November 03, 2026

O futebol tornou-se um desporto violentíssimo

 

Pontapés na cabeça, pontapés no coração, pontapés na coluna, entradas aos joelhos ou aos tornozelos, boladas na cara... e depois levam um cartão amarelo ou vermelho e na semana a seguir vão outra vez para o campo dar pontapés na cabeça de outro. E toda a gente convive bem com isto. De vez em quando um morre ou fica paralítico mas no passa nada. Ninguém se incomoda.


Trump e Putin tornaram-se tão aberrantes que obrigam Zelensky a falar-lhes como se fossem atrasados mentais

 

Timothy Shanahan, «Leveled Reading»



Não só concordo com ele como me apraz verificar que o trabalho e o método que ele propõe (uma hermenêutica do texto) é o que pratico com os alunos há mais de 30 anos. E antes de o fazer faço uma propedêutica. Os alunos não gostam, ao início, porque vêm habituados a imagens, PPs, gamificação do ensino, vídeos que explicam para não terem que pensar, etc. e porque sentem reais dificuldades. Como diz, com piada, uma colega de francês, os alunos agora têm um português de sobrevivência - mas, na verdade, ainda é abaixo disso. Dado que não há pensamento sem linguagem, o pensamento deles é pobre, simplista e ilógico como a sua linguagem. No entanto, quando as turmas são, pelos menos, razoáveis, em termos de potencial, acabam por perceber que tiram proveito desse trabalho de agricultura do texto, do rigor da análise e da sua complexidade. Também estou de acordo em que a diferenciação dos alunos seja feita, não na aula -nem é possível, como todos os que são professores o sabem- mas nos apoios. Em tempos fazíamos isso com muito sucesso, mas depois o sr. Crato transformou os apoios lectivos em horas não lectivas para sobrecarregar os professores de trabalho ("façam mais com menos") e estragou completamente essa valência. O ideal seria ter em certas aulas de exercícios, um ou dois professores extra na sala de aula para fazerem esse apoio in loco, na hora. Agora nem há professores para apoios. A ideia de que cada aluno aprende de maneira diferente não corresponde às evidências. O que acontece é que cada aluno chega à turma numa situação diferente. Uns vêm muito bem preparados, são pessoas a quem desenvolveram a curiosidade e o sentido do esforço; entre esses e os que chegam ao 10º ano ao nível do 5º, há toda uma miríade de situações, porque a maioria nem sequer chega nas mesmas condições nas várias disciplinas. 
Enfim, a ideia deste livro é contra-intuitiva mas bate certo com aquilo que observo nas aulas. É preciso voltar a acreditar que os alunos são capazes de muito mais do que a comida de bebé que lhes dão os novos 'pedabobos', como dizia S. Castilho e voltar a valorizar o trabalho, o esforço e a responsabilidade.


Leveled Reading, Leveled Lives: How Students' Reading Achievement Has Been Held Back and What We Can Do About It

Um livro escrito pelo especialista em literacia Timothy Shanahan e publicado pela Harvard Education Press. 
Ganhou o Prémio PROSE de 2026 na categoria de Teoria e Prática da Educação.

Premissa Central

• Crítica à Teoria do Nível de Instrução: Shanahan defende que atribuir aos alunos com dificuldades, textos abaixo do nível da sua série («leitura nivelada») tem, discretamente, prejudicado o desempenho em literacia nas escolas dos EUA ao longo de cinco décadas.

• Falhas fundamentais: Shanahan sintetiza estudos históricos e de investigação que demonstram que os critérios tradicionais para atribuir aos alunos, de forma estrita, os seus níveis de leitura «independentes» ou «de instrução» assentam em evidências fracas e sem fundamento.

• Ineficiência: Reduzir a dificuldade dos textos para os alunos que lêem abaixo do nível da sua série deixa-os ainda mais para trás, em vez de os ajudar a recuperar o atraso e a cada ano que passa o seu atraso cresce.

Solução proposta

• Ensino ao nível da série: Defende o ensino aos alunos utilizando textos adequados ao nível da série.

• Apoio estruturado: Fornece orientações práticas aos professores sobre como apoiar os alunos na leitura de materiais complexos.

• Componentes-chave: Enfatiza o ensino explícito da descodificação, a compreensão da linguagem e a manutenção da motivação dos alunos.

Exemplos de estratégias para a sala de aula:

• Utilize textos adequados ao nível escolar (ou até mais exigentes) para todos os alunos: em vez de segregar os alunos em livros de nível inferior, faça com que toda a turma se envolva com textos rigorosos, adequados ao nível escolar ou mesmo ligeiramente superiores (até dois anos acima do nível). Mude o foco de procurar livros «fáceis» para proporcionar um apoio pedagógico sólido.

