July 11, 2026

Summer (almost)

 


A Amnistia Internacional agora é isto

 


"Nós na AI não acreditamos que os direitos das mulheres estejam sob ataque". Ok... está explicado porque deixaram de ser defensores da liberdade e são agora defensores das burkas, do direito dos homens que dizem sentir-se mulheres frequentaram abrigos para mulheres vítimas de violação e violência doméstica, porque fazem uma campanha agressiva contra J. K. Rowlings por ela lutar pelos direitos das mulheres e em geral contra as mulheres que lutam pelos seus direitos. Também fazem campanha contra a religião cristã (amnesty.org.uk), vá-se lá saber porquê... talvez esteja ligado à defesa das burkas e dos homens que querem exigir invadir os espaços das mulheres? Já são herdeiros do guterrismo.


Coisas boas - Portugal vai ajudar a apanhar petroleiros russos

 


Eu caminhei na noite
Entre silêncio e frio
só uma estrela secreta me guiava 

(Sophia de Mello Breyner)



Russos percebendo os custos do imperialismo

 

July 10, 2026

Pôr as coisas em perspectiva - neste dia, em 1933, a revista Time pôs Goebbels na capa



Neste dia — 10 de julho de 1933

A revista Time colocou Joseph Goebbels na sua capa — e elogiou os nazis.

Apenas alguns meses depois de Hitler ter tomado o poder, a revista americana destacou o ministro da Propaganda nazi e descreveu Adolf Hitler como um «super-homem vegetariano». 
O artigo elogiava a forma como o regime nazi tinha «elevado o ânimo do povo alemão» e referia abertamente que uma das tácticas mais eficazes do regime consistia em «atribuir todas as derrotas e provações da Alemanha aos judeus».
A própria frase de Goebbels — «A culpa é dos judeus!» — apareceu, de facto, na capa.
Eram os meios de comunicação social americanos dominantes a tratar o regime nazi em ascensão com uma mistura de fascínio e admiração relutante — enquanto a máquina da propaganda anti-semita já estava a todo o vapor.
Quando o mundo acordou, já era tarde demais para milhões de pessoas.
Alguns avisos estavam impressos à vista de todos.

Captein Allen

Ainda os exames

 

DN (excertos)

Mas Cristina Mota, porta-voz da Missão Escola Pública, diz que surgiu agora uma nova denúncia "bastante grave". Nos fóruns onde os professores classificadores podem tirar dúvidas quanto à correção das provas, os supervisores estão a pedir aos docentes que atribuam uma nota às respostas, mesmo que não cheguem todas as folhas em falta, contou Cristina Mota.
Isto acho grave porque os alunos não podem ser prejudicados pelos erros do ME. Dizer aos alunos que se quiserem podem depois pedir reapreciação não é uma resposta válida. É o mesmo que uma pessoa dizer a outra, 'vou-te prejudicar mas depois se quiseres faz queixa'. Isto é a inversão da justiça. Em seguida, talvez as pessoas pensem que pedir reapreciação é só dizer, 'quero a reapreciação da minha prova de exame'. Não é. É preciso desenvolver uma argumentação por escrito, pormenorizada, que justifique a inadequação de uma dada cotação e o pedido de alteração da nota. O professor que reaprecia lê todo o teste e pode alterar a cotação original de outras questões e descê-las. Portanto, o aluno pede para subir a nota e pode descê-la. É um risco que faz sentido quando o aluno fez o seu teste e o teste foi classificado calmamente e com rigor, mas não quando o processo é caótico, pouco ou nada fiável e o aluno pode nem sequer ter as folhas todas do teste para argumentar o pedido.

"O professor recebe um lote de respostas para classificar e vai avaliando, quando termina esse processo recebe um novo lote”, contou [uma professora] à Lusa.
Qualquer professor com dois dedos de testa sabe como resolver isto.

