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September 11, 2026

Quando uma liga de oligarcas malfeitores se junta para predar




 Os mais catastrofistas já dizem que a IA nos pode matar a todos, dado que controlam os sistemas dos carros (travões, computador de bordo, etc.), dos comboios, dos aviões, dos sistemas de tráfego, fábricas de alimentos, etc. Os menos catastrofistas dizem que a ganância dos donos destas empresas, que não se contentam com ter 500 biliões e precisam de ter 2 triliões, é o que nos vai matar a todos porque recusam qualquer regulação que limite a sua ganância patológica.

Aqui na Europa, se invertermos caminho e dominarmos os 3 sintomas da queda das sociedades de que o outro vídeo fala, e não seguirmos o exemplo americano e criarmos um sistema de IA próprio, responsável e nunca fora do nosso controlo, evitamos a guerra civil. 

A reforma da educação no sentido do rigor e do desenvolvimento humano, o fim imediato da imigração ilegal e a regulação da que existe, a justiça no combate ao crime, são 3 pilares essenciais de inversão do caos social. Depois, a produção de bens próprios. É preciso criar uma dinâmica de trabalho e esforço e não de facilitismo.

Quando uma liga de oligarcas malfeitores se junta para predar, uma liga de pessoas de bem e bom senso tem de ligar-se para os afastar e construir uma alternativa diferente. Se a Europa não for capaz de fazer isso acaba em guerrilha civil, o que já está a acontecer, se olharmos para o crime descontrolado, a violência dos grupos de extrema esquerda e direita, os enclaves dentro das cidades com leis que escapam ao Estado, a constante erosão dos valores europeus por parte dos islamitas que procuram a sua destruição a partir de dentro. 

E nada disto se consegue se a Ucrânia não vencer a Rússia o mais depressa possível. Vemos que a Rússia, para viver em situação constante de guerra, destruiu completamente o país, o povo, a cultura. Canibalizou-se.

Não percebo como não há um líder europeu que não perceba a urgência em agir. 


September 10, 2026

Verdades difícies de ouvir

 

Quando se pensa em permitir homens invadir espaços de mulheres é preciso ter em conta a realidade dos factos e dos números.




September 09, 2026

Há um problema de violência masculina para resolver

 

E é urgente. E importar homens de Estados falhados e de extrema violência contra mulheres só agrava o problema. Já chega os que aqui temos, porque queremos importar outros?

Mais um homem que drogou a mulher para a vender a violadores a troco de dinheiro. Só que neste caso a mulher morreu. Mas segundo certos homens o problema é o feminismo e a defesa dos direitos das mulheres. 

É tempo de os homens de revoltarem mais com a violação de mulheres que com a revolta das mulheres por causa dos violadores.

Qualquer dia qual é a mulher que tem confiança para ir viver com um homem, sabendo que, no mínimo, pode ser filmada nua e partilhadas as imagens ou vendidas na internet naqueles fóruns que têm milhões de homens a partilhar a imagem das namoradas, mulheres, filhas que lhes tiraram às escondidas enquanto elas dormiam, despidas como troféus de caça. Ou violadas e mortas, como neste caso.

Quantas mulheres estão a passar por isto agora mesmo, sem saberem? Hoje-em-dia sou a favor da castração de violadores e prisão para a vida. E se os põem fora é com a fotografia deles publicada. É tempo de a justiça deixar de se preocupar apenas com os direitos dos criminosos e começar a preocupar-se com as vítimas e os seus direitos.


August 29, 2026

Quanto mais falam mais mostram o seu extremismo até à violência


 

O terrorismo, a FDLPalestina e a Festa do Avante!

