Some men say an army of horse and some men say an army on foot and some men say an army of ships is the most beautiful thing on the black earth. But I say it iswhat you love.Sappho, fragment 16
Some men say an army of horse and some men say an army on foot and some men say an army of ships is the most beautiful thing on the black earth. But I say it iswhat you love.Sappho, fragment 16
Responsabilizem as plataformas digitais que têm esses conteúdos. Em França, as duas maiores plataformas de pornografia fecharam porque se recusam a pedir a idade aos utilizadores e impedirem os menores de entrar. As plataformas têm de ser responsabilizadas; a seguir os pais que são os educadores primários. Têm de proibir a frequência de redes sociais até uma certa idade porque é aí que os miúdos se radicalizam, não é na rua. É fechados nos seus quartos com um telemóvel ou um tablet na mão.
Isto passa-se em Lisboa. É o que afirma o o autor do post. De facto, vê-se o logotipo da CP na plataforma. Ignorando os comentários nacionalistas dos autores do post, ficam os factos: imagens chocantes de agressões. A primeira, uma agressão a uma mulher, em plena via pública, o que mostra o sentimento de impunidade de quem agride.
A local woman is beaten by migrants in Lisbon, Portugal.
— Turning Point UK 🇬🇧 (@TPointUK) March 17, 2025
Notice how no one goes to help her.
What has happened to Europe? pic.twitter.com/Km2imufRKd
Mais uma agressão em Lisboa, desta vez a um turista.
🚨🇵🇹 Alerta - Lisboa
— A Voz do Povo (@vozdopovopt) March 25, 2025
Africanos espancam e roubam um turista europeu à porta de uma discoteca.
Violência gratuita, insegurança crescente e um país cada vez mais refém do medo destes selvagens. pic.twitter.com/OXkyPCteXT
Que o arguido ter atacado a juíza não aconteceu num vácuo pois, afinal, ele vem de uma comunidade negra que há duzentos anos ainda era escravizada por brancos e a juíza é branca.
BREAKING: The man who attacked a Las Vegas judge in this shocking viral video was just sentenced to 26-65 years in prison. The judge who sentenced him said “the attack was an attack on the entire judiciary.” pic.twitter.com/o9ZugahJbX
— Libs of TikTok (@libsoftiktok) December 10, 2024
No meio de uma multidão pró-Palestina, agressiva, como é hábito nesses manifestantes, um polícia está sozinho com outro e mantém-os afastados, com autoridade, mas sem violência. Conseguimos ver na sua expressão a tensão em que está, apesar de aparentar estar calmo. Isto é muito difícil de fazer e geralmente, o que acontece nestas situações é a polícia sentir-se insegura, ficar num excesso de tensão e responder com excesso de força, porque é preciso ter inteligência, muita experiência, muito-sangue frio e muito auto-controlo para se manter firme e com autoridade, sem violência, quando se está em minoria no meio de um ajuntamento de pessoas com comportamentos agressivos, sem saber se estão armados.
Não há nenhum professor que dê aulas há muitos anos que não tenha já tido experiência desta situação, mais do que uma vez: ter delinquentes dentro da sala de aula, geralmente com dois ou três apoiantes (às vezes indivíduos grandes, com dezasseis ou dezassete anos) ser provocado com agressividade e ter de manter o sangue-frio e a autoridade sem perder a racionalidade - com os outros 26 alunos a observar a cena para saberem o que podem fazer dali para a frente. É muito difícil manter-se calmo e muito fácil perder a racionalidade.
Se o nosso país não tivesse tantos problemas de justiça social, de desinvestimento nos serviços públicos, no ordenamento do território urbano e na cultura, talvez tivesse menos bairros problemáticos com pessoas problemáticas. Porém, mesmo nesse caso e tendo uma polícia bem formada, nada resulta se a polícia estiver em minoria e se sentir insegura no que respeita à sua integridade física.