Quando os jornais não sabem do que estão a falar deviam calar-se

 

Exames: respostas de alunos “em folhas erradas” são classificadas com “zero pontos”

Público
Isto não tem nada que ver com a perda das folhas de continuação ou com os erros da plataforma. 
Acontece que este ano os alunos não podem escrever as respostas em qualquer folha do caderno de respostas. Há uma folha destinada para a questão 1., outra para a 2. e assim por diante. No cabeçalho de cada folha está identificada qual é a resposta que pertence ali. Aliás, é por isso que são necessárias folhas de continuação. Se a folha em que o aluno deve responder à questão x não chegar, tem de acabar a resposta numa folha de continuação. Acontece que há folhas de continuação que já vêm com o caderno de respostas e outras que não e são dadas à parte e metidas depois no meio das outras folhas. É confuso? Sim e devem ter sido estas folhas soltas que se perderam, mas calculo que a intenção tenha sido facilitar o processo de digitalização, para os que fazem esse trabalho não terem de andar à procura das respostas. Então, se o aluno responde à questão 1. na folha da questão 2., por exemplo, tem zero pontos, porque eles são avisados que cada questão tem uma folha de resposta própria.
Quando os jornais não sabem do que estão a falar deviam calar-se para não confundir ainda mais.

❤️🎶 Last of the dogmen score

 

Música de David Arnold interpretada pela London Symphony Orchestra


❤️🎶 Blast from the past - CCR - I Put A Spell On You (Live At Woodstock)

 


"Neste momento, temos uma janela de oportunidade" - Zelenskyy

 







‼️ZELENSKYY: O FREYA é o nosso projecto antibalístico ucraniano, semelhante ao Patriot, mas mais barato. Iremos apresentá-lo em França nos próximos dias. Se os nossos parceiros europeus nos apoiarem, seremos capazes de proteger os céus da Ucrânia com os nossos próprios meios.

«Temos algumas perguntas que nos dirigiram, caros jornalistas, sobre o nosso projeto FREYA. Sim, FREYA é o nome provisório. Trata-se do nosso sistema antibalístico ucraniano. Diria que é europeu, mas, ainda assim, sim, sob a nossa liderança.

Este projeto é o nosso sistema antibalístico, que deverá ser semelhante ao Patriot para a interceção de alvos balísticos, mas produzido em maior escala e mais barato. Pelo menos, esta é a tarefa que atribuí aos nossos fabricantes. Este é o modelo europeu.

A nossa primeira reunião sobre este tema terá lugar em França, e será em breve. Iremos, sem dúvida, anunciar isto publicamente. A nossa tarefa consistia em reunir líderes, empresas, a NSA e todos os intervenientes para apresentar o projeto antibalístico europeu conjunto, denominado FREYA, aos países que podem ajudar a Ucrânia a implementá-lo rapidamente.

Poderíamos fazer isto sozinhos, mas isso levaria anos — um tempo realmente longo. Agora, porém, podemos fazê-lo muito rapidamente graças a este tipo de coligação antibalística.

Nos próximos dias, vamos reunir-nos e apresentar o plano aos líderes. Se os líderes, as suas capacidades de produção e as suas empresas apoiarem o FREYA, então o FREYA tornar-se-á realidade muito em breve.

Para ser sincero, este é o objectivo número um. Trata-se de um sistema antibalístico, e o FREYA pode realmente ajudar a Ucrânia. Seríamos capazes de fechar o espaço aéreo da Ucrânia com os nossos próprios meios. É importante referir que iremos partilhar a nossa ideia — o projecto FREYA — com todos os nossos parceiros, especialmente os europeus, que têm ajudado a Ucrânia durante esta guerra.

