Vão Ser Abertos Processos de Inquérito a 98 Escolas
August 31, 2026
Portanto, já somos um sítio de referência para islamitas radicais
Mulher do mayor de Nova Iorque em Portugal para participar em retiro islâmico por mais de 4.500 dólares
A viagem de Rama Duwaji está a ser criticada por políticos de Nova Iorque, que acusam a mulher do mayor Zohran Mamdani de estar mais interessada em retiros no estrangeiro do que nos problemas da cidade. O encontro, em Arcos de Valdevez, pode custar até 5.260 dólares, cerca de 4.535 euros, por pessoa.
Morri a rir
Quanto dinheirinho para a vidinha valem estas declarações?
Pedro Sánchez classifica crise de Ceuta como “ataque híbrido” à Europa e afasta responsabilidade de Marrocos
O chefe da CIA vai ao Kremlin falar com os terroristas
No dia a seguir os EUA recomeçam os ataques ao Irão e no dia a seguir Putin vai falar com o presidente do Irão. Just saying...
(alguém acredita que o chefe da CIA foi ao Kremlin defender os países da NATO contra ataques?)
Danish PM Mette Frederiksen - o que a Europa precisa de fazer já
Danish PM Mette Frederiksen on what Europe needs to do now, as Russia's hybrid attacks hit almost daily:
— JP Lindsley | Journalist (@JPLindsley) August 31, 2026
• Re-arm Europe
• Keep arming Ukraine — more weapons, more ammunition
• Secure Europe's external borders against migration threats
• Make defense and security the… pic.twitter.com/Fh23nMnQat
Os russos não escondem os seus objectivos
If anyone still claims the SMO is not genocide, share this video. They state their aim is to russify all of Ukraine - and that anyone who refuses to become russian will be killed.
— Richard Woodruff 🇺🇦 (@frontlinekit) August 31, 2026
That is the definition of genocide. pic.twitter.com/zVsm99Mtwb
Acordei com a notícia da CNN ter dado palco ao adido de imprensa russa para espalhar a sua propaganda
Fui vê-la. Uma entrevista cobarde a pôr no mesmo plano de credibilidade e de moralidade, a Ucrânia e a Rússia.
O adido russo fala na culpa da Ucrânia, na escalada da Ucrânia, diz que a "crise" começou em 2014 e é da responsabilidade dos ucranianos. Nunca nem uma única vez, o entrevistador diz o termo guerra, não contraria nada do que ele diz, não lhe pergunta porque é que a Rússia invadiu a Ucrânia. Chama à narrativa russa, "uma perspectiva".
Durante mais de 15 minutos deixou o russo despejar a sua propaganda e mentiras sem incómodos. Em suma: deu-lhe palco.
A CNN sabe que a Rússia está em guerra, não apenas com a Ucrânia mas com a Europa também (o russo disse claramente que Portugal é um inimigo hostil), de maneira que sabe este indivíduo que convidou é um inimigo de guerra, não um diplomata com outra perspectiva.
Portanto, em meu entender, esta entrevista é um favor que a CNN fez à Rússia e à máquina de guerra russa. Ainda a percebia se o entrevistador tivesse tido a coragem de confrontar e desmacarar a narrativa russa, mas não, foi uma ovelhinha dócil.
Numa guerra em que estamos incluídos, escolhe-se um lado (o do Direito Internacional e da justiça) e não se compactua, um milímetro, com o lado inimigo, com argumentos de interesse jornalístico ou neutralidade. Quem era pseudo-neutral era Salazar e com o argumento da diplomacia neutral, quando Hitler morreu, enviou um diplomata à embaixada alemã prestar homenagem e condolências pela morte dele.
August 30, 2026
Lê-se e não se acredita
Os gregos têm enviado Patriots para a Arábia Saudita defender-se de drones¡ em vez de os enviarem para a defesa da Ucrânia. Um desperdício e uma atitude de tremenda falta de solidariedade por parte da Grécia - ou alguém ficou milionário de repente no governo grego?
Trace Adkins - That Someday
Mary Beard diz a Carter Sherman porquê a abordagem do filme de Nolan em relação às mulheres a deixou... desiludida.
(ainda não vi o filme, mas é interessante esta opinião porque foi exactamente o que pensei da abordagem dele à personagem de Jean Tatlock no filme, Oppenheimer, falseada e sexista)
Uma perspectiva interessante
Opinião de um professor de teatro (especializado na Europa Oriental): Uma perspetiva muito interessante sobre a representação que Nolan faz de Ulisses como um homem moral (em contraste com a forma como Homero o retrata). Isto também me faz pensar na definição aristotélica do herói trágico, cuja falha trágica (hamartia) é eventualmente reconhecida e expiada através do reconhecimento e da reversão — como no caso de Édipo —, em contraste com o herói épico, que simplesmente age no mundo sem o mesmo acerto de contas moral.
Aplicado à política, podemos ver essa diferença entre as visões trágica e épica dos líderes ao compararmos a Rússia e os Estados Unidos. Na Rússia, os líderes, por mais sanguinários que sejam, são frequentemente vistos como heróis trágicos («ele queria o melhor para a Rússia, mas os seus subordinados corruptos mantiveram-no afastado do verdadeiro conhecimento», «ele não sabia, mas tinha boas intenções»). A Rússia transforma os seus repetidos fracassos de liderança (Lenin, Estaline, Putin) numa tragédia que depende de alguma forma de redenção política ou moral (e de auto-consciência) para que a crise se resolva. O discurso de Khrushchev sobre «O Culto da Personalidade e as Suas Consequências», proferido em 1956 sobre as atrocidades de Estaline, pode ser considerado um gesto de auto-redenção em nome do regime soviético.
