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October 14, 2026

Um comentador a fazer o trabalho próprio de jornalistas

 

Porquê? Porque os jornalistas de hoje limitam-se a ser megafones ideológicos. Para que serve um jornalismo que é mero megafone ideológico? Para desinformar. O que vale é que, de vez em quando, aparecem pessoas que pensam e analisam as situações a partir de factos em vez de slogans.

October 09, 2026

E que tal falar sem demagogia?




Direito à propriedade vs. direito à habitação

Ana Bárbara Pedrosa
Expresso

É precisamente porque um senhorio não tem de fazer política social que é necessário deslocar este ónus para onde tem de estar – para um governo, que se quer eficaz e eficiente, e com estamina necessária para resolver problemas estruturais

Com a nova lei do arrendamento, aprovada na generalidade na semana passada, o governo faz papel de Pilatos: ei-lo a lavar as mãos com a ideia de que não tem de intervir na vida pública. E não deixa de ser surpreendente que sempre que alguém diz a coisa óbvia – um governo tem de garantir que um direito constitucionalmente consagrado, como é o da habitação, não esteja sob a égide da discricionariedade do mercado –, venha a histeria liberal do ai-jesus-que-vem-aí-o-comunismo.

As alterações propostas pelo governo consistem nisto: o fim do travão de 2% de aumento nos novos contratos em relação à renda praticada no ano anterior; a possibilidade de o senhorio exigir três rendas antecipadas em vez de duas; o aparente fim do limite de caução (ainda a ser discutido na especialidade); a possibilidade de recusa de renovação automática sem que se espere três anos, coisa exigida até agora; a facilitação dos despejos, perante três atrasos superiores a oito dias no período num ano, mesmo que se tenha pago tudo ao nono dia. As consequências disto parecem óbvias: não apenas o mercado de arrendamento irá aumentar exponencialmente a preferência por quem tem mais folga financeira, como irá tornar-se mais precário, inseguro, temporário e caro. Na prática, uma família que ponha os miúdos na escola terá de pensar no que será da vida dali a muito pouco tempo, já que a volatilidade dos próprios contratos poderá implicar a efemeridade na permanência num bairro ou numa cidade.
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O direito à propriedade não é uma afronta ou uma alternativa ao direito à habitação. São duas coisas distintas e ambas fazem parte da declaração dos direitos humanos, sendo que nenhuma delas invalida a outra. O direito à habitação deve ser garantido pelo governo e não pelos proprietários que não são a Segurança Social nem têm poder para definir políticas de habitação. 
A questão dos arrendamentos deve ser regulada? Sim, claro, mas não no sentido de obrigar os proprietários a substituir-se ao Estado e a arcar com os custos da habitação social.
Os nossos políticos são medíocres e decidem como se as suas decisões não tivessem consequências futuras. Na habitação fizeram leis que acorrentaram os proprietários a inquilinos que não pagam, ou cujas rendas não permitem fazer obras de manutenção ou, pior ainda, que usam as casas para sub-alugar a dezenas de imigrantes. Casos de ocupação de casas por pessoas que não pagam mas recusam sair ou que destroem as casas, esventram e roubam o interior, etc., tornaram-se comuns. E o que dizia a lei dos governos Costa/BE/PCP aos proprietários? Paciência, aguentem. E as pessoas passam anos nos tribunais para conseguir reaver a sua propriedade. E quando entram nas casa, o chão foi destruído, as bancadas da cozinha foram destruídas, as paredes da casa todas esburacadas, as plantas do jardim todas mortas... quem é que paga tanto prejuízo? As cauções, as rendas adiantadas e a certeza de que, não pagando, o senhorio os pode mandar embora, porque ninguém é obrigado a sustentar uma família de desconhecidos como se fosse a SS.
És imigrante e tens cá a casa de família e um dia vens de férias e a casa está ocupada, as pessoas estão a servir-se das tuas coisas como se fossem delas e recusam sair. Tens uma casa e alugas a um indivíduo e de repente moram lá 15 que pagam renda ao teu inquilino e recusam sair. O problema é tão grave e comum que em Espanha e outros países europeus há empresas de «desocupas» que põem as pessoas fora e devolvem as casas aos proprietários. Ou seja, tens uma casa para alugar e ganhar algum dinheiro extra e, não só não ganhas como ainda tens de pagar para que não te roubem e destruam a casa, com o Estado a dizer amen aos prevaricadores.
Porque é que as pessoas que votavam no PCP e no BE agora votam no Chega? Porque aqueles partidos não resolvem problemas a ninguém, apenas usam os seus lugares nos Parlamentos para adiantar ideologias desligadas da realidade da vida das pessoas que perpetuam os seus problemas. Não se resolve os problemas da habitação dizendo aos proprietários: aguentem vocês a crise que nós não sabemos o que fazer.

