Vermo-nos como animais não degrada a nossa humanidade e é a única maneira de nos integrarmos de modo sustentável no planeta. Pensarmo-nos opostos aos animais é o que sustenta comportamentos de destruição e controlo abusivo do planeta.
Vermo-nos como animais não degrada a nossa humanidade e é a única maneira de nos integrarmos de modo sustentável no planeta. Pensarmo-nos opostos aos animais é o que sustenta comportamentos de destruição e controlo abusivo do planeta.
Surpreendentemente [pelo menos para mim] uma grande maioria de alunos, quando estamos a discutir o que é ser-se humano, ainda diz é sermos racionais. E quando lhes contrapomos que os outros animais também têm inteligência e são racionais, negam e teimam que não, que os outros animais são irracionais. E mesmo quando fazemos notar que têm cérebro, um sistema nervoso, que aprendem -muitos deles têm cães e gatos- eles não querem acreditar e ficam com uma expressão de confusão na cara, de quem acabou de descobrir que certa coisa que pensavam pertencer-lhes em exclusivo, afinal é banal e muitos outros o têm.
Aliás, eles dizem, 'os animais são irracionais' e eu corrijo, 'os OUTROS animais não são irracionais'. A maioria não vê o humano como um animal e é por isso que acredita não ser possível partilharmos certas características. Os miúdos não são parvos e acabam por pensar e perceber até porque mostramos evidências, mas é um choque para a maioria deles, perceber que são mais parecidos com os outros animais do que julgavam. Acho isto um sinal cultural interessante e que pode explicar alguns comportamentos.
Enfim, este vídeo onde é visível que o cão está a perceber o que se passa no filme e fica emocionalmente perturbado, é bom para provocar quando surgirem estas 'certezas' de que os outros animais são pensam, não compreendem, não têm inteligência e estão num universo oposto ao nosso.
oh, meu deus... isto é uma luta de galos territoriais. Primeiro os pais mandam, estupidamente, que os filhos faltem às aulas [tipo macaco que tapa os olhos e os ouvidos para ser cego e surdo], depois o SE que, estupidamente, quer a submissão dos pais usando os filhos e agora uma magistrada, estupidamente, quer que sejam impedidos de estudar. E tudo por causa de uma disciplina onde a esmagadora maioria dos professores enchem chouriços... quando o ridículo progride para a tragédia, ficam todos mal na fotografia. Coitados dos miúdos que têm estes pais, este SE e estes magistrados.
(alminhas de merda... vou ali comer uma... ainda não é o 1 de Novembro mas parece-me adequado)
Uma vez que é sempre melhor ver as coisas pelo lado positivo, não vou perder mais tempo a chatear-me e vou considerar este ano de baixa forçada um ano sabático -mal pago, com cortes, mas enfim... Como diz o meu amigo A., em vez de ficar chateada, é melhor encarar isto como uma oportunidade para fazer o estudo, as leituras e a escrita que tenho atrasadas, mais a mais porque, de qualquer maneira, vou ficar mais ou menos em reclusão e, já agora, aproveito o tempo de modo útil e satisfatório. Tenho tanta coisa começada a escrever e que quero muito acabar e está de lado há tanto tempo porque a profissão de professor é esgotante e não deixa margem para uma pessoa se dedicar a escrever coisas que exigem concentração. Vou passar a fazer uma lista das leituras obrigatórias mensais. Essa coluna da fotografia, tirando os 2 livros de baixo, que são para estudar Hegel (estou muito motivada para isso e vou acompanhar uma aulas online e ler uns artigos que já tenho de lado) é para ser lida até ao fim de Setembro. Tem aí leituras que me interessam para a compreensão das dinâmicas histórico-sócio-políticas e outras de entretenimento como os livros de ficção científica.
Paralelamente, como tenho que fazer um certo número de horas de formação em cada x anos vou aproveitar para fazer formações em áreas que me interessem ou que sejam úteis. Já encontrei 6 que interessam, todas a começar já em Outubro.
Fui dar com esta palavra que não conhecia e quer dizer, 'parasita, verme'.
O escritor português Sérgio Luís de Carvalho, autor de Dicionário de Insultos (2014, Planeta), diz que, "Insultar é importante, porque é uma sauna para a alma. Traz um alívio. Todos precisamos fazer isso de vez em quando. Se não faz, tem algum problema."
