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August 24, 2026

Afeganistão: os talibãs proibiram as mulheres de habitar o mundo II

 


Cinco anos de retrocesso nos direitos das mulheres desde a chegada dos talibãs

Observatório dos Direitos das Mulheres

Durante o primeiro regime dos talibãs, entre 1996 e 2001, as mulheres e as raparigas foram sujeitas a graves restrições dos seus direitos, justificadas por uma interpretação da lei islâmica. Após a intervenção internacional de 2001, as mulheres puderam, gradualmente, voltar a usufruir dos seus direitos, graças à adopção de garantias constitucionais em 2003 e à aprovação, em 2009, da Lei sobre a Eliminação da Violência contra as Mulheres. Conseguiram obter acesso parcial à educação e ao emprego, bem como participar na vida pública.

Contudo, o regresso dos talibãs ao poder, em agosto de 2021, com a tomada de Cabul, marcou um claro retrocesso nos direitos das mulheres. O colapso do governo anterior e a retirada das forças internacionais conduziram à sua substituição por um «governo interino», composto exclusivamente por homens, bem como ao desmantelamento das instituições políticas responsáveis pela promoção da igualdade entre os sexos e dos direitos humanos.

Os talibãs emitiram mais de 70 decretos relativos às mulheres, restringindo ou proibindo o exercício dos seus direitos.

O direito antes da chegada dos talibãs

A antiga Constituição de 2004 concedia, no seu artigo 22.º, direitos e deveres iguais às mulheres e aos homens, proibindo qualquer distinção ou discriminação.

Em seguida, o artigo 44.º desta Constituição procurava promover a educação das raparigas através da elaboração, pelo Estado, de programas adequados.

A Constituição estabelecia igualmente uma quota de mulheres a eleger: nos termos do artigo 83.º, deveriam ser eleitas duas mulheres para a Assembleia Nacional por cada província.

Estas disposições de valor constitucional constituíram um importante avanço, embora a sua aplicação prática continuasse a ser difícil.

A chegada dos talibãs: uma transformação abominável

A chegada dos talibãs marcou o fim de todos os progressos alcançados no domínio dos direitos das mulheres. Estas deixaram de dispor do controlo sobre o próprio corpo, sobre as suas deslocações e, numa palavra, sobre a sua liberdade.

Antes de mais, no que diz respeito ao vestuário, sempre que uma mulher sai de casa, é obrigada a cobrir o rosto e o corpo. Uma forma de vestir considerada «imoral» é imediatamente alvo de repressão. Por exemplo, os homens devem verificar a forma como as suas mulheres se vestem, sob pena de perderem o emprego, caso sejam funcionários públicos. As mulheres deixaram igualmente de poder olhar directamente para homens com quem não tenham qualquer relação de sangue ou de casamento.

O decreto de 23 de Dezembro de 2021 proibiu as mulheres de se deslocarem sem um acompanhante masculino para além de setenta e dois quilómetros. Posteriormente, o decreto de 7 de Maio de 2022 restringiu ainda mais a sua liberdade de circulação, aconselhando as mulheres a não saírem de casa sem uma razão. Os taxistas estão proibidos de transportar mulheres que não estejam «correctamente» cobertas ou que não sejam acompanhadas por um mahram, isto é, um parente próximo do sexo masculino.

Posteriormente, em Março de 2024, o líder supremo dos talibãs validou a flagelação pública e a lapidação aplicadas às mulheres por infracções como o adultério. Entre Novembro de 2022 e Maio de 2023, 58 mulheres foram chicoteadas em público por infracções relacionadas com o adultério, o incumprimento dos códigos de vestuário, a fuga de casa ou a realização de compras sem um tutor masculino. Ao longo dos últimos anos, foram executadas 37 penas de lapidação contra mulheres.

