March 05, 2026

Soluções

 


Quando não se tem razão as contradições aparecem como rachas em edifícios com más fundações



Continua a surpreender-me a, amplamente bem distribuída, dificuldade em pensar ou aceitar que uma coisa possa ser simultaneamente outra coisa, ou várias coisas, ao mesmo tempo. Os argumentos simplistas e binários em todo o espectro político sobre o Irão parecem de novo ter esquecido a conjunção coordenativa copulativa “e”, ignorando ser possível querer a libertação de um povo “E” não querer que esse mesmo povo seja bombardeado “E” que tenha direito à sua autodeterminação. E que se condene um regime autoritário “E” que se condenem os regimes genocidários norte-americanos e israelitas que o pretendem desmantelar. A escritora iraniana no exílio Sahar Delijani resume perfeitamente a possibilidade de pensar a simultaneidade ao defender que: “Enquanto viver, jamais defenderei que as bombas caiam sobre um povo enquanto estou confortavelmente sentada na segurança do meu apartamento em Brooklyn. Enquanto viver, nunca estarei nessa mesma segurança a exigir que um povo suporte uma ditadura brutal em nome da preservação dos meus próprios argumentos 'anti-imperialistas'. Enquanto viver, jamais chamarei complicado a um massacre. Enquanto viver, nunca chamarei libertação a uma guerra. Enquanto viver, jamais chamarei resistência a uma ditadura.” Luísa Semedo in publico.pt/

Portanto, esta articulista queixa-se do pensamento simplista dos outros que são binários e enfia no meio de uma frase, os regimes genocidários norte-americanos e israelitas, sem se dar ao trabalho de adiantar uma única razão válida para chamar genocidas aos regimes citados, mostrando toda a sua binamonaria (termo seu, não meu), pois encontramos milhares de exemplos de imãs e altos dignitários islamitas, desde iranianos a palestinianos e outros a dizer publicamente, nas mesquitas e parlamentos, que querem destruir todos os israelitas e judeus e temos décadas de história de tentativas de o fazer. Já do lado dos israelitas e americanos, não temos vestígios de tentativas de genocídios.

Depois, cita uma iraniana que diz que jamais defende as bombas sobre um povo enquanto estou confortavelmente sentada em Brooklyn. Mais uma vez, mostra a sua  binamonaria: ou estás disposta a ir para lá ou defendes que nada se faça - a não ser uns protestos inócuos.

Em primeiro lugar, quando há centenas de vídeos de iranianos dentro do Irão a pedir a intervenção de Israel e dos EUA para os libertarem do governo bárbaro dos Ayatolas, ela vai buscar para citar uma das poucas vozes que defende a manutenção do regime com os argumentos das bombas estarem a ser lançadas para cima do povo, o que é falso (temos vídeos dos iranianos a celebrar na rua, enquanto as bombas caem nos alvos militares - se as bombas estivessem a ser lançadas sobre o povo, o povo escondia-se, não ia para a rua ver; se as bombas estivessem a ser lançadas sobre o povo as cabeças do regime não tinham caído todas no 1º bombardeamento)

Em segundo lugar, dizer que não se pode ajudar quem pede ajuda por estarmos sentados longe é o mesmo que dizer que estou em casa a ver pela janela um homem atacar uma mulher que pede socorro mas não chamo a polícia a não ser que esteja disposta a ser eu a ir lá defender a mulher. E segundo esta articulista devemos deixar que os Ayatolas mantenham o seu regime bárbaro e totalmente incivilizado se não vamos lá em pessoa e, como não vamos, temos que apenas protestar enquanto os vemos continuar os crimes.

As voltas binárias que esta senhora dá para defender que nada se faça e se deixe o regime iraniano continuar a espalhar o terror dentro e fora do seu país.


Investir no conhecimento



(um aparte - Para termos estes níveis de conhecimento, temos de investir na educação, no rigor da educação. Os decisores políticos passam o tempo a falar de excelência enquanto impõem a mediocridade: baixar as exigências dos cursos, reduzir os cursos ao denominador comum, acabar com provas de exame (para que não se saiba que os alunos não sabem o que deviam saber), pôr todos os alunos a prosseguir estudos até ao 12º ano e até à universidade, acabar com critérios de rigor à entrada das universidades, mediocrizar o ensino superior).