Domingos Lopes

Como se sabe (às vezes não dá jeito ter presente) ao longo da História os que foram apelidados de terroristas acabaram no poder. Cristo foi crucificado por ser considerado um subversivo. Hoje está no coração de milhares de milhões de cidadãos. Espartaco, o escravo que liderou a luta pela libertação do esclavagismo, foi considerado terrorista pelo Império Romano e crucificado. O indiano Mahatma Gandhi, o apóstolo da não-violência, era um terrorista para a monarquia britânica. Nelson Mandela era considerado pelo regime sangrento do apartheid terrorista e esteve preso 27 anos. Agostinho Neto, Amílcar Cabral, Eduardo Mondlane e Samora Machel eram considerados pelo fascismo português terroristas. Assim como os dirigentes da FNL da Argélia eram igualmente tidos como terroristas pelos colonialistas franceses. Os independentistas do futuro EUA eram terroristas para o Império britânico. Os exemplos encheriam páginas e páginas.


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Este indivíduo põe no mesmo saco, dando como exemplo de terroristas, com grande desonestidade intelectual (ou se calhar faz parte da blob, ou talvez seja o fanatismo dogmato-religioso à ideologia), Cristo, Espartaco, Gandi, Mandela, Amílcar Cabral, Eduardo Mondlane e Samora Machel, Agostinho Neto, a FNL da Argélia e a FPLP.

Não consta que Cristo, Espartaco, Gandi, Mandela, Amílcar Cabral, Eduardo Mondlane e Samora Machel tenham organizado atentados terroristas, tenham mandado violar mulheres e transmitir ao vivo para a página de FB dos familiares, tenham mandado matar filhos em frente de pais, tenham mandado matar pais em frente de filhos, arrancar a cabeça à machadada a civis, só por serem judeus ou de outra confissão qualquer, tenham mandado estrangular crianças, tenham mandado as crianças do seu povo fazerem-se explodir, tenham mandado roubar comida ao seu próprio povo, educá-los para serem assassinos, tenham mandado degolar civis e mais um sem número de barbaridades.

Pelo contrário, Cristo era um homem que falava de paz; Espartaco nunca levou a cabo ou sequer defendeu tácticas terroristas e visava sempre as Legiões Romanas que o perseguiam; Gandi era conhecido pela estratégia da luta sem violência (que veio a influenciar Martin Luther King nos EUA); Amílcar Cabral era um homem da resistência pela competência e pelo diálogo, uma pessoa de grande nível; Mandela falava activamente contra a violência e a favor da reconciliação com inteligência; Mondlane estava em guerra mas focava-se em atingir apenas objetivos militares, logísticos e administrativos do Estado colonial português e nunca recorreu a tácticas de assassinar indiscriminadamente civis e semear o pânico e o terror; igualmente, Machel nunca recorreu a tácticas terroristas nem alguma vez alguém o acusou disso. 

O facto de em todas as guerras todos chamarem a todos terroristas, não é o que define um terrorista nem serve de argumento. O que define um terrorista são as suas acções terroristas. É por isso que o Movimento do 25 de Abril, não foi um movimento terrorista, mas as FP-25 foram um movimento terrorista, apesar de ambos terem sido chamados terroristas por alguns. Porém, só um deles recorreu a acções terroristas.

Já Agostinho Neto, apoiado pela URSS, recorreu a tácticas terroristas soviéticas (para quê julgamentos se posso executar o povo), mas contra o seu próprio povo, já depois da independência para se manter no poder, ao modo dos ditadores comunistas, até aos dias de hoje. Mas mesmo assim, não estamos a falar do grau de terrorismo da FNL da Argélia e da FPLP.

A FNL da Argélia recorreu assumidamente a tácticas de terrorismo: atentados à bomba, o Massacre de Philippeville em 1955, onde atacaram civis de origem europeia (os pieds-noirs), assassinando brutalmente, à maneira do Hamas, homens, mulheres e crianças. Execuções e degolações do próprio povo para assegurarem lealdade pelo terror, o que conseguiram, pois logo após a independência instituíram-se como partido único incontestado pelo terror.

A FPLP (da Palestina) sequestrou aviões comerciais internacionais e matou pessoas nesses sequestros, levou a cabo atentados suicidas para matar o maior número de pessoas possível, reclama uma carrada de assassinatos e esteve metida nos ataques bárbaros do 7 de Outubro.

Portanto, quando li a notícia do convite do PCP a uma organização terrorista ainda pensei que fosse só provocação, mas pelo artigo deste Domingos Lopes, ficamos a perceber que têm mesmo um fascínio pela violência e nenhum escrúpulo em defendê-la, mesmo recorrendo à desonestidade. 

