July 06, 2020

Estava aqui a pensar



... como seria se estivéssemos nesta pandemia e não tivéssemos a internet e o YouTube. Fui dar com este cover do White Rabbit dos Jefferson Airplane - vieram-me logo à memória e aos sentimentos recordações de sítios, pessoas e experiências. É uma grande sorte uma pessoa ter crescido ao mesmo tempo que a música rock nascia, crescia e evoluia, no contexto de uma revolução cultural de expansão, de liberdade. Uma revolução do amor, a única revolução que não se dedica à destruição e à vingança e deixa uma estrutura de aceitação do que é diferente.
É claro que este guitarrista não é o Craig Chaquico, que tira um som da guitarra equivalente a vários... humm... fumos...  ahah   mas não interessa. A Rachael Price, que canta esta música num contexto muito diferente do de então, consegue, mais a banda, recriar o ambiente emocional da música, se bem que não o psicadélico.




Fui à procura do original e encontrei-os num programa de TV de 1967, antes do Woodstock, quando já se falava nisso e se sabia que iria ser uma coisa em grande, como se vê no fim, nas perguntas e respostas aos músicos. Tão sinceros e puros na sua entrega à revolução à música. Espíritos livres. É como eu me lembro dessa época, que chegou a aqui um bocadinho mais tarde. Há muito jazz na voz da Grace Slick.


Uma boa notícia para variar - 70 mil aves poupadas à morte por máquinas assassinas




Proibida colheita mecânica noturna de azeitona
A apanha de azeitona feita com recurso a máquinas, durante o período noturno, contribui para o aumento da mortalidade das aves e, por isso, passa agora a ser proibida, adiantou esta segunda-feira o ministério do Ambiente e da Ação Climática. As conclusões são de um estudo sobre os impactos das culturas intensivas e superintensivas de olival em áreas de regadio feito, uma análise feita pelo Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária para o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

De acordo com o estudo, avançou o ministério do Ambiente e da Ação Climática em comunicado, “a apanha mecânica noturna em olivais superintensivos provoca de forma significativa a mortalidade de aves e que as medidas de mitigação testadas, concretamente os processos de espantamento ensaiadas, se revelaram ineficaz.


a Quercus referiu que cada “época de colheita de azeitona representa a morte de um número mínimo de 70 mil aves, mas que poderá atingir um máximo de 100 mil aves”.


Onde andam as traças?



Dantes, há uns 10 ou 15 anos, se abria um pacote de farinha e o deixava durante um par de meses na despensa, na embalagem original de papel, em vez de passá-la para um frasco hermético, quando lá ia e abria o pacote, encontrava traças enormes lá dentro. Agora? Pode ficar dois anos que quando se abre não tem bichos. Quer dizer, dantes a farinha estava viva, com organismos activos e agora deve ser só químicos e está tudo morto de qualquer maneira. Por isso o pão dantes era óptimo. Ao fim de uma semana ou dez dias ainda se comia muito bem sem ser torrado. Agora o melhor de todos não passa de assim-assim e ao fim de um dia está duro como pedra.

China em Hong-Kong



É preciso admirar os habitantes de Hong-Kong que não se deixam abater por coisa alguma que saia daquele partido repressivo chinês. Povos educados por décadas de ensino obrigatório e de ligação ao mundo via internet dão muito trabalho aos governos.

Chiça



Caraças! O tipo ainda não estava completamente desactivado e apareceu outra vez. Fui ao Tor e ele é que disse o nome da besta e pôs-me um programa a correr o disco que o descobriu logo. Chiça! Só me apetece dizer palavrões! Aquilo chama-se worlddata web daemon e estava escondido. Este aqui já não me engana.

