DN (excertos)
Mas Cristina Mota, porta-voz da Missão Escola Pública, diz que surgiu agora uma nova denúncia "bastante grave". Nos fóruns onde os professores classificadores podem tirar dúvidas quanto à correção das provas, os supervisores estão a pedir aos docentes que atribuam uma nota às respostas, mesmo que não cheguem todas as folhas em falta, contou Cristina Mota.Isto acho grave porque os alunos não podem ser prejudicados pelos erros do ME. Dizer aos alunos que se quiserem podem depois pedir reapreciação não é uma resposta válida. É o mesmo que uma pessoa dizer a outra, 'vou-te prejudicar mas depois se quiseres faz queixa'. Isto é a inversão da justiça. Em seguida, talvez as pessoas pensem que pedir reapreciação é só dizer, 'quero a reapreciação da minha prova de exame'. Não é. É preciso desenvolver uma argumentação por escrito, pormenorizada, que justifique a inadequação de uma dada cotação e o pedido de alteração da nota. O professor que reaprecia lê todo o teste e pode alterar a cotação original de outras questões e descê-las. Portanto, o aluno pede para subir a nota e pode descê-la. É um risco que faz sentido quando o aluno fez o seu teste e o teste foi classificado calmamente e com rigor, mas não quando o processo é caótico, pouco ou nada fiável e o aluno pode nem sequer ter as folhas todas do teste para argumentar o pedido.
"O professor recebe um lote de respostas para classificar e vai avaliando, quando termina esse processo recebe um novo lote”, contou [uma professora] à Lusa.
Qualquer professor com dois dedos de testa sabe como resolver isto.
O que a Cristina diz é verdade. Recebi essa comunicação. Posso enviá-la a quem tiver dúvidas. É para corrigir tudo o que temos em mãos, mesmo que esteja incompleto. Mas há pior. Tenho uma resposta, duplamente digitalizada, que é constituída por três linhas e que é claramente a conclusão da resposta do aluno, presente noutra folha que anda perdida algures.
ReplyDeleteIsto é verdadeiramente o caos.