Agora ainda me parece mais grave o envolvimento de um partido da AR com uma organização terrorista, dado que glorifica a seu recurso à violência e o quererem trazer para o país membros dessa organização.

Espero que os barrem à entrada, dado que estão classificados pela UE (uma carrada de gente de esquerda) como organização terrorista e muito perigosa.

Se um outro partido qualquer escrevesse o que este tipo escreveu na defesa da confraternização com uma organização terrorista, era a única conversa dos MCS mas o PCP e a esquerda extremista em geral têm privilégios aqui no país - mas quanto mais falam mais mostram o seu carácter de extremismo até à glorificação da violência. 

Podia dizer que estou surpreendida por ver o PCP defender o terrorismo. Mas não estou. São grandes defensores de Putin (de Estaline, etc.) e dos islamitas terroristas.

Que o Público publique um artigo de glorificação da violência como meio político, surpreender-me-ia aqui há uns bons anos. Já não.

February 09, 2026

February 08, 2026

Aqui vai uma opinião impopular

 


Nunca vi a série, The Handmaid's Tale. Vi o trailer e percebi que se tratava de uma série sobre uma sociedade patriarcal teocrática onde as mulheres são obrigadas a ser bonecas sexuais dos homens. Dado que não é uma situação futurista, nem imaginária mas muito real, ainda em funcionamento em tantos de países do mundo, pareceu-me logo uma ideia estúpida, pois em vez de servir de aviso, pareceu-me que seria um manancial de ideias (e ideais) para todos os machos teocráticos -ou não- e incels que continuam com esse sonho de escravizar sexualmente as mulheres - desde logo as sociedades islâmicas que ainda mantêm escravas sexuais que raptam, vendem e compram e matam como lhes aprouver. As sociedades em geral têm um problema gravíssimo de violência masculina sobre as mulheres -estamos a falar na ordem do bilião- e em vez de lidar com essa violência alguém resolver dar-lhes mais ideias de violência.

🎯 O direito à violência? Não é um direito humano

 


🎯 O direito à violência? Não é um direito humano

 


🎯 O direito à violência? Não é um direito humano

 

🎯 O direito à violência? Não é um direito humano

 


January 10, 2026

Safo, acerca dos homens

 

Some men say an army of horse and some men say an army on foot and some men say an army of ships is the most beautiful thing on the black earth. But I say it is
      what you love.

Sappho, fragment 16

(os homens -no sentido particular e não universal do termo- acham os exército belos porque amam a violência e a guerra)

June 17, 2025

Tirem-nos das redes sociais

 


Responsabilizem as plataformas digitais que têm esses conteúdos. Em França, as duas maiores plataformas de pornografia fecharam porque se recusam a pedir a idade aos utilizadores e impedirem os menores de entrar. As plataformas têm de ser responsabilizadas; a seguir os pais que são os educadores primários. Têm de proibir a frequência de redes sociais até uma certa idade porque é aí que os miúdos se radicalizam, não é na rua. É fechados nos seus quartos com um telemóvel ou um tablet na mão.


Milícia neonazi planeou invadir Parlamento. PJ preocupada com “ódio” “crescente” em “camadas cada vez mais jovens”



Investigadora defende criação de centro de prevenção. “Esta onda já estava a chegar a Portugal, era uma questão de tempo”. Milícia tinha planeado invadir o Parlamento. 



June 11, 2025

Subscrevo - "Que tal aproveitar a maioria de direita para aumentar penas de crimes sexuais?"

 


Nas últimas semanas tivemos duas boas surpresas vindas dos tribunais. Uma: o assassino afegão que matou duas mulheres no Centro Ismaili em Lisboa (e tentou matar uma terceira, com sorte salva pela rapidíssima intervenção da polícia) foi condenado a 25 anos de prisão, tendo a juíza presidente considerado que o criminoso era imputável — o que percebia qualquer observador. Afinal, a causa das mortes foi a raiva do assassino porque nenhuma das mulheres que matou aceitava ir para sua casa tratar-lhe dos filhos e resolver-lhe as necessidades sexuais (o que no seu país é para o que servem as mulheres). A escolha das vítimas foi criteriosa e premeditada. Muito bem o tribunal constatar (e punir justamente) a realidade. (A triste figura do Ministério Público defendendo a tese de o assassino criterioso ser maluquinho é outra conversa.)

