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December 07, 2025

A paisagem socio-política vista da minha janela

 

É uma paisagem de fascismos à direita, contra uma paisagem de fascismos à esquerda, não só a nível local como a nível global - o termo 'fascismos' usado aqui no sentido de um sistema de absolutos que censura, persegue e condena todos os que não se submetem aos seus absolutos ideológicos/religiosos, com violação de direitos fundamentais de liberdade de opinião, de expressão e de movimento.

Para quem está atento às redes sociais, todos os dias, literalmente todos os dias, sabe de vários casos de pessoas perseguidas, presas ou condenadas a multas por delitos de opinião e expressão contra as normas dos absolutos do governo do momento: na Inglaterra são presos os que trazem a público a epidemia de violações de raparigas inglesas por islamitas por motivos religiosos/culturais/raciais (foi formalmente proibido admitir que as violações têm motivos religiosos/raciais/culturais) e os que falam contras as políticas da ideologia woke na defesa dos direitos das mulheres; no Norte da Europa a mesma coisa. Entretanto, os violadores e as comunidades islamitas ou os trans agressores e violentos contra mulheres são desculpados e escondidos pela polícia, tribunais e políticos. 

Este caso aqui é só um mais um extremo desta situação (pessoalmente penso que estes absolutos que dominam agora a Inglaterra, dado que são apoiados pelo rei, a continuarem, vão por em causa a monarquia). Uma mulher tem um diferendo com uma 'amiga', a 'amiga' faz queixa a um amigo comum que ataca a mulher ao ponto de ter de ser hospitalizada. A mulher, furiosa com a 'amiga', manda-lhe mensagens com fotografias das lesões e chama nomes ao agressor, entre os quais, faggot (paneleiro). A 'amiga' vai à polícia e mostra as mensagens particulares. Enquanto a mulher está em casa, no banho, entram-lhe pela casa adentro 11 polícias, arrancam-na da banheira, mantêm-na nua, em choque e quando ela pergunta a um dos polícias o que se passou, respondem-lhe que vai presa por 'comunicações maliciosas' contra a orientação sexual de uma pessoa.

Este é o fascismo da nova esquerda que exalta as virtudes da censura, do cancelamento, da perseguição e condenação de pessoas que tenham o atrevimento de não declararem a sua crença a uma ideologia que tem tornado a sociedade menos democrática, que tem destruído a vida a milhares de pessoas por terem um ponto de vista próprio e por não se calarem na defesa da liberdade e direitos das raparigas e mulheres e contra a ignorância e intolerância da cultura woke.

Em Portugal tivemos casos chocantes de cancelamento e censura e ainda agora os jornais defendem que os homens têm o direito de invadir os espaços e desportos das mulheres e adolescentes se sentirem que é ali que se sentem bem. Não esqueço o deputado da geringonça que disse que o problema das escolas era 'as professoras' serem pessoas de uma certa idade que resistiam às novas realidades mas que, se fosse preciso, iam obrigar as professoras a terem alunos rapazes nas suas casas-de-banho para obrigá-las a verem os homens como mulheres - cá estão os absolutos ideológicos fascistas com a intolerância machista do costume.

Para a nova esquerda, violar mulheres, agredi-las brutamente, impedi-las de se expressarem, obrigarem-nas à morte social são necessidades perfeitamente aceitáveis para atingir o bem maior de destruir as democracias liberais ocidentais e manipular a polícia, a justiça e os meios de comunicação social para esse fim é uma estratégia aceitável. Apoiam as ditaduras desde que sejam de países comunistas ou que em tempos o foram ou que lutem contra as democracias. Cá estão os absolutos ideológicos com intolerância fascista.

No outro campo, o da direita, há um crescimento da intolerância com base em ideologias de raíz religiosa: a supremacia cristã, a supremacia branca, a supremacia do macho sobre a mulher, o recuo dos direitos das mulheres e das minorias gays, a perseguição, a censura e cancelamento dos opositores, a prisão dos que se opõem, a perseguição ao jornalismo independente, as violações à Constituição. Despedimento e apagamento misógino e racista. Trump é o expoente máximo deste paradigma de misógina e racismo (assim que chegou ao poder despediu mulheres, negros e latinos em posições de poder e mandou apagar o seu registo histórico chegando ao ponto de tirar o retrato de Obama da Casa Branca) e glorificação da violência no mundo ocidental. Estes extremistas de direita apoiam as ditaduras desde que sejam de direita nas suas práticas racistas, misóginas e anti-woke. 

