June 27, 2026

Alastra-se como um vírus

 

ME, Eduqa, exame de Português e parecer... coisado


Cada vez parece 'mais pior', como dizia o título do jornal ontem. Visto de fora isto parece um caso abegoñado - mas talvez seja só incompetência e preguiça de quem fez exame.


Parecer sobre exame de Português foi feito à revelia de conselheiros científicos do Eduqa

Parecer que começou por ser apresentado como sendo do Conselho Científico do Eduqa causou mal-estar. Tema da pergunta de Português semelhante à de manual de preparação para as provas não foi debatido.

Foi pela rádio que um dos elementos do Conselho Científico do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (Eduqa) soube do parecer enviado na sexta-feira, dia 19, pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) às redacções, a propósito de uma polémica com o exame nacional de Português.

Nesta quinta-feira, dia 25, a publicação do parecer no site do Eduqa foi "actualizada", como se pode ler na informação que vem junto à mesma. Segundo uma quarta fonte, o que mudou foi que o documento que dantes tinha sido identificado pelo Eduqa e pelo MECI como "parecer do Conselho Científico do Eduqa" passou a ser um "parecer da Comissão Especializada da área de Português do Conselho Científico do Eduqa". O texto é o mesmo. Terá sido a forma de resolver o desconforto gerado entre os conselheiros que não haviam sido ouvidos.

Contudo, duas das pessoas que falaram ao PÚBLICO garantem que desconheciam a existência de qualquer comissão especializada em Português até este episódio, e uma terceira avança que foi constituída ad hoc para este efeito.

Outro simplex - desde quando não pensar nos problemas é positivo?



Ora, de entre os efeitos mais significativos resultantes desta alteração social destaca-se o crescimento da população em idade ativa, o que contagia positivamente o número de nascimentos, mitigando a quebra no saldo natural. Sem essa franja de imigrantes, Portugal seria um país ainda mais envelhecido. E, já agora, com uma economia bem mais frágil. Nem por acaso, o FMI publicou um documento quase em simultâneo que conclui que, entre as várias ameaças ao desenvolvimento do país, estão as políticas de imigração demasiado restritivas (pelo efeito negativo na mão de obra disponível) e o envelhecimento da população. Se somarmos a isto o expressivo aporte dos imigrantes para os cofres da Segurança Social (são hoje um quinto dos contribuintes e geraram um saldo líquido de 16,3 mil milhões de euros na última década), facilmente se percebe que os discursos taberneiros anti-imigração são, antes de tudo o resto, inconsequentes com a realidade e até antipatrióticos. É uma questão de inteligência e de sobrevivência. Sem estes novos portugueses, estaríamos condenados. Por tudo isto, a pergunta que devemos fazer não é "como é que conseguimos expulsá-los?", mas sim "como é que vamos mantê-los?"

Pedro Ivo Carvalho - JN

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Chamo simplex aos que falam no problema da imigração usando a proposição universal: "os imigrantes", como se 1 milhão e meio de pessoas fossem uma unidade indiferenciada. Como se os imigrantes legais fossem iguais ao ilegais; como se entre esses 1 milhão e meio de pessoas não houvesse quem vem para trabalhar e fazer parte da nossa sociedade, quem vem para o crime organizado, quem vem para o tráfico humano e quem vem para espalhar a jihad e modificar a liberdade expressão e os valores democráticos, como fazem em outros países há muitos anos.

Não existe a categoria "os imigrantes", existem pessoas individuais, cada uma com as suas 'agendas'. A Inglaterra, a Suécia, a França, a Holanda, a Dinamarca, a Suíça e outros, estão com problemas de divisão social (a Inglaterra quase numa guerra civil que opõe o governo ao povo), a França não sabe como controlar a Irmandade Muçulmana, as universidades minadas de extremistas e radicais, há uma epidemia de violência contra as raparigas e mulheres quase toda de certas comunidades de imigrantes que advogam o apartheid de género. Pois, agora sabemos que a nossa sociedade têm uma porcentagem de imigrantes muito maior que a deles. 