Duas: o assassino que matou a ex-namorada atropelando-a repetidamente em Matosinhos no ano passado também foi condenado a 25 anos de prisão. (Anteriormente havia estado preso meros 10 anos por matar outra namorada. Ressalve-se que no crime mais recente a mulher assassinada era brasileira; as mulheres imigrantes são sempre alvos particularmente vulneráveis para a violência.)

Digo surpresas porque estamos habituados a penas ofensivamente baixas para crimes violentos contra mulheres e crianças. Usualmente, por cá, crimes de violência doméstica, violação e abuso sexual (incluindo de menores) são punidos (ou, quiçá, premiados) com penas de prisão suspensas.

Estas penas não acontecem por acaso. Ocorrem pelo descaso e desvalor que tanto tribunais como legisladores dão aos crimes de violência doméstica e de violência sexual. Segundo a CIG, em 2021, 80% das vítimas de violência doméstica são mulheres; para a violência sexual, 87% das vítimas são mulheres e raparigas. Como as mulheres são tradicionalmente vistas como tendo menos valor e dignidade do que a parte masculina da população, os crimes que as afetam em maioria esmagadora também não valem a pena punir com severidade, que um crime à propriedade de um homem é muito mais grave.

Ora é aqui que uma maioria de direita no Parlamento pode endireitar esta perversão da justiça portuguesa. O PSD já tentou em legislaturas passadas aumentar penas para os crimes de violência contra mulheres. O Chega tem as suas ideias punitivas medievais de prisão perpétua e castração química. Não é conveniente passarmos do oito para o oitenta, mas há um meio-termo que poderá ser encontrado à direita que efetivamente puna crimes sexuais e violentos contra mulheres e crianças. Para que pelo menos se cumpram penas de prisão efetivas.

O atual estado das coisas, neste particular de punir crimes sexuais e de violência doméstica, deve-se a três razões. A primeira é a benevolência e a pouca importância que juízes (e magistrados do Ministério Público) dão a crimes sexuais e de violência doméstica. Esta é uma mudança cultural, que demora tempo. Porém, as duas outras razões podem ser alteradas e determinar a ação de juízes e MP.

A segunda é a disposição, vinda dos tempos de Sócrates, de suspender todas as penas de prisão até 5 anos. Esta medida foi tomada para poupar despesa pública, não com qualquer motivação de atribuir penas justas, e é uma grande responsável pela impunidade generalizada de crimes contra mulheres.

Algo que o recém-estreado Parlamento podia fazer seria impedir a suspensão de penas em se tratando de crimes sexuais e de crimes violentos de toda a espécie (incluindo os crimes violentos que cabem na violência doméstica). Alguém partilha um ficheiro com pornografia infantil? Pois que passe um ano e meio num estabelecimento prisional, só lhe faz bem. Costumava dar uns estalos na namorada quando se zangava e obrigava-a a ter relações sexuais? Bom, dois anos de pena de prisão efetiva são mais do que necessários face ao trauma que causou à sua vítima e, assim, talvez não repita os crimes numa próxima relação.

A terceira razão pode ser lida no Código Penal. Violência doméstica é punida com um a cinco anos de prisão; cai sempre, portanto, numa pena de prisão suspensa. Se com ofensa à integridade física grave, recebe pena de 2 a 8 anos de prisão (quem diria que é "grave"). Se com morte, de 3 a 10 anos.

Uma violação tem pena entre 1 e 6 anos; quase sempre vai para pena suspensa, portanto. Se com violência (como se uma violação não fosse violência em si mesma), é punida com prisão entre 3 e 10 anos. O abuso sexual de crianças pune-se com prisão entre 1 e 8 anos! Existindo atos penetrativos, a pena é entre 3 (!) e 10 anos de prisão. Importunação de menores (apalpões, exibicionismo e por aí): até 3 anos.

