NÍVEIS DE NUMERACIA, LITERACIA E INGLÊS
A proposta do Governo prevê que para aceder tanto a um Curso Técnico Superior Profissional (de dois anos) como a uma licenciatura, os candidatos devem “possuir nível 3 de literacia e numeracia de acordo com os critérios do PIAAC [Programme for the International Assessment of Adult Competencies, um teste internacional conduzido pela OCDE e no qual Portugal participou na última edição, com resultados bastantes fracos], devendo as regras de acesso específicas assegurar a verificação deste requisito”.
O nível 3 corresponde às seguintes competências: "Capacidade de compreender textos densos ou extensos, identificar, interpretar e avaliar informação com diferentes níveis de inferência, construir significado a partir do texto, realizar operações em várias etapas e distinguir informação relevante de conteúdos concorrentes”.
No documento, a que o Expresso teve acesso, diz-se ainda que os candidatos “devem, preferencialmente, demonstrar conhecimentos de língua inglesa correspondentes ao nível B2 do QECR, que corresponde a utilizadores que são capazes de compreender as ideias principais de textos complexos sobre assuntos concretos e abstratos, incluindo discussões técnicas na sua área de especialidade, comunicando com um certo grau de espontaneidade com falantes nativos e exprimindo-se de modo claro e pormenorizado sobre uma grande variedade de temas.”
https://expresso.pt/ministerio-quer-aumentar-exigencia-no-acesso-ao-ensino-superio
----------
O nível de exigência na educação é tão pobre que os alunos chegam ao 10º ano sem saber ler, sem ser capaz de guardar na memória mais do que duas palavras numa frase que ouçam (isto é verdade). Não são capazes de compreender um texto simples, em linguagem vulgar (perguntam, por exemplo, o que é 'abundância') quanto mais um texto complexo com uma linguagem um bocadinho densa. São de uma ignorância atroz, não sabem pensar mas têm opiniões sobre tudo e estão convictos de que têm muitos conhecimentos porque vêem muitos pequenos vídeos no Insta ou no Tik Tok. Os critérios de entrada na universidade são ridículos na maior parte dos casos e querem acabar com todo e qualquer critério. Qualquer dia não temos mais de que uns 10% de trabalhadores capazes de fazer o trabalho medianamente.
Agora, se o ministro pensa que vai conseguir isso mantendo a mediocridade do ensino actual, vai ter uma grande desilusão. É preciso que faça grandes mudanças.
Uma delas é valorizar a profissão para ter profissionais competentes;
Outra é tirar os currículos da mediocridade em que os puseram com mínimos dos mínimos - os miúdos não são todos incapazes mas fazem deles uns incapazes;
Outra é pôr ordem no caos de medidas de pseudo-inclusão inventadas pelo incompetente anterior;
Outra é pôr os pais no seu lugar apoiando os professores: alunos agressivos e violentos, alunos que constantemente sabotam o trabalho a todos não podem estar na escola - encaminhem-nos para cursos práticos;
A judicialização da educação começada pela outra incompetente da Rodrigues tem tido resultados catastróficos. As escolas estão constantemente em instauração de processos a professores ou sob ameaça de processos por influência de pais que apoiam o mau comportamento e delinquência dos filhos contra os professores, como meio de conseguir notas altas sem trabalho e com mau comportamento. Isto é uma praga que quem está de fora nem calcula. A mediocridade é de tal modo o novo normal que todos que tentam elevar um bocadinho o nível dos alunos é logo alvo de queixas de pais medíocres que desprezam o estudo e passam esse desprezo aos filhos.
Nós até sabemos a 'receita' para o sucesso porque ela foi experimentada em meados dos anos 90 e deu grandes resultados positivos.
Agora, vai ter a oposição dos professores dos cursos politécnicos e universitários, que querem alunos de qualquer maneira.