Penso que esta é uma ideia verdadeiramente vencedora. Se Deus quiser, os nossos parceiros irão apoiar-nos. Se Deus quiser, os nossos fabricantes terão sucesso nisto» 

Neste momento, temos uma janela de oportunidade. A Ucrânia tornou-se mais forte tanto no campo de batalha como nos céus. Todos vêem estes resultados, que foram possíveis, em primeiro lugar, graças aos nossos guerreiros. Estou-lhes muito grato.

— Presidente ucraniano, Zelenkyy

Mais coisas óbvias


Recebemos, em um par de anos, um número imigrantes equivalente a 10% do total da população, ou mais -1 milhão e tal de pessoas. Já tínhamos crise na habitação, agora temos uma catástrofe. Conheço quem more num prédio onde um dos apartamentos tem lá dentro 15 imigrantes paquistaneses a morar e ninguém consegue tirá-los de lá nem tentam, pois as autoridades dizem que é melhor que estejam ali do que no meio da rua. Já há muitas imagens de tendas improvisadas espalhadas no Parque Eduardo VII com lixo por todo o lado. E provavelmente também já as haverá em outros lugares. Obrigada Costa!

 

Preços das casas ‘voam’ em alta velocidade há um ano e meio

Dois anos após a publicação do diploma que criou a garantia estatal para apoiar os jovens na compra de casa(o Decreto-Lei 44/2024, de 10 de julho), o mercado da habitação em Portugal acumula seis trimestres consecutivos com valorizações de dois dígitos, fruto de uma combinação de vários fatores que contribuíram para o aquecimento dos preços. Em dez anos, o valor médio de compra mais do que duplicou (118%). E as subidas foram particularmente acentuadas no último par de anos, com uma combinação de fatores.

Coisas óbvias

 

Este ano não estou a classificar exames mas se estivesse, em todos os casos de respostas em que faltassem folhas de continuação ou aparecessem folhas de continuação que não são obviamente daquele exame ou as respostas aparecessem numa imagem turva impossível de ler ou algo afim, não havendo indicação específica do JNE quanto ao que fazer, atribuía automaticamente a cotação máxima. Isto para mim é óbvio. Uma pessoa não vai prejudicar um aluno por erros que não são da sua responsabilidade. Isto é o que faço nos testes ao longo do ano quando acontece enganar-me em qualquer coisa numa questão que impossibilita o aluno de responder bem e cabalmente. Atribuo a cotação máxima, independentemente do que ele tenha respondido.


Duas situações lamentáveis



Lei das burcas: “As mulheres que realmente estejam a ser oprimidas vão continuar a ser oprimidas, só não vão poder aparecer em público”

O diretor da Amnistia Internacional Portugal disse ao Expresso, numa entrevista cuja versão integral ainda será publicada, que a lei que proíbe a burca não é uma medida que promove a integração – antes pelo contrário, é apenas uma “restrição imposta pelo Estado” que ainda irá oprimir as mulheres que estejam a ser obrigadas a usar um véu total, impedindo-as de participar na vida pública e atrasando a sua aculturação. - 
Expresso

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1- A Amnistia Internacional defender a opressão. O argumento segundo o qual a lei que proíbe as burkas não devia ser aprovada por não ir acabar com a opressão das mulheres, é equivalente a dizer, no tempo de Salazar, que «fazer leis para permitir a liberdade de expressão do povo seria inútil pois Salazar continuaria a oprimir as pessoas». Pois, mas havendo uma lei que permite a liberdade de expressão, proibi-la passaria a ser crime e é por isso nunca foi aprovada tal lei. Como agora, com esta lei, se os misóginos insistirem em subjugar as mulheres com as burkas, passam a ser criminalizados. A Amnistia Internacional já não é o que era há sessenta anos quando lutava contra a opressão e a favor da liberdade de expressão. A lei agora aprovada não tem como fim mudar a mentalidade misógina e esclavagista do islamismo radical que obriga as mulheres (verga-as desde que nascem) a cobrirem-se devido aos olhares dos homens serem sempre de lascívia descontrolada, mas sim traçar uma fronteira para o que a sociedade portuguesa aceita, seja no que concerne à segurança de todos, seja no que concerne aos respeito pela dignidade e igualdade de direitos das mulheres, como valores inegociáveis da nossa sociedade democrática. Estas mulheres, subjugadas à perda de direitos humanos devido aos homens religiosos transferirem para elas a responsabilidade do seu comportamento de animais com impulsos sexualmente incontroláveis, sabem agora que, se um dia se quiserem libertar dessa escravidão medieval, o Estado português está do seu lado e não do lado dos opressores. Esse é o ponto material que interessa.

