July 12, 2020

The writer’s dreaming




... from 'The hour of magic and other poems' by W.H. Davies, 1922.







via Stephen Ellcock

A fazer tempo



Daqui a duas horas vou tomar um pequeno-almoço pequenino e depois vou-me deitar.

Nesta pintura o pescador rema cansado mas com esperança de conseguir chegar à saída da gruta. Identifico-me.


Georg Emil Libert (Danish,1820 - 1908) Fishermen in the Blue Grotto in Capri

For Those Who Love Opera



Só Wagner, Mozart e Rossini não os matam a todos no fim 😁



Russia is in a time machine - back to basics



Putin's Staline paranoia mode - arresting everybody.


Russian journalists in shock as FSB hunts enemy within

By Sarah Rainsford
BBC News, Moscow
As Ivan Safronov was led into court, hands cuffed and head pushed down by two masked guards, he managed just one sentence. "I'm not guilty," he told a crowd of supporters packed into the corridor. 
The arrest of the former military correspondent has shocked fellow Russian journalists, who describe the claim by the FSB security service that he handed state secrets to Czech Intelligence as "absurd".
"My first thought was that I'd gone back two decades in a time machine," says Grigory Pasko, recalling his own prosecution in 1997 - the last time a Russian journalist was charged with treason.
I think they were afraid to touch journalists after that," Mr Pasko told the BBC this week. 
"Back then, Russia had an international reputation. It was included in international structures and cared about the world's opinion," he argues.
"Now Vladimir Putin's been in power for 20 years and he doesn't care what anyone thinks," he says, pointing out that Russia's president just amended the constitution to give himself two more terms in the Kremlin.
"There are no brakes now; no restraints. They can do what they want, how they want and to whomever they want," he believes. 
Despite official insistence that Mr Safronov's case is not linked to his journalism, Grigory Pasko suspects he's been arrested - like him - for touching on one too many sensitive topics.
"It's like a warning to journalists not to poke their noses in."

How Russia has stepped up its hunt for enemies

Prosecutions for spying and treason have increased significantly since 2014, when relations with the West became openly hostile following Russia's annexation of Crimea.
"Scientists were already at risk; now journalists have fallen into that group, too."

What's secret?

The risk increased in 2012 when the law on treason - Article 275 - was amended. 
The Kremlin denies Russia is in the grip of any "mania". 
Those involved are barred from disclosing details and trials are held behind closed doors, formally because of the classified data involved. 
Even the journalist's defence team don't know yet what the charge is based upon. 
"When you catch a real spy, you show evidence to the whole world: usually money, maybe a flash drive. It's good FSB propaganda, to show their use to society and their power," believes Gennady Gudkov, a former Soviet counter-intelligence officer turned opposition politician.
"In Safronov's case we see nothing of that kind. It's very strange and suspicious."
When journalists protested in support of Ivan Safronov outside the FSB headquarters, more than two dozen were detained.
State media, which once came out in support of Mr Pasko, have since reported extensively and enthusiastically on Russia's "enemies". 
"Those arguments are to convince Putin's electorate that they were right to choose him for life," Grigory Pasko himself believes, referring to this month's constitutional reform.
"The message is: only Putin can save us from eternal enemies and spies - including journalists."


Mr. B




Tastes like freedom




Citação deste dia





Saramago

A realidade ultrapassa largamente a ficção



The study concluded that the increase was likely connected to the "psychological, social, and economic stress" caused by the pandemic, which includes "imposed quarantine, lack of social interaction, strict physical distancing rules, and its economic consequences in people's lives"

O Universo é inacreditável



... e a realidade ultrapassa largamente qualquer ficção.


😁




Blue's voices - Elle King




Isto é que é uma multa por danos ambientais



Governo russo exige 1,8 mil milhões de euros a poluidora do Ártico

Em comunicado, a agência federal Rosprirodnadzor indicou ter enviado a uma filial do Norilsk Nickel este pedido de “compensação voluntária”, equivalente a um terço do lucro do grupo em 2019.
A ação da Norilsk Nickel caiu hoje 5% na bolsa moscovita.
A empresa, controlada pelo homem mais rico da Federação Russa, Vladimir Potanine, é o primeiro produtor mundial de paládio e níquel.
No final de maio, 21 toneladas de combustível foram despejadas em vários cursos de água depois do colapso de um reservatório de uma central térmica pertencente à sociedade NTEK, que integra o grupo Norilsk Nickel.
Esta poluição suscitou uma imensa maré vermelha, visível desde o espaço, perto da cidade de Norislk, no Ártico.