O cérebro sente a presença do cancro? E reage? Equipa da Champalimaud vai ajudar a encontrar resposta

Expresso


haydenbird


Em Ciência, quase sempre as descobertas mais complexas começam por perguntas simples. E estas também foram feitas em português: “Será que o cérebro sente que há um cancro? E como reage?”, explica Henrique Veiga-Fernandes, investigador principal da Fundação Champalimaud e elemento da equipa internacional que acaba de ser premiada com quase 22 milhões de euros para chegar às duas respostas.

A distinção, atribuída pelo Cancer Research UK e pelo National Cancer Institute(EUA), vai permitir nos próximos cinco anos estudar em detalhe a comunicação entre o cérebro e os órgãos com cancro. A investigação já estava no terreno e agora recebe financiamento para avançar ainda mais. “O cérebro é capaz de perceber, de sentir, a existência do cancro e tem uma resposta a essa presença” ou, dito de outra maneira, “a presença de um tumor leva a uma reação do cérebro”, resume o investigador.

“É um estudo para o desenvolvimento do cancro alargado ao estudo fundamental, no laboratório. Procuramos conhecimento fronteira, aquele que vai além do que já se sabe. É uma investigação de vanguarda, um salto no desconhecido”, diz Henrique Veiga-Fernandes. Os cientistas, de oito instituições nos EUA, Suíça, Reino Unido e Portugal, vão dar um ‘pulo de gigante’: conhecer as comunicações do cérebro para o cancro e a forma de estas serem sempre no sentido de o destruir.

Cérebro envia instruções para o órgão doente


“O cérebro envia instruções para o órgão [doente] e para o sistema imunitário e nesse intervalo há uma enervação [aumento dos nervos] e um diálogo entre o sistema nervoso e o sistema imunitário para destruir o cancro, mas, por vezes, não funciona e até promove o aumento do tumor”, simplifica o cientista da Fundação Champalimaud. Face a esta constatação, “queremos saber qual é a estrada entre o cérebro e o sistema imunitário e agir nesse caminho para conseguir atuar sobre o cancro”.

Henrique Veiga-Fernandes admite que o cancro do pâncreas é o mais desafiante e, como tal, um dos focos. “Quando há cancro, há um aumento dos nervos em redor do órgão. No caso do pâncreas, aumentam muito e não permitem a entrada de células do sistema imunitário do próprio órgão” para iniciarem as tentativas de destruição do tumor. Os oncologistas chamam a isto um “tumor frio” - “o órgão deixa de ter infiltração das células imunológicas” - , e no caso do pâncreas poder-se-á mesmo dizer que é ‘gelado’.

'Pacemaker' para o cérebro

A ideia de um diálogo entre o cérebro e o cancro que se instala no organismo é pioneira e a forma de intervenção mantém o nível disruptivo. A equipa, que em Portugal deverá ter até seis investigadores, está a preparar um “pacemaker para o cérebro, não para intervir sobre a atividade elétrica do coração, mas dos neurónios envolvidos na atuação sobre o cancro”, ilustra Henrique Veiga-Fernandes. Na realidade, trata-se de “uma prótese neuronal, um implante na espinal medula - já foi utilizado em humanos para regular a frequência cardíaca, por exemplo - para fazer a regulação neuronal, permitindo que as células do sistema imunitário entrem no tumor, ultrapassando a barreira de nervos”, que se vai constituindo e aumentando quando há um tumor. Nuns casos por ação de substâncias produzidas pelo cancro, mas noutros por reação do próprio cérebro à presença do cancro.

Estes estudos têm cada vez menos doses de ficção científica. “Já temos resultados preliminares sobre os alvos terapêuticos e vamos estar em ensaios clínicos dentro de um ano”. Ou seja, a testar um fármaco que regule a ‘conversa’ entre os neurónios e o tumor para que as instruções, do sistema nervoso ao sistema imunitário, sejam contra o cancro e não a seu favor.

Até mesmo o implante não está num horizonte longínquo. “Também já temos prova de conceito [teste prático em pequena escala para atestar a viabilidade] para os implantes neuronais para tumores do pâncreas em animais e muitos resultados. Veremos se se repetem quando chegarmos aos humanos”, sublinha o cientista português. “Com a prótese ou os fármacos vai-se estimular a resposta do sistema e é uma nova classe de terapêuticas, no caso, produzidas pela regulação elétrica dos nervos a partir dos neurónios.”

