November 03, 2026
October 24, 2026
October 14, 2026
Um comentador a fazer o trabalho próprio de jornalistas
Porquê? Porque os jornalistas de hoje limitam-se a ser megafones ideológicos. Para que serve um jornalismo que é mero megafone ideológico? Para desinformar. O que vale é que, de vez em quando, aparecem pessoas que pensam e analisam as situações a partir de factos em vez de slogans.
October 09, 2026
E que tal falar sem demagogia?
Direito à propriedade vs. direito à habitação
Ana Bárbara Pedrosa
Expresso
É precisamente porque um senhorio não tem de fazer política social que é necessário deslocar este ónus para onde tem de estar – para um governo, que se quer eficaz e eficiente, e com estamina necessária para resolver problemas estruturais
As alterações propostas pelo governo consistem nisto: o fim do travão de 2% de aumento nos novos contratos em relação à renda praticada no ano anterior; a possibilidade de o senhorio exigir três rendas antecipadas em vez de duas; o aparente fim do limite de caução (ainda a ser discutido na especialidade); a possibilidade de recusa de renovação automática sem que se espere três anos, coisa exigida até agora; a facilitação dos despejos, perante três atrasos superiores a oito dias no período num ano, mesmo que se tenha pago tudo ao nono dia. As consequências disto parecem óbvias: não apenas o mercado de arrendamento irá aumentar exponencialmente a preferência por quem tem mais folga financeira, como irá tornar-se mais precário, inseguro, temporário e caro. Na prática, uma família que ponha os miúdos na escola terá de pensar no que será da vida dali a muito pouco tempo, já que a volatilidade dos próprios contratos poderá implicar a efemeridade na permanência num bairro ou numa cidade.
O direito à propriedade não é uma afronta ou uma alternativa ao direito à habitação. São duas coisas distintas e ambas fazem parte da declaração dos direitos humanos, sendo que nenhuma delas invalida a outra. O direito à habitação deve ser garantido pelo governo e não pelos proprietários que não são a Segurança Social nem têm poder para definir políticas de habitação.
July 10, 2026
Mais coisas óbvias
Recebemos, em um par de anos, um número imigrantes equivalente a 10% do total da população, ou mais -1 milhão e tal de pessoas. Já tínhamos crise na habitação, agora temos uma catástrofe. Conheço quem more num prédio onde um dos apartamentos tem lá dentro 15 imigrantes paquistaneses a morar e ninguém consegue tirá-los de lá nem tentam, pois as autoridades dizem que é melhor que estejam ali do que no meio da rua. Já há muitas imagens de tendas improvisadas espalhadas no Parque Eduardo VII com lixo por todo o lado. E provavelmente também já as haverá em outros lugares. Obrigada Costa!
Preços das casas ‘voam’ em alta velocidade há um ano e meioDois anos após a publicação do diploma que criou a garantia estatal para apoiar os jovens na compra de casa(o Decreto-Lei 44/2024, de 10 de julho), o mercado da habitação em Portugal acumula seis trimestres consecutivos com valorizações de dois dígitos, fruto de uma combinação de vários fatores que contribuíram para o aquecimento dos preços. Em dez anos, o valor médio de compra mais do que duplicou (118%). E as subidas foram particularmente acentuadas no último par de anos, com uma combinação de fatores.
July 21, 2025
Demolição de barracas
Só leio críticas à acção do autarca. Vi a entrevista dele. Acho que ele tem razão em não poder deixar que cresça ali uma cidade de barracas, com tudo o que isso implica de ocupação ilegal, falta de condições básicas de vida. Também o ouvi dizer que arranjaram solução provisória para todos mas que muitos recusaram a ajuda da Câmara, oferecida antes da demolição, para que não ficassem ao relento.
Já ninguém se lembra do Casal Ventoso? De como a vida ali era degradante e chamava droga, tráfico e prostituição? De como foi difícil e demorou dezenas de anos a conseguir demolir o bairro e construir habitações dignas?