O acesso à justiça tornou-se praticamente impossível para as mulheres. Os talibãs dissolveram a Comissão Independente Afegã dos Direitos Humanos, os tribunais de família, os centros de protecção das mulheres e os serviços de apoio jurídico, privando assim as mulheres de qualquer recurso judicial ou de assistência no acesso à justiça.

Se as mulheres denunciarem casos de violência baseada no género, arriscam-se a sofrer sanções como a prisão, a reconciliação forçada ou o ostracismo social. Por exemplo, através de um decreto de Dezembro de 2024, os talibãs eliminaram totalmente o anterior quadro jurídico de combate ao tráfico de seres humanos. As penas de prisão, que anteriormente variavam, em média, entre 10 e 16 anos, passaram a ser de apenas 1 a 3 anos. As próprias vítimas passaram a ser tratadas como criminosas, podendo ser acusadas de manter relações sexuais extraconjugais ilícitas, consideradas infracções morais.

Além disso, com a promulgação do novo Código Penal, em 4 de Janeiro de 2026, passou a ser reconhecido ao marido o direito de infligir à esposa as chamadas sanções «discricionárias», desde que não lhe parta ossos nem lhe cause feridas abertas. Mesmo em caso de agressão grave, a pena máxima prevista é de 15 dias. Estas disposições testemunham o verdadeiro inferno em que vivem estas mulheres, privadas de qualquer protecção.

As medidas continuam a endurecer e a reforçar a quase total ausência de direitos das mulheres afegãs. Em Maio de 2026, o Decreto n.º 18 — o «Código sobre a separação judicial dos cônjuges» — codificou as circunstâncias em que as mulheres e as raparigas podem requerer a separação no casamento. Este divórcio está sujeito a numerosas condições, incluindo a aprovação de um tribunal, e só é possível depois da puberdade. Esta disposição permite igualmente legalizar o casamento infantil. Os homens, por sua vez, podem divorciar-se sem estarem sujeitos a qualquer condição.

Por fim, em Agosto de 2024, foi promulgado um decreto que visa proibir que as mulheres sejam ouvidas em público, tendo-lhes sido igualmente vedado o acesso a determinados espaços públicos. Deixaram de ter o direito de ir sozinhas a parques ou de cantar.

As consequências destes decretos para a saúde das mulheres são alarmantes. A sua saúde deteriora-se: o risco de mortalidade materna aumenta devido ao crescimento do número de gravidezes na adolescência. São os homens que tomam as decisões relativas à saúde das suas esposas. Em algumas províncias, as mulheres nem sequer podem ser tratadas por médicos homens.

As mulheres deixaram praticamente de ter direitos. O conjunto destas disposições atenta directamente contra a sua dignidade e a sua autonomia.

O cumprimento destes decretos é assegurado pela polícia dos costumes, que dispõe de poderes discricionários para ameaçar e deter qualquer pessoa que não respeite uma das normas impostas. Esta política de restrições e proibições dirigidas às mulheres visa afastá-las e fazê-las desaparecer da esfera pública.

O exemplo da educação: um ponto central das restrições impostas pelos talibãs

Em 2017, 3,5 milhões de raparigas frequentavam a escola, o que representava um progresso importante. Desde a queda do primeiro regime talibã, em 2001, o número de alunos matriculados tinha atingido 9,2 milhões em 2016, contra menos de um milhão em 2001.

Contudo, ainda havia um longo caminho a percorrer, pois 3,5 milhões de crianças, das quais 75% eram raparigas, continuavam sem frequentar a escola. Em 2018, o Afeganistão implementou um terceiro Plano Estratégico Nacional para a Educação, com o apoio da UNESCO. No entanto, este plano não pôde produzir os efeitos esperados devido ao regresso dos talibãs ao poder, em 2021.

Um dos primeiros decretos adoptados pelos talibãs, depois de terem formado o seu governo, data de 18 de Setembro de 2021 e proíbe as raparigas de prosseguirem os estudos para além do sexto ano. A esta proibição juntou-se a interdição de frequentar escolas mistas. Assim, mais de 2,2 milhões de raparigas estão privadas do direito à educação.

