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August 30, 2026

Um indivíduo que não se aprisionou dentro de um conceito

 

Está consciente da questão da raça e do racismo mas não se aprisionou dentro do conceito e não vê o mundo apenas por esse óculo que aumenta uma secção da paisagem.
Ele toca aqui numa questão muito importante que é a das pessoas apoiarem os pró-palestina por pensarem que estão a ser contra o racismo: na sua ignorância, pensam que os palestinianos são não-brancos e os israelitas são brancos. Logo, apoiar israelitas é apoiar brancos contra negros.
Há muita ignorância acerca da questão e recusa ou preguiça em ir aprender.
Ele fala aqui do tráfico de escravos negros por povos árabes: os árabes não são negros nem se vêem como tal, também são racistas e há toda uma história de tráfico esclavagista de negros por parte dos povos árabes de que ninguém fala.
Entre os brancos, onde houve escravatura e há racismo, também houve e há o oposto: povos que entraram em guerra civil para libertar os escravos (EUA); houve países de brancos que se endividaram para acabar com a escravatura [o governo britânico contraiu um empréstimo de 20 milhões de libras em 1830, equivalente a biliões actuais, para pagar a libertação dos escravos - só em 2015 conseguiu liquidar a dívida] e milhares de brancos que esconderam negros e lutaram pelos seus direitos.
Se calhar está na altura dos negros se des-vitimizarem, como este homem, sem negar ou esconder a história, mas sem aprisionar-se dentro dela, e lutarem pelo fim do racismo - qualquer racismo. Lutar positivamente por direitos iguais em vez de lutar para validar a raiva e o rancor. Sair dessa visão de óculo, juntarem-se a todos os que lutam pelo fim dos racismos e que são a favor da vida e não do culto da morte.

Felizmente começa a haver pessoas negras que se des-oprimiram:

Sou negra, o que significa que a minha pele tem uma cor castanha escura devido à minha ascendência africana; sou afetada de forma desproporcional por doenças como o glaucoma e a anemia falciforme; e estou exposta ao racismo contra os negros sempre que este ocorre. Reconhecer isto não me reduz à cor da pele. @SonyaDouglas


 

May 23, 2022

Penso que isto tem de mudar




Como é que um país que está em guerra, ainda por cima a ser atacado, tem objectividade para julgar um soldado inimigo? O ódio que os ucranianos devem ter agora aos russos não estará ausente do tribunal. 

Isto tem que mudar. Tem de haver instituições internacionais que intervenham nestes casos e chamem a si o julgamento de soldados para não deixar que os países beligerantes entrem numa lógica de vingança que, sendo compreensível, é inaceitável.

Os próprios países beligerante deviam ser os primeiros, por uma questão de ética, a não julgar os seus prisioneiros de guerra. 



Soldado russo condenado a prisão perpétua em Kiev. Batalhão Azov vai ser julgado em Donetsk

Vadim Shishimarin, de 21 anos, é o primeiro militar a ser condenado por crimes de guerra. Russos recusam trocar soldados de Azovstal e marcam o seu julgamento para cidade ucraniana.