A German policeman keeps Islamic crowds at bay in Berlin. Real man. pic.twitter.com/UgTN4l9PUx
— RadioGenoa (@RadioGenoa) September 30, 2024
Há pouco tempo fui dar com uma série na TV que nunca tinha visto, mas que pelos vistos já dura há 25 anos. Chama-se Lei e Ordem: SVU e é sobre um unidade da polícia dedicada a crimes sexuais. Depois de descobrir a série fui ver os primeiros episódios e vou vendo paralelamente os episódios antigos e os novos. A série é bastante boa. A série começou nos anos 90 quando violar mulheres era considerado um favor sexual que se lhes fazia, sobretudo se não eram bonitas - mesmo que os homens fossem nojentos. A semana passada li uma entrevista com a actriz principal. Ela diz que quando começou a série sabia muito pouco de crimes sexuais e que as vinte e cinco temporadas da série têm sido uma benção e uma maldição. Uma maldição porque todos os episódios são de histórias que aconteceram, embora ficcionadas para efeitos de serem filmes de TV. O que vemos na série, episódio, após episódio é uma educação dos rapazes virada para a violência sobre as mulheres. Vemos a sociedade ser cúmplice da violência contra as mulheres. Se começamos a ver isto com regularidade e sem distanciamento e relativização mudamos a ideia geral sobre os rapazes e os homens. Poe exemplo, no episódio de hoje, uma congregação religiosa do Kansas vai a NY a umas palestras e uma das raparigas é violada. O reverendo aparece a dizer que não tem importância porque as raparigas têm que ser virgens para agradar a Deus, mas se um rapaz vê que ela está em perigo de ser desviada por uma amiga homossexual, pode violá-la porque Deus considera que é um coito curativo: cura-lhe a alma. Os pais da rapariga apoiam isto, o violador diz que lhe fez um favor porque lhe salvou a alma. No fim, vem a saber-se que o reverendo foi quem o mandou violar a rapaiga, como penitência de ele ser homossexual. Estas pessoas das religiões são obcecado por sexo e por virgens, gente com graves problemas mentais. E são encarregues de educar os jovens. Estas histórias não são ficção, são escritas a partir de casos que aconteceram. A educação dos homens precisa de grandes mudanças. Grandes mudanças.
--------------------
A violência contra as mulheres está a aumentar no mundo com mais crimes e mais violentos e tentativas de cortar ou até abolir direitos fundamentais como o direito à IVG (os EUA estão a talibanizar-se em muitos Estados republicanos onde vigora a seita neo-calvinista evangélica) ou o direito ao trabalho (aqui no país houve, há pouco tempo, uma tentativa de inscrever na Constituição que o lugar das mulheres é em casa - subordinadas aos maridos). Nos países islâmicos onde houve uma grande evolução nos anos 70 e 80 e depois na Primavera Árabe, há agora uma regressão à escravatura - não metafórica. No Brasil e América Latina obrigam-se raparigas de 10 anos a ter filhos de incesto e mulheres a ter filhos de violadores. Há pouco tempo um adolescente matou várias raparigas que gostam de Taylor Swift. Os Incels perseguem e aterrorizam mulheres. Os crimes de violência doméstica são a causa de quase metade das mortes de mulheres na Europa.
“É possível sentir a falta de um pai', pergunta Caroline Darian em Et j'ai cessé de t'appeler papa (JC Lattès, 2022). Nele, a filha de Dominique Pélicot, actualmente a ser julgado com outros 51 homens por violações, relata o terramoto devastador desencadeado pela revelação, em 2020, dos actos criminosos do seu pai.
O seu relato lança uma luz muito diferente sobre o “homem fantástico” descrito por Gisèle Pélicot quando falou pela primeira vez. Na sua busca da verdade, Caroline Darian apercebe-se de que as suas recordações de família estão cheias de indícios de um controlo e de um vício que, a pouco e pouco, estrangula toda a família.
Talvez o problema não seja tanto o facto de os criminosos se esconderem por detrás de de uma dupla personalidade, mas sim o facto de ignorarmos certas pistas em frente de nós.
O relato de Caroline Darian deveria ser lido como um manual de prevenção da violência doméstica. Está lá tudo. Vários anos antes da detenção de Dominique Pélicot, a sua mulher já estava completamente isolada. Tinha discutido e rompido com um amigo que conhecia há 20 anos por causa do comportamento inadequado e dos avanços que ele, alegadamente, lhe tinha feito. A sua vida social diminuiu consideravelmente. O marido aconselha-a a não ir às compras e nem sequer a deixava ir buscar o correio à caixa, de manhã, alegando que ela precisa de descansar.