Portanto, a questão da imigração não pode ver-se apenas a curto prazo como um simplex de colunas com números, como faz este articulista. Há que pensar, prever e evitar custos de paz social, de violência contra as raparigas e mulheres, de fractura que depois não seremos capazes de controlar, de degradação dos valores democráticos. Não temos a riqueza dos países do Norte e vemos como eles mesmos estão com grande dificuldades em controlar as consequências da imigração em massa. 

Entre os imigrantes o saldo de género é muito desequilibrado para os homens, o que significa que estamos a importar homens solteiros, muitos que vêm de sociedades extremamente agressivas. Desde quando não pensar nos problemas é positivo?

E nunca, em momento nenhum do artigo deste senhor, ele põe a possibilidade de, em vez de importar imigrantes à toa, tomar medidas para que os portugueses não fujam daqui. Mais de meio milhão de portugueses, jovens licenciados, saiu daqui e está a ter filhos e a pagar impostos em outros países. Porque haveríamos de querer continuar a licenciar jovens para exportá-los? É masoquismo económico?


Nem os governantes nem a oposição estão comprometidos com a verdade

 


Números muito mais elevados para a população residente em Portugal vão obrigar à revisão em baixa de indicadores económicos como o PIB per capita, avisam economistas ouvidos pelo Expresso. Convergência com o nível de vida da União Europeia desde a pandemia pode, afinal, nunca ter existido. Face aos novos dados, é urgente rever políticas públicas na habitação, educação e saúde.

Estamos perante um aumento colossal da população residente em Portugal, da mesma ordem de grandeza que sucedeu com os retornados em 1975/1976“. É desta forma que Augusto Mateus, ex-ministro da Economia, classifica os novos números da população desde 2021. Um incremento “muito concentrado na grande Lisboa e Península de Setúbal, sem esquecer o litoral alentejano e o Algarve”, afirma. E interroga: ”Como é que só agora o INE calcula e divulga um choque populacional colossal?"

Ou seja, o nível de vida em Portugal será bem mais baixo do que sinalizavam os indicadores oficiais até agora.

Por isso, a revisão em alta da população pelo INE “devia originar uma rápida reação do Governo em termos de políticas públicas”, defende Augusto Mateus. E reforça: Os novos dados "têm de obrigar à reformulação das políticas públicas".

“Não se pode esperar por 2027. É ridículo”, frisa Augusto Mateus. “É essencial ter os indicadores corrigidos para se desenharem políticas públicas corretas”, enfatiza. E defende que “até setembro deste ano, no máximo, esse trabalho devia estar concluído pelo INE”.

Augusto Mateus deixa um último alerta: "Temos tido um fluxo perverso, com emigração mais jovem e qualificada a sair de Portugal, e imigração um pouco mais velha e menos qualificada a entrar em Portugal. Isto penaliza o esforço de qualificação da população e a melhoria do perfil qualitativo do emprego". E remata: "Este fluxo vai no sentido de reforçar a especialização do país em sectores de baixos salários e de baixa produtividade".


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Face a este terramoto, que é a reacção da "especialista em demografia", Maria João Rosa?

A especialista em demografia não esconde a surpresa com a revisão muito em alta dos números de população residente e destaca o impacto positivo da imigração na sociedade e na economia (...) e frisa que, sem os imigrantes, Portugal teria sérias dificuldades em assegurar serviços básicos. E critica o “discurso simplista" que faz deles "o bode expiatório”. https://expresso
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Notas:

Nós o povo, que não estamos fechados em gabinetes a largar chavões pseudo-moralistas e que vivemos e trabalhamos em contato com a população, há muito tempo que sabemos que a imigração é muito maior do que nos diziam e que está a causar grandes problemas nos serviços públicos e não só. 

Porém, as Marias Joões do rectângulo, do alto do seu dogmatismo, nem mesmo face ao agora revelado arredam pé do seu mandamento nº 2 que é dizer que sem os 'imigrantes' -assim em geral, como se 1 milhão e meio de pessoas fossem todos iguais-, já tínhamos caído no Atlântico e que quem não é da sua opinião é populista. 

