June 14, 2026

🎯 Nenhum país fez tanto pela entrada na UE como a Ucrânia


Todos os dias morrem ucranianos, todos os dias mais uma cidade é bombardeada ou arrasada para que os europeus tenham tempo de se armar. Milhões deslocados do país. Os ucranianos estão a lutar pela sua sobrevivência mas também estão a lutar pela Europa e fazem-no com uma ajuda que veio às pinguinhas e ainda agora não se compromete a fechar os céus da Ucrânia, por exemplo. A Ucrânia é o fosso de crocodilos da UE que impede os russos de avançar. Que outro país tem estas credenciais?

David Hockney (1937-2026)

 

David Hockney morreu na sexta-feira passada. Pintor, desenhista, gravador, fotógrafo, designer e escritor britânico, exerceu a sua actividade principalmente nos EUA. 

Um pintor que evoluiu no sentido de tornar a sua obra cada vez mais realista, clara e vibrante de cores do Verão, da alegria e do prazer de viver, mesmo quando pinta o Outono e o Inverno.

David Hockney's masterpiece, A Bigger Splash captures a split-second moment of exploding pool water and clean summer light (Credit: Tate)

No ano anterior à sua mudança para a Califórnia, Hockney visitou o Egipto. Lá, teve a oportunidade de estudar e desenhar, em primeira mão, a arte funerária que tinha conhecido no Museu Britânico e pela qual se tinha apaixonado enquanto estudante. Deixando para trás a sua máquina fotográfica, o jovem artista concentrou-se em transpor para o seu caderno de desenho a planicidade dos afrescos antigos e as figuras estilizadas e esculturais.
A nitidez e a intensa imediatez destes relevos egípcios parecem ter-se harmonizado na sua mente com as cores calmas e frias que sempre admirara nos afrescos do início da Renascença e nos painéis a têmpera de artistas como Masaccio, Fra Angelico e Piero della Francesca. De repente, as composições caóticas e desordenadas que vinha perseguindo anteriormente deixaram de fazer sentido.

Depois de se mudar para os EUA, a influência crescente desses mestres iria fundir-se, na imaginação de Hockney, com a linguagem arrojada do movimento de arte contemporânea dominante da época, a Pop Art americana. 

O que significaria combinar o impacto comercial das latas de sopa de Andy Warhol ou dos «pows!» das bandas desenhadas de Roy Lichtenstein com a nitidez dos relevos egípcios e a tranquilidade dos afrescos do século XV? A mistura engenhosa, embora aparentemente improvável, de inspirações antigas e modernas foi impulsionada por uma colisão igualmente revigorante de meios de comunicação.

Capturar um momento no tempo

Embora A Bigger Splash pareça, à primeira vista, ser um momento no tempo meticulosamente observado, foi, na verdade, uma fusão de experiências pessoais e emprestadas. A pintura deve a sua origem mais imediata à descoberta fortuita, por parte do artista, de um manual técnico sobre a construção de piscinas. Uma fotografia de um salpico feito por um mergulhador invisível e um trampolim em Swimming Pools, publicado pela Sunset Books em 1959, sem os dois espectadores à beira da piscina, foi rapidamente fundida na tela de Hockney com uma versão estilizada do edifício atrás deles, semelhante às que ele tinha recentemente registado no seu caderno de desenho.

Ao olhar para trás, para a carreira surpreendente do artista e para a sua contribuição para a história da criação de imagens através da perspetiva desta obra — talvez a sua mais conhecida —, torna-se claro que Hockney compreendeu que, embora a arte não possa impedir o passar do tempo, pode suspender, em traços luminosos, a prova vibrante de uma presença que já se esvaiu.


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«Um homem deveria ouvir um pouco de música, ler um pouco de poesia e contemplar um belo quadro todos os dias da sua vida, para que as preocupações mundanas não apaguem o sentido do belo que Deus implantou na alma humana.»