2 - A segunda situação lamentável -mas infelizmente já não surpreendente- é o Jornal Expresso ser um veículo de propaganda à subjugação das mulheres por uma cultura etno-religiosa de extrema misogina. 


A voz da China tem muito peso na guerra da Rússia contra a Ucrânia

 


«O Presidente Trump e eu falámos sobre a China, o seu papel na guerra, o seu envolvimento ou potencial envolvimento e as suas capacidades. Com todo o respeito, gostaria que estes detalhes ficassem apenas entre mim e o Presidente dos Estados Unidos. Posso dizer que, de um modo geral, falámos muito sobre a Ucrânia na cimeira (da NATO). Também falámos muito sobre o Médio Oriente e a China. Falámos com vários líderes europeus sobre o papel da China no fim da guerra. Depois, a situação mudou um pouco. Alguns líderes europeus disseram-me que tinham falado com responsáveis chineses, e que a China respondeu de forma muito séria, muito dura e muito clara aos apelos veiculados nos meios de comunicação russos sobre certas capacidades, incluindo a possível utilização de armas nucleares. Creio que já ouviram essas vozes nos meios de comunicação russos a dizer: «E se respondêssemos aos ataques ucranianos com armas nucleares?» É importante sublinhar que não foram apenas os europeus, nem apenas os Estados Unidos, mas também a China — e penso que esta é a primeira vez — que responderam de forma muito clara e severa; reagiram diretamente, tal como os líderes me disseram, sob a forma de um ultimato, afirmando que nem sequer pode haver a ideia de utilizar armas nucleares»

— Presidente ucraniano, num comentário áudio aos jornalistas na quinta-feira, 9 de julho de 2026.

Ursula von der Leyen e Kaja Kallas investem contra Israel

 

Sem nunca terem investido contra o Hamas e a Irmandade Muçulmana. Embora o Hamas esteja presumivelmente impedido de receber a assistência oficial da UE na Palestina, muitas ONGs islâmicas no Ocidente conseguem canalizar dinheiro para grupos de “serviços sociais”, grupos "anti-racistas", etc., ligados à Irmandade Muçulmana para apoiar diretamente o Hamas. Apesar de todas as evidências, a recusar em classificar a IM como uma organização terrorista mantém-se. Portanto, esta investida contra Israel vai servir para aumentar o anti-semitismo que é já um problema muito grave na Europa. Acho muito mal, muito mal e tenho pena que a cabeça da UE venha fazer o que fez Guterres, 'sim, sim, o terrorismo é mau e tal, mas...'


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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, enviou aos governos da UE opções jurídicas para reforçar as restrições ou impedir o comércio com os colonatos israelitas.

O documento da Comissão, consultado pela Euractiv e classificado como «restrito», apresenta três opções: um sistema de licenciamento das importações de produtos provenientes dos colonatos, tarifas punitivas destinadas a tornar esses produtos economicamente inviáveis no mercado da UE e uma proibição total das importações originárias dos colonatos israelitas, considerados ilegais ao abrigo do direito internacional.

Contudo, embora o documento exponha as opções técnicas para impor medidas comerciais a Israel, sugere claramente que a Comissão considera que tal decisão constituiria um passo político e não uma simples medida económica, em parte devido ao reduzido volume de comércio que a UE mantém com os colonatos.