É claro que isso conduziu a novas atrocidades perpetradas no antigo Bloco Soviético e, por fim, ao neoimperialismo da era de Putin. A auto-consciência simbólica do poder não conduz necessariamente à justiça sem intervenção externa.
Nos Estados Unidos, temos tradicionalmente tratado os nossos líderes mais como heróis épicos, cujo comportamento requer correção externa através de processos legais e políticos e de infra-estruturas institucionais, em vez de auto-iluminação. Pelo menos, costumávamos fazê-lo.
Magda RomanskaFernando Pimenta - mais uma medalha de ouro, um título mundial e um recorde
«Hoje bateu dois novos recordes, tornando-se no atleta mais velho a vencer a distância olímpica de K1 1000 e o canoísta com mais medalhas mundiais nesta distância, o que revela aquilo que ele representa em termos da canoagem e desporto mundial», afirmou Ricardo Machado. Com este triunfo, Fernando Pimenta alcançou o nono pódio em Campeonatos do Mundo de velocidade, somando agora um impressionante total de 186 medalhas em competições internacionais de relevo, incluindo regatas em linha e maratonas. Ele personaliza aquilo que é o espírito português, alguém com muita garra, que, mesmo sem condições iguais a rivais de outros países consegue chegar aqui e bater-se de igual para igual e vencer» - Ricardo Machado.
"A filosofia é a peça do puzzle que está em falta" - uma entrevista com Domingos Simões Pereira
Líder do PAIGC, mandado prender por Embaló e a sua junta militar golpista.
Eu fixo uma meta intermédia e essa meta é o Estado, nós precisamos de ter um Estado em que todos os cidadãos se revejam, para que seja a fundação para a democracia.
Domingos Simões Pereira diz que o pior da prisão foi “a gestão do vazio”
Líder do PAIGC lança um livro em Lisboa a propor a refundação do Estado na Guiné-Bissau. Sobre a libertação da prisão, ainda não sabe “em que condições” foi negociada” por Portugal.
António Rodrigues, Público
Líder do PAIGC lança um livro em Lisboa a propor a refundação do Estado na Guiné-Bissau. Sobre a libertação da prisão, ainda não sabe “em que condições” foi negociada” por Portugal.
O livro de Domingos Simões Pereira tem por base a sua tese de doutoramento na Universidade Católica Portuguesa, trata-se de uma reflexão que leva por título Da Democracia em África: Dilema entre a Proclamação da Doutrina Liberal e a Busca e a Construção do Bem-Estar - Um Questionamento a Partir da Guiné-Bissau. Editado pela Nimba Edições, foi lançado este sábado na Faculdade de Direito de Lisboa, um dia antes do referendo à nova Constituição, convocado para este domingo no seu país e que ele, pessoalmente, o partido que lidera, o PAIGC, a grande maioria da oposição partidária e importantes organizações da sociedade civil vão boicotar.
Preso depois do golpe de Estado de 26 de Novembro, acusado de tentativa de golpe de Estado por aqueles que levaram a cabo realmente um golpe, passou 64 dias na cadeia, de onde saiu para ficar em prisão domiciliária, antes de regressar à cadeia, de onde saiu depois de o Governo português ter conseguido negociar a sua libertação e trazê-lo para Portugal. Em que condições? O ex-primeiro-ministro guineense ainda não sabe. Está aguardar um encontro com algum representante do Governo para saber.
Antes de irmos ao livro é inevitável falarmos do referendo deste domingo na Guiné-Bissau sobre a nova Constituição. Pode ser o princípio do fim da possibilidade de construir uma verdadeira democracia na Guiné-Bissau?
Enquanto cidadão guineense, enquanto político, tenho sempre de esperar que não. Nunca posso considerar que seja o fim do percurso, porque temos sempre que manter a esperança viva. Agora que será de facto um passo bastante grande no retrocesso a que temos assistido é evidente. Até podia ser um grande contributo, o problema é o contexto, é a legitimidade de quem a promove; o problema é o não envolvimento do povo numa condição de liberdade. Quem promove um referendo para auscultar o povo, mas condiciona a forma como o povo participa, condiciona a participação dos partidos políticos, condiciona inclusive a modalidade de controlo desse processo, pode estar convencido de estar a trazer algo novo e importante, mas, precisamente, por não respeitar esses pressupostos, não só deita fora uma oportunidade muito grande, como pode induzir a uma interpretação completamente falaciosa da realidade que se está a caracterizar.
Esta revisão constitucional é aquela que foi promovida pelo então Presidente Umaro Sissoco Embaló e entregue à Assembleia Nacional Popular, e que vocês não aceitaram por não caber ao chefe de Estado mudar a Carta Magna. Uma proposta que tenho a impressão que o conselho nacional de transição sequer discutiu antes de aprovar.
Se eu, envolvido nas questões políticas, líder do maior partido político, não conheço, e os colegas que estão comigo também não conhecem, só posso imaginar que uma acentuada maioria da população guineense é chamada às urnas sem saber exactamente qual é a questão, quais as opções e qual a implicação de cada uma das opções que estão aí colocadas.
Gravou um vídeo a apelar ao boicote ao referendo, grande parte dos partidos políticos e as principais organizações da sociedade civil, bem como a principal confederação sindical, também defenderam o boicote. Será suficiente para manter a grande maioria dos guineenses em casa?
