July 10, 2026

Duas situações lamentáveis



Lei das burcas: “As mulheres que realmente estejam a ser oprimidas vão continuar a ser oprimidas, só não vão poder aparecer em público”

O diretor da Amnistia Internacional Portugal disse ao Expresso, numa entrevista cuja versão integral ainda será publicada, que a lei que proíbe a burca não é uma medida que promove a integração – antes pelo contrário, é apenas uma “restrição imposta pelo Estado” que ainda irá oprimir as mulheres que estejam a ser obrigadas a usar um véu total, impedindo-as de participar na vida pública e atrasando a sua aculturação. - 
Expresso

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1- A Amnistia Internacional defender a opressão. O argumento segundo o qual a lei que proíbe as burkas não devia ser aprovada por não ir acabar com a opressão das mulheres, é equivalente a dizer, no tempo de Salazar, que «fazer leis para permitir a liberdade de expressão do povo seria inútil pois Salazar continuaria a oprimir as pessoas». Pois, mas havendo uma lei que permite a liberdade de expressão, proibi-la passaria a ser crime e é por isso nunca foi aprovada tal lei. Como agora, com esta lei, se os misóginos insistirem em subjugar as mulheres com as burkas, passam a ser criminalizados. A Amnistia Internacional já não é o que era há sessenta anos quando lutava contra a opressão e a favor da liberdade de expressão. A lei agora aprovada não tem como fim mudar a mentalidade misógina e esclavagista do islamismo radical que obriga as mulheres (verga-as desde que nascem) a cobrirem-se devido aos olhares dos homens serem sempre de lascívia descontrolada, mas sim traçar uma fronteira para o que a sociedade portuguesa aceita, seja no que concerne à segurança de todos, seja no que concerne aos respeito pela dignidade e igualdade de direitos das mulheres, como valores inegociáveis da nossa sociedade democrática. Estas mulheres, subjugadas à perda de direitos humanos devido aos homens religiosos transferirem para elas a responsabilidade do seu comportamento de animais com impulsos sexualmente incontroláveis, sabem agora que, se um dia se quiserem libertar dessa escravidão medieval, o Estado português está do seu lado e não do lado dos opressores. Esse é o ponto material que interessa.

2 - A segunda situação lamentável -mas infelizmente já não surpreendente- é o Jornal Expresso ser um veículo de propaganda à subjugação das mulheres por uma cultura etno-religiosa de extrema misogina. 


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