Por esse motivo, o documento propõe que a UE enquadre a medida como um conjunto de sanções de política externa, o que exige a aprovação unânime dos 27 governos, um requisito mais exigente do que o necessário para a adoção de medidas comerciais.

Segundo uma fonte ouvida pela Euractiv, o documento não foi elaborado pelo Serviço Europeu para a Acção Externa (SEAE), liderado por Kaja Kallas, mas sim pelo gabinete da presidente da Comissão e pelo Secretariado-Geral do executivo comunitário.

No entanto, caberá a Kaja Kallas, alta representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, apresentar as opções e determinar se existe consenso numa reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros na segunda-feira, num importante teste à sua autoridade política.

O documento é o resultado de uma longa disputa interna nas instituições europeias e reflete a crescente pressão dos governos nacionais e o aumento do escrutínio das relações entre a UE e Israel devido à actuação israelita em Gaza, à expansão dos colonatos e à violência praticada por colonos extremistas na Cisjordânia.

Vários países, da Irlanda aos Países Baixos, já avançaram com legislação nacional destinada a proibir o comércio com os colonatos.

O documento também assinala os obstáculos práticos à restrição desse comércio. Alerta que qualquer uma das três opções depende da capacidade das autoridades aduaneiras dos Estados-Membros para identificar os produtos provenientes dos colonatos. Os exportadores israelitas poderão voltar a rotular os produtos ou misturá-los com mercadorias produzidas em Israel, dificultando a aplicação eficaz das medidas.

Três opções:
(...)
A opção de maior alcance iria significativamente mais longe, proibindo a importação, o trânsito, a comercialização e a distribuição, no território da União Europeia, de quaisquer produtos originários dos colonatos israelitas. As restrições poderiam incidir sobre sectores específicos, como os produtos agrícolas, ou abranger a totalidade dos bens provenientes dos colonatos.

Segundo a avaliação da Comissão, uma proibição parcial ou total poderia ser justificada ao abrigo das competências da UE em matéria de política externa, uma vez que o objetivo seria influenciar a política do Governo israelita e não regular o comércio. O documento sublinha igualmente que as exportações dos colonatos representam apenas uma parcela muito reduzida do comércio global entre a UE e Israel.

Basear a proposta em fundamentos de política externa exigiria o apoio unânime dos governos dos Estados-Membros.

Em 2025, a Comissão propôs suspender as preferências comerciais previstas no Acordo de Associação UE–Israel, mas não conseguiu obter a aprovação dos governos nacionais.

Exames: pôr as coisas em perspectiva



O primeiro contrato do ME/IAVE para a digitalização de exames foi celebrado com a Blatstudio – MAF Serviços, Lda. (actualmente denominada Blat – Creative Powerhouse). O acordo foi formalizado em 2017, pelo valor de cerca de 30 mil euros, marcando a génese da relação contratual com o Estado para o desenvolvimento de plataformas de suporte e gestão de provas. (IA)

Portanto, quem fez o contrato inicial com esta firma foi o ME do governo de Costa, Tiago Brandão, com João Costa como SE. Em 2022, já com João Costa como ME, o contrato continuou: a empresa foi contratada em 2023, durante o mandato de João Costa, para desenvolver a plataforma digital de apoio à avaliação externa. 

Portanto, o contrato com esta empresa não foi da autoria deste ministro, mas dos anteriores do governo de Costa. Como terá isto começado? Bem, sabendo nós o primismo que caracterizou o governo de Costa, calculo que terá sido algo do género:
- 'alguém sabe de quem possa fazer um programa para digitalizar exames?'

- sim, sim, sim! Tenho um primo que tem uma amiga que namora com fulano de tal que tem uma startup muito fixe - e são baratos'.