July 10, 2026

Mais coisas óbvias


Recebemos, em um par de anos, um número imigrantes equivalente a 10% do total da população, ou mais -1 milhão e tal de pessoas. Já tínhamos crise na habitação, agora temos uma catástrofe. Conheço quem more num prédio onde um dos apartamentos tem lá dentro 15 imigrantes paquistaneses a morar e ninguém consegue tirá-los de lá nem tentam, pois as autoridades dizem que é melhor que estejam ali do que no meio da rua. Já há muitas imagens de tendas improvisadas espalhadas no Parque Eduardo VII com lixo por todo o lado. E provavelmente também já as haverá em outros lugares. Obrigada Costa!

 

Preços das casas ‘voam’ em alta velocidade há um ano e meio

Dois anos após a publicação do diploma que criou a garantia estatal para apoiar os jovens na compra de casa(o Decreto-Lei 44/2024, de 10 de julho), o mercado da habitação em Portugal acumula seis trimestres consecutivos com valorizações de dois dígitos, fruto de uma combinação de vários fatores que contribuíram para o aquecimento dos preços. Em dez anos, o valor médio de compra mais do que duplicou (118%). E as subidas foram particularmente acentuadas no último par de anos, com uma combinação de fatores.

July 21, 2025

Demolição de barracas

 

Só leio críticas à acção do autarca. Vi a entrevista dele. Acho que ele tem razão em não poder deixar que cresça ali uma cidade de barracas, com tudo o que isso implica de ocupação ilegal, falta de condições básicas de vida. Também o ouvi dizer que arranjaram solução provisória para todos mas que muitos recusaram a ajuda da Câmara, oferecida antes da demolição, para que não ficassem ao relento. 

Já ninguém se lembra do Casal Ventoso? De como a vida ali era degradante e chamava droga, tráfico e prostituição? De como foi difícil e demorou dezenas de anos a conseguir demolir o bairro e construir habitações dignas? 

Evidentemente que os governos têm de encontrar solução para o preço da habitação. Têm feito tudo mal porque o preço não pára de subir num país onde a pobreza não pára de aumentar.

No entanto, o que acho estranho, no meio de tanta crítica, é não haver uma única instituição, cooperativa, ajuntamento, mecenas ou o que seja, a disponibilizar-se para arranjar casa para estas pessoas. Estamos a falar de umas poucas dezenas de pessoas. Há muito sítio no país a precisar de empregados e com casas de preço acessível a sobrar. Estas são pessoas novas, no início da vida, não são idosos. Não podem querer poder invadir terrenos alheios e tomar posse deles ilegalmente e querer ficar ali numa situação permanente..

A minha pergunta é: somos um país sem nenhuma iniciativa?


February 01, 2025

Coisas que nos deviam envergonhar profundamente



 Temos assistido, há umas dezenas de anos, à desvalorização brutal do trabalho com o objectivo de valorizar a finança, a especulação e a banca. O resultado é este de não haver serviços públicos em condições, as grávidas serem despedidas e hostilizadas pelo SNS e trabalhadores viverem na rua, como sem-abrigo.


Estudaram e têm trabalho, mas não conseguem pagar uma casa. Aumentam casos de sem-abrigo qualificados e com salário

Alguns têm emprego, outros têm licenciaturas e muitos não têm vícios. Isham fala com a família diariamente e diz-lhes a verdade: "Estou na rua". Os imigrantes diminuem e a maioria é portuguesa.
Observador

September 05, 2023

Precisamos de alguém que proponha um modelo económico diferente

 


Este que temos em que há 100 super-trilionários que dão cabo da economia e da vida aos outros todos não serve.