Os programas do nosso espaço televisivo e as pessoas que 'contam' no país



Tudo isto é tão deprimente. Estas pessoas da 'bola' são as mesmas que andam pela política e pelos governos e passam de uns para outros.

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Manuel Serrão e Pedro Guerra: “Palhaço, idiota”


Veja o momento no vídeo abaixo.

Há presos políticos na Europa? Sim




“In Europe the following must apply: anyone who has been tortured needs help and can rely on the rule of law. Neither is guaranteed with Julian Assange.” Sigmar Gabriel
(Former Minister for Foreign Affairs Germany)
#FreeAssange #DontExtraditeAssange
https://dontextraditeassange.com/statements

Estratégias políticas que não entendo



Estou convencida que o CDS, a seguir este rumo, vai desaparecer para o Chega nas próximas eleições. O PSD vai perder uma grande fatia de eleitorado e o Chega vai crescer à custa destes dois partidos. Como se diz no showbiz, bad publicity is better than no publicity. Deixou de ouvir falar-se no CDS, não sabemos se tem algum projecto, não faz oposição, só fala no Chega. O PSD era um partido que, tradicionalmente, tinha sempre muito lugar nas notícias porque tinha muito debate interno. Havia sempre sociais-democratas discordantes e o partido fazia uma oposição robusta ao partido do governo. Pois agora não se fala do PSD a não ser de vez em quando para noticiar as parvoíces de Rio que fazem mais mossa que os críticos do partido.
Repare-se que apesar do PS dominar a quase totalidade dos meios de comunicação social ao ponto de mandar embora vozes discordantes, o Ventura anda sempre nas bocas do mundo.

Na AR, aquele coitado intelectual e mau exemplo ético que faz de Presidente da Casa pensa sinceramente que está a livrar o país do fascismo que aí vem com o Ventura e adopta comportamentos próprios de regimes autoritários para calar o homem do Chega. Faz uma perseguição tão óbvia ao homem que só lhe arranja adeptos e seguidores.
Nas próximas eleições o Chega vai rapar o prato dos partidos que deviam ser oposição, CDS e PSD, já que os outros da AR estão comprometidos com o governo. O CDS corre o risco de desaparecer ou de, pelo menos, trocar de lugar com o Chega: fica com um deputado sozinho ao lado das cadeiras do Chega que antes eram suas. Não vai ser bonito de ver, mas é o que provavelmente vai acontecer.


Contra a higienização académica do racismo e fascismo do Chega

Enquanto investigadoras e investigadores, defendemos que a produção de conhecimento académico não se coaduna com propósitos de normalização, legitimação e branqueamento de um partido racista e com desígnios antidemocráticos.

Q.E.D.



É importante sabermos para onde queremos ir. Aposta na ferrovia, investimento da reindustrialização do país, instrumentos para a recapitalização das empresas, melhor e mais desburocratização da administração pública, aposta na saúde, no turismo de qualidade, foco numa política que combata as desigualdades sociais e noutra política que desenhe uma transição energética inteligente são ingredientes da VEPRESP. A vacina, criada por António Costa Silva (presidente da Partex e escolhido pelo Governo para traçar a estratégia para a retoma) parece ter a composição certa. Agora é preciso conhecer quanto custa, se a conseguimos pagar e perceber também quantas doses e em que datas tem de ser tomada para surtir efeito.
Rosália Amorim


Aqui está uma pessoa cuja voz tem muito peso no país dado o volume da sua conta bancária, a defender o amigo da Lurdes Rodrigues como uma vacina milagrosa para o país. E a Amorim enuncia as áreas importantes de investimento no país: ferrovia, indústria, empresas, administração pública, saúde, desigualdades sociais. Educação? Zero, nada. Relativamente ao post anterior: q.e.d.