- a sério? Ok, fala lá com o teu primo...
Claro que este ministro não devia ter confiado numa empresa (sobretudo tendo sido contratada por ajuste directo nesse governo) sem rever o contrato, o historial da empresa e os serviços efectivamente prestados, nomeadamente no exame de Filosofia do ano passado e, mais ainda, quando os problemas começaram, não devia ter tentado empurrar os problemas para a frente e responsabilizar os classificadores.

Era bom que de vez em quando algum político aprendesse a lição dos custos do primismo para o país.

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Fabian Figueiredo, https://www.publico.pt 
Terceiro: remunerar extraordinariamente os professores que vão carregar essa vaga de reapreciações por agosto adentro; no secundário, hoje, classificam de graça.

E um pedido final, em nome da escola pública: parem. Não espalhem mais confusão. O país tem um problema gravíssimo de falta de professores, que este ano voltou a agravar-se; julho é o mês das matrículas, das turmas, da preparação do ano letivo, tudo agora em risco na cascata dos adiamentos. Não é o momento de mais experimentalismos: a revisão da carreira à pressa, o estatuto do diretor, novos modelos de gestão e educação inclusiva. Quem não conseguiu garantir a correção dos exames devia ter a humildade de não mudar tudo ao mesmo tempo.

 

July 09, 2026

4 machos e uma fêmea - 5 hipócritas cobardes contra a dignidade das mulheres

 


José Luís Carneiro, Rui Tavares, Paulo Raimundo, José Manuel Pureza e Inês Sousa Real defendem a burca. Aliás, defendem que tudo o que contrarie a sua opinião tacanha sobre a burca seja declarado islamofobia. 

José Luís Carneiro foi o serviçal que abriu a porta a um milhão de imigrantes, 300 mil islamitas. Obrigada por esse desserviço! Rui Tavares e Inês Sousa Real são os típicos esquerdistas hipócritas. Pequeno-burgueses com os seus privilégios urbanos que defendem uma coisa e fazem o seu contrário, como defender as mulheres mas votar pela sua opressão ou defender os animais mas votar a favor da crueldade no seu abate. Pureza está ali a defender a cartilha ideológica. Se a ideologia o mandasse defender a revolução das moscas também o fazia. Quanto a Raimundo, pertence ao grupo dos que defendem a abolição da propriedade privada mas não abdicam da sua nem dos seus lucros.

Cinco machistas a defender o direitos dos machos oprimirem as mulheres, apagá-las do espaço público e declará-las objectos sexuais.

Depois admirem-se dos populistas serem... populares.


🎸 Bonnie Tyler 🎸 1951-2026

 

A desvirtuação da Wikipédia às mãos de governos e bilionários

 



Fui co-fundador da Wikipédia, mas é uma multidão anónima que manda — e agora fui banido

Por Larry Sanger

Fui permanentemente impedido de editar a Wikipédia, o site que criei e dirigi em 2001. Sim, é verdade. Já vos ouço perguntar: «Como? O que se passa por lá?» O incidente revela algo verdadeiramente condenatório sobre «a enciclopédia que qualquer pessoa pode editar». A ironia é que nem mesmo um co-fundador pode editá-la se estiver a tentar implementar o seu programa de reformas.

Este acontecimento bizarro chamou a atenção da Internet a nível global, que ficou surpreendida ao saber que um grupo relativamente pequeno de «administradores» anónimos, aparentemente exerce uma autoridade tão absoluta que um fundador do site pode ser alvo de abusos durante três dias e depois banido, tal como já aconteceu a tantos milhares antes dele.

É verdade que existe uma multidão anónima com um poder praticamente ilimitado na plataforma. Mas essa é apenas uma das dimensões dos problemas da Wikipédia. Deixem-me explicar.

Perguntem aos verdadeiros crentes e eles partilharão as ficções institucionais do site: é neutro. É escrito por voluntários bem-intencionados. Continua a ser a enciclopédia que qualquer pessoa pode editar. O bloqueio de contas é feito através de um processo racional, normalmente de acordo com as regras. E nenhum administrador alguma vez se rebaixaria a aceitar dinheiro em troca de usar a sua influência institucional.