Evidentemente que os governos têm de encontrar solução para o preço da habitação. Têm feito tudo mal porque o preço não pára de subir num país onde a pobreza não pára de aumentar.
No entanto, o que acho estranho, no meio de tanta crítica, é não haver uma única instituição, cooperativa, ajuntamento, mecenas ou o que seja, a disponibilizar-se para arranjar casa para estas pessoas. Estamos a falar de umas poucas dezenas de pessoas. Há muito sítio no país a precisar de empregados e com casas de preço acessível a sobrar. Estas são pessoas novas, no início da vida, não são idosos. Não podem querer poder invadir terrenos alheios e tomar posse deles ilegalmente e querer ficar ali numa situação permanente..
A minha pergunta é: somos um país sem nenhuma iniciativa?
February 01, 2025
Coisas que nos deviam envergonhar profundamente
Temos assistido, há umas dezenas de anos, à desvalorização brutal do trabalho com o objectivo de valorizar a finança, a especulação e a banca. O resultado é este de não haver serviços públicos em condições, as grávidas serem despedidas e hostilizadas pelo SNS e trabalhadores viverem na rua, como sem-abrigo.
Estudaram e têm trabalho, mas não conseguem pagar uma casa. Aumentam casos de sem-abrigo qualificados e com salário
September 05, 2023
Precisamos de alguém que proponha um modelo económico diferente
Este que temos em que há 100 super-trilionários que dão cabo da economia e da vida aos outros todos não serve.
Viver permanentemente num navio de cruzeiro parece ser um sonho de super-ricos. Passar os dias a descansar no convés junto à piscina ou a visitar um local exótico. As noites no clube noturno. Não ter de se preocupar com o trânsito, cozinhar ou lavar a roupa. É a vida de Ryan Gutridge, que passa cerca de 300 noites por ano a viver no Freedom of the Seas da Royal Caribbean. Só deixa o navio durante algumas semanas por ano, nas férias.
Como é que consegue pagar a vida numas férias permanentes?
"Tenho uma folha de cálculo que regista automaticamente todas as minhas despesas, o que ajuda. Também estabeleço um orçamento todos os anos", diz ele. "Este ano, o meu orçamento para a tarifa base é de cerca de 30.000 dólares e, no ano passado, quando comecei a analisar os números e a avaliar a tarifa base que paguei para estar num navio durante 300 noites, descobri que era quase igual ao que pagava pela renda e pelo serviço de lixo de um apartamento em Fort Lauderdale, na Florida."
Atualmente, o preço médio de um apartamento de um quarto em Fort Lauderdale é de 2.088 dólares, o que custaria a Gutridge cerca de 25.000 dólares por ano.
Gutridge acredita que a chave para viver no navio de forma económica são os programas de fidelização. Na verdade, está a gastar menos em 2023 do que em 2022, apesar de ter passado mais tempo a fazer cruzeiros.
Quando não está no navio, marca consultas no médico e no dentista e aproveita para ver amigos. Depois, volta para o alto mar, onde tem uma rotina. De segunda a sexta-feira, trabalha, tem uma alimentação saudável e vai ao ginásio. Aos fins-de-semana, descontrai e bebe uns copos.
Se o navio chega a um local de que gosta, tira um dia de férias do trabalho e vai passear. "Tenho uma forte relação com a tripulação deste navio", diz ele. "Tornou-se uma grande família e não quero reconstruir essas relações noutro navio - brinco dizendo que tenho 1300 companheiros de quarto."
March 07, 2023
Quando o governo se comporta como ladrão
Rosário reabilitou um prédio em Odivelas e arrendou-o a jovens — com apartamentos T4 a 550 euros
July 15, 2022
Entretanto, o absurdo é continuarem a eleger os mesmos políticos que já deram provas de não fazer nada
A não ser encher os bolsos e resolver as suas vidinhas. Entre 2010 e 2021 tivemos governos PS - com o interregno de 4 anos de PPC onde o preço das casas caiu drasticamente, devido à queda de salários que nunca mais foram repostos, apesar das promessas de Costa. Os dos políticos foram todos repostos.