O que a sociedade espera dos professores? Tudo. O que está disposta a contribuir? Nada



Sociedade: em Portugal mais de 2 milhões de miúdos vivem no limiar da fome.
Escolas: podemos ajudar... os miúdos podem tomar o pequeno-almoço e o almoço na escola.

Sociedade: os miúdos não têm acesso a médico de família ou dentista nem dinheiro para medicina privada.
Escolas: podemos ajudar... trazemos médicos ou enfermeiros à escola para exames aos olhos, aos dentes. Muitos professores usam contactos pessoais para marcar consultas médicas gratuitas a alunos, conseguir acompanhamento psicológico, etc. Muitos professores fazem colectas entre si e gastam dinheiro do seu salário para comprar óculos para alunos, por exemplo ou cadeiras de rodas.

Sociedade: 20% das famílias portugueses vive em dificuldades. 
Escolas: podemos ajudar... fazemos recolha de roupas, sapatos e damos para alunos carenciados. Muitos professores gastam dinheiro do seu salário para comprar bens de primeira necessidade para alunos, por exemplo.

Sociedade: muitos alunos são vítimas de maus tratos, abusos e negligência, em casa.
Escolas: podemos ajudar... fazemos das escolas sítios seguros e dos professores pessoas-refúgio. Teremos psicólogos mas não em número suficiente... professores sem treino em questões de trauma acompanham esses alunos e orientam-nos semanalmente. Os professores passarão mais tempo com esses miúdos que com os seus próprios filhos. Ficam afectados por não poderem fazer mais pelos miúdos ao seu cuidado.

Sociedade: muitos miúdos têm pais que trabalham longe e saem depois da hora de fecho das escolas.
Escolas: podemos ajudar... arranjamos programas e professores para ajudarem os alunos com os trabalhos de casa, mantemos as escolas abertas com funcionários que os acompanhem até os pais chegarem. Professores e funcionários chegarão a casa tarde para resolver esse problema das famílias.

Sociedade: muitas famílias não têm dinheiro para viajar, nem formação para levar os miúdos a uma exposição, sequer.
Escolas: podemos ajudar... organizamos visitas de estudo com professores que façam de guias pedagógicos. Se os alunos não têm dinheiro para pagar a visita muitos professores pagam-na do seu bolso.

Sociedade: uma percentagem grande de alunos não têm pais capazes de os ajudar nos trabalhos da escola.
Escolas: podemos ajudar... arranjaremos professores que ficam na escola depois das aulas para ajudar os alunos. Esses professores perderam as suas noites e fins de semana a trabalhar para preparar aulas, classificar testes e trabalhos, responder a emails, etc., sem tempo para as suas famílias.

Sociedade: muitos alunos não têm nenhuma actividade física.
Escolas: podemos ajudar... a educação física e o desporto são obrigatórios e os professores acompanham os alunos com problemas físicos desenhando programas especiais para eles.

Sociedade: todos os anos há milhares casos de bullying, violência nas escolas, por parte de alunos e pais.
Escolas: podemos ajudar... detectamos os alunos que fazem bullying, protegemos as vítimas, disciplinamos os ofensores, fornecemos-lhes acompanhamento pedagógico por professores sem treino para isso, se não houver psicólogos.

Sociedade: 20% das famílias vive no limiar da sustentabilidade - muitos negligenciam os filhos, não acompanham os seus estudos, nem se interessam pelos seus problemas escolares.
Escolas: podemos ajudar... contactamos os pais e mesmo sem assistentes sociais arranjamos maneira de falar com eles. Muitos só têm a escolaridade básica e falta de educação e ofendem os professores que são quem ajuda os filhos. Perseguem professores e usam-nos para descarregar as suas frustrações da vida. Alguns chegam a bater nos professores. Têm expectativas absurdas e novelescas para os filhos, baseadas nos discursos governamentais. Mas não se preocupem que mesmo assim continuamos a apostar nesses alunos e a acompanhá-los mais aos pais. Por vezes os pais vêm à escola falar com os professores sobre os seus problemas pessoais porque não têm ninguém com quem desabafar e que os ajude: mãe que vivem sozinhas com os filhos e um avô idoso doente e não têm dinheiro para pô-lo numa instituição, nem para pagar os tratamentos - vêm à escola só para desabafar e chorar com um adulto. Por vezes vivem com um marido alcoólico e abusador e têm medo pelos filhos vêm à escola só para desabafar e chorar com um adulto. Por vezes os pais têm 3 empregos para poderem sustentar os filhos e vêm à escola para desabafar e chorar com um adulto. Não se preocupem, pois os professores directores de turma ouvem todas essas pessoas e ajudam sempre que podem.