De acordo com o Relatório sobre a Situação da Educação no Afeganistão 2025, publicado pela UNESCO e pela UNICEF, mais de 90% das crianças de 10 anos não sabem ler nem escrever. A taxa de alfabetização é uma das mais baixas do mundo: apenas 52% dos homens e 27% das mulheres sabem ler e escrever.

Em Dezembro de 2022, o Ministério de facto do Ensino Superior proibiu as mulheres de frequentarem o ensino superior. Em 2024, o Ministério de facto da Saúde Pública proibiu as mulheres de estudarem nos institutos de formação médica. Além disso, as autoridades de facto substituíram professores por pessoas próximas do regime, sem possuírem qualificações académicas.

Esta proibição do acesso à educação é acompanhada por uma proibição do acesso ao emprego. A proporção de mulheres afegãs com emprego era de apenas 5,2% em 2023. O decreto de 24 de Dezembro de 2022 proibiu as mulheres de trabalharem para organizações não governamentais, enquanto o decreto de 4 de Abril de 2023 as proibiu de trabalhar para as Nações Unidas.

Assim, as consequências para estas mulheres, privadas do acesso à educação, são numerosas: casamentos forçados, violência baseada no género e privação dos seus direitos. Esta privação é acompanhada por múltiplas restrições e proibições relativamente ao seu acesso ao emprego.

As jurisdições internacionais no centro da justiça contra os talibãs

Em 8 de Julho de 2025, a Câmara de Instrução II do Tribunal Penal Internacional emitiu dois mandados de detenção contra Haibatullah Akhundzada, líder supremo dos talibãs, e Abdul Hakim Haqqani, presidente do Supremo Tribunal dos talibãs, que exercem autoridade de facto no Afeganistão desde, pelo menos, 15 de Agosto de 2021. A Câmara concluiuque existem motivos razoáveis para crer que os dois homens cometeram, solicitaram e ordenaram o crime contra a humanidade de perseguição por motivos relacionados com o género contra raparigas, mulheres e outras pessoas que não se conformam com a política de género dos talibãs (como homossexuais ou transexuais).

Além disso, desde 2024, quatro Estados — Austrália, Canadá, Alemanha e Países Baixos — apoiados por outros 22 Estados Partes, anunciaram a sua intenção de instaurar um processo contra o Afeganistão perante o Tribunal Internacional de Justiça, para denunciar as violações da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres. Esta iniciativa foi tomada à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, na sequência da adopção de novas medidas que eliminam os direitos das mulheres.

Uma rara mobilização cívica, violentamente reprimida

A mobilização cívica é rara. As poucas manifestações que ocorrem são violentamente reprimidas.

Em 18 de Julho de 2023, uma manifestação destinada a contestar a decisão de encerrar os salões de beleza foi dispersada com recurso a canhões de água e armas eléctricas.

Em Junho último, em Herat, no oeste do Afeganistão, as forças de segurança reprimiram uma manifestação que reunia entre 100 e 150 pessoas e que denunciava a detenção e prisão de mulheres por «incumprimento do código de vestuário», disparando contra a multidão e provocando vários feridos e uma morte.

De um modo mais geral, qualquer pessoa que denuncie o regime está sujeita a detenções e prisões arbitrárias, actos de tortura física e psicológica e desaparecimentos forçados. Os talibãs restringem a liberdade de circulação e proíbem o direito de manifestação. A França e a Europa têm uma responsabilidade: recusar qualquer normalização das relações com os talibãs que implique o esquecimento das mulheres. Como defendem vários activistas, devem promover, juntamente com os seus parceiros, o reconhecimento do apartheid de género pelo direito internacional, para que esta opressão tenha um nome e possa, um dia, ser julgada.

Retrato de uma afegã empenhada: Soraya Tarzi, rainha do Afeganistão




Nascida em 1899, em Damasco, Soraya Tarzi tornou-se rainha do Afeganistão em 1919, ao lado do seu marido, Amanullah Khan. Desde muito cedo, empenhou-se na defesa da educação e dos direitos das mulheres.