Benefícios em cancros do pâncreas, pulmão ou cólon

Além do pâncreas, a equipa acredita que implantes semelhantes, direcionados para regiões específicas da medula espinal, vão poder modelar a forma como os nervos comunicam com tumores no pulmão ou no cólon, por exemplo.

“Muitas das descobertas que transformam a medicina começam com investigação motivada pela curiosidade. Este desafio assenta em perguntas profundas e a história mostra que responder a essas perguntas conduz frequentemente ais avanços mais inesperados e transformadores”, relembra Henrique Veiga-Fernandes.

O grupo, InterCANCEption, é um de cinco que receberam financiamento para os seus trabalhos, num total de cerca de 107 milhões de euros, para compreender os mecanismos na base da doença.

Antes e depois

 

Navios perto do Estreito de Ormuz antes e depois do início dos ataques.

Nota: Os horários apresentados estão no horário padrão do Irão. Alguns navios na região transmitem posições falsas e outros, por vezes, deixam de transmitir as suas localizações, pelo que podem não estar refletidos na animação. Os navios com dados de localização escassos são apresentados numa tonalidade mais clara. Fonte: Kpler. NYT

March 04, 2026

Vivaldi fazia hoje anos. Parabéns!

 


Chloe Chua toca aqui o belíssimo Concerto No. 4 in f minor de Vivaldi, o Inverno, da sua famosa obra-prima, As Quatro Estações com os Salzburg Chamber Soloists. Chloe é uma violinista de Singapura com uma grande expressividade e técnica impecável. Uma virtuosa. Com esta idade e já com um conhecimento musical impressionante e uma presença de autoridade.

Vivaldi, um prolífico compositor de Veneza que escreveu mais de 500 concertos e mais de 50 óperas para além da música sacra, era ele mesmo um grande virtuoso do violino. Deixou uma marca na forma do concerto e no estilo do Barroco. A sua música é vibrante.

Vivaldi também era padre, o que é menos conhecido. Era o 'padre ruivo'. E também foi professor. Veio a morrer na pobreza, em Viena.



Fez a sua primeira aparição pública conhecida ao lado do pai (o seu professor de música) na Basílica, como violinista, em 1696. Tornou-se um excelente violinista e, em 1703, foi nomeado mestre de violino no Ospedale della Pietà, um lar para crianças abandonadas. A Pietà era especializada na formação musical das suas pupilas, e aquelas com aptidão musical, eram designadas para o seu excelente coro e orquestra, cujas apresentações muito elogiadas ajudavam a instituição na busca por doações e legados. Vivaldi teve ligações com a Pietà durante a maior parte da sua carreira: como mestre de violino, diretor de música instrumental e fornecedor externo remunerado de composições.

Parece ter preferido a vida como compositor freelancer pela flexibilidade e oportunidades empreendedoras que oferecia e em toda a sua vida só teve um posto fixo, em Mântua. As principais composições de Vivaldi em Mântua foram óperas, embora também tenha composto cantatas e obras instrumentais.

Depois de conhecer um enorme sucesso, em 1730 a sua carreira começou a decair porque a música que fazia já não era a que se queria ouvir. Em 1740 viajou para Viena por causa de uma ópera mas adoeceu e morreu, antes da estreia da ópera.

Após morrer, a sua enorme coleção de manuscritos musicais, composta principalmente por partituras autografadas das suas próprias obras, foi encadernada em 27 grandes volumes que foram adquiridos, primeiro pelo bibliófilo veneziano Jacopo Soranzo e, mais tarde, pelo conde Giacomo Durazzo, patrono de Christoph Willibald Gluck. Redescobertos na década de 1920, esses manuscritos fazem hoje parte das coleções Foà e Giordano da Biblioteca Nacional de Turim.

Vivaldi aperfeiçoou a forma do que viria a ser o concerto clássico em três movimentos. Na verdade, ajudou a estabelecer o esquema rápido-lento-rápido dos três movimentos do concerto. Talvez mais importante ainda, Vivaldi foi o primeiro a empregar regularmente nos seus concertos a forma ritornello, na qual repetições recorrentes de um refrão se alternam com passagens mais episódicas apresentando um instrumento solo. 

Os seus concertos foram tomados como modelos de forma por muitos compositores do barroco tardio, incluindo Bach, que transcreveu 10 deles para instrumentos de teclado. O estilo virtuoso da escrita de Vivaldi para violino solo nos seus concertos reflete o seu próprio domínio técnico reconhecido desse instrumento.