Podiam estar a pensar em maneiras de não continuar a expulsar daqui os jovens que fogem por causa do mau nível de vida, mas não. 

Sim, porque também já sabíamos que o nível de vida está a cair muito (é por isso que os portugueses fugiram, e fogem daqui) apesar de Costacenteno, primeiro e agora Montenegro dizerem que estamos muito bem e somos a inveja da Europa. 

É por estas e outras do género que deixámos de ter respeito e confiança nas instituições, cada vez menos democráticas e mais fechadas nos seus discursos sagrados.

Há jornais que todos os dias trazem um título a dizer que precisamos de mais imigrantes. Esta semana li num jornal inglês que cada imigrante custa 400.000£ ao contribuinte inglês e fui tentar saber quantos euros custa cada imigrante ao contribuinte português. Não só não consegui a informação como ainda levei com uma homilia da IA a dizer que a pergunta é racista e xenófoba e que os imigrantes só trazem benefícios, riqueza e diversidade cultural.

Esta é a realidade hodierna: a mentira, a pseudo-moralidade-vitimização-indignada e a manipulação grosseira da opinião pública que substituíram o conhecimento dos factos e a discussão racional e informada, estão impregnadas em todas as instituições, discursos e plataformas.

Não podemos contar com os governantes ou com a oposição para sairmos desta situação porque nenhum deles está comprometido com a verdade.

Post só para fanáticos de ópera - começar o dia com o Mario Del Monaco

 

A soltar um si bemol largado como se fosse normal.

Bom dia

 



Quimera 
Catedral de Chartres


June 26, 2026

Pequenos milagres

 

A Rússia é um Estado terrorista

 


❗⛽ ❗ Rússia: sem petróleo não há bombas

 

Rússia: um soldado gravou-se a ameaçar virar-se com os outros soldados contra Putin

 

Desde que isto foi gravado já leva 12 milhões de visualizações e já pôs altas figuras do Estado a falar dele. 

Os russos chamam Gestapo aos seus próprios comandantes...


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Jane Fisher (n. 1961)
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Fisher pinta pessoas apanhadas em pleno movimento: mergulhadores suspensos no ar, nadadores a emergir de piscinas, alguém nervoso antes de um rodeio. As suas telas congelam estes momentos fugazes com precisão fotográfica, captando o que ela denomina «pessoas em vários graus de auto-consciência». A trabalhar na área da Baía de São Francisco desde 1984, transforma americanos comuns em estudos psicológicos onde se consegue sentir a emoção a pairar no ar.


O Brasil de Lula tem tiques de ditadura de extrema-esquerda


Se não educas os teus filhos para se submeterem às ideologias impostas pelo Estado vais parar à prisão.


Juiz brasileiro condena pais a pena de prisão por educarem as filhas em casa


BRASIL (16 de junho) — Os pais brasileiros Audato e Ieda Denardi foram condenados a 50 dias de prisão por terem educado as filhas em casa. Os pais foram considerados culpados de «abandono intelectual», tendo o juiz afirmado que o currículo de ensino doméstico não incluía programas sobre «género e educação sexual» e «tolerância e diversidade».

O tribunal concluiu igualmente que, pelo facto de as raparigas, de 15 e 11 anos, não apreciarem música «trap» nem «sertanejo» (música popular brasileira), o currículo seguido em casa também não as tinha educado adequadamente em matéria de diversidade cultural, apesar de ambas serem pianistas de elevado nível e falarem várias línguas.

Os Denardi foram inicialmente condenados por um tribunal de primeira instância do estado de São Paulo, em abril de 2026. Estão agora a recorrer da decisão, contestando a tentativa do Estado de os prender por exercerem o seu direito de orientar a educação das filhas. A ADF International está a prestar apoio jurídico neste recurso.
«Como mãe, não consigo conceber um Estado mais ditatorial do que aquele que me quer na prisão porque escolhi exercer o meu direito de orientar a educação e a formação das minhas filhas. O meu marido e eu esperamos que o tribunal reconheça o nosso direito de escolher a melhor educação para as nossas filhas e anule esta condenação injusta.»

