September 26, 2020

😁

 



September 25, 2020

Poesia ao anoitecer - Cecília Meireles

 





-------------------





-----------


-------------------






Utopias

 


Maxence Boyer



Quando as palavras se vulgarizam e o seu significado se deturpa

 


.. até perder sentido. O termo 'resiliência' que agora usam a torto e a direito é um termo da psicologia que se usa, sobretudo, na psicologia infantil. Refere-se ao fenómeno da criança ser capaz de uma adaptação positiva, apesar de passar por experiências negativas ou até, traumáticas. Dizemos que uma criança teve resiliência, ou melhor, que a sua adaptação foi resiliente, quando sai de uma vivência negativa e consegue recuperar e viver uma vida sã. A resiliência não é uma característica do indivíduo como o talento para a música, por exemplo. Uma criança pode ter essa resiliência num contexto e noutro não ou numa fase da sua vida e noutra não, por diversas razões.

Um dos casos que mais se fala neste contexto é o dos orfãos da Roménia e antes, as crianças órfãs da 2ª guerra que Spitz estudou.

Esta questão é interessante: porque é que certas crianças passam por experiências traumáticas de abandono e ausência de afectividade, por exemplo ou de guerra- e reconstroem as suas vidas equilibradamente e outras, nas mesmas condições se tornam adultos desequilibrados? 

Os alunos fazem muito essa pergunta quando falamos de certos temas: 'ó professora, uma pessoa pode crescer numa família com muita violência e falta de amor e mesmo assim vir a ser um adulto normal ou acaba por ser violento e frio como a família?' - revela, não apenas que têm uma vida familiar complicada, mas ainda que têm receio de se tornarem pessoas parecidas com as famílias.

Outra questão interessante é: pode treinar-se a resiliência nas crianças? Pode, sim, até certo ponto.

Uma pessoa pode dizer que, apesar deste ano de pandemia criar dificuldades acrescidas e diferentes às crianças, que elas têm processos de resiliência com que se defendem e não vão ficar todas doentes mentais como por aí se diz.

Agora, este termo usado noutros contextos não faz muito sentido. Mas pronto, vai ser como o termo, 'paradigma' que a certa altura se usava para tudo e um par de botas até perder o sentido.


Blast form the past - John Miles - Manhattan Skyline

 


Não ouvia isto há mais de 40 anos... lembro-me de ouvir isto até gastar o disco, mais ou menos na mesma altura em que ouvia, também obsessivamente o 25 Or 6 to 4 dos Chicago. 


Rasputinar

 


É um verbo que acabei de inventar. Rasputin, como se sabe, era muito religioso, mas tinha uma maneira muito sui generis de entender a vivência religiosa: pensava que para ganhar o céu era necessário o arrependimento. Ora, uma pessoa para se arrepender necessitava pecar e, quanto maior fosse o pecado, maior o arrependimento, obviamente... é por isso que buscava situações onde podia exercer livre e aficcionadamente alguns pecados, como a gula e da luxúria, por exemplo.

Hoje, seguindo a aposta de Pascal aliada ao exemplo de Rasputin, vou trabalhar para o arrependimento através da gula. Descobri o resto do bolo de chocolate no congelador, ao lado do gelado :))


Coisas que se compreendem a ler Hegel

 


As pessoas, na sua vaidade de poder, precisam que os outros as reconheçam como mestres, senhores, reconhecendo-se a si mesmos como escravos (porque aqueles recusam-se a reconhecer nos outros [que os querem] escravos). Se estes lhes negam esse reconhecimento, pois é evidente que esta relação, para ser, tem de ser mútua, não podem reconhecer-se como senhores [do poder]. Às vezes, isso resulta em obsessões doentias contra outras pessoas.


Coisas boas - livros gratuitos

 


gulbenkian-disponibiliza-online-textos-classicos-e-centenas-de-edicoes/

Uma parte importante do acervo editorial da Fundação Gulbenkian, composto por obras fundamentais para a cultura portuguesa, para o ensino universitário e para o conhecimento em geral, começou a ser disponibilizada online.

Esta decisão resulta de uma nova política da Fundação que tem como linha orientadora tornar acessível, a todo o público, clássicos da cultura mundial e também obras marcantes da cultura portuguesa. A partir de agora, as edições de novos títulos e as reedições de antigos títulos serão, assim, primordialmente efetuadas em formato digital, com acesso gratuito e universal, desde que tal seja viável pela salvaguarda dos direitos de autor.

Entre os livros da Coleção de Textos Clássicos já acessíveis contam-se A República, Teetetoe O Sofista de Platão, Cartas a Lucílio de Séneca, História da guerra do Peloponeso de Tucídides, Medeia de Eurípedes, A douta ignorância de Nicolau de Cusa, Crítica da Razão Pura e Metafísica dos costumes de Immanuel Kant, Acerca do infinito, do universo e dos mundos de Giordano Bruno, A Cidade Virtuosa de Alfarabi, Utopia de Thomas More, A Cidade de Deus de Santo Agostinho, Da arte edificatória de Leon Battista Alberti, Sidereus Nuncius: o mensageiro das estrelas de Galileu, Poética: textos teóricos de Edgar Allan Poe, Introdução à filosofia matemática de Bertrand Russell ou Princípios da política económica de Walter Eucken.