Coação sexual: até 5 anos; se com violência ou ameaça grave ou vítima inconsciente, de 1 a 8 anos. Atos sexuais com adolescentes, se abusando da inexperiência (como se existisse outra possibilidade; os nossos legisladores acreditam em Lolitas): até 2 anos; se com penetração, até 3 anos. Recurso a prostituição de menores entre 14 e 18 anos — o que é sempre uma violação; evidentemente um menor não tem maturidade para "escolher" prostituir-se — é punido com penas de prisão até 2 anos; se com penetração, até 3 anos. Ler estas molduras penais dá para hiperventilar de fúria, impotência e incredulidade.

E por aí em diante nos restantes crimes sexuais. As agravações não compensam as penas ridículas, desenhadas para nenhum agressor sexual, ou muito poucos, ser de facto maçado com prisão efetiva. O desprezo e o desvalor das consequências destes crimes em mulheres e crianças são escandalosos. A dispensa de justiça deve estar centrada na vítima, não no criminoso.

Uma das maiores iniquidades dos governos de Costa foi a recusa em aumentar as penas destes crimes, numa insensibilidade arrepiante para com as vítimas só igualada pela despudorada benevolência com criminosos. Posição imoral embrulhada, claro, em soberba, moralismo e alegado combate ao populismo (enquanto o inflamava).

Temos agora um Parlamento de direita, pelo que é pôr mãos à obra. AD e Chega serão também julgados por isto. Se quiserem poupar o défice orçamental, podem substituir penas de prisão de crimes de trânsito sem vítimas por multas, ou por indemnizações às vítimas nos crimes financeiros menos graves. Poupar tostões à conta da saúde física e mental de mulheres e crianças é que não está no ar do tempo. E bem.

May 06, 2025

Lisboa - imagens chocantes

 


Isto passa-se em Lisboa. É o que afirma o o autor do post. De facto, vê-se o logotipo da CP na plataforma. Ignorando os comentários nacionalistas dos autores do post, ficam os factos: imagens chocantes de agressões. A primeira, uma agressão a uma mulher, em plena via pública, o que mostra o sentimento de impunidade de quem agride. 


 

Mais uma agressão em Lisboa, desta vez a um turista.


 

March 25, 2025

Alguém me explique isto como se tivesse três anos




Redes internacionais online cativam crianças e jovens para conteúdos neonazis e islamismo radical. E há menores a ganharem dinheiro com a distribuição de conteúdos hardcore. Estes são dados preliminares do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI)

Existem casos identificados pelos serviços secretos e Polícia Judiciária de crianças e jovens portugueses a serem aliciados em grupos online internacionais por neonazis e também por radicais islâmicos.

O fenómeno é descrito no mais recente Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), ainda numa versão provisória, a que o Expresso teve acesso.

Segundo o documento, a propaganda jiadista difundida na Internet produz já conteúdos com recurso a ferramentas de Inteligência Artificial, disseminando-se em plataformas de gaming, especialmente vocacionadas para um público "muito jovem". As autoridades especificam mesmo que este modus operandi "concorre para a radicalização de indivíduos cada vez mais novos, incluindo pré-adolescentes, realidade também verificada em Portugal". As vítimas são igualmente "indivíduos vulneráveis".
(...)
De acordo com as autoridades, a propaganda online de "matriz terrorista", "assente no apelo explícito à violência", tem "conduzido à radicalização muito rápida de indivíduos cada vez mais jovens" e, "em alguns países europeus, à preparação" de ações violentas. Neste último item, não é o caso de Portugal.

Segundo a PJ, a presença online de "líderes carismáticos que atuam como verdadeiros influencers" que lideram "novos movimentos nacionalistas de extrema-direita" são mais apelativos aos jovens do que os tradicionais movimentos skinheads de supremacia branca e matriz neonazi.