Em 1921, contribuiu para a abertura da primeira escola primária para raparigas em Cabul, a escola Masturat. Participou igualmente na criação da primeira revista feminina afegã e defendeu publicamente a emancipação das mulheres.

Figura progressista do seu tempo, Soraya tornou-se um dos símbolos das reformas empreendidas no Afeganistão. Contudo, estas mudanças suscitaram uma forte oposição e contribuíram para as convulsões políticas que levaram o casal real ao exílio, em 1929.

Morreu em Roma, em 1968, depois de ter dedicado parte da sua vida à defesa da educação e da emancipação das mulheres afegãs.

June 13, 2026

Afeganistão - o islão explica-se a si mesmo

 

Raparigas e as mulheres são castigadas e presas no meio da rua com o pretexto de se ver um fio de cabelo, mas a verdade é que são presas por andarem na rua. Os islamitas afegãos querem as mulheres presas em casa, impedidas de existir e viver no espaço que os homens querem só para si. Por causa disso, uma manifestação contra a escravatura das mulheres (que agora é legal) teve como consequência balas, atropelamentos e execuçaõ. Pessoalmente penso que as mulheres afegãs têm que juntar-se e pegar em armas contra todos os homens talibãs. A luta contra a escravatura é permitida, mesmo no âmbito da Carta das Nações Unidas. E como ninguém as ajuda têm de ser elas a tomar a iniciativa de diminuir o número dos talibãs a um número controlável. E depois têm de assumir o governo do país até exterminarem a mentalidade esclavagista do seu país.


Para onde vão levam consigo as facas e a mentalidade esclavagista de extrema misoginia - quem paga o preço desta importação sem eira nem beira são as mulheres.

August 27, 2025

No Afeganistão, a cada duas horas uma mulher morre no parto

 

O silêncio do mundo face aos talibãs e ao modo como tratam as mulheres é incompreensível. Também aqui o senhor Guterres é responsável porque os legitimou no momento em que foi negociar com eles nas condições deles de aceitar ficar em silêncio quanto ao sofrimento extremo em que estão.


🌍 Olá, mundo! Continua a assistir silenciosamente a este espetáculo trágico vindo do Afeganistão em silêncio...?

As mulheres no Afeganistão estão agora proibidas de serem parteiras. Dado que é proibido consultar médicos homens e deixou de haver médicas mulheres, a cada duas horas, uma mulher morre no parto. (Maria Noori)

Agora também passou a ser obrigatório tapar um dos olhos quando saem à rua por decreto dos talibãs que declaram que não precisam de dois olhos para ver.
A burka tinha de ser proibida na Europa. É um instrumento de esclavagismo religioso que atenta contra os mais básicos direitos humanos e que tem levado centenas de milhar de mulheres resistentes a esses regimes islâmicos bárbaros a serem violadas, torturadas e mortas.


 