September 23, 2020

Hegel

 


A FE é uma viagem intelectual onde Hegel nos agarra na mão e leva desde a superfície até às águas mais profundas. Não é uma obra que diz, 'isto é assim e deve ser visto e pensado desta maneira'. é mais uma obra à maneira do Discurso do Método de Descartes que diz, 'não me cabe a mim dizer o que devem pensar e como, mas vou-vos mostrar como eu pensei e o que pensei e quem quiser fazer comigo este percurso intelectual, faça e se estiver de acordo comigo e quiser segui-lo, pois siga-o'. A FE é um bocadinho assim: a viagem intelectual de Hegel, passo a passo, pelos conceitos da metafísica. E como é escrito dessa maneira, é uma espécie de policial, onde vamos progredindo com pistas. É giro de ler.

 Ele é mestre em encontrar as contradições dos processos e dos sistemas que nos levam às tais águas profundas e, às vezes, às aporias dos sistemas. Mas ainda vou muito no início, no prefácio (li a introdução do tradutor que é muito esclarecedora), porque ele diz que não faz sentido uma obra de filosofia ter um prefácio mas depois escreve um prefácio enorme. A vantagem deste prefácio é a de ter sido escrito no fim da obra e, portanto, dar-nos uma visão coerente do que aí vem. 

A fenomenologia é como que uma medicina da realidade. Assim como um médico explica o a aparência e sintomas da pessoa a partir dos orgãos e processos sistémicos do corpo, também a fenomenologia explica os fenómenos como nos aparecem, passe a redundância, a partir dos processos e sistemas da realidade, o que implica em si mesmo uma análise, da coisa e do processo de conhecer a coisa.

Continuo com a carreira congelada

 


Desde Maio que subi de escalão mas o ME não deixa e congelou-me o escalão e o salário. 5 meses. Gostava de saber se também se congelam a si próprios ou se este tratamento é só para os outros. Quero mesmo é que se vão encher de pulgas.

Correcção: quem tem que escrever as minhas informações na plataforma respectiva fê-lo incorrectamente e não corrigiu quando tinha que o fazer. 

Já chove

 





September 22, 2020

"Happens to the Heart"

 



A geometria do espaço


 

A Cisterna portuguesa - El Jadida - construída pelos portugueses no interior da Fortaleza em Mazagão, em 1514.

Mede 34 metros por 34 metros e foi construída com cinco fiadas de cinco pilares de pedra.




Uma má notícia



A Coimbra editora faz este ano 100 anos. Que pena. Somos um país com tantas falhas culturais que cada notícia destas é como uma bomba que deixa uma cratera difícil de preencher.



Dia de visitas

 


Hoje fui visitar, por assim dizer, a minha querida médica alergologista. Não houve beijinhos, claro, por causa do covid, mas combinámos que da próxima vez que lá for, num tempo de vida já para além da máscara, tirar uma selfie. Lá para a Páscoa, espero.

As consultas subiram 10 euros desde o ano passado. Eram 30 agora são 40. Também gostava que o meu salário subisse nessa proporção, em vez de descer.


Sendo a FDL pública e sendo a cadeira obrigatória, quer dizer que a pago com os meus impostos?

 


Sou obrigada a pagar uma cadeira que me chama nazi, porca, fabricadora de sociopatas e por aí fora? como é que uma faculdade pública tem uma cabeça destas, com esta mentalidade de talibã, a dar lá aulas? 


Maçonaria e a Eterna Fêmea, o programa de um mestrado em Direito

Direito Penal IV é uma unidade curricular de dois mestrados da Faculdade de Direito de Lisboa e tem conteúdos como o "aproveitamento pelo género feminino" ou a "violência doméstica como disciplina doméstica".

A cadeira de "Direito Penal IV", leccionada pelo professor auxiliar Francisco Manuel Fonseca Aguilar, é de carácter obrigatório na Especialidade de Direito Penal e opcional na especialidade de Especialidade de Ciências Jurídico-forenses



Um artigo deste professor:

Título:

A "coordenação" como (burla de etiquetas para a)

uniformização ou nazificação (Gleichschaltung) fundadora

de um iníquo "Direito total da família": sobre o "deicídio"

do pai cristão como mais um passo na misândrica

e cristofóbica destruição do Ocidente


Citação:


Ela ocorre na grande maioria das mulheres, por força da tendencial não superação da inveja do pénis resultante da diferença estrutural do complexo de castração feminino em face do masculino.
(...)
A fêmea da espécie humana extermina o macho para que o termo de comparação masculino com a sua presença fisica não lhe recorde o sentimento de inferioridade biológica, racional, moral e epistemológica da feminista enquanto fêmea.
A feminista, como "nazi" de género, é, assim, uma destruidora de mundos.
É que as feministas, tal como as mulheres em geral, Nietzsche cedo o notou, artistas da falsidade e da(hipocrisia da) aparência, nunca estiveram interessadas nem na verdade nem na
justiça: querem pura e simplesmente o (tirânico) domínio (sobre o homem).
(...)Termos em que, no quadro do pensamento alegórico animal do Escritor britânico, hoje as porcas representariam em especial as feministas e em geral as mulheres do Ocidente.
(...)
Com efeito, os filhos sem pai, i.e., sem a disciplina moral que lhes é imposta pelo pai, tendem a ser sociopatas, criatura sem consciência, i.e., sem as referidas bússolas da moral e da epistemologia. Na maioria dos casos, quando nunca alcançam o poder supremo, serão escravos elites globalistas e do "nazismo" de género, mais conhecido como feminismo·político no aparelho de Estado: mesmo então não deixarão de exercer, comi o prazer sádico que retiram da destruição do outro, os pequenos poderes que consigam aceder.
É por isso que agora se nega ao homem cristão o direito a ter filhos: para o impedir de os disciplinar - de modo a que estes no futuro se autodisciplinem - e de os normativizar pelo bem, i.e., de os orientar pela bússola moral do certo, i.e., da justiça de Deus como justiça da espécie, e pela bússola epistemológica da verdade.Assim, o direito a ter filhos deixa de também ser azul para passar a ser apenas cor-de-rosa.
Assim impedido de ser de facto pai, o homem vê a sua dignidade humana (Menschenwürde) ser degradada do estatuto de pessoa, i.e., de homem livre, condição de escravo (Sklave), porquanto fica impossibilitado de exercer o seu inalienável direito natural a, educando a sua descendência na ressurreição da sua carne, nela espiritualmente se prolongar. Por outras palavras, o homem cristão é reduzido à condição de animal reprodutor ( e o filho à condição de animal reproduzido) e de escravo da mulher e do Estado.
Por sua vez, os filhos dos homens cristãos são, com isto, apenas filhos mãe-feminista e do pai-Estado, rectius, propriedade de ambos, o que significa que serão orientados somente pelo trato social (do eufemismo) feminino (regras de boa educação, e.g., os modos à mesa com os quais as mulheres confundem a moral e doutrinados pela ideologia-religião do Estado (o satanismo como anticristianismo).
Ora, a ausência de pai a partir dos primeiros anos de vida e sobretudo durante a adolescência equivale a um filho criado sem Deus, ergo, sem limite ou escrúpulos morais à vontade. Diz-nos a História, que, por essa razão, os filhos sem pai, sobretudo os meninos e os rapazes, e em especial no final da infância e na adolescência, quase invariavelmente redundam em sociopatas: o; crescimento de um menino sem a presença de um pai constitui, com efeito, a receita contracivilizacional para o recheio dos estabelecimentos prisionais ou, caso uma infeliz conjugação astral possibilite o seu acesso ao poder, para a feitura.
Ora, com os "deicídios" do Rei e agora do pai, é o (masculino) que é substituído pelo (feminino) mal satânico. A saber, do Cristo azul ao Anticristo cor-de-rosa.
E, portanto, isto que, na "Comunicação social", nas .."Academias", nos "Parlamentos", nas "Procuradorias" e nos "Tribunais" do Ocidente - actualmente todos eles não mais do que assembleias tribais de acusação e julgamento dos membros da tribo bode expiatório ( os homens cristãos pelos membros da tribo vítima (as mulheres) -, é hoje grunhido a plenos pulmões:
Colectivamente:
- "Ein Geschlecht!
, Eine globale Regierung !
-Millíonen Führerínnen!
- Síeg Heíl!
- Síeg Heíl!
- Sieg Heil!".

As Nações Unidas estão quase a fazer 75 anos

 


São cada vez mais importantes, nestes tempos de ressurgimento de tentações de grandeza, as instituições promotoras de paz e de diálogo entre as nações. Entre todas, a ONU, cuja fundação está ligada a esse mesmo propósito.


Manter a relevância das Nações Unidas


Victor Ângelo

O ME não sabe trabalhar em democracia

 


Tem havido um debate nos jornais sobre a disciplina de moral, digo, de cidadania. O debate tem sido feito dentro das regras democráticas. Pois o ministro não aceita que haja quem não esteja de acordo consigo e, pior, que tenha o descaramento de o dizer frontalmente. Talvez por estar habituado ao que se passa sob a sua tutela onde o medo cala as pessoas. Seja como for, o que esta frase mostra é um ministro que não aceita as regras da democracia e estaria melhor num regime salazarista onde ninguém seria extremista ao ponto de não concordar com sua excelência.


Ministro da Educação denuncia campanha extremista contra a disciplina de Cidadania


Citação deste dia

 



O ser humano é tão apaixonado pelo sistema e pela conclusão abstrata, que é capaz de fazer-se de cego e surdo somente para justificar sua lógica. 

Fiódor Dostoiévski, in "Memórias do Subsolo".






"homem cegamente apaixonado por seu próprio ponto de vista ", de Susano Correia.
via Literatus

Rituais

 



520 aC.

Homens na apanha da azeitona