August 12, 2020

A-ha - Manhattan Skyline (Live in NRK 1991)

 


Um alfabeto pictórico arquitectural

 


ANTONIO BASOLI's Pictorial Alphabet (1839) This alphabet created by Antonio Basoli is pretty impressive in terms of details. Each letter is embedded in some beautiful architectural structure and looks like a scene from the past.

Sete poemas de Torga (um para cada dia da semana) que fazia hoje anos



PROSPECÇÃO

Não são pepitas de oiro que procuro.
Oiro dentro de mim, terra singela!
Busco apenas aquela
Universal riqueza
Do homem que revolve a solidão:
O tesoiro sagrado
De nenhuma certeza,
Soterrado
Por mil certezas de aluvião.
Cavo,
Lavo,
Peneiro,
Mas só quero a fortuna
De me encontrar.
Poeta antes dos versos
E sede antes da fonte.
Puro como um deserto.
Inteiramente nu e descoberto.

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CÂNTICO DE HUMANIDADE


Hinos aos deuses, não.

Os homens é que merecem

Que se lhes cante a virtude.

Bichos que lavram no chão,

Actuam como parecem,

Sem um disfarce que os mude.


Apenas se os deuses querem

Ser homens, nós os cantemos.

E à soga do mesmo carro,

Com os aguilhões que nos ferem,

Nós também lhes demonstremos

Que são mortais e de barro.

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COMUNICADO

Na frente ocidental nada de novo.
O povo
Continua a resistir.
Sem ninguém que lhe valha,
Geme e trabalha
Até cair.

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SÚPLICA (Miguel Torga)

Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria…
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.

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LIVRO DE HORAS

Aqui diante de mim,
eu, pecador, me confesso
de ser assim como sou.
Me confesso o bom e o mau
que vão ao leme da nau
nesta deriva em que vou.

Me confesso
possesso
das virtudes teologais,
que são três,

e dos pecados mortais,
que são sete,
quando a terra não repete
que são mais.

Me confesso
o dono das minhas horas
O dos facadas cegas e raivosas,
e o das ternuras lúcidas e mansas.

E de ser de qualquer modo
andanças
do mesmo todo.

Me confesso de ser charco
e luar de charco, à mistura.
De ser a corda do arco
que atira setas acima
e abaixo da minha altura.

Me confesso de ser tudo
que possa nascer em mim.
De ter raízes no chão
desta minha condição.
Me confesso de Abel e de Caim.

Me confesso de ser Homem.
De ser um anjo caído
do tal céu que Deus governa;
de ser um monstro saído
do buraco mais fundo da caverna.

Me confesso de ser eu.
Eu, tal e qual como vim
para dizer que sou eu
aqui, diante de mim!

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TACTEIO EM VÃO A CLARIDADE

Cego, tacteio em vão a claridade;
Louco, cuspo no rosto da razão;
E deambulo assim
Dentro de mim
Negação a negar a negação.
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SÍSIFO

Recomeça....

Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...

MIGUEL TORGA, 12 de Agosto de 1907 - 17 de Janeiro de 1995

Isto é um abuso e as polícias andam a descarregar as suas frustrações nas pessoas



Bertrand Russel em defesa do ensino e do lazer


Como podemos encontrar significado no lazer? O primeiro passo está na educação. As escolas e as universidades não têm valor apenas por nos prepararem para o mundo do trabalho, mas também porque nos preparam para o lazer. 
As artes, as humanidades e as ciências puras são frequentemente ridicularizadas como inúteis, mas alguém que lê sobre física ou filosofia por diversão, que pinta potes ou toca um instrumento, que escreve romances ou faz filmes, está equipado para encontrar significado na sua vida para além do local de trabalho. 

Russell argumentou que um objetivo central da educação é equipar a população com as competências, conhecimentos e hábitos necessários para desfrutar do lazer criativo. Isso obrigaria a uma reforma: o acesso ao ensino superior precisaria ser amplamente expandido, enquanto os currículos universitários e escolares deveriam enfatizar tanto as artes criativas e a busca da pura curiosidade quanto as competências empregáveis.

Isso pode soar idealista. Os educadores são constantemente chamados a demonstrar o valor económico de seus diplomas. No entanto, isso apenas demonstra outra doença de nossa sociedade, o complemento do culto ao trabalho: a suposição de que todo o valor deve ser medido em libras esterlinas. 