— Ieda Denardi
A condenação foi proferida apesar de o Ministério Público ter recomendado a absolvição dos pais. Depois de ouvir as testemunhas e de avaliar o desenvolvimento social e académico das raparigas, o procurador concluiu que os pais não tinham negligenciado as filhas.

Na sua decisão, o juiz acusou explicitamente os pais de «utilizarem as filhas como peões numa luta ideológica, sujeitando-as a uma forma de educação não regulamentada, cuja eficácia e qualidade carecem de critérios de avaliação adequados no sistema jurídico brasileiro, excluindo completamente a intervenção do Estado».

O caso dos Denardi chamou a atenção do Congresso brasileiro, tendo os legisladores realizado recentemente audições nas quais os pais apelaram ao Congresso para legislar a favor do ensino doméstico. Um projeto de lei sobre o homeschooling foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 2022, mas permanece bloqueado no Senado desde então, criando uma situação de incerteza jurídica para os pais que pretendem educar os filhos em casa.

«O Ministério Público ouviu as testemunhas e recomendou a absolvição. Um psicólogo educacional independente não encontrou qualquer indício de negligência. As próprias raparigas descreveram uma educação diária rigorosa. Ainda assim, o juiz condenou-os — porque uma jovem de quinze anos afirmou considerar moralmente questionáveis as letras de algumas músicas e porque o currículo não incluía conteúdos sobre género aprovados pelo Estado. Uma mãe foi condenada a prisão não por não educar os filhos, mas por os educar de acordo com os seus próprios valores. Trata-se de um abuso grotesco do direito penal, e não permitiremos que esta decisão prevaleça», declarou Julio Pohl, consultor jurídico para a América Latina da ADF International.

Apesar de mais de 70 mil crianças estarem atualmente a ser educadas em casa no Brasil, a inexistência de um enquadramento jurídico claro tem criado obstáculos adicionais para muitos pais que escolhem esta modalidade de ensino.

Em 2019, o Supremo Tribunal Federal brasileiro decidiu que o ensino doméstico não contrariava a Constituição, mas considerou necessária a aprovação de uma lei federal para o regulamentar. Os pais que optam pelo homeschooling têm recorrido ao direito internacional para defender o seu direito de orientar a educação dos filhos. A ausência de uma lei federal sobre esta matéria deixou-os num limbo jurídico e sob constante ameaça de sanções. Um dos casos é o de Regiane Cichelero, uma mãe brasileira a quem um tribunal estadual recusou, no ano passado, o direito de educar o filho em casa. A ADF International está a apoiar o seu recurso.

Até agora, contudo, esta situação era tratada como uma infração administrativa por falta de matrícula das crianças na escola. Os Denardi são os primeiros pais a serem condenados criminalmente por educarem os filhos em casa.

Os pais Denardi começaram a educar as filhas em casa em 2020, depois de observarem as falhas do sistema público de ensino durante o período de ensino à distância imposto pela pandemia. Desde então, verificaram uma melhoria significativa no desempenho académico das filhas e valorizam igualmente a possibilidade de integrar a sua fé e os seus valores pessoais no processo educativo.



🎼 Where are you now 🎼

 


❗⛽ ❗ Karma's a bitch

 

June 25, 2026

Infográfico deste dia - fanatismo religioso






“The only acceptable religion is my religion” - survey responses by country

Noppers

Citação deste dia

 

The Wisdom Letter

«Lembra-te sempre de que não tens apenas o direito de ser um indivíduo; tens a obrigação de o ser. Não podes dar qualquer contributo útil na vida a menos que o faças.»

— Eleanor Roosevelt (1884–1962)


~ Questão

O que perde a sociedade quando os indivíduos abandonam a autenticidade em troca de conforto e aceitação?