O dia de amanhã o dirá. Eu fiz o vídeo enquanto cidadão, para deixar claro a minha opinião. Gostava que quem está do outro lado não veja nisso um acentuar do nosso confronto, mas que entenda o gesto como um alerta para os riscos e um convite a experimentarmos algo diferente. A atitude musculada, a imposição pela força, a restrição do adversário, já foram exploradas até à exaustão. Penso que é preciso parar, dar uma chance ao diálogo.
Agora, como é que pretendemos valorizar aquilo que é a opinião do povo, se ignoramos os resultados de uma eleição [4 de Junho de 2024]? Uma eleição que foi considerada por observadores internacionais e por toda a população guineense como tendo sido livre, justa e transparente. Estas duas posições não parecem verdadeiramente alinhadas.
A verdade é que há um referendo à nova Constituição, mas esta já foi aprovada e publicada no Boletim Oficial.
Essa é uma de muitas situações de incongruência. O próprio porta-voz do conselho nacional de transição reconhece que o documento foi promulgado e publicado, mas depois encontra formas de dizer que é este referendo que vai validar o processo.
Uma nova Constituição, uma nova lei dos partidos políticos e uma nova lei eleitoral. Tudo se conjuga para que nas eleições marcadas para 6 de Dezembro Embaló regresse ao poder com um país moldado para se perpetuar no poder?
Não quero falar do Sissoco Embaló. Ele anunciou a 26 de Novembro ter sido alvo de um golpe, mas, como sabe, logo a seguir, eu é que fui acusado de tentativa de golpe. Portanto, tenho receio que, por mais boa vontade que tenha, por mais cauteloso que seja na escolha que faço das palavras, seja sempre mal interpretado. Desde que estou cá [em Lisboa], ainda não tive oportunidade de me sentar com as autoridades portuguesas e perceber claramente em que condições a minha libertação foi negociada. E a última coisa que quero é desrespeitar quem se esforçou para me restituir à liberdade. Tento não me afastar do meu compromisso com o povo guineense e da minha responsabilidade enquanto líder político, ao mesmo tempo, tento colocar-me nos sapatos de quem se esforçou pela minha libertação e procurar um equilíbrio entre os dois aspectos.
Quer isso dizer que terá sido Portugal a negociar a sua libertação?
Só posso admitir isso, se não teria sido levado para outro país. Desde que cheguei a Lisboa tenho tentado o contacto, mas, lamento, até este momento não ter sido recebido por nenhuma entidade, salvo no momento da recepção no aeroporto, onde estava um membro do Governo, uma secretária de Estado. Devo dizer que beneficio de um cargo de segurança que me tem acompanhado e, nesse aspecto, isso faz-me sentir seguro. Deixo claro que se conhecer as condições em que a minha libertação aconteceu, vou respeitar essas condições, esperando que não signifique a subtracção dos meus direitos e das minhas liberdades.
Tem receio de que agora que saiu não o deixem voltar a entrar na Guiné-Bissau?
A Guiné o sítio onde nasci e onde me sinto verdadeiramente em casa. A minha participação na política não é um mero exercício nem profissional nem de alguma vocação muito especial. É um sentido de dever com um país onde a grande maioria da população não teve as oportunidades que eu tive. E eu sinto essa responsabilidade. Agora, também vejo a situação numa perspectiva diferente. Se tudo isso é possível acontecer comigo, o que já não estará a acontecer com a grande maioria da população. Portanto, acho que a minha voz vai um pouco mais longe. Acho que tem muito mais gente atenta àquilo que vai acontecendo ao meu redor e, portanto, não me sinto em condições de me afastar e virar costas àquilo que está acontecendo no país. Que se tornou, em certa medida, o motivo da minha existência.
Sinto-o mais cansado desde a última vez que falei consigo, foram duros os meses na cadeia e em prisão domiciliária?
Muitas vezes dizem que o paciente é o pior a fazer o seu diagnóstico. Mas não sinto em mim nenhum cansaço, nem físico, nem moral. Muito menos espiritual ou de outra natureza. O que há, e aí não há dúvidas, é uma acentuada preocupação. Porque já passámos por muito, mas estamos num momento em que os riscos são particularmente graves.
Voltei para a actualidade política guineense de forma directa e activa no ano de 2013-2014. E um dos compromissos mais importantes que tomei comigo próprio, e com todos os que me ouvem e que me acompanham, é fazer tudo o que depende de mim para que as soluções não passem pela violência, não passem pela ruptura, que não haja sangue, não haja desperdício de vidas humanas. Quando começamos a sentir que esse nosso propósito e essa nossa visão perdem fôlego, perdem espaço, perdem a capacidade de se firmar como caminho, sentimo-nos um pouco isolados.
Não sobrevalorizo as dificuldades dos dias que passei na prisão. Enquanto humano, se outras pessoas por lá passaram, não me considero especial, mas deu-me a oportunidade de perceber a gravidade da nossa situação política. Aquilo que um cidadão quer é que, sendo inocente, esteja protegido e possa dormir com tranquilidade. Se ser eleito deputado e presidente da Assembleia Nacional Popular não me protege, imagine o que se passa com outros cidadãos.
Portanto, o que sente em mim não é verdadeiramente cansaço, é mais este peso do medo de que tudo venha a resvalar, de voltarmos a nos encontrar em situações de muito sofrimento.
Sofreu maus-tratos na prisão?
Não, não. Ninguém me tocou, ninguém me ameaçou. O mais difícil foi mesmo descobrir-me entre quatro paredes, sem rigorosamente nada para fazer, sem saber o que estava a acontecer. A gestão do vazio foi...