-Johann Wolfgang von Goethe

A CGD perdeu 500 milhões num negócio apadrinhado por Sócrates e Pinho

 


(Quem vai pagá-lo somos nós... é assim com negócios manhosos de políticos manhosos que depois nunca sobra dinheiro para os serviços públicos)

No entanto, ao que apurou o Expresso, o banco estatal ainda não recebeu o montante do rateio final da insolvência. E poderá nem vir a recebê-lo, porque sobre a massa insolvente da Artlant PTA pendem vários processos judiciais nos quais a Autoridade Tributária (AT) reclama €13,8 milhões, relativos a Imposto do Selo e IVA dos anos 2016 e 2017. Se o Fisco ganhar esses processos, a Caixa fechará o dossiê Artlant com pouco mais de €20 milhões recuperados, ou seja, menos de 4% dos financiamentos de €529 milhões que o banco estatal concedeu àquela empresa entre 2007 e 2016.

A exposição da Caixa à Artlant foi objeto de uma imparidade total em 2016. Ou seja, nas contas desse ano o banco público deu como totalmente perdidas as verbas emprestadas para o desenvolvimento do projeto industrial em Sines. Em 2020 a CGD conseguiu ainda recuperar €20 milhões. E os €13,6 milhões a que agora o banco teria direito poderiam reforçar os resultados de 2026 da entidade liderada por Paulo Macedo. Mas o processo judicial da AT ameaça deixar o fecho de contas do dossiê Artlant com um custo final superior a €500 milhões.

MUITOS PROBLEMAS

O financiamento da CGD à Artlant, em 2007, ocorreu quando o banco estatal era presidido por Carlos Santos Ferreira, com o Governo liderado por José Sócrates a apadrinhar o projeto, concedendo-lhe o estatuto PIN (Potencial Interesse Nacional). Em março de 2008, no lançamento da primeira pedra da fábrica, que teria um perfil fortemente exportador, Sócrates, acompanhado pelo então ministro da Economia, Manuel Pinho, afirmava que o projeto de €400 milhões era “um investimento para colocar Portugal na rota e no mapa da economia global do sector petroquímico e que se destina a vender para todo o mundo, e a fazê-lo com valor acrescentado”. https://expresso.pt/empresas-negocios

June 13, 2026

😁

 




Leituras pela manhã - On Raiding into Persia



On Raiding into Persia


How the current conflict with Iran echoes Rome's wars with Persia

GRUNTLED HISTORY TEACHER



(Um artigo muito interessante para entender a mentalidade e projecto imperialistas do Irão e a dinâmica das relações do Médio Oriente. Não me apetece traduzir)

O uno e o múltiplo

 




Tree Trunks in the Grass (1890) - Vincent van Gogh

russia.eua@.com

 

E impossível esta mulher não ser um operativo russo. Saiu do cargo, mas antes de sair lança uma campanha contra os EUA, a favor da Rússia. Os americanos, por estes dias, aceitam tudo.


A Irlanda tem as mãos sujas de sangue ucraniano

 

A Irlanda exportou 243 milhões de dólares (180 milhões de libras) de alumina para a Rússia em 2022, de acordo com o Observatório da Complexidade Económica (OEC), um site de análise de dados, e este valor aumentou 55 %, para 376 milhões de dólares, em 2024. A Aughinish é o único produtor de alumina da Irlanda e o maior produtor da principal matéria-prima para a produção de alumínio na Europa, de acordo com um relatório de 2021 do grupo de contabilidade KPMG.

Aproveitar o momento para insistir e não folgar

 

O destino da Europa, a competitividade da Europa e a capacidade da Europa se manter como um continente virado para a paz dependem da derrota da Rússia e da integração da Ucrânia na UE e na defesa europeia.

Afeganistão - o islão explica-se a si mesmo

 

Raparigas e as mulheres são castigadas e presas no meio da rua com o pretexto de se ver um fio de cabelo, mas a verdade é que são presas por andarem na rua. Os islamitas afegãos querem as mulheres presas em casa, impedidas de existir e viver no espaço que os homens querem só para si. Por causa disso, uma manifestação contra a escravatura das mulheres (que agora é legal) teve como consequência balas, atropelamentos e execuçaõ. Pessoalmente penso que as mulheres afegãs têm que juntar-se e pegar em armas contra todos os homens talibãs. A luta contra a escravatura é permitida, mesmo no âmbito da Carta das Nações Unidas. E como ninguém as ajuda têm de ser elas a tomar a iniciativa de diminuir o número dos talibãs a um número controlável. E depois têm de assumir o governo do país até exterminarem a mentalidade esclavagista do seu país.