A Judiciária alerta ainda que "as plataformas online têm sido o palco privilegiado de atuação dos movimentos descentralizados de extrema-direita de matriz aceleracionista e/ou satânica, onde, através de uma cultura de comunicação através de meme, recrutam e radicalizam indivíduos cada vez mais jovens, muitos deles com idades inferiores a 16 anos". E conclui: "A evolução deste fenómeno nos últimos anos impõe que a ameaça representada por eventuais atores solitários de extrema-direita, sobretudo menores de idade, não possa ser desprezada".

PORNOGRAFIA FEITA POR MENORES

O RASI destaca ainda outro fenómeno que envolve os mais jovens. O da criminalidade sexual, nomeadamente o abuso sexual de crianças cometido por ofensores menores, com idades entre os 12 e os 16 anos.

E refere também a presença de menores em crimes de pornografia com recurso a aplicações como o Discord e o WhatsApp, utilizadas para a partilha de ficheiros de cariz sexual e pornográfico. O documento frisa que estão referenciados grupos de WhatsApp criados por crianças entre os 10 e 13 anos em que se partilham conteúdos multimédia de pornografia e de violência extrema. Os casos foram já reportados aos Tribunais de Família e Menores.

O RASI salienta que em 2024 foi possível identificar uma "elevada prevalência" da distribuição de pornografia em canais e plataformas como o Instagram, Telegram ou YouTube, bem como "conteúdos de abuso e exploração sexual de crianças na Darknet". Nestes casos, os autores dos crimes são adultos. Existem casos identificados pelos serviços secretos e Polícia Judiciária de crianças e jovens portugueses a serem aliciados em grupos online internacionais por neonazis e também por radicais islâmicos.
 de abuso e exploração sexual de crianças na Darknet". Nestes casos, os autores dos crimes são adultos.


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Um menor de 18 anos não pode comprar tabaco, não pode comprar álcool, não pode frequentar bares e discotecas com consumo de álcool, mas pode, logo a partir dos 8 ou 10 anos, com um telemóvel na mão, frequentar locais de criminosos, de terroristas, de pedófilos, de pornografia hardcore e violenta, de abusadores sexuais, de traficantes de toda a espécie de crimes violentos e terroristas? Alguém me explique isto como se tivesse três anos.
Outros estudos ocidentais mostram que a exposição repetida à violência nos media pode resultar na dessensibilização à violência no mundo real (Drabman & Thomas, citação 1974). A dessensibilização pode ser entendida como uma diminuição da resposta fisiológica, emocional e cognitiva à violência no mundo real e pensa-se que é um processo adaptativo para ajudar os indivíduos a lidar com a angústia resultante do confronto com a violência.
Nos EUA, 60 anos de estudos sobre a relação entre a violência na TV e a prática de violência com centenas de estudos de investigação e vários relatórios governamentais fornecem provas conclusivas de que a violência dos meios de comunicação social pode ter efeitos nocivos nos telespectadores, sobretudo nos mais novos.
As primeiras estimativas indicavam que uma criança ou adolescente americano médio via 1.000 homicídios, violações e agressões violentas por ano, só na televisão (Rothenberg, 1975). Uma revisão posterior da Associação Americana de Psicologia coloca esse número em 10.000 por ano - ou aproximadamente 200.000 na época em que a criança termina o ensino médio (Huston et al., 1992). 
A violência na TV é banalizada, higienizada e os que a praticam são por vezes, 'os bons dos da fita' que servem de modelo de comportamento para os jovens. A TV por cabo tem uma enorme percentagem de filmes e programas violentos e hardcore. 
Ora, as redes sociais são muito mais violentas e sem o mínimo do controlo que as TVs têm. Os adolescentes passam uma média de 6 a 8 horas por dia nas redes sociais. 
Que pais deixariam os seus filhos ir para um local cheio de violadores, pedófilos, decapitadores, assassinos, nazis, durante 6 a 8 horas por dia, todos os dias, para serem educados por esses indivíduos? É que é isso o que se passa com milhões de crianças e adolescentes no mundo de hoje. Já não são educadas pelos pais e têm mais afinidade com pessoas ou bots de IA online que com as suas próprias famílias.
Quando é que se proíbe a frequência de redes sociais até uma certa idade da mesma maneira que se proíbe o consumo de álcool ou drogas e se responsabilizam os pais das crianças e adolescentes que têm telemóveis com acesso a redes sociais?
Não há escola, nem estratégia educativa capaz de contrariar uma exposição sistemática, durante 6 a 8 horas por dia, ao conteúdo violento e estupidificante das redes sociais e não há sociedade capaz de controlar a violência de pessoas que desde os 8 ou 10 anos de idade são endoutrinadas para o crime e a extrema violência.
Isto não é um assunto urgente a tratar?
Ademais, penso que uma parte grande deste incitamento à violência nazi e islamita radical tem por detrás os suspeitos do costume que se usam das redes sociais para desagregar as sociedades europeias.