Música de estar na boa



O da pandeireta? Eu depois de tirar o vírus do PC )))

Telhados de Alfama e um limoeiro




Diário de bordo



Só agora consegui livrar-me do vírus que se instalou no PC. Chiça penico chapéu de côco! Fiquei com ódio ao Yahoo... que não tem culpa nenhuma...
Enfim... nem almocei ainda por causa desta cena. Um dia quase inteiro nisto. Serviu-me de lição. Espero :))
Assim que entrei no email tinha vários emails de alunos. Enviei as notas para casa deles, disse-lhes como vê-las online. Podem ir à escola vê-las, também, mas como no 2º período, por causa do confinamento, disse as notas a cada um, agora acharam que ia fazer a mesma coisa... duas DT... estar a mandar um email a cada um com as notas... nem pensar. Miúdos...

Acabaram-se as sovas do D., o meu fisioterapeuta. Faltava uma mas com a costela neste estado não pode ser. Tenho que ir nadar. O médico ortopedista disse que era um exercício óptimo. Antes da pandemia estavam a fazer um complexo com piscina olímpica numa zona que fica entre a minha casa e a escola. A 5m da escola. Tinha pensado, dado que acordo com as galinhas, inscrever-me e, 3 dias por semana, ir nadar logo à hora de abrir -isto se abrissem lá para as 7 ou 7 e meia da manhã- e depois seguir para a escola. Olha, com a pandemia a obra esteve parada e agora enfiar-me em piscinas públicas se calhar não é a melhor ideia. Logo se vê.
Estou desejando que cheguem as férias para meter um pé na água do mar. Espero que este ano esteja melhor. No ano passado foi só vento e água gelada. E este ano a casa há-de estar cheia. Animação não vai faltar. A cena de ir de máscara para a praia é uma chatice mas o que se há-de fazer?

A playlist de hoje tem de ser com Ennio Morricone, obviamente



Ennio Morricone morreu hoje. Deixa saudades e música muitíssimo boa, de modo que não será esquecido.


Coisas mesmo chatas da era digital



Estou desde as 7 e meia da manhã a tentar desinstalar um vírus que me entrou no sistema do pc por  minha culpa. Queria muito instalar um programa e desactivei a firewall contra o aviso do sistema. Hoje tenho aqui uma porcaria de um vírus que redireciona todas as pesquisas para uma página do Yahoo cheia de publicidade. E não o consigo tirar de maneira  nenhuma. A chatice que tem sido descobrir onde está o vírus, como se chama e como desinstalá-lo. Uma pessoa corre a lista de todos os programas na actividade do CPU à procura dele mas é claro que o bandido não vem com uma flag ou um nome fácil de identificar. Já fui à internet e vi 10 exemplos de desisntalá-lo mas nenhum funciona. No entanto, nesse processo já desinstalei malware que nem sabia que tinha. Os computadores deviam vir com uma secção de ajuda para idiotas, do género, ‘o que fazer se’, com instruções simples para utilizadores não programadores ou, melhor ainda, um programa que fizesse essas coisas sozinho. Depois, o Mac não tem aquela funcionalidade do Windows em que damos ordem ao sistema para recuar uma semana ou duas. Enfim, descobri uma maneira de resolver o problema com a máquina do tempo mas é complicada e requer tempo. Mas tem que ser porque não vejo outra maneira. Agora  estou a passar ficheiros para um disco rígido e só depois poss fazer isso. Entretanto estou no pc antigo que é lento como tudo. Se estivéssemos em dia de dar aulas estava tramada.

Bom dia em tons marinhos




Edward Hopper - (1882 - 1967) The Lee Shore,1941

July 05, 2020

Objectos de desejo



Dale Chihuly Glass

Como as coisas mudam radicalmente em duas ou três dezenas de anos - e não para melhor



Reagan foi um homem da direita forte e convicta, mas passadas umas poucas dezenas de anos -tirando a parvoíce daquela ideia mitológica que tem acerca dos EUA serem fadados para a grandeza- o discurso dele aparece como um discurso da esquerda, de defesa dos imigrantes e do pluralismo de culturas. Muito interessante.