Para onde vão levam consigo as facas e a mentalidade esclavagista de extrema misoginia - quem paga o preço desta importação sem eira nem beira são as mulheres.

A esquerda radical actual já não luta pelos trabalhadores

 


Um projeto de lei para reforçar o combate à discriminação e aos crimes de ódio, apresentado por um conjunto de cidadãos, foi rejeitado, esta sexta-feira no Parlamento, no parlamento com os votos contra do PSD, Chega, Iniciativa Liberal e CDS. Já um projeto do Chega para o combate aos limites aos crimes de ódio limitem a liberdade de expressão desceu para debate na especialidade, sem votação.

O partido de Ventura entende que o combate aos crimes de ódio não pode “restringir a liberdade de expressão, a liberdade académica ou a objecção de consciência” e pretende colocar essa ressalva no artigo do Código Penal que penaliza a discriminação e o incitamento ao ódio e à violência contrapessoas ou grupos com base em características como a etnia, a religião, a orientação sexual ou a identidade de género.

Já um dos pontos do projeto entregue pelo grupo de cidadãos era o agravamento das penas para o crime de discriminação e incitamento ao ódio e à violência. Mas contou, além dos votos contra da direita, com a abstenção do deputado socialista Filipe Neto Brandão.

Atualmente o Código Penal prevê uma pena de prisão entre os seis meses e os cinco anos e projeto de lei hoje votado pretendia o aumento da pena para entre os seis meses e os oito anos.

O objetivo do projeto de lei era, segundo o documento, "reforçar o combate à discriminação e aos crimes praticados em razão da origem étnico-racial, origem nacional ou religiosa, cor, nacionalidade, ascendência, território de origem, religião, língua, sexo, orientação sexual, identidade ou expressão de género ou características sexuais, deficiência física ou psíquica".
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O Livre apresentou um projeto de lei para reforçar o enquadramento penal dos crimes de ódio em Portugal e o Bloco de Esquerda um projeto de lei para a criação da lei da Promoção da Igualdade e do Combate à Discriminação Racial - ambos rejeitados com os votos contra do PSD, Chega, Iniciativa Liberal e CDS.
https://expresso.pt/parlamento/

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Querem importar a sociedade inglesa e australiana onde estão pessoas presas há 2 anos por um tweet contra os gangues de violadores paquistaneses e os próprios violadores paquistaneses estão à solta, intocáveis, porque são 'vítimas de tweets de ódio' e as raparigas violadas foram deitadas para o lixo da esquerda acéfala e hipócrita. Onde um homem biológico trans pôs um processo por descriminação e ódio a um outro homem por ter sido rejeitado por este quando descobriu, num primeiro encontro, que o trans era um homem biológico e não uma mulher. Onde as mulheres grávidas têm menos direitos de grávida que os homens biológicos trans com fetiche de estarem grávidos. Em suma: a esquerda radical actual sonha com a censura e a ditadura da opinião e quer um DOGE para calar os que não aplaudem a sua loucura. São a nova PIDE.

«Hoje em dia, tem-se o direito de ser anti-semita, racista, homofóbico e misógino, desde que seja em nome do Islão.» [Michel Onfray]


June 12, 2026

Para quem pensa que esta guerra é de Putin apenas e não dos russos em geral

 

Em suma: senhor PM, faça reformas eficientes na competitividade e produtividade



Dado que o actual, 'ouro do Brasil' é o turismo e dada a situação internacional, são precisas reformas. Faça-as. Um governo marasmático era o anterior. Não precisamos de continuidade no marasmo.


O Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), conhecido como o fundo de resgate da Zona Euro, alertou no seu relatório recente para riscos negativos na economia portuguesa. As principais preocupações incluem a dependência energética externa, os elevados preços da habitação e a incerteza internacional.

Os pontos centrais destacados pelo fundo de resgate são:

Sazonalidade e Choques Externos: A economia portuguesa mantém resiliência, mas a dependência da energia face a tensões geopolíticas e choques climáticos exige atenção.

Pressões na Habitação: O mercado imobiliário continua sobreaquecido e a correção dos preços representa um risco interno assinalável para o sistema financeiro.