January 28, 2025

Violência na escola



Um jovem de 15 anos agrediu à chapada e ao pontapé um colega, de 14 anos, com perturbação do espetro do autismo, no recreio da Escola Básica 2 e 3 Fragata do Tejo, na Moita. O episódio de violência ocorreu perante o olhar de vários colegas, sem que ninguém interviesse. O agressor foi suspenso.

JN


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Não vou pôr aqui o vídeo, mas vi-o e é horrível de ver, um miúdo a ser agredido em frente dos colegas e ninguém fazer nada.
Sabemos que há pessoas violentas e que muitos alunos o são. Embora nem sempre, a maioria das vezes isso explica-se pelo contexto familiar. De maneira que não espanta que haja alunos violentos nas escolas. O que devia espantar é o facto do pátio estar sem vigilância e, acima de tudo, nenhum colega ter tido a iniciativa de ajudar um colega que vêem a ser espancado. Até filmam, como se fosse uma cena de entretenimento. Este comportamento de desinteresse e desresponsabilização deve-se muito à educação parental. Porém, se as escola não tivessem sido deixadas ao abandono tantos anos e se não tivessem apenas servido para controlo e manipulação de estatísticas, tinham-se construído mecanismos de prevenção de violência que diminuem muito as possibilidades de comportamentos agressivos. Muita coisa pode ser feita.
Estes miúdos que filmaram mas nada fizeram para ajudar um colega numa situação de ser agredido deviam ter uma sessão ou mais de reflexão acerca do seu comportamento.

December 11, 2024

Se a ONU actual comentasse este vídeo o que diria?

 


Que o arguido ter atacado a juíza não aconteceu num vácuo pois, afinal, ele vem de uma comunidade negra que há duzentos anos ainda era escravizada por brancos e a juíza é branca. 


October 27, 2024

Isto é muito difícil

 


No meio de uma multidão pró-Palestina, agressiva, como é hábito nesses manifestantes, um polícia está sozinho com outro e mantém-os afastados, com autoridade, mas sem violência. Conseguimos ver na sua expressão a tensão em que está, apesar de aparentar estar calmo. Isto é muito difícil de fazer e geralmente, o que acontece nestas situações é a polícia sentir-se insegura, ficar num excesso de tensão e responder com excesso de força, porque é preciso ter inteligência, muita experiência, muito-sangue frio e muito auto-controlo para se manter firme e com autoridade, sem violência, quando se está em minoria no meio de um ajuntamento de pessoas com comportamentos agressivos, sem saber se estão armados.

Não há nenhum professor que dê aulas há muitos anos que não tenha já tido experiência desta situação, mais do que uma vez: ter delinquentes dentro da sala de aula, geralmente com dois ou três apoiantes (às vezes indivíduos grandes, com dezasseis ou dezassete anos) ser provocado com agressividade e ter de manter o sangue-frio e a autoridade sem perder a racionalidade - com os outros 26 alunos a observar a cena para saberem o que podem fazer dali para a frente. É muito difícil manter-se calmo e muito fácil perder a racionalidade.

Se o nosso país não tivesse tantos problemas de justiça social, de desinvestimento nos serviços públicos, no ordenamento do território urbano e na cultura, talvez tivesse menos bairros problemáticos com pessoas problemáticas. Porém, mesmo nesse caso e tendo uma polícia bem formada, nada resulta se a polícia estiver em minoria e se sentir insegura no que respeita à sua integridade física.