É a guerra dos drones

 

E a Ucrânia parece ter as cartas de trunfo consigo.

E porquê?

 

Porque Mr. Potato sabe que Mr. Zelenskyy fala a sério.


Dado que imitamos sempre a Inglaterra no pior, talvez fosse bom pôr os olhos neste relatório




Muitos dos problemas que aqui se relatam também os temos: enfermeiros a fazer os partos em vez dos médicos, outros que não percebem que têm de chamar os médicos; recusa do hospital em receber grávidas já em trabalho de parto; enfermeiros já do novo paradigma da educação que não sabem interpretar registos de cardiotocografia (CTG) utilizados para avaliar o estado de saúde do bebé ainda no útero; incapacidade de reconhecer quando os bebés estão em sofrimento; intimidação das mulheres grávidas; desprezo pela dor do outro - crueldade; não levar a sério o que as grávidas dizem; falta crónica de pessoal. Desinteresse pelo sofrimento e morte dos bebés e das mães.
Se fizermos um relatório equivalente sobre o nosso SNS penso que será pior que isto. Não consta que em Inglaterra seja já rotina as mulheres terem os filhos no meio do passeio, no meio da estrada, etc.



NHS

Falhas “horríveis” nos cuidados de maternidade do NHS em Nottingham levam a apelos por um inquérito público.

Relatório revela o maior escândalo relacionado com partos na história do NHS, no qual 520 mães e bebés sofreram danos “potencialmente evitáveis” ou morreram.

Denis Campbell, Neha Gohil e Tobi Thomas

No total, 444 mulheres e 76 recém-nascidos sofreram consequências “potencialmente evitáveis”, concluiu uma devastadora investigação de três anos sobre o maior escândalo relacionado com partos na história do NHS.

James Murray, secretário de Estado da Saúde, afirmou que a natureza e a dimensão das falhas reveladas pelo relatório de Donna Ockenden sobre os serviços de maternidade do Nottingham University Hospitals NHS Trust (NUH), entre 2012 e 2025, eram “horríveis” e “arrepiantes”.

As famílias sofreram “cuidados perigosamente e tragicamente deficientes em quase todos os momentos” e “o NHS falhou-lhes de forma catastrófica”, afirmou Murray. Disse ter ficado “devastado” e “de coração partido” ao ler as 401 páginas do relato de Ockenden sobre a “negligência, incompetência, racismo, discriminação, desprezo e assédio que tantas pessoas sofreram”.

Ockenden, uma respeitada especialista em segurança nos cuidados de maternidade, traçou um retrato sombrio e detalhado dos cuidados prestados nas duas unidades hospitalares do NUH, o Queen’s Medical Centre e o Nottingham City Hospital. Constatou que “múltiplas” mulheres receberam cuidados perigosamente inadequados e, por vezes, “cruéis”, que a falta de pessoal era uma realidade constante, que não eram retiradas lições dos incidentes relacionados com a segurança dos doentes e que o intimidação exercida por “grupos fechados e intimidatórios” de profissionais era generalizada.

O grupo Nottingham Maternity Families, que representa cerca de 600 famílias afetadas por danos ou luto, pediu a Keir Starmer que criasse um inquérito público com poderes legais para investigar as falhas nos cuidados de maternidade e neonatais em todo o NHS, “porque os cuidados seguros só podem ser prestados de forma consistente quando toda a verdade é conhecida”.

Ockenden e a sua equipa de especialistas em maternidade investigaram as mortes de 27 mães entre 2006 e 2024 e “identificaram falhas nos cuidados que podem ter contribuído ou influenciado substancialmente o desfecho em seis dessas mortes”.

A falta de atenção dos profissionais às mulheres e a ausência de resposta rápida às preocupações que estas manifestavam foram uma das “falhas recorrentes” associadas às mortes maternas, concluíram os investigadores, assim como os atrasos na realização de ecografias.