Sustentabilidade da Dívida: A médio prazo, os especialistas assinalam riscos significativos e recomendam a execução rápida dos fundos do PRR para garantir a competitividade estrutural.

Atrasos nas reformas e nos investimentos financiados pelo fundo europeu de recuperação pós-pandemia [o mecanismo que financia o Plano de Recuperação e Resiliência — PRR], bem como dastempestades ocorridas no início de 2026″.

Lembrando também que “o envelhecimento da população, as alterações climáticas e o aumento dos custos da defesa representam desafios orçamentais significativos a longo prazo”, o MEE sugere que, para enfrentar tal contexto, o país deve “garantir a implementação eficaz dos investimentos financiados pelo PRR e prosseguir reformas estruturais fundamentais”.

Refúgios de Verão

 

Douceur estivale au bord du lac de Kreuzboden. — © Saastal Tourisme - Stefan Kuerzi


June 11, 2026

Como os pseudo-intelectuais das universidades atraiçoam a nossa cultura com propaganda ideológica




Pensei que Ia Estudar Literatura em Columbia. Estava Enganada.
Os departamentos de Inglês ensinam ideologia em vez de literatura

LIZA LIBES
4 de Maio de 2026

Quando me mudei para a cidade de Nova Iorque, o meu mundo inteiro ardeu até às cinzas.

Tinha dezoito anos, estava cheia de sonhos e ambição. Tinha acabado de concretizar o objectivo de toda uma vida: estudar literatura inglesa numa das melhores universidades do mundo — uma universidade da Ivy League famosa por homenagear os grandes feitos intelectuais da civilização ocidental — e mal podia esperar para passar os quatro anos seguintes mergulhada em discussões sobre epopeias homéricas, monólogos de Shakespeare e poesia modernista na Universidade de Columbia.

Frequentei uma escola secundária privada orientada para as áreas STEM. Os meus colegas, versados em matemática, química e economia, tinham passado os quatro anos anteriores a preparar-se para carreiras na banca, medicina e engenharia — os chamados empregos “lucrativos” do nosso tempo. Os seus pais abastados tinham-nos encaminhado para percursos mais “estáveis” por boas razões, mas, numa reviravolta invulgar, a minha família de imigrantes foi muito mais permissiva comigo — e sempre me incentivou a perseguir os meus sonhos.

Para mim, esses sonhos eram estudar literatura e tornar-me uma escritora famosa.

Não era totalmente imprática. Continuava a aplicar-me nas disciplinas de matemática e ciências e considerava os negócios e o direito como possíveis alternativas profissionais. Na universidade, inscrevi-me em cadeiras de psicologia e economia para ter um plano de reserva, mas sabia desde o início que o meu coração nunca esteve verdadeiramente em nenhum dos meus Planos B. Ia ser escritora custasse o que custasse — e não apenas escritora, mas também académica, versada na grande tradição humanista do estudo da literatura.

E quão extraordinário seria se, à semelhança de David Foster Wallace ou Toni Morrison, um dia pudesse ensinar os meus próprios romances à próxima geração de grandes pensadores?

Ser académica seria também a via rápida para aperfeiçoar a minha escrita. Afinal, a única forma de nos tornarmos grandes escritores é ler grande literatura — e, dedicando-me à academia, poderia certamente dar a minha própria contribuição para uma tradição secular de narrativa verbal.

Na minha perspectiva, literatura e tradição eram inseparáveis. Herdara esta forma de pensar do meu ídolo literário, o poeta modernista T. S. Eliot, que acreditava que a criação literária só era possível através do estabelecimento de um diálogo secular com os mestres do passado. Talvez os poetas modernistas americanos sempre tivessem querido “tornar tudo novo”, nas palavras de Ezra Pound, mas não poderia haver “novo” sem o antigo.

Eliot era bastante burkeano, e não é por acaso que Edmund Burke ficou na história não apenas por insistir que devemos respeitar a tradição dos nossos antepassados, mas também por sugerir que a experiência estética está intimamente ligada à beleza e ao sublime.

E era isso que a literatura sempre significara para mim — e a razão pela qual queria estudá-la tão ardentemente: era a coisa mais próxima de uma manifestação física da beleza na alma humana.