…mas não lhe eram permitidas visitas?
Nunca tive visitas nos primeiros 64 dias em que estive detido. Tive a visita dos bispos, seguida de uma delegação das Nações Unidas ligada aos direitos humanos, no mesmo dia. E depois, em duas outras ocasiões, os ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa do Senegal e os Presidentes do Senegal e da Serra Leoa, mas não posso considerar que isso foram visitas. Fora isso, como dizia, o grande problema era o vazio.
Quando o libertaram da cadeia para o manterem preso em casa, como é que foi? Havia muita gente das forças de segurança?
Eu não cheguei a contar, mas o meu filho foi-me dizendo que variavam entre 30 a 50 homens armados, muitas vezes encapuzados – além das meias na cabeça, ainda colocam umas máscaras, algumas com caveiras. A proibição de sair e o controlo de entradas e saídas das pessoas, incluindo o meu irmão, que também fazia a vez de médico, teve um impacto maior na família. Como eu dizia, enquanto estive encarcerado, eu é que estava preso; quando fui levado para casa, toda a minha família ficou presa.
Passámos por situações difíceis, o que nos faz ver muito daquilo que não vemos em condições normais, faz-nos colocar na pele dos outros, mas, apesar disso tudo, quero que a minha mensagem continue a ser de convite ao diálogo, a encontrarmos soluções. Porque, não me canso de dizer, os militares não são nossos adversários. Eu não tenho os mecanismos e os instrumentos para enfrentar militares – porque não tenho mesmo, porque não tenho essa vocação, nem quero ter. O meu contributo para a construção da tal Guiné-Bissau, apaziguada e próspera, é teórica, através de ideias, debates, esperando que daí possa emergir algo positivo.
Quando há intervenção das Forças Armadas, quando impera a violência, temos de ficar calados. Esse não é o nosso espaço. Portanto, na primeira vez que ouvi afirmar que intervieram para evitar uma guerra civil, quis dar uma chance a essa possibilidade. Certamente estariam na posse de informações que eu não tinha. E fiquei atento. Quando comecei a perceber que estavam a ser utilizados para criar um quadro político que favorece determinados quadrantes políticos, aí compreendi que, infelizmente, a minha esperança estava mal colocada.
Quando surgiu a notícia da sua libertação e da viagem imediata para Portugal, falou-se que seria por razões de saúde. É verdade? Está doente?
Não. Eu já falei disso, mais de uma vez. Espero que quem negociou a minha libertação não se sinta confrontado por isso. Só posso admitir que terá sido a solução encontrada e sou o último a querer contrariar. Agora, não há só a minha família, existem milhares de pessoas que manifestam preocupação em relação a mim e só posso dizer que não padeço dessa enfermidade. É verdade que no centro de detenção havia um centro médico e é possível que o relatório apresentado tenha sido escrito por um dos médicos que lá estavam, mas garanto que sem o meu conhecimento.
E qual seria a doença?
Segundo julgo saber, referia-se uma condição cardíaca.
Da Democracia em África:Falando agora do seu livro. Escreve que a população da Guiné-Bissau “contempla grande parte da modernidade como um fenómeno estranho”. Muitos guineenses ainda encaram a democracia como um fenómeno estranho? Nesse aspecto, o discurso de Umaro Sissoco Embaló de que ele é o único chefe é mais fácil de compreender?
Dilema Entre a Proclamação da Doutrina Liberal e a busca e Construção do Bem-Estar - Um Questionamento a Partir da Guiné-Bissau
Domingos Simões Pereira
Edição: Nimba Edições
Tirando a nota dessa ligação ao Sissoco, o que tento discutir no livro – e não parte de mim, simplesmente vou buscar outros autores – é que a democracia não é um regime muito fácil, é um regime cuja implantação, mas sobretudo cuja consolidação, tem requisitos muito próprios, muito específicos, para os quais a falta da modernidade é uma condicionante muito grande. Quando falamos da falta da modernidade, falamos de problemas da pobreza, de alguma iliteracia, falamos da dificuldade na comunicação, no diálogo, na interacção, entre as várias comunidades que compõem o tecido social do país.
Mas não quero reclamar a autoridade dessa formulação, porque Amílcar Cabraljá dizia que nós não podemos ficar orgulhosos por sermos autênticos em termos culturais, por estarmos muito apegados à nossa tradição, por mantermos os usos e costumes ancestrais. Ele dizia que tudo isto é bom, mas se não estiver associado aos desenvolvimentos da ciência e da técnica, se viramos costas ao desenvolvimento da humanidade, não somos culturalmente desenvolvidos.
Aquilo que a minha obra tenta sublinhar é que, em muitos momentos, quando se pretende dominar um povo, utiliza-se a carta da autenticidade. E dizer que o africano, para ser autêntico, tem que manter-se ligado à sua base e tudo o que se cola ao Ocidente é pertença da Europa e da América. Eu identifico-me melhor com a ideia de chamar o povo africano à responsabilidade de escolher o caminho, assumindo as despesas desse caminho. Porque um dos défices desse processo de construção democrática é que, como nós não o assumimos, sempre que dá mal o outro é que tem culpa.
Temos de fazer escolhas de forma livre, de forma descomprometida e assumir as despesas da escolha feita. Porque só assim juntamos um ingrediente fundamental da democracia, que é fazer ajustes ao longo do processo
Como o mundo está, os ventos sopram mais favoráveis ao autoritarismo do que propriamente a essa construção democrática que implica sacrifícios.