• Aborde antecipadamente as dificuldades do texto (não o livro na íntegra): analise o texto com antecedência para identificar os principais obstáculos linguísticos, conceptuais ou de vocabulário. Ensine antecipadamente apenas as palavras ou conceitos essenciais desconhecidos que não sejam facilmente compreendidos pelo contexto, em vez de resumir ou ler o texto em voz alta para os alunos, para que estes não tenham de o fazer.

• Implemente a releitura com objetivos específicos: oriente os alunos através de várias leituras da mesma passagem complexa, com objectivos distintos e dependentes do texto em cada ocasião (por exemplo, a primeira leitura para captar o sentido geral ou mapear a estrutura; as leituras subsequentes para análise aprofundada, acompanhamento do raciocínio ou análise sintática).

• Proporcione prática prévia de fluência oral: para alunos cujo nível de leitura está vários anos abaixo do nível da turma, ofereça prática específica de fluência oral antes de iniciar o trabalho de compreensão com toda a turma. Isto reduz a dificuldade na leitura das palavras, para que possam lidar com sintaxe e ideias complexas.

• Analisar explicitamente a sintaxe e as frases complexas: em vez de atribuir estratégias genéricas de compreensão de leitura (como fazer previsões aleatórias ou visualizar), ensine os alunos a desvendar frases longas e complexas, orações densas e estruturas de discurso académico encontradas na literatura real e em textos informativos.

• Diferenciar através do apoio, não do currículo: mantenha o texto comum e de alto nível para todos e diferencie o nível de ajuda que presta. Ofereça orientação mais próxima e prática, intervenção em pequenos grupos ou questionamento orientado aos alunos que precisam de um apoio, ao mesmo tempo que se afasta gradualmente à medida que a competência deles aumenta.

• Reenquadre a dificuldade como um desafio alcançável: motive os alunos, apresentando textos difíceis como um quebra-cabeças ou um objectivo que podem conquistar com o apoio do professor, rejeitando a ideia de que o atrito cognitivo moderado ou a frustração devem ser evitados a todo o custo.

Porque é que a Rússia já só ataca civis? Crianças, hospitais, etc.?


Por vingança. A Ucrânia tem estado a reverter todos os avanços da Rússia deste ano e a Rússia não consegue controlar, muito menos parar, a linha da frente.



 

Russos para os ucranianos: estamos a matar-vos a todos mas é por um bem maior

 

Este é o discurso dos homens que batem e matam as mulheres e o da extrema-esquerda quando defende as teocracias que matam mulheres. É tudo para o bem maior dos agressores.


🎯

 


Deixa ver se percebo

 

Os vossos pais, menos alfabetizados, com muito menos oportunidades e saídos de uma revolução, conseguiram desenvolver o país, integrar 700 mil retornados das ex-colónias, construir o SNS, acabar com as barracas, construir um serviço de educação pública de qualidade, mas vocês que são mais espertos, mais alfabetizados, mais certificados e tiveram acesso a oportunidades que os vossos pais nem sonharam, não conseguem avançar. Porquê? Porque estão à espera que o 'sistema' vos resolva os problemas. 


🎯

 


Os homens do Presidente

 

Isto já aconteceu?


imagem da net


Erro judicial... deixa-me rir



Porque é que nunca ninguém é responsabilizado por estas enormes malfeitorias?


Notícia TVI: seis assaltantes brasileiros ligados ao PCC libertados devido a erro judicial
TVi

Os assaltantes que ameaçaram, agrediram e sequestraram clientes e funcionários de 15 dependências bancárias em Portugal saíram da prisão. Tudo porque o processo, de especial complexidade, é extenso, o que não permitiu ao juiz de instrução que tem em mãos o caso tomar uma decisão a tempo. Os assaltantes, considerados perigosos e organizados, estão agora em liberdade por causa de um erro da justiça.

Uns políticos constroem, outros destroem

 


Os novos-filhos são o produto dos novos-pais

 


Parece uma piada mas é real

 

Este vídeo tem um ano mas é totalmente actual. Esta rapariga tem uma conta com seguidores. Calculo que esteja agora nas 'acampadas'. Há 200 mil destes que nem estudam nem trabalham. De vez em quando fazem qualquer coisa. Quando os pais se passam dos carretos.

Também não percebo



Tânia Laranjo

Neste quarto texto (não prometo que seja o último), acho que finalmente percebi a medida dos carros eléctricos. E partilho um exemplo que me parece elucidativo:
Há dias, o CM noticiou uma operação da PSP em casas junto ao antigo bairro do Aleixo. Numa delas foi encontrado um mealheiro com mais de 45 mil euros. O morador vivia de RSI e tinha direito a casa camarária. Nos rendimentos declarados não chegava sequer ao salário mínimo.
Há quem trabalhe o mês inteiro, receba 920 euros brutos e fique de fora porque ganha demasiado. É preciso ter azar. Uma pessoa trabalha, desconta e ainda acaba prejudicada por isso.
O Estado comparticipa 80% da compra de um carro eléctrico, até 15 mil euros de valor elegível. Pagamos nós, claro. A ideia é ajudar quem tem poucos rendimentos, mas precisa de ter milhares de euros disponíveis para pagar os restantes 20%. Uma espécie de pobreza com entrada inicial.
O nosso protagonista está em prisão preventiva, no âmbito de uma investigação por tráfico de droga. A presunção de inocência é sagrada. E a casa camarária também não se tira assim, obviamente. Com um mealheiro daqueles, talvez até possa escolher a cor do eléctrico.
E pronto. Quarto texto. Finalmente percebi a medida. Só ainda não percebi porque é que sou eu, que desconto, que tenho de financiar esta experiência.