Assim, para mim, o estudo da literatura era, por natureza, uma actividade tradicional — uma disciplina que acreditava na preservação das coisas belas. Era um campo de estudo que nos permitia sondar as profundezas da nossa psique e examinar as questões que nos tornam humanos.

Podem imaginar o meu espanto quando descobri que, por uma qualquer perversão do destino, a literatura se tornara praticamente sinónimo de esquerdismo radical na academia literária contemporânea.

Só um ou dois anos depois consegui perceber exactamente o que estava errado, mas mesmo no primeiro dia da semana de acolhimento do primeiro ano senti que algo não estava bem.

Era o ano de 2015. Um avião acabara de se despenhar em Inglaterra e Trevor Noah acabara de assumir a apresentação do The Daily Show. As tensões aumentavam na Alemanha devido ao agravamento da crise dos refugiados sírios, e Donald Trump ainda era conhecido sobretudo como um magnata imobiliário bilionário. Os debates das primárias republicanas aproximavam-se e a nova palavra da moda no campus era “correcção política”.

Era assim que as coisas estavam naquela manhã quente de finais de Agosto. Ninguém tinha ainda ouvido a palavra “woke” no sentido em que hoje a entendemos — mas, sem que a Liza de dezoito anos o soubesse, a Universidade de Columbia era muito mais “woke” do que o resto da sociedade.

Sentados num círculo num relvado entre as duas famosas bibliotecas de Columbia — a agora desactivada Low Library e a infame Butler Library, onde todos chorávamos antes dos exames — estávamos cerca de quinze estudantes. Éramos caloiros nervosos vindos de todo o mundo para Nova Iorque, na esperança de nos tornarmos as grandes mentes do futuro, e passaríamos o resto da semana a participar juntos nas actividades de integração.

Supostamente, aqueles seriam os nossos primeiros amigos da universidade.

Não me recordo de uma única pessoa daquele grupo de orientação, mas posso dizer-vos que a monitora — uma estudante do terceiro ano, irritadiça, oriunda do Connecticut — não ficou muito satisfeita comigo durante a minha primeira semana no campus.

Lembro-me de cruzar o olhar com ela logo depois de ela ter lido as instruções para a nossa primeira actividade de quebra-gelo: devíamos dizer o nosso nome, de onde vínhamos, o curso que pretendíamos seguir e os nossos pronomes.

Pronomes?

Enquanto mordiscava o lábio inferior ressequido, senti imediatamente uma espécie de síndrome do impostor. Teria eu, futura estudante de Inglês e apaixonada pela gramática e pela palavra escrita, esquecido o que era um pronome?

Aquilo não fazia sentido naquele contexto.

Comecei a percorrer mentalmente as classes gramaticais, duvidando de tudo o que aprendera na escola. Os verbos eram palavras de acção. Os adjectivos descreviam características. As preposições indicavam tempo, lugar ou localização. Os pronomes... os pronomes...

Os pronomes eram palavras que substituíam nomes para evitar repetições desnecessárias no discurso ou na escrita. Eu não estava louca — até os tínhamos estudado nas aulas de francês: tu, il, elle, nous, vous.

Será que de repente estávamos a aprender línguas?

À medida que os meus colegas anunciavam as suas cidades natais e os cursos que pretendiam frequentar, a minha mente acelerava. Não fazia ideia do que deveria dizer.

Parecia que toda a gente estava simplesmente a declarar os pronomes da terceira pessoa que correspondiam ao seu sexo.

Mas porquê?

Ali estava eu, com rímel e um vestido azul-claro, a procurar numa pequena mala uma garrafa de água que tinha tirado do refeitório — e estavam a pedir-me que confirmasse se eu era mulher.

— Sou a Liza — gaguejei. — Sou de Chicago e vou estudar Inglês. Os meus pronomes...

Olhei para o vazio, ficando vermelha enquanto quinze pares de olhos me observavam à espera.

— Os meus pronomes são ela e dela.

Meus amigos, essa foi a primeira e a última vez que alguma vez declarei voluntariamente os meus “pronomes”.

Mas naquela altura ainda tentava integrar-me.