Uma carta da @WDIAfghanistan

Por favor, leia e partilhe a mensagem e a história desta mulher afegã: 
- Pode ser difícil para alguns acreditarem, mas esta é a verdade. Estou a escrever de uma das regiões mais remotas do Afeganistão — um lugar onde a maioria das pessoas nem sequer tem acesso a eletricidade ou a telemóveis. Por motivos de segurança, não posso revelar a minha localização exata. Mas aqui, mesmo as redes móveis mal funcionam — temos de subir aos telhados ou a locais elevados só para conseguir sinal. Primeiro, quero agradecer à @DeclarationOn , ao Joe, ao querido
@Yalbano12345 e a todos que ajudam a amplificar as nossas vozes. 
Yal Bano enviou-me um telemóvel e um carregador portátil para que eu pudesse partilhar a realidade da minha aldeia e frequentar aulas de inglês online. Sou mãe de cinco filhos. Os meus filhos são mais velhos e as minhas filhas têm menos de sete anos. 
Na nossa aldeia, as meninas não podem ir à escola — nem mesmo até aos 12 anos, ao contrário de Cabul. Na nossa mesquita local, anunciaram oficialmente que, quando uma menina chega à adolescência, deve casar-se — de preferência com um membro do Talibã. Caso contrário, ela pode casar-se com outra pessoa, mas apenas com permissão para saber que a menina está casada. 
Tenho pavor que as minhas filhas cresçam, porque o futuro delas não tem liberdade. Espera-se que elas se casem com membros dos Talibãs à força. Eu gostaria que elas nunca crescessem. 
Aqui, as mulheres não têm valor - — Somos como cadáveres ambulantes. Mesmo antes dos Talibãs, a vida era difícil, mas agora é insuportável. O abuso não vem apenas dos homens. As nossas sogras e cunhadas — mulheres também — tratam-nos com crueldade. Lembro-me de um caso em que uma sogra deitou água a ferver sobre a nora. Ninguém perguntou porquê. Em vez disso, culparam a rapariga. Por favor, ouçam a minha história e partilhem-na. Continuarei a relatar-vos as notícias da minha aldeia. Obrigada por serem a nossa voz.

January 08, 2025

Pessoas decentes

 


September 14, 2024

Os direitos humanos não são selectivos: uns para o Afeganistão e outros para o resto do mundo

 

“Não podemos ter um conjunto de valores em matéria de direitos humanos para o Afeganistão e outro para o resto do mundo. Os direitos humanos não podem ser selectivos”


September 09, 2024

A escravatura e pedofilia no Afeganistão florescem com a venda de crianças e raparigas, pelos pais

 

A retirada do Afeganistão foi uma péssima decisão que agora vai custar muito mais caro porque o Daesch estava morto e agora voltou cheio de força, com as concessões que fizeram aos talibãs e a legitimação do grupo terrorista Hamas pelas instituições internacionais. E agora os homens do Isis não estão contidos numa zona do Médio Oriente, antes estão espalhados por Inglaterra, Canadá, Alemanha, França, etc. Já não é a primeira vez que os EUA criam os problemas e depois deixam os europeus a resolvê-los. Depois do 11 de Setembro criaram o caos na zona e quem teve -e continua a ter- de lidar com milhões de refugiados -no meio dos quais há muitos terroristas infiltrados- são os europeus. Também incentivou a Ucrânia a destruir armas nucleares e agora não se dispõe a defendê-la como prometeu. Portanto, não ter deixado o problema do Afeganistão resolvido com a prisão dos talibãs e um exército capaz de afegãos capaz de os combater e, em vez disso, ir embora e permitir a libertação dos talibãs, fez surgir agora um problema mais difícil de resolver, já não longe, mas nos nosso países. O mesmo se vai passar com a Rússia. No dia em que a Rússia perder esta guerra, perde os países-colónias e desaparecem a maioria dos grupos terroristas do mundo, alimentados por Putin e a sua máquina de espiões, subornos, assassinatos e desinformação. Enquanto isso não acontecer, não só continua a destruir a Ucrânia como alimenta todos os grupos terroristas anti-ocidentais do mundo.


November 09, 2022

Afeganistão: a vida com a canga da religião

 


November 03, 2022

O Afeganistão é o único país onde as raparigas não estão autorizadas a ir à escola

 

Aqui os Talibãs dançam em salas de aula vazias. Estão a celebrar o facto de terem conseguido banir as raparigas afegãs da escola. Que valentões! O Afeganistão é o único país onde as raparigas não estão autorizadas a ir à escola.


March 22, 2022

A invasão da Ucrânia pela Rússia também tem consequências negativas no Afeganistão




Com a atenção concentrada na guerra, os talibãs aproveitam para fechar o regime ainda mais. No entanto, o Ocidente continua a negociar com estes criminosos e a dizer que eles estão a fazer avanços...
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Lotfullah Najafizada