A crise atual já corroeu essa ideia: fanáticos à parte, percebemos que vale a pena sofrer um golpe económico para preservar a saúde. Afinal, é para isso que serve o dinheiro. A produção económica é um meio, não um fim. A saúde é verdadeiramente, intrinsecamente valiosa. Se valorizamos a saúde em si mesma, por que não reconhecer também o valor intrínseco do ensino? 

As escolas ensinam desportos às crianças e não consideramos isso inútil, embora a maioria dos alunos não se torne atleta profissional Da mesma forma, não insistimos que as escolas se concentrem nos desportos cujas habilidades são mais facilmente transferidas para o local de trabalho.

A educação desportiva é valiosa porque promove a saúde e a alegria do jogo. Se pensamos que as escolas e universidades devem promover a saúde física e que o jogo físico é um bem em si, por que não reconhecer que elas também devem preparar os alunos para o jogo mental e o florescimento intelectual? 

A sociedade que Russell imagina, a sociedade que investe em ociosidade significativa, é verdadeiramente revolucionária - não apenas porque as suas estruturas económicas foram reformadas, mas porque mudou a maneira como se entende e se valoriza. 

 Estamos acostumados a comparar o sucesso dos países em termos de PIB. Quando fazemos isso, devemos considerar uma sociedade um fracasso relativo se os seus cidadãos ganham em média £ 1.000 por ano menos do que os seus vizinhos, mesmo que tenham mais lazer, pratiquem mais desportos, façam mais caminhadas, leiam mais livros, ouçam mais música e pintem mais. Mas não estamos condenados a pensar dessa maneira. Devemos seguir o conselho de Russell e aprender a saborear os frutos do lazer.


(excerto com tradução minha)

Uma tarde de Verão numa rua ibérica


Esta pintura é como um poema que sentimos tão nosso que podíamos ter sido nós a escrevê-lo. Também aqui sentimos imediatamente o calor das tardes de Verão e reconhecemo-nos no caminhar à sombra encostados à parede para fugir do sol abrasador.

 

Manuel García y Rodriguez (Spanish painter) 1863 - 1925
Street scene in Granada, 1890
oil on canvas

😁 😁 😁

 



via.Insufferably Intolerant Science Nerd

"When I Am Among the Trees"

 



Entrar num hospital e sair de lá vivo e com saúde depende, sobretudo, da sorte

 

... do médico que nos atende ser competente e responsável. Os médicos são como os políticos: dizem-lhes (aos médicos dizem-lhes acabadinhos de formar) que são uma elite e o pior é que eles acreditam mesmo nisso e passam a comportar-se como se fossem o oráculo de Delfos. Depois, acontece que muitos médicos são idiotas e irresponsáveis e outros umas cavalgaduras na maneira como desvalorizam e tratam as pessoas, as suas queixas (sobretudo se são mulheres, pois toda a gente sabe que as mulheres são histéricas, não é verdade?) e dão respostas chocantes no pressuposto que os doentes devem ser uns estúpidos ignorantes e, portanto, não percebem que eles estão à nora sem saber o que fazer. 

Ora, quando as pessoas têm pequenas coisas, as consequências não são desastrosas, mas quando o caso é sério, como o que descreve esta mulher, acontecem tragédias que eram perfeitamente evitáveis como bebés nascerem sem cara. 

Isto tudo vem a propósito desta notícia: vania-entrou-sabado-na-maternidade-morreu-na-segunda-depois-de-rafael-nascer

