@SkyDalby3777 e @beanschicken1
Concordo em grande parte convosco, mas discordo quanto ao termo «disforia de género», que considero impreciso e tem causado —através da criação de um diagnóstico formal que serve interesses próprios — um aumento acentuado da «dismorfia corporal» entre os jovens.
Ian Hacking cunhou o termo «efeito de loop» para descrever um ciclo de retro-alimentação em que a criação de uma classificação psiquiátrica molda a forma como as pessoas se compreendem a si próprias. Assim que existe um diagnóstico formal, as pessoas começam a adoptar os comportamentos e sintomas que lhe são associados, o que, por sua vez, alarga a definição oficial do próprio transtorno.
O uso original da expressão «identidade de género», tal como descrito pelo sexólogo John Money, referia-se explicitamente a posições sexuais, a tal ponto que ele chegou a fazer com que um menino de 6 anos, que tinha sido castrado, participasse numa «brincadeira de ensaio sexual» com o seu irmão. Money instruiu David Reimer, a quem chamava Brenda, a representar o papel sexual feminino. [Money foi um psicólogo e abusador infantil sem ética que torturou dois rapazes como cobaias ]
Uma vez que os conceitos da ideologia da identidade de género foram criados por sexólogos que trabalhavam com, e frequentemente manifestavam apoio a agressores sexuais, não confio no termo «disforia de género» e observo que este foi adoptado, há décadas, por travestis com um fetiche pela castração, numa tentativa de patologizar — e, por conseguinte, normalizar — um fetiche sexual que depende da participação pública involuntária.
A «disforia de género» é uma alteração da «dismorfia corporal», na medida em que elimina qualquer elemento físico: o género é um conceito subjectivo e mal definido, e a disforia refere-se meramente a um sentimento de insatisfação geral. Por outro lado, a «dismorfia corporal» é mais concreta e aborda o sofrimento relacionado com a forma física.
A flexibilização da terminologia permitiu que homens com patologias sexuais se escondessem por trás de raparigas em sofrimento. Da mesma forma, a «disforia de género» apaga as diferenças de género na experiência e na motivação de homens e mulheres. As razões dos homens para quererem ter seios com que brincar, por exemplo, em comparação com uma jovem que luta contra um distúrbio alimentar.
O termo também ignora por completo o elemento de abuso sexual que está frequentemente envolvido nos casos de jovens que acreditam estar «no corpo errado».
Um sistema de crenças e um processo médico criados por sexólogos e através da terapia de tratamento de agressores sexuais conduziram, em última análise, à esterilização de jovens que, muitas vezes, sofreram alguma forma de abuso sexual, mesmo que tenha sido apenas a exposição a pornografia violenta numa idade precoce. O termo «disforia de género» foi aplicado a homens que desejavam ser castrados, o que constitui uma extensão de um fetiche pela modificação corporal.
Há décadas, eram tão poucas as mulheres que expressavam o desejo de «fazer a transição» que os sexólogos discutiam entre si como poderiam identificá-las. Precisavam de pacientes do sexo feminino para normalizar o fetiche da castração masculina.
Afinal, bastou-lhes criar um termo suficientemente vago para que o contágio social, apoiado pela aparente legitimidade da comunidade médica, pudesse finalmente envolver as raparigas e as jovens nos seus braços doentios.
Tamara Sears
@TamaraSearsUK
Excelente análise, Genevieve.
Gostaria apenas de acrescentar que os médicos e psiquiatras contribuíram para perpetuar a mentira de que os seres humanos podem mudar de sexo através de cirurgia. Quando as pessoas acreditavam nessa mentira e desejavam seguir essa ideia, eram então diagnosticadas com «disforia de género». O diagnóstico protege os médicos e atribui a patologia à psicologia das vítimas. Os fetichistas aproveitaram-se então dessa terminologia para esconder os seus problemas psicossexuais.
----------
@YoubeliveImhereSim. O género refere-se a normas, papéis e comportamentos construídos cultural e socialmente e associados a um dos sexos — ou seja, um estereótipo baseado no sexo.
Os estereótipos existem — mas dar-lhes um nome que supostamente legitima um diagnóstico pseudo-científico e, por extensão, a realização de experiências em seres humanos, foi o que nos trouxe até aqui, para começar. Tudo começa e termina com o «género».
Os fetichistas aproveitaram-se então dessa terminologia para esconder os seus problemas psicossexuais.
@MajorWillPower
O termo «disforia de género» também associa sentimentos de «euforia» ao género, sugerindo que a ausência de euforia equivale a sentir disforia. Um homem adulto veste as cuecas da mulher e sente (euforia) excitação sexual: «isto é óptimo, devo ser trans.»
Ele nunca sentiu qualquer «disforia de género» enquanto homem, apenas euforia (excitação sexual) ao vestir roupa feminina.
Sem dúvida. Concordo. A disforia de género é um constructo que surge de comportamentos dentro de uma cultura. Incluindo práticas culturais prejudiciais. Não é algo que simplesmente exista.
@Detekterf
A ideia de enquadrar isto como um distúrbio de saúde mental foi inventada por um sexólogo alemão que queria ajudar travestis eróticos (ainda antes de existir o termo «disforia de género») e que ganhava a vida a defender assassinos e agressores sexuais em tribunal.
Nada disto relacionado com a comunidade transgénero foi concebido para pessoas vulneráveis.
Vivia Waag Viderø
@ViderWaag
Retiraram a síndrome de Asperger devido à sua origem.
Onde está essa energia para este termo?
@AlessandraAster
Já não há realmente nenhuma desculpa para não saber isto, uma vez que mulheres como tu têm vindo a lançar luz sobre o mundo obscuro da «disforia de género» há anos. E basta dar uma vista de olhos nos Arquivos Digitais Transgénero para desmistificar o mito do «corpo errado».
@Evantoine_nu
Pensar que o mundo inteiro está a seguir obedientemente os ditames de homens perversos que fazem experiências com crianças é realmente incompreensível. Os homens não precisam mesmo de fazer muito para enganar toda a gente e fazer com que as pessoas se desviem da verdade. E, nesse processo, claro, culpam as feministas.