Porque razão o fecho das escolas durante quatro meses -o tempo que em muitos países duram as férias de Verão- causou um impacto, classificado como 'brutal'? Que diz isso, não da escola, mas das famílias?
O 'impacto brutal' na saúde mental das crianças deve-se ao fecho das escolas ou sobretudo à má qualidade da vida das famílias? A vida das pessoas é tão má: sem tempo, sem recursos e sem possibilidades que a escola passou a ser o socializador primário das crianças, na ausência do qual se afundam em problemas mentais?
Estive a ver este filme que é passado nos primeiros anos da Segunda Guerra, quando as estradas de França eram atravessadas por colunas de famílias que tinham abandonado as suas quintas e casas à pressa, com poucos pertences, às vezes uma carroça, um carro velho, em filas de quilómetros, com os filhos, em direcção ao Sul, na esperança de fugirem à guerra e começarem uma vida melhor. Isso pôs-me a pensar no que levaria se tivesse que sair à pressa só com uma maleta na mão, deixando tudo para trás. Depois lembrei-me que isso já me aconteceu... LOL... em 75.
Lembro-me de o meu pai entrar em casa com o tio D. e os copcons atrás de metralhadora, estando eu na outra ponta do corredor e da minha mãe me dizer, 'vá acordar os manos [os meus dois irmãos mais novos, com 5 e 8 anos, que estavam a dormir], faça uma mala para eles e outra para si e espere no largo perto da porta de trás [da cozinha]'. Então, acordei os meus irmãos, fiz uma mala para eles e deixei-os com a C., a cozinheira, que entretanto entrou pela casa adentro, veio ter comigo e disse-me, 'vá fazer a sua mala que eu tomo conta deles'. Lá fui ao primeiro andar, onde era o meu quarto, agarrei numa mala, pus lá dentro os discos todos, cartas de amigos (tinha tido uma hepatite no ano anterior e os amigos escreveram-me montes de cartas com beatas de cigarros lá dentro), um poster que tinha na parede e três ou quatro livros. Depois pensei, 'se a mãe me manda abrir a mala e vê que só tenho discos e livros ainda levo um tabefe, de modo que fui a uma gaveta e tirei umas calças e uma camisa que estendi em cima das coisas para parecer que era tudo roupas. Depois desci, peguei na P. ao colo e com o Z. agarrado à minha camisa, fui esperar onde me mandaram. Nessa noite, que ficámos em casa da avó umas horas, antes de vir para Lisboa, a minha mãe perguntou-me, 'fez a mala dos seus irmãos?' - Fiz. 'E trouxe roupas para si? É que não sei se acabámos de perder tudo o que tínhamos'. - Sim, sim, trouxe roupas 😁 Agora, quando me lembro disto, dá-se sempre vontade de rir ahah é que é mesmo coisa de miúdos. O meu irmão vinha com um saco com os carrinhos todos e não também não queria saber de roupas.
Mas enfim, lembro-me dos discos todos que trouxe mas não dos livros. Devo ter trazido livros que andava a ler... seja como for, estava a ver este filme e pus-me a pensar, 'se tivesse que sair à pressa e deixar tudo, mas pudesse levar um livro, que livro é que levava?' Pois, não sei... não é fácil responder a isto.
via.history leak
... em vez de dizer coisas em reuniões ou seminários, porque sabermos as notícias por jornais, onde cada um diz sua coisa, ou por blogs, não é oficial.
Li a notícia e agora fiquei na dúvida se a declaração que entreguei em Julho serve para estes 30 dias de que falam ou se tenho que pôr baixa... chiça! Não são capazes de fazer um comunicado ou um despacho, já que gostam tanto disso?
Olha, mandei um email ao meu director para saber o que tenho que fazer, porque estou na dúvida, mas não acho normal que ninguém nos diga nada, nem uma palavra, oficialmente, sobre no que temos que fazer e que tenhamos que andar a ler jornais e blogs para ver se temos alguma informação.
Não é como se os médicos estivessem ao nosso serviço permanente e aparecessem a correr se precisamos de uma declaração ou uma baixa e os documentos têm prazos para ser entregues. Que falta de consideração... estamos a 3 ou 4 dias de começar as aulas e ainda ninguém me disse o que tenho que fazer?