“A polícia salvou a minha vida ao investigar o computador", explica Gisèle Pelicot, calma e precisa, já não usando nunca a palavra, 'marido', de quem se está a divorciar. “Ver as imagens em que estou deitada inconsciente na minha cama, a ser violada. São cenas bárbaras. O meu mundo desmoronou-se, tudo o que construí ao longo de 50 anos. Eu achava que ele era um tipo impecável. Eles usam-me como se fosse uma boneca de trapos."
De todos os homens que a maltrataram, diz conhecer apenas um, que se deslocou a casa do casal em Mazan para falar de ciclismo com o marido: “Encontrava-o de vez em quando na padaria e cumprimentava-o - não fazia ideia de que ele tinha ido lá a casa para me violar. Sinto nojo."
Acabo de ouvir na BBC uma entrevista a um especialista em criminologia dizer que esta violência não passa de ignorância da extrema-direita. Estas respostas simplistas para problemas extremamente complexos que os governos não resolvem, porque são é especialistas em demagogia, ajudam imenso...
A Inglaterra -tal como nós e outros países- tem um problema de desemprego jovem, de desinvestimento na educação e na saúde, os jovens não têm perspectivas de futuro, não têm dinheiro para habitação e têm uma comunicação social que explora os temas de maneira a inflamar ânimos, juntamente com redes sociais de vazio mental. Tudo isto em crescimento acelerado. Mas depois depois espantam-se que as pessoas que já de si têm tendência para a para a violência se organizem para a praticar.
Cá é igual, não temos professores, não temos médicos, não temos habitação, não temos empregos com salário decente para os jovens, não temos bebés a nascer, temos as grávidas abandonadas para ter os filhos no meio do mato... o que temos em abundância são bancos cartelizados para explorar o cidadão comum e fazer 400 milhões de euros de lucro por mês.Ou das desigualdades sociais.
Quatro ativistas climáticos partem montra da loja Gucci em Lisboa
Três rapazes e uma rapariga dirigiram-se esta manhã à montra da loja Gucci, na Avenida da Liberdade, e partiram o vidro às marretadas. A situação foi presenciada pelo novelista e escritor brasileiro. Aguinaldo Silva que postou um vídeo na rede social X. A PSP de Lisboa confirmou ao DN a ocorrência e que a jovem foi parada por populares e entregue aos agentes.
Em comunicado, a Climáximo justifica a ação na loja da Gucci, em Lisboa, com o facto de aquela marca pertencer "ao bilionário francês François-Henri Pinault, CEO da empresa Kering, com um património líquido de 40 mil milhões de dólares e um dos homens mais ricos do mundo".
"A ONU aponta que os ultra-ricos têm de cortar mais de 97% das suas emissões, no relatório de lacuna de emissões, mas o consumo de luxo nunca esteve tão alto.
Aconteceu às 10h25m de hoje na Avenida da Liberdade, em Lisboa, diante dos meus olhos cansados: dois homens e uma menina atacam a loja da Gucci a marretadas, colocam essa etiqueta na vitrine que ficou intacta e depois, calmamente, vão embora. pic.twitter.com/ApvtfSpRHp
— aguinaldo silva (@aguinaldaosilva) October 21, 2023
E não separar o culto da celebridade, do excesso de dinheiro e poder, da vida real. Os comentários que no FB as pessoas vão fazendo à medida que ouvem os depoimentos são assustadores e o mais patético é que a maioria são de mulheres. Perturbador.
O que revelam os memes sobre o julgamento de Johnny Depp-Amber Heard
Por Patricia GrisafiO caso devia proporcionar um olhar sóbrio sobre a violência doméstica e como esta afecta tanto homens como mulheres. Em vez disso, é um circo de misoginia e ilusão.
Os frascos de gorjeta foram a minha gota de água. Apareceram num vídeo TikTok mostrando um drive-thru da Starbucks com frascos na janela de pagamento, um a dizer "Johnny Depp (Jack Sparrow)" rodeado de corações e estrelas e outro a dizer "Amber Heard" rodeado de caras zangadas e um desenho de um cocó. No vídeo, pode-se ouvir alguém dizer, "Vai, Johnny!" depois de um dólar ser colocado no frasco com o seu nome.