Ignorei o assunto até à reunião seguinte da orientação — a última actividade a que assistiria antes de fingir que tinha febre e faltar ao resto da semana.

Estávamos numa velha sala de aula do famoso Hamilton Hall de Columbia (o mesmo edifício ocupado por manifestantes pró-Palestina em 2024). A monitora dividira o quadro branco em sete colunas e pediu-nos que colocássemos notas autocolantes com cada um dos nossos “identificadores” nas respectivas categorias: sexo, género, estatuto socioeconómico, raça, etnia, orientação sexual e capacidade.

A Liza de dezoito anos — que nunca ouvira falar da categoria “capacidade” — escreveu “normal” no seu papel e afixou-o orgulhosamente no quadro.

No final da actividade, fui chamada à parte e recebi uma severa lição sobre “capacitismo”.

Não faz mal, pensei. As aulas vão começar em breve — e vou encontrar os meus pares mais tradicionais no departamento de Inglês.

Mas, no primeiro dia do seminário de Inglês do primeiro ano, deram-nos textos do chamado crítico literário Edward Said.

O capítulo em questão — retirado do seu famoso livro Culture and Imperialism — incidia sobre Mansfield Park, de Jane Austen.

Aquilo pareceu-me estranho. Porque estávamos a ler uma crítica a um livro sem primeiro termos lido o próprio livro?

Eu tinha lido Mansfield Park no secundário, pelo que conseguia acompanhar o argumento de Said: que o romance era sobre colonialismo e imperialismo.

Teríamos lido o mesmo romance? Ou, como muitos dos outros estudantes que estavam a ler crítica antes da obra original, teria Said simplesmente inventado uma interpretação sem nunca se ter confrontado seriamente com o texto?

Nessa noite, pediram-nos um pequeno comentário escrito sobre o capítulo de Said para preparar a discussão da quinta-feira seguinte.

«O argumento de que Mansfield Park só pode ser compreendido a partir de uma perspectiva colonial parece completamente descabido», escrevi. «A entrada de Fanny em sua casa como metáfora de uma força colonizadora é uma interpretação excessivamente forçada.»

A professora não ficou impressionada. Na sua opinião, eu não tinha compreendido adequadamente o argumento de Said e, além disso, pouco importava se Mansfield Park era ou não sobre imperialismo; o importante era que Jane Austen era cúmplice da expansão imperial britânica.

Hã?

Antes que me apercebesse, estava a ler Edward Said em praticamente todos os seminários de Inglês; os professores que ainda não tinham sucumbido à febre Said enchiam as listas de leitura com excertos de Karl Marx e Judith Butler — teóricos que definiam o currículo de Inglês, mas que pareciam ter pouco ou nada a ver com a própria literatura.

Com cada seminário que frequentava, o objectivo geral do departamento de Inglês de Columbia tornava-se cada vez mais claro: estes professores desejavam colectivamente usar a literatura como uma força de resistência contra as “forças iliberais”, para tornar a sociedade mais justa.

Mas para mim — alguém cujos pais tinham fugido da União Soviética — o marxismo estava longe de ser sinónimo de liberalismo.

Claro que não havia nada de errado em tentar tornar o mundo mais justo e equitativo — e muitos grandes escritores tinham trabalhado nesse sentido: Shelley, Ibsen, Orwell, entre outros. Mas a promoção da justiça social era apenas um dos possíveis resultados do envolvimento com a literatura, não o seu único objectivo.

No entanto, se perguntassem a alguém do meu departamento, literatura era inseparável de resistência e justiça.

Como tinha eu chegado, então, a uma conclusão tão radicalmente diferente?

Comecei a observar padrões nas listas de leitura das minhas disciplinas de Inglês. Havia sempre abundância de teoria literária — mas poucas obras literárias propriamente ditas. Tinham-nos entregue teoria literária no primeiro dia de aulas sem primeiro nos darem literatura para ler.

Os departamentos de Inglês tinham substituído lentamente a literatura pela teoria literária — e de forma tão subtil que quase ninguém parecia ter dado por isso.