É verdade que a Wikipédia é escrita por voluntários, mas que tipo de voluntários? Mesmo a esmagadora maioria dos intervenientes mais influentes do site é totalmente anónima. Como resultado, a nossa compreensão das dinâmicas de poder na Wikipédia é limitada.

Afinal, não é verdade que qualquer pessoa possa editá-la. Qualquer pessoa pode tentar. Mas, como aconteceu no meu caso, administradores poderosos unem-se regularmente contra quem não segue a linha dominante, impondo e aprovando bloqueios sem qualquer justificação substantiva.

Muitas vezes, as contas bloqueadas recebem a mesma acusação vaga e impossível de provar que eu recebi: «Não está aqui para construir a enciclopédia.» O que significa isto? No meu caso, os administradores disseram que eu não editava artigos em quantidade suficiente, mas isso, evidentemente, dificilmente constitui motivo para um bloqueio. Na realidade, tudo depende de saber se a pessoa está «alinhada» com o espírito — ou melhor, com a inclinação propagandística — da enciclopédia.

Se a Wikipédia não é apenas uma colaboração pacífica entre iguais, como é realmente exercido o poder? Em vez de uma constituição rigorosa, existem «cinco pilares», «políticas», «orientações» e ensaios de comentário, mas ninguém é verdadeiramente responsabilizado perante uma carta comunitária. Em vez disso, os editores e administradores respondem apenas uns perante os outros e, acima de tudo, perante um pequeno grupo de líderes intimidatórios, geralmente administradores, que declaram com firmeza como as regras vagas devem ser interpretadas. A sua autoridade vem da «comunidade», mas a «comunidade» é, na realidade, uma multidão anárquica.

Ao chamar-lhe uma multidão, ou uma massa amorfa, não pretendo sugerir que não exista um centro de poder. Pelo contrário, a Wikipédia é governada por algumas centenas de demagogos anónimos que dominam todos os restantes. Escondem-se atrás de pseudónimos extravagantes. É uma ditadura dos pseudónimos pitorescos. Mas exercem esse poder através do je ne sais quoi das regras vagas, das ameaças vagas e das alianças vagas.

Talvez essas alianças sejam claras para quem está por dentro. Os líderes desta multidão trabalham muito; alguns deles, provavelmente, são pagos por alguém. Por quem? Quem sabe? Talvez grupos diferentes trabalhem para financiadores diferentes.

Sabemos que existem grupos de interesse especial que actuam sobre a Wikipédia a partir do exterior, como os chamados «Guerrilla Skeptics»; é um segredo aberto que operam um grupo de discussão paralelo. 

Da mesma forma, como demonstrou o jornalista Ashley Rindsberg, os padrões de edição revelam a existência de um «Gangue dos 40» — contas que, em conjunto, dominaram os artigos sobre o conflito israelo-palestiniano, com claros indícios de coordenação fora da Wikipédia. 

Também há muitas pessoas que se identificam como «antifascistas» na Wikipédia. É provável que algum financiamento de activismo pague a alguns deles para editarem. Mas, sendo anónimos, como poderíamos saber?

Seja como for, sabemos que a Fundação Wikimedia financia directamente várias organizações sem fins lucrativos que editam artigos de grande interesse para os sectores progressistas. Apenas para dar um exemplo, um desses grupos chama-se Whose Knowledge, que organiza maratonas de edição (edit-a-thons) dedicadas a «colocar no centro a pluralidade das práticas feministas de-coloniais».

Na verdade, não é controverso afirmar que algum dinheiro financia trabalho na Wikipédia; os próprios wikipedistas admitem-no e lamentam o problema da «edição paga», apontando o dedo a empresas de relações públicas como a «Wiki-PR». Mas quantos dos editores e administradores mais influentes são pagos pelo seu trabalho? Pergunto-me. Os administradores negam que a edição paga seja um problema sério nas suas fileiras — mas como poderíamos sabê-lo? Quis custodiet ipsos custodes? («Quem vigia os vigilantes?»)