A minha resposta vai parecer demasiado filosófica, mas não há como escapar. Isto tem a ver com a complexidade do próprio homem. O homem nunca se acomoda naquilo que tem e naquilo que é. Por isso, as civilizações vão avançando por ciclos. Quando parece que estamos bem, queremos experimentar outra coisa. Gosto muito de uma citação do meu conterrâneo Carlos Lopes que diz que muitas vezes o mal da humanidade é estar sempre à procura do Norte. Quando devíamos estar à procura do rumo. Porque quem procura o rumo, pode descobrir o Sul, mas quem procura o Norte, acaba sempre a ir numa direcção.
Por isso é que, no fim, mais do que a proclamação doutrinária, mais do que a avaliação a preto e branco, se estamos em democracia ou estamos em autoritarismo, eu tento encontrar lições que possam servir à nossa realidade.
É de admirar a sua ética e a forma como tem encarado a resistência a partir de princípios do Estado de direito democrático, mas ao mesmo tempo não haverá uma certa ingenuidade sua ao tentar aplicar princípios de Estado democrático a uma democracia que diz que não está construída?
Não recuso essa formulação, mas eu não sou o líder desse processo. Darei ao meu país aquilo que tenho para dar e o que tenho é isto. Se se descobrir que este não é o momento para que a minha proposta de solução funcione, temos que experimentar outra.
Já me foi dito que o importante é chegar ao poder e, uma vez no poder, então influenciarmos as mudanças. Tenho impregnado em mim que nem todos os que chegaram ao poder eram maus, mas porque ficaram condicionados pela forma como acederam ao poder, deixaram de poder implementar aquilo que era a sua visão.
Tal como defende no livro a refundação do Estado na Guiné-Bissau, também deveria haver uma refundação do seu partido, o PAIGC?
Havendo um processo de refundação do Estado, um dos questionamentos fundamentais seria, certamente, qual o papel do PAIGC. Porque não podemos perder de vista que o PAIGC já foi Estado. Aliás, foi o primeiro Estado.
No livro, eu começo a formulação focado na questão da democracia, mas chego a um ponto em que descubro que estamos a tentar construir a democracia, mas não temos Estado e sem Estado não há democracia. Por isso, voltei atrás para questionar quais as condições para a construção do Estado. Agora, quero chamar a atenção, porque isto já está a criar muita polémica na Guiné, de que eu falo na quase refundação do Estado. Não estou a propor tábua rasa, estou a dizer que quem se envolve nesse processo de democratização da sociedade guineense tem que ter consciência de que o nosso Estado nasceu torto. Tem de haver mecanismos de compensação que tenham em conta essas deficiências.
Fala no livro da necessidade de encontrar uma definição colectiva de felicidade para os guineenses.
Não sei se reparou que há um momento no livro em que digo que a filosofia é a peça do puzzle que está em falta. Quando faço a resenha histórica sobre a origem do termo democracia e cito Atenas não é porque aquele regime era verdadeiramente democrático. O que aconteceu é que os filósofos desse tempo produziram pensamentos que orientaram aquilo que é a tradição de liberdade do Ocidente hoje. Uma das coisas que vem desde essa altura é a tal definição de felicidade para o homem ocidental: eu existo, logo tenho de ser feliz. O homem tem a obrigação de realizar a sua existência e para isso tem de ser feliz.
Nós não podemos encontrar nesse debate deslocado a solução acabada para os nossos problemas, temos de trazer essa discussão para junto de nós e é por isso que evoco a filosofia africana como a modalidade para poder chegar à tal definição da felicidade. Mas, felizmente, há filósofos e estudiosos africanos que dizem ‘cuidado, não é preciso inventar uma filosofia africana, porque essas questões são transversais a toda a humanidade’. O que é preciso é um pensar situado, aquilo que acontece nas nossas latitudes ser feita dentro de um acabamento específico.
Se olharmos para aquilo que está a acontecer na Guiné-Bissau, o grande erro é tentar, por via da Constituição, responder a questões que são concretas de hoje. O livro diz, e este livro não foi feito agora, essa é a pior forma de redigir uma Constituição.
O seu livro recomenda “que sejam adiadas as grandes proclamações ideológicas e se centre o foco na correcção das assimetrias, no combate à pobreza e do analfabetismo, na melhoria das condições de vida da população, o que, combinado com uma nação mais fortalecida permitiria a sustentação do Estado e projectaria com maiores probabilidades de sucesso a construção democrática”. Não é esta uma formulação ideológica em si e de esquerda?
Eu não me furto a uma identificação de pendor mais de esquerda, mas acho que quando digo vamos adiar as proclamações ideológicas, o que está na minha mente é evitar identificações doutrinárias com correntes pré-definidas. O mundo está numa convulsão e a Guiné-Bissau ainda significa muito pouco. Pretender visar a construção democrática desde logo definindo com quem nos alinhamos, quem são os nossos parceiros, como é que conseguimos lá chegar, parece-me demasiado ousado. Eu fixo uma meta intermédia e essa meta é o Estado, nós precisamos de ter um Estado em que todos os cidadãos se revejam, para que seja a fundação para a democracia. Mas não estou a propor que haja um congelamento nesse processo até que haja um Estado para podermos construir a democracia. Temos de estar cientes que estamos a tentar edificar a cobertura quando os pilares ainda não estão.
Num país com instituições frágeis, quem tem as armas na mão, tem o poder. Não é preciso começar por aí, fazer com que os militares fiquem nas casernas?