Gloria in excelsis Deo, uma das músicas mais bonitas do Barroco e a minha obra preferida dele. 



A esquerda quando o supremo líder lhes activa o botão do neo-racismo

 

Os números só confirmam o que já sabemos


«A Alemanha confirma que 96% das investigações sobre ameaças à segurança em 2025 estavam relacionadas com o islamismo e o extremismo estrangeiro». - Azat

 

A Rússia começou a guerra, a Rússia tem de arcar com as consequências

 

Yanar Mohammed assassinada a tiro

 

Dois homens assassinaram Yanar Mohammed, uma iraquiana defensora dos direitos da mulheres. O islamofascismo não admite que as mulheres sejam seres humanos e tenham direitos como tal.


Que horror!

 

Uma rapariga chama um Uber e apanha um islamita a fazer-lhe perguntas sobre a sua vida sexual. Isto é assustador. Estes tipos deviam ser presos e ficar sem a carta. Não podem ter certas profissões que possibilitam ficar sozinhos com raparigas ou mulheres em situações que as ponham em perigo nem ter algum tipo de autoridade sobre elas. Deviam ser obrigados, à chegada aos países europeus, a ter um curso de reeducação social. Deviam ser obrigados a assinar um documento em que afirmam não obedecer à lei da sharia, sem o que nem sequer teriam entrada no país. As raparigas e mulheres não são objectos de sacrifício e de troca no altar da imigração.

Cá em Portugal isto já acontece. Uma amiga que anda muito de Uber diz que agora vê muitos condutores do Industão que pouco falam português ou não falam mesmo. Uma vez um deles meteu-se por Monsanto desviando-se do caminho normal e por muito que ela o mandasse virar o carro, em português e em inglês, ele continuou. Só parou e virou quando ela ligou para a Polícia e lhe disse que estava ao telefone com a polícia a quem deu o número do carro, partilhou o GPS etc. Foi assustador. Agora, quando chama um Uber e vem uma dessas personagens de culturas de desrespeito sistémico e doentio pelas mulheres, ficamos todos à espera que o carro chegue para o homem ver que o vimos e que sabemos qual é o carro e ela vai ao telefone com um de nós até chegar ao destino.


Começar a tomar medidas para evitar que as nossas sociedades se transformem em infernos de incivilidade

 

Reino Unido suspende concessão de vistos de estudo para quatro países e vistos de trabalho para afegãos
Agência Lusa
O Governo britânico anunciou esta quarta-feira que vai deixar de conceder vistos de estudo a afegãos, camaroneses, birmaneses e sudaneses, e alguns vistos de trabalho a afegãos, devido ao aumento de abusos no sistema.

"O nosso sistema de vistos não deve ser abusado. É por isso que estou a tomar a decisão sem precedentes de negar vistos aos cidadãos que procuram explorar a nossa generosidade", disse a secretária do Interior britânica, Shabana Mahmood, citada num comunicado do Ministério do Interior.

A decisão entrará em vigor a 26 de março, especificou o ministério.

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Sabemos que os pedidos de 'asilo', nos dias de hoje, são quase todos falsos pedidos de asilo, de pessoas que querem imigrar para o Ocidente, uns porque lhes disseram que é fácil aqui abusar de mulheres, outros porque lhes dizem que é fácil conseguir apoios do Estado, outros porque a vida nos seus países é um inferno. O problema é que vêm para aqui com as suas mentalidades incivilizadas do século VII fazer infernos iguais.

Uma iraniana fala directamente para Guterres

 

As raparigas e mulheres do Afeganistão foram enterradas vivas pelo mundo

 

Estão a morrer, muitas por suicídio porque vivem como vivem num inferno terrorista islamita e sentem que estão completamente abandonadas. A ONU não quer saber delas, ninguém fala por elas ou dá visibilidade à sua situação. Ninguém sanciona o regime terrorista dos talibãs. Os EUA abandonaram-nas à sua sorte sabendo perfeitamente o que estavam a fazer.


Quotes

 



"Tirando estas coisinhas não tenho nada contra o Islão"

 

O Islão explica-se a si mesmo

 

Eles anunciam ao que vêm

 

Agora a França tem isto

 

O islão explica-se a si mesmo

 

O Islão explica-se a si mesmo