October 18, 2024

O problema das agressões a professores não se resolve porque as autoridades tratam-nos como coitadinhos




Há alunos que vão para a escola fazer bullying a colegas e professores e quando os levam a tribunal os juízes tratam-nos como coitadinhos. Os pais tratam-nos como vítimas, embora na maioria dos casos haja uma responsabilidade que nunca é, sequer, abordada. As próprias direcções de muitas escolas tratam-nos como coitadinhos. Alunos violentos que agridem professores não têm lugar nas escolas. Têm de ir para outros sítios ser tratados por especialistas. Depois de tratados, então voltam à escola. Um aluno destes estraga turmas inteiras.


Professora agredida na sala-de-aula por aluna em Abrantes

Uma professora foi agredida, ao final da manhã desta quinta-feira, 17 de Outubro, por uma aluna do sexto ano da Escola Básica e Secundária Dr. Solano de Abreu, em Abrantes. Ao que O MIRANTE apurou a agressão ocorreu dentro da sala-de-aula, pouco depois das 12h00, não tendo a agressão causado ferimentos graves na docente.

Contactada pelo nosso jornal a directora do Agrupamento de Escolas Número 1 de Abrantes, Ana Rico, confirma e lamenta o episódio de agressão, adiantando que estão a ser tomados os procedimentos habituais neste tipo de casos. O encarregado de educação da aluna em causa, afiançou, já foi contactado pela direcção.

Segundo Ana Rico não são recorrentes episódios de agressão de alunos a professores no agrupamento que dirige, recordando-se apenas de uma situação que terá mais de sete anos.

A vereadora com o pelouro da Educação, também contactada por O MIRANTE, refere que já tinha tomado conhecimento do sucedido através da direcção do agrupamento, na qual, vincou, confia plenamente para gerir a situação. Celeste Simão afirmou ainda que espera que o caso tenha sido, como é de esperar, reportado às entidades competentes, nomeadamente a Polícia de Segurança Pública, Comissão de Protecção de Crianças e Jovens e Ministério Público.

September 25, 2024

Perturbador

 


Há pouco tempo fui dar com uma série na TV que nunca tinha visto, mas que pelos vistos já dura há 25 anos. Chama-se Lei e Ordem: SVU e é sobre um unidade da polícia dedicada a crimes sexuais. Depois de descobrir a série fui ver os primeiros episódios e vou vendo paralelamente os episódios antigos e os novos. A série é bastante boa. A série começou nos anos 90 quando violar mulheres era considerado um favor sexual que se lhes fazia, sobretudo se não eram bonitas - mesmo que os homens fossem nojentos. A semana passada li uma entrevista com a actriz principal. Ela diz que quando começou a série sabia muito pouco de crimes sexuais e que as vinte e cinco temporadas da série têm sido uma benção e uma maldição. Uma maldição porque todos os episódios são de histórias que aconteceram, embora ficcionadas para efeitos de serem filmes de TV. O que vemos na série, episódio, após episódio é uma educação dos rapazes virada para a violência sobre as mulheres. Vemos a sociedade ser cúmplice da violência contra as mulheres. Se começamos a ver isto com regularidade e sem distanciamento e relativização mudamos a ideia geral sobre os rapazes e os homens. Poe exemplo, no episódio de hoje, uma congregação religiosa do Kansas vai a NY a umas palestras e uma das raparigas é violada. O reverendo aparece a dizer que não tem importância porque as raparigas têm que ser virgens para agradar a Deus, mas se um rapaz vê que ela está em perigo de ser desviada por uma amiga homossexual, pode violá-la porque Deus considera que é um coito curativo: cura-lhe a alma. Os pais da rapariga apoiam isto, o violador diz que lhe fez um favor porque lhe salvou a alma. No fim, vem a saber-se que o reverendo foi quem o mandou violar a rapaiga, como penitência de ele ser homossexual. Estas pessoas das religiões são obcecado por sexo e por virgens, gente com graves problemas mentais. E são encarregues de educar os jovens. Estas histórias não são ficção, são escritas a partir de casos que aconteceram. A educação dos homens precisa de grandes mudanças. Grandes mudanças.