A verdade é que, no departamento de Inglês de Columbia, o “cânone ocidental” era considerado “racista” e “eurocêntrico” — e, se um texto não fosse de uma mulher multicultural e bissexual, raramente era introduzido nas salas de aula. Sim, existia um seminário sobre Shakespeare, mas não sem um ou outro professor insistir que Shakespeare era homossexual ou até uma mulher, ou ensinar as suas peças através da lente do “desejo queer”.

Quando cheguei ao mestrado, a própria literatura tinha sido completamente relegada para segundo plano. Presumia-se que todos já tinham lido os clássicos importantes durante a licenciatura e que apenas restava estudá-los através de diferentes teorias. A única disciplina obrigatória para todos os estudantes do meu programa de mestrado consistia inteiramente em teoria e não incluía qualquer obra literária — num curso de literatura inglesa.

Tinha vindo para Columbia anos antes para estudar Inglês porque amava a tradição e a beleza. Para mim, a literatura é uma extensão de uma tradição milenar de contar histórias e, numa universidade cujo edifício neoclássico ostenta os nomes dos grandes escritores do Ocidente, esperava encontrar muitos outros amantes das humanidades que se agarrassem à beleza e à tradição com toda a alma.

Em vez disso, encontrei estudantes e professores que apenas queriam destruir tudo aquilo que eu amava, chamando a esse processo “literatura inglesa”.

Mas os verdadeiros estudiosos das humanidades sabem que a literatura trata da compreensão da beleza, da cultura, da arte e da sociedade — daqueles aspectos especiais que nos tornam singularmente humanos — e não de activismo político radical.

Chamamos a isto a tradição humanista — e é precisamente essa tradição que foi abandonada pelos departamentos de Inglês em todo o mundo.

Sei que não sou a única pessoa a abordar o estudo da literatura desta forma. Vim para Columbia para fazer parte de uma tradição duradoura, e as tradições não desaparecem apenas porque as instituições as abandonam. As tradições sobrevivem, e basta um ou dois crentes para as revitalizar completamente.

Ao regressarmos à estética e à beleza, podemos fazer a nossa parte para salvar a literatura e restaurá-la ao seu devido lugar na tradição humanista.

Porque, afinal de contas, a literatura continua a ser a nossa melhor esperança para compreender não apenas o mundo que nos rodeia, mas também a nós próprios.

Darwin ainda era vivo quando Gaudi começou a catedral de Barcelona, em Março de 1882

 

«Quando construímos, pensemos que estamos a construir para sempre. Que não seja apenas para o prazer do momento nem apenas para o uso imediato. Que seja uma obra pela qual os nossos descendentes nos agradeçam.» — John Ruskin

144 years of construction. Amazing what can be achieved when we are united across time.“When we build, let us think that we build forever. Let it not be for present delight nor for present use alone. Let it be such work as our descendants will thank us for.” — John Ruskin

- Beauty Matters

Ler no Substack

Nike fez uma parceria com um russo putineiro

 

Médicos que mutilam crianças são os novos Mengeles

 

Seja que o façam por dinheiro, sejam que o façam por quererem fazer experiências em crianças ou por serem completamente loucos, devem todos perder a licença para praticar medicina. Sujeitam crianças e adolescentes com 11, 12, 13 anos, etc (menores de idade), quando não têm noção dos efeitos dos procedimentos no seu futuro, a castrações, remoção das mamas, enchem-nos de hormonas e estragam-lhes a saúde física e mental e o resto da vida. Primeiro convencem os miúdos, desde a escola primária que talvez estejam no corpo errado e depois incentivam-nos a estropiarem-se. Dados da Holanda e da Austrália mostram que são menos de 2% as crianças e adolescentes que têm disforia de género; cerca de 70% a 90% das crianças e adolescentes que têm disforia de género tornam-se adultos normais sem incongruência de género. No entanto, medicam-se os miúdos, às vezes sem sequer terem ido a uma consulta falar com um médico, como no caso que aqui se descreve. Isto é criminoso. Os adultos, homens biológicos que dizem identificar-se com mulheres que são quem luta agressivamente por impor estas práticas médicas mengelianas, fazem-no a pensar em si, na validação da sua ideologia. Não nas crianças.


Os islamitas do Irão executam milhares de raparigas e depois vendem o cabelo delas

 

Quem fazia isto eram os nazis. Vender o cabelo, a pele, etc.