Aí está a identificação dos centros reais de poder. Para que uma Constituição possa funcionar e a sociedade possa visar uma construção democrática, o centro do poder tem de ser o povo. Para que o centro do poder seja o povo, as estruturas, neste caso, as Forças Armadas, têm de se submeter ao poder democrático.
Mas se elas não se quiserem submeter, como é que se faz?
Não tenho resposta para essa questão, mas aquilo que li de Lassalle é que se não resolvermos esse problema e colocarmos uma etiqueta a dizer é democrático, é republicano e o centro do poder se manter fora do povo, não vai acontecer.
A condição devia ser: ou a sociedade produz o consenso necessário para haver reformas que permitam, de facto, que o centro do poder esteja no povo, ou esta sociedade não cumpre os requisitos necessários para ser considerada democrática. Li a entrevista do Bacelar [Gouveia], a dizer que agora estamos a ter uma Constituição mais completa, que estamos perante um momento histórico, o livro antecipa esta resposta: é uma falácia. Utilizando o exemplo do Lassalle, é como plantar uma macieira e colocar uma placa a dizer que é uma videira. Basta esperar que a árvore dê fruto para se perceber.
Reconheço que a sociedade precisa de transformação, precisa de reformas e, provavelmente, seja necessário um consenso mais alargado do que aquele que se consiga construir dentro da Assembleia Nacional Popular. Mas não é nestas circunstâncias, não é com imposição.
Admite, então, que era preciso uma nova Constituição?
Em 2023, quando a Assembleia Nacional Popular foi destituída, estava em curso o processo de revisão constitucional e há uma prova evidente da nossa boa vontade, no começo da segunda sessão, pedi uma audiência ao Presidente da República para lhe testemunhar o início desse debate, mas assegurando que não era nossa intenção ir a correr para a revisão constitucional, convidámo-lo até a identificar elementos que pudessem ser integrados nas comissões de trabalho. Sou muito crítico, penso que fica evidente no meu trabalho, das constituições escritas entre quatro paredes, talvez porque parta da Ciência Política e não do constitucionalismo. Para mim, quem formula a Constituição devia ser o povo. O povo guineense é 63% analfabeto, a única versão da Constituição usada até hoje é a versão escrita, logo está distante de 63% da população. Dos 27% que estão envolvidos, quantos lêem um texto constitucional e entendem logo o que está a acontecer?
O tráfico de droga prospera em Estados frágeis, como é a Guiné-Bissau poderá resolver esse problema?
O grande problema de factores como a droga e a corrupção está em debatê-los no contexto de disputa política. O fenómeno do narcotráfico está presente na nossa realidade e é um factor negativo e eu pretendo retirá-lo da nossa disputa. É um problema nocivo para a sociedade guineense porque propõe uma modalidade de enriquecimento que escapa ao controlo da sociedade. Não faz parte da nossa cultura e não contribui de forma alguma para a estruturação da nossa economia. Todos os actores políticos do nosso país deveríamos estar no mesmo patamar e contribuir para o seu combate, mas estamos sempre prontos a apontar o dedo uns aos outros. Ao reclamarmos a vitória nas últimas eleições presidenciais, através do nosso candidato, uma das coisas que ouvi foi que nós tínhamos tido apoio de narcotraficantes. Achei interessante, era uma forma de diluir o debate. Eles não estavam a dizer “nós não estamos”, estavam a dizer “vocês também estão” e, portanto, se estamos todos, é um factor comum.
Um indivíduo que não se aprisionou dentro de um conceito
Está consciente da questão da raça e do racismo mas não se aprisionou dentro do conceito e não vê o mundo apenas por esse óculo que aumenta uma secção da paisagem.
Ele toca aqui numa questão muito importante que é a das pessoas apoiarem os pró-palestina por pensarem que estão a ser contra o racismo: na sua ignorância, pensam que os palestinianos são não-brancos e os israelitas são brancos. Logo, apoiar israelitas é apoiar brancos contra negros.
Há muita ignorância acerca da questão e recusa ou preguiça em ir aprender.
Ele fala aqui do tráfico de escravos negros por povos árabes: os árabes não são negros nem se vêem como tal, também são racistas e há toda uma história de tráfico esclavagista de negros por parte dos povos árabes de que ninguém fala.
Entre os brancos, onde houve escravatura e há racismo, também houve e há o oposto: povos que entraram em guerra civil para libertar os escravos (EUA); houve países de brancos que se endividaram para acabar com a escravatura [o governo britânico contraiu um empréstimo de 20 milhões de libras em 1830, equivalente a biliões actuais, para pagar a libertação dos escravos - só em 2015 conseguiu liquidar a dívida] e milhares de brancos que esconderam negros e lutaram pelos seus direitos.
Se calhar está na altura dos negros se des-vitimizarem, como este homem, sem negar ou esconder a história, mas sem aprisionar-se dentro dela, e lutarem pelo fim do racismo - qualquer racismo. Lutar positivamente por direitos iguais em vez de lutar para validar a raiva e o rancor. Sair dessa visão de óculo, juntarem-se a todos os que lutam pelo fim dos racismos e que são a favor da vida e não do culto da morte.
Felizmente começa a haver pessoas negras que se des-oprimiram:
Sou negra, o que significa que a minha pele tem uma cor castanha escura devido à minha ascendência africana; sou afetada de forma desproporcional por doenças como o glaucoma e a anemia falciforme; e estou exposta ao racismo contra os negros sempre que este ocorre. Reconhecer isto não me reduz à cor da pele. @SonyaDouglas
Black people owe Arabs nothing.
— Chico Muya (@chico_ray) August 28, 2026
So why is it presumed that black people ought to support the Palestinians?
