservadores que os conservadores

 

Quando se fala de cultura, a cultura ocidental é relativa e todas as culturas são iguais mas quando se fala de colonialismo ou de escravatura ou racismo, de repente não há relativismo nem igualdade de culturas e as falhas do Ocidente são absolutas.

Os jovens (e não tão jovens) adultos do Ocidente, como só viveram aqui e só conhecem a História, o racismo, o colonialismo e a escravatura dos ocidentais, pensam que essas situações são uma coisa de brancos contra negros e não sabem nada do colonialismo dos árabes, dos islamitas e dos africanos e do seu racismo e escravatura.

Como esses povos, ao contrário dos ocidentais, nunca fizeram uma revisão racional das suas práticas e da sua História, pelo contrário, continuam a viver pelas leis que deram origem a essas práticas, apresentam-se como vítimas dos ocidentais e reclamam o direito eterno à vitimização e seus benefícios.

Em contrapartida, como os ocidentais há muito que fizeram essa revisão racional, não negam esse seu papel negativo na História de outros povos e apresentam-se a si mesmos como carrascos. Que já não são. Já foram, mas já não são. 

Porém, também foram os ocidentais que acabaram com a escravatura e levaram esse ideal aos quatros cantos do mundo, embora sem completo sucesso pois entre os países islamitas e não só, continua a haver escravatura, crimes de colonialismo, racismo e extrema xenofobia contra os ocidentais e contra os negros.

A esquerda actual que domina as universidades, a cultura e os media já não tem princípios, não defende nada, é amorfa. O seu discurso é de oposição: são contra os judeus, são contra as mulheres quererem direitos, são contra as pessoas gostarem do seu país, são contra proibir comportamentos de predação de mulheres, são contra as pessoas terem uma identidade forte, são contra gostarmos da nossa História, são contra a NATO. São contra defendermos-nos! Movem-se apenas para gritar contra qualquer coisa, para ser contra alguém. Querem proibir, censurar, ter plataformas para perseguir pessoas. Prendem pessoas por dizerem coisas nas redes sociais e mandam soltar os criminosos, calar as vítimas em nome de uma diversidade que não o é. Querem à força toda conservar o tempo em que eram significante por defenderem um progresso moral. Só que esse tempo há muito que passou e agora só vomitam platitudes que atiram à cara dos outros e apelam ao vício em nome da virtude. Querem tudo intocável. Tornaram-se mais conservadores que os conservadores. Muitos, agora acrescentam ao nome dos seus partidos o termo 'progressista', para ver se se convencem a si mesmos de que ainda são progressistas. Não são e já convencem ninguém a não ser os seus iguais.