Próximo ano lectivo - fazer mais mal que bem



"(...) O mundo que eu gostaria de ver seria um mundo livre da virulência das hostilidades de grupo, capaz de compreender que a felicidade de todos deve antes derivar-se da cooperação do que da luta. Gostaria de ver um mundo em que a educação tivesse por objetivo antes a liberdade mental do que o encarceramento do espírito dos jovens numa rígida armadura de dogmas, que tem em vista protegê-los, através da vida, contra os dardos das provas imparciais. O mundo precisa de corações e de cérebros francos, e não é mediante sistemas rígidos, quer sejam velhos ou novos, que isso pode ser conseguido."

- Bertrand Russell, "Por que não sou cristão"


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Lembrei-me disto a propósito do inferno que estão a preparar para os alunos no próximo ano lectivo à conta da enorme histeria dos adultos que se lhes há-se pegar porque os miúdos são como esponjas: férias pequeninas, ano lectivo mais comprido, intervalos dentro das salas, intervalos pequeninos que nem dão tempo para ir beber água ou ir à casa de banho. Trabalho extra depois das aulas com recuperações curriculares... este inferno não é próprio para adultos, quanto mais para crianças e adolescentes e vai fazer mais mal que bem, porque a educação é um processo e não se pode enfiar à força conhecimentos e experiência de vida nas pessoas. Precisa de tempo de maturação para que se processe a interiorização e acomodação dos conhecimentos e das experiências. O que vai acontecer é os miúdos cansarem-se rapidamente, stressarem-se com o stress dos adultos e começarem a comprometer as aprendizagens por desgaste mental e falta de tempo para a vida não escolar. Tudo isto, por sua vez, vai pôr as pessoas desnorteadas que mandam no país a pressionarem histericamente os professores e as escolas e há-de ser um caos de intranquilidade e de vitórias pírricas. Vitórias pírricas são amargas e por vezes, nestas idades, maus precedentes na formação de espíritos que se querem inteiros e livres. Os miúdos não vão ter tempo nem oportunidade para recuperar destes meses fechados em casa. Sou da geração que apanhou o 25 de Abril ainda andava na escola, no liceu como se chamavam na altura. Foram tempos sem anos lectivos completos - greves e RGAs e RGPs dia sim dia não, durante anos. Não ficámos menos desenvolvidos ou mais ignorantes por isso. Tudo isto é um disparate e os desnorteados que nos governam deprimem-me.

Maldivas?



Nah.. Tróia, Setúbal



Fotografia: topcomporta - instagram
via 
Mar da Palha

Just imagine




René Magritte
L'empire de la réflexion, 1942
Oil on canvas
50 by 73 cm
Private collection

Bom dia - amanhecer nas Portas do Rodão



by Sérgio Santos


July 04, 2020

O Polvo no poder


João Moura é autarca em Ourém (presidente da Assembleia Municipal) e a sua empresa (Quadradoaometro) celebrou um contrato com a sua própria Câmara, de Ourém. Foi um ajuste directo de 65 mil euros, de forma camuflada, assinado pela sua esposa. Assim, tornou-se fornecedor (em nome da mulher) da Câmara de que supostamente fiscaliza os contratos (que, para ele são obviamente óptimos, quiçá perfeitos!). Com este cadastro de conflito de interesses, está no local certo: é deputado e dirigente máximo do PSD.

Se eu escrevesse aqui os comentários que adornam esta imagem com esta frase no FB...



O mais simpático diz assim, 'esta criatura deprime-me'.


“Os alunos vão caber todos dentro da sala” – Tiago Brandão Rodrigues 



Hendrik Voogd



Faz um bocadinho lembrar a nostalgia do Claude Lorrain num ambiente arcadiano, sem dúvida influenciado pela vida em Itália, mas com aquela luz que os holandeses sabiam impregnar nas pinturas. O resultado é um bocadinho mágico.


clicar na imagem para ver em ecrã total

Hendrik Voogd (Dutch, 1768-1839), 
Italian Landscape with Umbrella Pines" (1807)
Amsterdam, Rijksmuseum