It’s actually insane. pic.twitter.com/q27r4Shmk0
Os russos são um povo em processo de suicídio
Por causa dos terroristas do Kremlin, mas como diz o PM polaco, não nos cabe a nós resolver os problemas dos russos. Cabe-nos resolver os problemas que causam directamente à Ucrânia e indirectamente à Europa e ao mundo.
A Russian woman with glasses and a sharp tongue just cut through the Kremlin's imperial fever dream in one devastating monologue. She lays it out plainly: as a Russian, she has zero need for "other people’s territories.
— medoyid_ua (@LetsArmUKR) August 29, 2026
Her country already controls one-eighth of the planet’s… pic.twitter.com/OqCrgWHGpw
«disforia de género» versus «dismorfia corporal» - uma conversa no X
@SkyDalby3777 e @beanschicken1
Concordo em grande parte convosco, mas discordo quanto ao termo «disforia de género», que considero impreciso e tem causado —através da criação de um diagnóstico formal que serve interesses próprios — um aumento acentuado da «dismorfia corporal» entre os jovens.
Ian Hacking cunhou o termo «efeito de loop» para descrever um ciclo de retro-alimentação em que a criação de uma classificação psiquiátrica molda a forma como as pessoas se compreendem a si próprias. Assim que existe um diagnóstico formal, as pessoas começam a adoptar os comportamentos e sintomas que lhe são associados, o que, por sua vez, alarga a definição oficial do próprio transtorno.
O uso original da expressão «identidade de género», tal como descrito pelo sexólogo John Money, referia-se explicitamente a posições sexuais, a tal ponto que ele chegou a fazer com que um menino de 6 anos, que tinha sido castrado, participasse numa «brincadeira de ensaio sexual» com o seu irmão. Money instruiu David Reimer, a quem chamava Brenda, a representar o papel sexual feminino. [Money foi um psicólogo e abusador infantil sem ética que torturou dois rapazes como cobaias ]
Uma vez que os conceitos da ideologia da identidade de género foram criados por sexólogos que trabalhavam com, e frequentemente manifestavam apoio a agressores sexuais, não confio no termo «disforia de género» e observo que este foi adoptado, há décadas, por travestis com um fetiche pela castração, numa tentativa de patologizar — e, por conseguinte, normalizar — um fetiche sexual que depende da participação pública involuntária.
A «disforia de género» é uma alteração da «dismorfia corporal», na medida em que elimina qualquer elemento físico: o género é um conceito subjectivo e mal definido, e a disforia refere-se meramente a um sentimento de insatisfação geral. Por outro lado, a «dismorfia corporal» é mais concreta e aborda o sofrimento relacionado com a forma física.
A flexibilização da terminologia permitiu que homens com patologias sexuais se escondessem por trás de raparigas em sofrimento. Da mesma forma, a «disforia de género» apaga as diferenças de género na experiência e na motivação de homens e mulheres. As razões dos homens para quererem ter seios com que brincar, por exemplo, em comparação com uma jovem que luta contra um distúrbio alimentar.
O termo também ignora por completo o elemento de abuso sexual que está frequentemente envolvido nos casos de jovens que acreditam estar «no corpo errado».
Um sistema de crenças e um processo médico criados por sexólogos e através da terapia de tratamento de agressores sexuais conduziram, em última análise, à esterilização de jovens que, muitas vezes, sofreram alguma forma de abuso sexual, mesmo que tenha sido apenas a exposição a pornografia violenta numa idade precoce. O termo «disforia de género» foi aplicado a homens que desejavam ser castrados, o que constitui uma extensão de um fetiche pela modificação corporal.
Há décadas, eram tão poucas as mulheres que expressavam o desejo de «fazer a transição» que os sexólogos discutiam entre si como poderiam identificá-las. Precisavam de pacientes do sexo feminino para normalizar o fetiche da castração masculina.
Afinal, bastou-lhes criar um termo suficientemente vago para que o contágio social, apoiado pela aparente legitimidade da comunidade médica, pudesse finalmente envolver as raparigas e as jovens nos seus braços doentios.
Tamara Sears
@TamaraSearsUK
Excelente análise, Genevieve.
Gostaria apenas de acrescentar que os médicos e psiquiatras contribuíram para perpetuar a mentira de que os seres humanos podem mudar de sexo através de cirurgia. Quando as pessoas acreditavam nessa mentira e desejavam seguir essa ideia, eram então diagnosticadas com «disforia de género». O diagnóstico protege os médicos e atribui a patologia à psicologia das vítimas. Os fetichistas aproveitaram-se então dessa terminologia para esconder os seus problemas psicossexuais.
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@YoubeliveImhereSim. O género refere-se a normas, papéis e comportamentos construídos cultural e socialmente e associados a um dos sexos — ou seja, um estereótipo baseado no sexo.
Os estereótipos existem — mas dar-lhes um nome que supostamente legitima um diagnóstico pseudo-científico e, por extensão, a realização de experiências em seres humanos, foi o que nos trouxe até aqui, para começar. Tudo começa e termina com o «género».
Os fetichistas aproveitaram-se então dessa terminologia para esconder os seus problemas psicossexuais.
@MajorWillPower
O termo «disforia de género» também associa sentimentos de «euforia» ao género, sugerindo que a ausência de euforia equivale a sentir disforia. Um homem adulto veste as cuecas da mulher e sente (euforia) excitação sexual: «isto é óptimo, devo ser trans.»
Ele nunca sentiu qualquer «disforia de género» enquanto homem, apenas euforia (excitação sexual) ao vestir roupa feminina.
