June 27, 2026

Outro simplex - desde quando não pensar nos problemas é positivo?



Ora, de entre os efeitos mais significativos resultantes desta alteração social destaca-se o crescimento da população em idade ativa, o que contagia positivamente o número de nascimentos, mitigando a quebra no saldo natural. Sem essa franja de imigrantes, Portugal seria um país ainda mais envelhecido. E, já agora, com uma economia bem mais frágil. Nem por acaso, o FMI publicou um documento quase em simultâneo que conclui que, entre as várias ameaças ao desenvolvimento do país, estão as políticas de imigração demasiado restritivas (pelo efeito negativo na mão de obra disponível) e o envelhecimento da população. Se somarmos a isto o expressivo aporte dos imigrantes para os cofres da Segurança Social (são hoje um quinto dos contribuintes e geraram um saldo líquido de 16,3 mil milhões de euros na última década), facilmente se percebe que os discursos taberneiros anti-imigração são, antes de tudo o resto, inconsequentes com a realidade e até antipatrióticos. É uma questão de inteligência e de sobrevivência. Sem estes novos portugueses, estaríamos condenados. Por tudo isto, a pergunta que devemos fazer não é "como é que conseguimos expulsá-los?", mas sim "como é que vamos mantê-los?"

Pedro Ivo Carvalho - JN

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Chamo simplex aos que falam no problema da imigração usando a proposição universal: "os imigrantes", como se 1 milhão e meio de pessoas fossem uma unidade indiferenciada. Como se os imigrantes legais fossem iguais ao ilegais; como se entre esses 1 milhão e meio de pessoas não houvesse quem vem para trabalhar e fazer parte da nossa sociedade, quem vem para o crime organizado, quem vem para o tráfico humano e quem vem para espalhar a jihad e modificar a liberdade expressão e os valores democráticos, como fazem em outros países há muitos anos.

Não existe a categoria "os imigrantes", existem pessoas individuais, cada uma com as suas 'agendas'. A Inglaterra, a Suécia, a França, a Holanda, a Dinamarca, a Suíça e outros, estão com problemas de divisão social (a Inglaterra quase numa guerra civil que opõe o governo ao povo), a França não sabe como controlar a Irmandade Muçulmana, as universidades minadas de extremistas e radicais, há uma epidemia de violência contra as raparigas e mulheres quase toda de certas comunidades de imigrantes que advogam o apartheid de género. Pois, agora sabemos que a nossa sociedade têm uma porcentagem de imigrantes muito maior que a deles. 

Portanto, a questão da imigração não pode ver-se apenas a curto prazo como um simplex de colunas com números, como faz este articulista. Há que pensar, prever e evitar custos de paz social, de violência contra as raparigas e mulheres, de fractura que depois não seremos capazes de controlar, de degradação dos valores democráticos. Não temos a riqueza dos países do Norte e vemos como eles mesmos estão com grande dificuldades em controlar as consequências da imigração em massa. 

Entre os imigrantes o saldo de género é muito desequilibrado para os homens, o que significa que estamos a importar homens solteiros, muitos que vêm de sociedades extremamente agressivas. Desde quando não pensar nos problemas é positivo?

E nunca, em momento nenhum do artigo deste senhor, ele põe a possibilidade de, em vez de importar imigrantes à toa, tomar medidas para que os portugueses não fujam daqui. Mais de meio milhão de portugueses, jovens licenciados, saiu daqui e está a ter filhos e a pagar impostos em outros países. Porque haveríamos de querer continuar a licenciar jovens para exportá-los? É masoquismo económico?


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