Portugal por aí



Vítor Marques
Grifo-eurasiático (Gyps fulvus)
Alentejo
1/11/2026


November 02, 2026

Uma inglesa com a cabeça no sítio!

 

Pensava que isso já não existia.

Coisas óbvias

 

Então os russos andam a matar crianças ucranianas e a destruir tudo, a violar raparigas e crianças, a torturar presos, a atacar cidades europeias e depois ao fim da tarde juntam-se todos com eles para jogar hockey e beber umas cervejas?



A Associação de Hóquei no Gelo anunciou que a Finlândia não irá jogar contra a Rússia no campeonato mundial de hóquei no gelo e afirmou ainda que está a reunir outros países numa frente unida para impedir o regresso da Rússia. Esta foi a única atitude correcta a tomar; qualquer outra teria sido simplesmente errada. Logo após a decisão do TAS, propus que a Finlândia começasse a reunir outras nações do hóquei no gelo em torno de uma ameaça comum de boicote. Se um número suficiente de grandes países do hóquei no gelo se recusar a jogar contra a Rússia, a implementação da decisão na sua totalidade poderá tornar-se impossível. Agora é crucial manter a posição e conseguir o maior número possível de países a aderir. Agora, a Finlândia pode dar o exemplo a todo o mundo do hóquei no gelo.

 

Rien ne va plus

 

Comparar o incomparável

 

Aquela senhora à direita no ecrã chama mentiroso ao superintendente e diz-lhe que a polícia não agiu da mesma maneira com manifestações de professores e de bombeiros e dá a entender que é um tratamento de discriminação para com estes manifestantes. Mas desde quando é que os professores cuspiram para cima da polícia, atiraram garrafas à polícia, chamaram-lhe todos os nomes, incentivaram à violência sobre pessoas do governo, à destruição do Estado, etc. ou provocaram a política para lhes bater? Alguma vez ameaçaram abancar ali no espaço público indefinidamente até lhes apetecer sair? Mas alguma vez os professores se manifestaram com indignidade como estes manifestantes? Então e a outra em frente dela é uma professora que esteve em manifestações e não diz nada? Engole esta mentira ofensiva com a maior cobardia? Onde vão buscar estas pessoas incapazes de seriedade? É por isso que não ligo a TV para ver estas figuras lastimáveis da nova-esquerda unineuronal.


Há 22 anos Theo van Gogh, sobrinho bisneto do pintor, foi assassinado por um islamita

 

Um indivíduo com passaporte holandês mas muito longe de ser um holandês, com uma cabeça maometana bem enfiada no século VII. Um islamita fanático com ódio às mulheres e ao Ocidente.

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Há 22 anos, nesta mesma data, o cineasta holandês Theo van Gogh (na foto) ia de bicicleta para o trabalho, em Amesterdão.

Nunca chegou ao destino, pois foi assassinado por Mohammed Bouyeri, um homem muçulmano holandês-marroquino de 26 anos, que se sentiu ofendido pelo facto de Van Gogh se ter atrevido a realizar uma curta-metragem que criticava o tratamento dado às mulheres no Islão.

Bouyeri disparou várias vezes contra ele, cortou-lhe a garganta e em seguida, prendeu um manifesto jihadista de 5 páginas ao seu peito. O manifesto constituía, acima de tudo, uma ameaça de morte directa contra Ayaan Hirsi Ali, a argumentista da curta-metragem (Submission). Chamava-a de herege e de «fundamentalista incrédula» que seria «esmagada contra o diamante duro do Islão». Ameaçava também políticos holandeses, rotulando-os como estando sob o controlo de uma «conspiração judaica» e apelava à morte dos «incrédulos».

Até hoje, Ayaan Hirsi Ali continua a enfrentar ameaças de morte persistentes e necessita de protecção e segurança contínua.

Ao longo deste período, a elite liberal e quase todos os progressistas ditos «anti-racistas» e «feministas» rotularam-na a ela de «islamófoba» e fizeram eco do dogma censurador defendido pelos jihadistas, em vez de se posicionarem ao seu lado (e ao de outros como ela) contra a ideologia que ameaçava a sua vida e ceifou a de Theo.

Este crime, embora não tenha sido o primeiro crime [de ódio ao Ocidente], foi um prenúncio do que estava para vir. 

Max Klinger