Sem nunca terem investido contra o Hamas e a Irmandade Muçulmana. Embora o Hamas esteja presumivelmente impedido de receber a assistência oficial da UE na Palestina, muitas ONGs islâmicas no Ocidente conseguem canalizar dinheiro para grupos de “serviços sociais”, grupos "anti-racistas", etc., ligados à Irmandade Muçulmana para apoiar diretamente o Hamas. Apesar de todas as evidências, a recusar em classificar a IM como uma organização terrorista mantém-se. Portanto, esta investida contra Israel vai servir para aumentar o anti-semitismo que é já um problema muito grave na Europa. Acho muito mal, muito mal e tenho pena que a cabeça da UE venha fazer o que fez Guterres, 'sim, sim, o terrorismo é mau e tal, mas...'
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O documento da Comissão, consultado pela Euractiv e classificado como «restrito», apresenta três opções: um sistema de licenciamento das importações de produtos provenientes dos colonatos, tarifas punitivas destinadas a tornar esses produtos economicamente inviáveis no mercado da UE e uma proibição total das importações originárias dos colonatos israelitas, considerados ilegais ao abrigo do direito internacional.
Contudo, embora o documento exponha as opções técnicas para impor medidas comerciais a Israel, sugere claramente que a Comissão considera que tal decisão constituiria um passo político e não uma simples medida económica, em parte devido ao reduzido volume de comércio que a UE mantém com os colonatos.
Por esse motivo, o documento propõe que a UE enquadre a medida como um conjunto de sanções de política externa, o que exige a aprovação unânime dos 27 governos, um requisito mais exigente do que o necessário para a adoção de medidas comerciais.
Segundo uma fonte ouvida pela Euractiv, o documento não foi elaborado pelo Serviço Europeu para a Acção Externa (SEAE), liderado por Kaja Kallas, mas sim pelo gabinete da presidente da Comissão e pelo Secretariado-Geral do executivo comunitário.
No entanto, caberá a Kaja Kallas, alta representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, apresentar as opções e determinar se existe consenso numa reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros na segunda-feira, num importante teste à sua autoridade política.
O documento é o resultado de uma longa disputa interna nas instituições europeias e reflete a crescente pressão dos governos nacionais e o aumento do escrutínio das relações entre a UE e Israel devido à actuação israelita em Gaza, à expansão dos colonatos e à violência praticada por colonos extremistas na Cisjordânia.
Vários países, da Irlanda aos Países Baixos, já avançaram com legislação nacional destinada a proibir o comércio com os colonatos.
O documento também assinala os obstáculos práticos à restrição desse comércio. Alerta que qualquer uma das três opções depende da capacidade das autoridades aduaneiras dos Estados-Membros para identificar os produtos provenientes dos colonatos. Os exportadores israelitas poderão voltar a rotular os produtos ou misturá-los com mercadorias produzidas em Israel, dificultando a aplicação eficaz das medidas.
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A opção de maior alcance iria significativamente mais longe, proibindo a importação, o trânsito, a comercialização e a distribuição, no território da União Europeia, de quaisquer produtos originários dos colonatos israelitas. As restrições poderiam incidir sobre sectores específicos, como os produtos agrícolas, ou abranger a totalidade dos bens provenientes dos colonatos.
Segundo a avaliação da Comissão, uma proibição parcial ou total poderia ser justificada ao abrigo das competências da UE em matéria de política externa, uma vez que o objetivo seria influenciar a política do Governo israelita e não regular o comércio. O documento sublinha igualmente que as exportações dos colonatos representam apenas uma parcela muito reduzida do comércio global entre a UE e Israel.
Basear a proposta em fundamentos de política externa exigiria o apoio unânime dos governos dos Estados-Membros.
Em 2025, a Comissão propôs suspender as preferências comerciais previstas no Acordo de Associação UE–Israel, mas não conseguiu obter a aprovação dos governos nacionais.
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