O terrorismo, a FDLPalestina e a Festa do Avante!Domingos Lopes
Como se sabe (às vezes não dá jeito ter presente) ao longo da História os que foram apelidados de terroristas acabaram no poder. Cristo foi crucificado por ser considerado um subversivo. Hoje está no coração de milhares de milhões de cidadãos. Espartaco, o escravo que liderou a luta pela libertação do esclavagismo, foi considerado terrorista pelo Império Romano e crucificado. O indiano Mahatma Gandhi, o apóstolo da não-violência, era um terrorista para a monarquia britânica. Nelson Mandela era considerado pelo regime sangrento do apartheid terrorista e esteve preso 27 anos. Agostinho Neto, Amílcar Cabral, Eduardo Mondlane e Samora Machel eram considerados pelo fascismo português terroristas. Assim como os dirigentes da FNL da Argélia eram igualmente tidos como terroristas pelos colonialistas franceses. Os independentistas do futuro EUA eram terroristas para o Império britânico. Os exemplos encheriam páginas e páginas.
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Este indivíduo põe no mesmo saco, dando como exemplo de terroristas, com grande desonestidade intelectual (ou se calhar faz parte da blob, ou talvez seja o fanatismo dogmato-religioso à ideologia), Cristo, Espartaco, Gandi, Mandela, Amílcar Cabral, Eduardo Mondlane e Samora Machel, Agostinho Neto, a FNL da Argélia e a FPLP.
Não consta que Cristo, Espartaco, Gandi, Mandela, Amílcar Cabral, Eduardo Mondlane e Samora Machel tenham organizado atentados terroristas, tenham mandado violar mulheres e transmitir ao vivo para a página de FB dos familiares, tenham mandado matar filhos em frente de pais, tenham mandado matar pais em frente de filhos, arrancar a cabeça à machadada a civis, só por serem judeus ou de outra confissão qualquer, tenham mandado estrangular crianças, tenham mandado as crianças do seu povo fazerem-se explodir, tenham mandado roubar comida ao seu próprio povo, educá-los para serem assassinos, tenham mandado degolar civis e mais um sem número de barbaridades.
Pelo contrário, Cristo era um homem que falava de paz; Espartaco nunca levou a cabo ou sequer defendeu tácticas terroristas e visava sempre as Legiões Romanas que o perseguiam; Gandi era conhecido pela estratégia da luta sem violência (que veio a influenciar Martin Luther King nos EUA); Amílcar Cabral era um homem da resistência pela competência e pelo diálogo, uma pessoa de grande nível; Mandela falava activamente contra a violência e a favor da reconciliação com inteligência; Mondlane estava em guerra mas focava-se em atingir apenas objetivos militares, logísticos e administrativos do Estado colonial português e nunca recorreu a tácticas de assassinar indiscriminadamente civis e semear o pânico e o terror; igualmente, Machel nunca recorreu a tácticas terroristas nem alguma vez alguém o acusou disso.
O facto de em todas as guerras todos chamarem a todos terroristas, não é o que define um terrorista nem serve de argumento. O que define um terrorista são as suas acções terroristas. É por isso que o Movimento do 25 de Abril, não foi um movimento terrorista, mas as FP-25 foram um movimento terrorista, apesar de ambos terem sido chamados terroristas por alguns. Porém, só um deles recorreu a acções terroristas.
Já Agostinho Neto, apoiado pela URSS, recorreu a tácticas terroristas soviéticas (para quê julgamentos se posso executar o povo), mas contra o seu próprio povo, já depois da independência para se manter no poder, ao modo dos ditadores comunistas, até aos dias de hoje. Mas mesmo assim, não estamos a falar do grau de terrorismo da FNL da Argélia e da FPLP.
A FNL da Argélia recorreu assumidamente a tácticas de terrorismo: atentados à bomba, o Massacre de Philippeville em 1955, onde atacaram civis de origem europeia (os pieds-noirs), assassinando brutalmente, à maneira do Hamas, homens, mulheres e crianças. Execuções e degolações do próprio povo para assegurarem lealdade pelo terror, o que conseguiram, pois logo após a independência instituíram-se como partido único incontestado pelo terror.
A FPLP (da Palestina) sequestrou aviões comerciais internacionais e matou pessoas nesses sequestros, levou a cabo atentados suicidas para matar o maior número de pessoas possível, reclama uma carrada de assassinatos e esteve metida nos ataques bárbaros do 7 de Outubro.Portanto, quando li a notícia do convite do PCP a uma organização terrorista ainda pensei que fosse só provocação, mas pelo artigo deste Domingos Lopes, ficamos a perceber que têm mesmo um fascínio pela violência e nenhum escrúpulo em defendê-la, mesmo recorrendo à desonestidade.
Agora ainda me parece mais grave o envolvimento de um partido da AR com uma organização terrorista, dado que glorifica a seu recurso à violência e o quererem trazer para o país membros dessa organização.
Espero que os barrem à entrada, dado que estão classificados pela UE (uma carrada de gente de esquerda) como organização terrorista e muito perigosa.
Se um outro partido qualquer escrevesse o que este tipo escreveu na defesa da confraternização com uma organização terrorista, era a única conversa dos MCS mas o PCP e a esquerda extremista em geral têm privilégios aqui no país - mas quanto mais falam mais mostram o seu carácter de extremismo até à glorificação da violência.
Podia dizer que estou surpreendida por ver o PCP defender o terrorismo. Mas não estou. São grandes defensores de Putin (de Estaline, etc.) e dos islamitas terroristas.
Que o Público publique um artigo de glorificação da violência como meio político, surpreender-me-ia aqui há uns bons anos. Já não.
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