Os poderosos interessam-se pela Wikipédia. Há quase vinte anos, o WikiScanner, de Virgil Griffith, revelou que computadores de Langley, Virgínia (endereços IP da CIA), tinham editado a enciclopédia. 

A antiga diretora executiva da Wikimedia, Katherine Maher, afirmou com orgulho, num painel do Atlantic Council em 2021, que a Wikipédia tinha adoptado «uma abordagem muito activa à desinformação» na plataforma, «através de conversas com o governo, naturalmente, bem como com outros operadores de plataformas», durante a pandemia de COVID-19 e as eleições de 2020 nos Estados Unidos.

Em Janeiro deste ano, o Bureau of Investigative Journalism revelou que a empresa londrina de relações públicas Portland Communications reescrevia artigos da Wikipédia em nome de governos e de multimilionários. Entre os seus clientes encontravam-se o Estado do Qatar, a Fundação Gates e o fundo soberano da Líbia. Numa investigação separada, o mesmo órgão jornalístico concluiu que um editor anónimo recebeu dinheiro para minimizar, na Wikipédia, as ligações do ministro britânico Peter Mandelson a Jeffrey Epstein.


O que aconteceu à neutralidade da Wikipédia?

Eis, então, o retrato pouco animador que emerge. A Wikipédia está longe de ser um belo projecto idealista, mantido por estudantes, académicos e reformados que apenas desejam partilhar os seus conhecimentos para benefício de todos. É certo que há pessoas envolvidas para quem isso continua a ser verdade. Mas, de forma evidente, o site foi capturado por um pequeno grupo de intimidadores movidos por uma agenda ideológica. Manipulam e intimidam os restantes participantes e qualquer pessoa que não siga a linha dominante — como aconteceu comigo — é banida. Exercem um poder considerável de forma mesquinha e maliciosa. O dinheiro circula claramente; em alguns casos, o sistema faz lembrar uma extorsão. Tendo em conta a dimensão de empresas como a Wiki-PR e outras semelhantes, poderão estar em causa milhões de dólares por ano.

A Wikipédia é uma das plataformas mediáticas mais poderosas da história. Já é tempo de descobrirmos quem a controla realmente.


Políticos miseráveis





Inês de Medeiros foi aquela política do PS que concorreu a deputada à Assembleia da República pelo círculo de Lisboa, residindo e trabalhando em Paris e que esperava que o Parlamento lhe pagasse as visitas de cortesia à AR para fingir que trabalhava - pois que raio de trabalho pode fazer um deputado que aparece uma vez por semana no Parlamento, vindo da vida quotidiana de outra realidade?

Inês de Medeiros é presidente da Câmara de Almada há cerca de dez anos. Tem sido notícia desde há um mês, nos jornais locais -nos nacionais está tudo calado, calculo que por ela ser da nova 'esquerda' rolex- a falta de água diária por longas horas no Concelho de Almada. Em 15 localidades. Nas semanas dos calores infernais de mais de 40º, as pessoas estiveram sem água em casa. E continua! Parece que às vezes vem de noite alguma coisa. Outras vezes é ao contrário e cortam das 10h da noite até às 6 horas da manhã. Isto num ano em que choveu como não chovia há 50 anos.

Isto é uma situação ao nível do Sudão. Gravíssimo. Sem água? Há semanas? Ao pé disto a incompetência dos exames até parece coisa menor.

Li na notícia que não são feitas obras na rede há sei lá quanto tempo. O que faz ela na Câmara? Há dinheiro do PRR, mas é preciso a senhora presidente mexer-se e candidatar-se. Um incómodo, talvez?

Políticos miseráveis. Mesmo.