Há um homem da Florida que vive num navio de cruzeiro 300 dias por ano porque custa o mesmo que alugar uma casa: 30.000 dólares por ano.


Viver permanentemente num navio de cruzeiro parece ser um sonho de super-ricos. Passar os dias a descansar no convés junto à piscina ou a visitar um local exótico. As noites no clube noturno. Não ter de se preocupar com o trânsito, cozinhar ou lavar a roupa. É a vida de Ryan Gutridge, que passa cerca de 300 noites por ano a viver no Freedom of the Seas da Royal Caribbean. Só deixa o navio durante algumas semanas por ano, nas férias.

Gutridge trabalha em TI como engenheiro de um fornecedor de soluções na nuvem e pode fazer o seu trabalho a tempo inteiro directamente do navio. "Tenho reuniões de manhã ou à tarde - posso ir almoçar e socializar ou encontrar-me com pessoas no ginásio. Até conheci pessoas com quem mantenho contacto e que, desde então, voltaram e fizeram um cruzeiro neste navio comigo várias vezes."

Gutridge diz que viver e trabalhar num navio de cruzeiro melhorou a sua saúde mental. "Trabalhar em casa era solitário. Não tenho filhos nem animais de estimação, por isso é fácil tornar-me um pouco introvertido, mas os cruzeiros ajudaram-me muito e tornaram-me muito mais sociável", afirma.

Como é que consegue pagar a vida numas férias permanentes?

"Tenho uma folha de cálculo que regista automaticamente todas as minhas despesas, o que ajuda. Também estabeleço um orçamento todos os anos", diz ele. "Este ano, o meu orçamento para a tarifa base é de cerca de 30.000 dólares e, no ano passado, quando comecei a analisar os números e a avaliar a tarifa base que paguei para estar num navio durante 300 noites, descobri que era quase igual ao que pagava pela renda e pelo serviço de lixo de um apartamento em Fort Lauderdale, na Florida."

Atualmente, o preço médio de um apartamento de um quarto em Fort Lauderdale é de 2.088 dólares, o que custaria a Gutridge cerca de 25.000 dólares por ano.
Gutridge acredita que a chave para viver no navio de forma económica são os programas de fidelização. Na verdade, está a gastar menos em 2023 do que em 2022, apesar de ter passado mais tempo a fazer cruzeiros.

"Como faço cruzeiros com tanta frequência com a Royal Caribbean, subi no programa de fidelização. As minhas bebidas e a Internet agora são gratuitas."

Quando não está no navio, marca consultas no médico e no dentista e aproveita para ver amigos. Depois, volta para o alto mar, onde tem uma rotina. De segunda a sexta-feira, trabalha, tem uma alimentação saudável e vai ao ginásio. Aos fins-de-semana, descontrai e bebe uns copos.

Se o navio chega a um local de que gosta, tira um dia de férias do trabalho e vai passear. "Tenho uma forte relação com a tripulação deste navio", diz ele. "Tornou-se uma grande família e não quero reconstruir essas relações noutro navio - brinco dizendo que tenho 1300 companheiros de quarto."

March 07, 2023

Quando o governo se comporta como ladrão





Têm de ser as pessoas a mostrar que pode viver-se sem ser-se um ganancioso inconsequente.


Rosário reabilitou um prédio em Odivelas e arrendou-o a jovens — com apartamentos T4 a 550 euros

São oito casas, entre T3 e T4, com renda máxima de 550 euros para jovens entre os 25 e os 35 anos. Rosário sabe que não mudará o mundo, mas fará a diferença na vida de 15 jovens e seis crianças.

July 15, 2022

Entretanto, o absurdo é continuarem a eleger os mesmos políticos que já deram provas de não fazer nada

 


A não ser encher os bolsos e resolver as suas vidinhas. Entre 2010 e 2021 tivemos governos PS - com o interregno de 4 anos de PPC onde o preço das casas caiu drasticamente, devido à queda de salários que nunca mais foram repostos, apesar das promessas de Costa. Os dos políticos foram todos repostos.


Os preços absurdos da habitação

Entre 2010 e 2021, os preços em geral subiram 12%, o salário médio nominal subiu 13%, as rendas aumentaram 45% e os preços das casas 57%.