Sem dúvida. Concordo. A disforia de género é um constructo que surge de comportamentos dentro de uma cultura. Incluindo práticas culturais prejudiciais. Não é algo que simplesmente exista.
@Detekterf
A ideia de enquadrar isto como um distúrbio de saúde mental foi inventada por um sexólogo alemão que queria ajudar travestis eróticos (ainda antes de existir o termo «disforia de género») e que ganhava a vida a defender assassinos e agressores sexuais em tribunal.
Nada disto relacionado com a comunidade transgénero foi concebido para pessoas vulneráveis.
Vivia Waag Viderø
@ViderWaag
Retiraram a síndrome de Asperger devido à sua origem.
Onde está essa energia para este termo?
@AlessandraAster
Já não há realmente nenhuma desculpa para não saber isto, uma vez que mulheres como tu têm vindo a lançar luz sobre o mundo obscuro da «disforia de género» há anos. E basta dar uma vista de olhos nos Arquivos Digitais Transgénero para desmistificar o mito do «corpo errado».
@Evantoine_nu
Pensar que o mundo inteiro está a seguir obedientemente os ditames de homens perversos que fazem experiências com crianças é realmente incompreensível. Os homens não precisam mesmo de fazer muito para enganar toda a gente e fazer com que as pessoas se desviem da verdade. E, nesse processo, claro, culpam as feministas.
August 29, 2026
do gabinete de curiosidades - The Wicked Bible
Sobrevivem cerca de 20 exemplares conservados em museus e colecções privadas. Devido à sua raridade, os poucos exemplares sobreviventes valem dezenas de milhar quando aparecem em leilão.
Não foi o único erro tipográfico da Wicked Bible. Em Deuteronómio 5:24, a palavra greatness («grandeza») foi impressa erradamente como «great-asse». O erro transformou uma passagem que louva a glória de Deus numa frase que dizia, «Eis que o Senhor, nosso Deus, nos mostrou a sua glória e o seu grande-rabo.» (talvez asse se traduzisse por asno...) Lá se foi a glória de Deus e a licença dos editores reais.
Os historiadores referem que alguns exemplares sobreviventes parecem ter tentado ocultar este erro secundário com uma mancha de tinta e alguns investigadores chegaram ainda a avançar a hipótese de que o segundo erro, em Deuteronómio 5:24, poderia ter sido um acto deliberado de sabotagem por parte de impressores rivais, com o objectivo de desacreditar os editores reais. Se foi, teve sucesso.
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Johanna Nyman
A Rússia tem de pagar pela devastação que infligiu à Ucrânia. Continuam a existir 300 mil milhões de dólares em activos russos congelados nos sistemas financeiros ocidentais. Deixá-los intocados poderia permitir que a Rússia utilizasse esses activos para financiar a sua próxima guerra. Esses activos pertencem, por direito, à Ucrânia.
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Isso e as eleições na França e Alemanha correrem bem para os terroristas do Kremlin...
Quanto à "próxima guerra", só existe se os europeus continuarem a adiar o inevitável.
A escalada dos terroristas do Kremlin avança porque vêem a inacção da Europa
(e sabem da conivência dos EUA - Merz, onde estão os Taurus que prometeste? -
O ataque a Kyiv e à região já se arrasta há quase 53 horas. Durante este período, as sirenes de ataque aéreo soaram 25 vezes na capital. Todos os líderes europeus parecem estar de férias. - @jurgen_nauditt
Donald Tusk
Mark Rutte @SecGenNATO acaba de partilhar comigo a sua avaliação da situação na região e na frente ucraniano-russa. Tal como tenho vindo a alertar, a escalada por parte da Rússia está a avançar. A Ucrânia necessita de maior apoio aéreo, o que é também crucial para a nossa segurança. Esta é uma tarefa para toda a Europa. Os próximos seis meses serão decisivos e, enquanto Polónia e NATO, temos de estar preparados para vários cenários. Não podemos excluir a possibilidade de provocações por parte da Rússia contra um dos membros da NATO.
Quanto mais falam mais mostram o seu extremismo até à violência
O terrorismo, a FDLPalestina e a Festa do Avante!Domingos Lopes
Como se sabe (às vezes não dá jeito ter presente) ao longo da História os que foram apelidados de terroristas acabaram no poder. Cristo foi crucificado por ser considerado um subversivo. Hoje está no coração de milhares de milhões de cidadãos. Espartaco, o escravo que liderou a luta pela libertação do esclavagismo, foi considerado terrorista pelo Império Romano e crucificado. O indiano Mahatma Gandhi, o apóstolo da não-violência, era um terrorista para a monarquia britânica. Nelson Mandela era considerado pelo regime sangrento do apartheid terrorista e esteve preso 27 anos. Agostinho Neto, Amílcar Cabral, Eduardo Mondlane e Samora Machel eram considerados pelo fascismo português terroristas. Assim como os dirigentes da FNL da Argélia eram igualmente tidos como terroristas pelos colonialistas franceses. Os independentistas do futuro EUA eram terroristas para o Império britânico. Os exemplos encheriam páginas e páginas.
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Este indivíduo põe no mesmo saco, dando como exemplo de terroristas, com grande desonestidade intelectual (ou se calhar faz parte da blob, ou talvez seja o fanatismo dogmato-religioso à ideologia), Cristo, Espartaco, Gandi, Mandela, Amílcar Cabral, Eduardo Mondlane e Samora Machel, Agostinho Neto, a FNL da Argélia e a FPLP.