Chega-se ao ponto ridículo de ambos os extremos apoiarem Putin, um com o argumento de ser anti-woke e excelentemente eficaz na aplicação da violência contra opositores e outros, os da esquerda, por ser o líder de um país símbolo do comunismo que luta contra as democracias ocidentais.

Chega-se ao ridículo da direita cristã falar contra o Papa porque o Papa apela à tolerância com os LGBT e da esquerda anti-cristã o defender porque o Papa fala a favor dos islamitas, aceitado como razoável a violência sistémica desta ideologia-religião contra as raparigas e mulheres. 

A minha dificuldade nos tempos actuais é encontrar alguém que, não só não viva por estes absolutos fascistas de direita e esquerda (que têm em comum a misoginia e a supressão das liberdades e direitos das mulheres) como não seja cúmplice silencioso desses fascismos que hoje-em-dia ocupam quase toda a paisagem da direita e da esquerda. 


October 22, 2025

A esquerda factofóbica


Poderá não ser estúpido, mas é muito provavelmente desproporcional criar uma lei que só se aplicará, no que à burqa diz respeito, a um punhado de mulheres em Portugal.

- David Pontes, Público


A utilização da burqa em espaços públicos em Portugal será proibida, por razões de segurança, e porque é necessário ter em conta os direitos das mulheres. Mas desde quando é que a burqa se generalizou no país e desde quando é que a sua utilização se tornou uma ameaça? O projecto de lei do Chega, aprovado na generalidade, na semana passada, na Assembleia da República, com os votos do PSD, CDS-PP e IL, é alarmista e desproporcionado. Não há nenhuma preocupação social ou de segurança que o escasso número de mulheres que as usam possa representar. E, que se saiba, nenhuma força policial o reclamou.


Amílcar Correia, Público


A armadilha era facílima de desmontar. Em Portugal, nem andando pelas ruas com uma lupa encontramos alguém que use esta roupa feminina, adoptada em alguns países muçulmanos. Ou seja, não é um problema sequer digno de ser debatido, como acontece noutros países europeus onde é mais comum. Alguns exemplos. O Reino Unido não tem quaisquer restrições ao seu uso. A França proibiu-a, bem como outros símbolos exteriores das crenças religiosas das mulheres nas instituições públicas, argumentando com a natureza do Estado laico próprio da República. O Chega conseguiu pôr toda a gente a debatê-lo, como se fosse uma urgência. O PSD e a Iniciativa Liberal (que só parece ser liberal em matéria económica) apressaram-se a aprovar, na generalidade, a proposta de lei, que segue agora para o debate na especialidade.

Teresa de Sousa, Público


A lei que proíbe a burka envia um sinal muito importante às comunidades islâmicas: se querem viver aqui têm que aceitar as nossas leis e os nossos valores de respeito pelos direitos humanos, logo, pelos direitos das mulheres.

A Teresa de Sousa está a leste dos acontecimentos em Inglaterra. Em Inglaterra como em outros países que entretanto mudaram de posição face aos problemas com os islamitas, a burka não foi proibida por medo de serem acusados de islamofobia. Agora têm cidades no go, isto é, sítios onde nem a polícia entra e onde a lei não é a de Inglaterra mas a do islão. O caso mais notório é o de Birmingham. A maioria é muçulmana. Compraram as igrejas e converteram-nas em mesquitas, as ruas estão pejadas de mulheres de burka, há casamentos infantis, nas mesquitas os imans pregam o apedrejamento de mulheres, os casamentos incestuosos (têm um projecto de lei no Parlamento para esse fim) e a lei da sharia que praticam em dezenas de tribunais paralelos. Gangs de violadores à solta dedicam-se à caça de inglesas.

A Suíça, a Suécia, a Alemanha, a Holanda, têm os mesmos problemas. Em França até se decapitam professores. Estes movimentos de tentativa de destruição dos valores democráticos e seculares das nossas sociedades, são infecciosos e alastram-se a outros países, quando se vê que as acusações de islamofobia têm o efeito de os deixar crescer.

O islamismo não é uma prática religiosa como acontece nas outras religiões. É um movimento totalitário que controla todos os aspectos da vida dos crentes, desde que nascem até que morrem e nesse movimento, as mulheres são propriedade dos homens e a burka e o niqab e outras imposições que visam a redução das mulheres a coisas sexuais é o que mais os caracteriza. Em todas as nações islâmicas isso é óbvio.