A investigação examinou também casos em que bebés morreram devido à privação de oxigénio durante o parto ou a infeções adquiridas no hospital, ou porque parteiras e médicos não geriram adequadamente o trabalho de parto da mãe ou prestaram cuidados pós-natais deficientes.

As análises detalhadas das mortes de 31 recém-nascidos concluíram que estes tinham recebido cuidados inadequados e que, se os seus casos tivessem sido tratados de forma diferente, provavelmente teriam evitado sofrer danos.

O relatório expõe uma série de falhas recorrentes nos cuidados clínicos que colocaram mães e bebés em risco e que, em alguns casos, tiveram consequências catastróficas. Entre essas falhas encontravam-se:

- Repetidas falhas na monitorização adequada dos bebés durante o trabalho de parto;
- Má interpretação dos registos de cardiotocografia (CTG), utilizados para avaliar o estado de saúde do bebé ainda no útero;
- Incapacidade de reconhecer quando os bebés estavam em sofrimento;
- Falta de encaminhamento urgente por parte das parteiras para os médicos em casos preocupantes, impedindo decisões rápidas sobre os cuidados e tratamentos necessários.

“Ocorreu, em vários casos, que estas falhas contribuíram para lesões neonatais graves, nados-mortos e mortes neonatais”, afirma o relatório.

O relatório concluiu igualmente que: Uma “cultura de intimidação e toxicidade” persistiu no NUH durante muitos anos e dificultou as tentativas de melhorar os cuidados.

Os gestores dos serviços de maternidade e os dirigentes superiores do trust foram repetidamente alertados para numerosos problemas graves nas maternidades de ambos os hospitais, mas não tomaram medidas eficazes.

Os profissionais de maternidade demonstravam “uma cultura de não admitir mulheres que procuravam internamento em trabalho de parto”, apesar dos riscos que isso representava para elas e para os seus bebés.

Ambas as unidades de maternidade sofriam de uma grave falta de pessoal de forma contínua e não conseguiam lidar adequadamente com o número de partos e a complexidade dos casos que tinham de tratar.

Uma bebé que morreu numa fase precoce da gestação foi “inadvertidamente eliminada como resíduo clínico por funcionários do laboratório após o exame post-mortem”, agravando ainda mais o sofrimento dos pais.

As famílias relataram a Ockenden experiências horríveis. Algumas mulheres viram-lhes ser recusado alívio para a dor ou receberam quantidades insuficientes de analgésicos.

“brutal… traumático… Estavam aos gritos comigo: ‘Tens de te aguentar’”, contou uma mulher.

Num comportamento que Ockenden considerou por vezes “cruel” e desprovido de compaixão, alguns profissionais desvalorizavam as preocupações das mulheres. Uma delas relatou ter ouvido a seguinte resposta:

“É o seu primeiro bebé? Tome um paracetamol e vá tomar um banho quente.”

O grupo Nottingham Maternity Families afirmou que a necessidade de um inquérito público completo, com poderes para obrigar testemunhas a comparecer, foi reforçada pela recusa “escandalosa” de tantas figuras séniores, tanto do trustcomo dos organismos locais do NHS responsáveis pela sua supervisão, em colaborar com Ockenden.

Quase metade dos 66 atuais e antigos dirigentes executivos do NUH que foram convidados a participar na investigação recusaram fazê-lo, apesar de muitos terem sido contactados “em múltiplas ocasiões”. A resposta foi ainda pior entre os dirigentes do NHS Clinical Commissioning Group e dos Integrated Care Boards: apenas quatro dos 14 responsáveis contactados aceitaram prestar depoimento.


"Portugal está mais pior"?



Estamos mal e vê-se logo pelo título da notícia que a nova educação para os afectos -esqueçam lá isso do conhecimento- já está instalada. Estamos "mais pior"?

"Somos o 6.º país mais pobre da UE": Portugal está mais pior e arrisca-se a voltar "à cauda da Europa"

O nível de vida dos portugueses é, afinal, o sexto pior da Europa.

Esta conclusão resulta da análise aos novos dados da população, divulgados pelo INE.