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Dia 25 de Março de 2013 entrei nas Urgências do Hospital de São Bernardo para uma suposta cesariana. Pois tive gravidez de risco devido a ser doente oncológica e com problemas graves de tiróide. Tudo começou que a médica que me seguia retirou-me o Letter durante a gravidez. No dia 25 de Março , segunda-feira escreveram na caderneta, iniciou trabalho de parto, 3 dedos de dilatação e os resultados do CTG que mostravam que já estava realmente com contrações. A médica não apareceu e mandaram-me para casa pois não tinha cama para eu ficar em observação. Dia 26 igual, dia 27 já não comia, fui e estava a vomitar verde disseram que era "ansiedade" , mas ligaram-me ao CTG e marcava contrações, dia 28 fui com o meu marido e reclamámos junto do médico responsável de serviço na Obstetrícia, a resposta do médico é que não tinha o medicamento oxitocina para ajudar na dilatação e que desde que iniciei o parto não tinha feito mais dilatação e que o mais correto seria sempre tentar o parto normal,eu já não conseguia andar com as dores é o médico sugeriu ao meu marido termos relações sexuais para ajudar na dilatação, à qual o meu marido ficou completamente indignado com a falta de senso do médico perante tudo o q se estava a passar. No dia 29 de Março fui às 08h00 para as urgências novamente, colocaram-me no CTG o dia todo, já me disseram que iria fazer medicação para acelerar a dilatação, "Graças a Deus" a minha médica de oncologia disse no serviço que eu não podia levar essa medicação devido à fragilidade do meu sistema imunitário e dos glóbulos brancos. A minha médica que me seguia nunca me foi ver. Foi-me negada a cesariana apesar de já ter tido 2 cesarianas anteriores. Passei a pior noite da minha vida preocupada porque a bebé já se mexia muito pouco, estava com corrimento sanguíneo, até que no dia 30 de Março resolvem às 14h00 rebentarem as águas para ver se desenvolvia ainda mais o parto. Às 20h00 entrou um médico brasileiro de serviço já com os seus 60anos e disse que era desumano o que se passara ali e mandou um raspanete ao colega e encaminhou-me para cesariana, a minha bebé já estava em sofrimento, com baixa oxigenação quando nasceu e um angioma enorme no topo da sua cabeça. Eu tive complicações durante a cesariana, pois fiquei com uma cepticemia devido a ter estado vulnerável durante tantos dias em trabalho de parto. Tive de ficar internada e à conta dos antibióticos não pude amamentar a bebé. Não aconselho o Hospital de São Bernardo a nenhuma mãe, falo por toda a experiência até hoje. Também com as minhas filhas anteriores." Uma semana em trabalho de parto,dá que pensar!!! Um bem haja a todos vós que lerem o meu testemunho. Descansa em Paz Vânia, meus pêsames a toda a família.

Cristiana Figueiredo


Covid-19 - que cada um que faça a sua parte

 


Covid-19 - o que preocupa as pessoas?

 

Generation COVID’s biggest concern isn’t the virus, but what it’s doing to their prospects and their peace of mind.


O que está ela a ler?

 

Ela está absorta na leitura, uma expressão intensa e a mão direita no coração. 

Uma mulher jovem lendo, 1634, Rembrandt
A imagem pode conter: desenho

Quando os números de telefone tinham 1 ou 2 algarismos

 

Havia meia dúzia de subscritores, eram todos de Lisboa e a maioria estrangeiros.


Em 1882 foi publicada a primeira lista telefónica de Lisboa, contando apenas 22 subscritores.
Entre as primeiras pessoas a terem telefone em Lisboa, encontramos o médico Dr. Sousa Martins e nomes ligados a grandes companhias como Abecassis, Bensaude ou Burnay,o Hotel Central, o Banco Lusitano, a Agência Havas, os Bombeiros Voluntários de Lisboa e a Casa Havaneza.

Arquivo. Municipal . de. Lisboa.


 

Bom dia

 

Francesco del Cossa - Santa Lúcia (pormenor) ca. 1473-1474



August 11, 2020

Van Gogh imaginou isto

 

Here’s a stunning photograph of Jupiter taken by the Juno spacecraft.


A pirâmide dos alimentos dos portugueses 😁

 



Luís Miguel Bonifácio

Os Aliens vivem entre nós?

 

Mais ou menos... esta imagem é uma TAC de um tubarão martelo. How cool is this?


Fractal Multiverse

Armado para a guerra

 

Com camuflagem, pinturas de guerra e tudo.

Sabertooth Longhorn Beetle (Macrodontia cervicornis), which can measure up to 17.5 cm long (6.9 inches).

Photo: Invert Aficionado (@arthropodian)


Evolução

 


Estamos a fazer o jantar. Eu estou a fazer uma courgete com cogumelos, alho e ervas. Estão a ver ali o rapa-tudo que sempre teve o nome de Salazar? Pois agora o rapa-tudo mudou de nome e chamo-lhe, Centeno.


 

Isto ainda mete mais nojo

 

Estes porcos andam a lavar dinheiro? O que se passa aqui e porque é que ninguém os mete na cadeia e pára com isto? Nem o PR, nem o governo, nem o GDP, ninguém...