Estes jornalistas do Público fazem parte da extrema-esquerda dogmática que põe a ideologia acima dos direitos das pessoas e até da segurança do Estado e da coesão social. Ignoram todos os factos relativos ao assunto, que são abundantes e de fácil verificação ou, se os sabem e mesmo assim os negam, são como os crentes religiosos fanáticos que se comportam como cegos mentais. 

August 11, 2025

Tempo de acordar

 


June 18, 2025

Isto é muito grave

 


Grupo terrorista planeou invadir o Parlamento

Ex-assessor do Chega e pai de Rita Matias, Manuel Matias, fazia parte de grupo privado do movimento.

O Movimento Armilar Lusitano (MAL) terá sido criado com o objetivo de derrubar o regime através de ações terroristas violentas contra instituições do Estado. Uma das suspeitas

CM

***

O segundo maior partido no Parlamento tem assessores e familiares pertencentes a grupos proto-terroristas querem derrubar o Estado com armas. Um grupo que se denomina a si mesmo o MAL, é ao estilo Trump: burro e perigoso.

É absolutamente essencial que o governo governe com seriedade e competência, com transparência e honestidade para esvaziar de sentido a demagogia do Chega e que os partidos da oposição, mesmo fazendo oposição como lhes compete e nos beneficia a nós, não trabalhem para dar armas ao Chega que são tiros no coração do país.  Têm (temos) uma legislatura para reduzir o Chega a números adequados de partidos extremistas: 2 ou 3 deputados.

March 14, 2024

O Reino Unido revela nova definição de extremismo face ao aumento dos crimes de ódio

 


No início deste mês, o Primeiro-Ministro Rishi Sunak avisou que a democracia multiétnica da Grã-Bretanha estava a ser deliberadamente minada por extremistas islâmicos e de extrema-direita e que era necessário fazer mais para resolver o problema.

Os incidentes anti-semitas aumentaram em 2023, atingindo níveis recorde, alimentados pelos ataques de 7 de outubro, de acordo com o Community Security Trust, um organismo de vigilância da segurança judaica. A Tell Mama, um grupo que monitoriza os incidentes anti-muçulmanos, afirmou no mês passado que os crimes de ódio anti-muçulmanos também aumentaram.

"As medidas de hoje irão garantir que o governo não fornece inadvertidamente uma plataforma para aqueles que pretendem subverter a democracia e negar os direitos fundamentais de outras pessoas", disse Michael Gove, o ministro das comunidades que dirige o departamento que produziu a nova definição de extremismo.

"Esta é a primeira de uma série de medidas para combater o extremismo e proteger a nossa democracia", afirmou Gove.

A nova definição estabelece que o extremismo "é a promoção ou o avanço de uma ideologia baseada na violência, no ódio ou na intolerância", que tem como objetivo destruir os direitos e liberdades fundamentais; ou minar ou substituir a democracia parlamentar liberal do Reino Unido; ou criar intencionalmente um ambiente para que outros alcancem esses resultados.

A Grã-Bretanha já proíbe os grupos que diz estarem envolvidos no terrorismo e apoiar ou ser membro destas organizações é uma infração penal. O grupo militante palestiniano Hamas encontra-se entre as 80 organizações internacionais que estão proibidas.

Os grupos que forem identificados como extremistas na sequência de uma avaliação "rigorosa" nas próximas semanas não serão objeto de qualquer acção ao abrigo da legislação penal e continuarão a ser autorizados a realizar manifestações mas o governo não lhes concederá qualquer financiamento ou qualquer outra forma de compromisso. 

Gove afirmou, numa entrevista no domingo, que algumas das recentes marchas pró-palestinianas em grande escala no centro de Londres foram organizadas por "organizações extremistas" e que as pessoas poderiam optar por não apoiar esses protestos se soubessem que estavam a dar crédito a esses grupos.

Mesmo antes de a nova definição ter sido anunciada, os críticos avisaram que poderia ser contraproducente. "O problema de uma definição de extremismo do topo para a base é que apanha pessoas que não queremos apanhar", disse o Arcebispo da Cantuária, Justin Welby, o chefe espiritual da Comunhão Anglicana. "Pode acidentalmente inibir o que temos de muito precioso neste país, uma liberdade de expressão extraordinariamente robusta e a capacidade de discordar fortemente", disse Welby à BBC Radio na quarta-feira.

Mais de 50 sobreviventes ou familiares de vítimas de ataques islâmicos na Grã-Bretanha assinaram também uma carta em que acusam alguns políticos de fazerem o jogo dos militantes ao "equipararem ser muçulmano a ser extremista".

The Reuters Daily Briefing