Sociedade: muitos jovens que acabam a escola não têm dinheiro para continuar os estudos. As bolsas de estudo são em número reduzidíssimo  e com tantos obstáculos para ninguém as conseguir que quase ninguém as consegue. 
Escolas: podemos ajudar... muitos alunos continuam a contactar os professores depois de sair da escola. Entraram para a universidade mas não têm dinheiro para o passe que são 120 euros por mês ou para livros. O professor ajuda-os. Eles prometem pagar de volta. Geralmente fazem-no. Ou não conseguiram entrar para a universidade nem arranjar trabalho. Deixam-nos mensagens às duas da manhã: só penso em suicidar-me, não tenho quem me ajude, lembrei-me de si. Entraram para a universidade mas não têm nenhum ajuda lá dentro. Nós ajudamos. Arranjamos livros, aconselhamos acerca do que fazer, de como lidar com este ou aquele professor, de como estudar.

Sociedade: estamos no meio de um pandemia difícil de controlar. Vamos fechar as escolas e os miúdos ficam sem aulas.
Escolas: podemos ajudar... prescindimos das férias da Páscoa, se for preciso gastamos dinheiro a comprar um PC melhor, com câmara, fazemos formações rápidas, instalamos aplicações, internet de banda larga, fazemos reuniões online, montamos um sistema de comunicação com alunos e pais online. Não se preocupem que quando o período começar, estaremos no nosso posto a trabalhar e a ajudar os alunos e os pais, se for preciso.

Sociedade: os números da pandemia voltaram a aumentar. Porque escolhemos, durante décadas, ignorar as desigualdades, a pobreza, a escola pública, a discriminação e a segurança no emprego que são a raíz de todos os problemas acima mencionados, agora precisamos que as escolas abram para os alunos terem refeições, ajuda de aconselhamento e psicologia, acesso a computadores, a livros, sapatos, etc. e tudo isto com acompanhamento e supervisão. Parece que o COVID afecta pouco as crianças e os jovens, logo, vamos a abrir!

Professores: podemos ajudar, claro... sentimos falta dos miúdos nas aulas. Mas e a respeito dos 50% de professores que têm mais de 50 anos? E os que são imunodeprimidos ou vivem com alguém que o é? E as grávidas? Vamos ter condições de segurança? Turmas pequenas de modo a que os alunos estejam a um metro e meio cada? Horários desencontrados para que a sala dos alunos e dos professores não esteja apinhada de gente sem possibilidade de distanciamento físico? Máscaras para todos e desinfectante? Funcionários para limpar e desinfectar os espaços? 

Sociedade: Uau! Que é isso? Deixem-se de queixas. Sempre estiveram dispostos a sacrificar o tempo de família, o salário, a vossa saúde mental... então agora que precisamos de vocês não estão dispostos a dar a vossa saúde e a vida, até, se for preciso, para que a sociedade possa continuar a ignorar as suas responsabilidades, atirar tudo para cima de vocês e ir dormir descansada? Ainda por cima uns 80% de vocês são mulheres e é o que nós, sociedade, esperamos que as mulheres façam: que cuidem e se sacrifiquem pelos outros.

Durante décadas as escolas e os professores foram o penso-rápido das falhas da sociedade, porque nos preocupamos com os miúdos. Sabemos que são eles quem geralmente mais sofre com as falhas da sociedade. As escolas e os professores não são responsáveis, nem capazes de reparar o Portugal pobre e endividado, com governos minados de corrupção e tráfico de influências que desvia o dinheiro de melhorar as escolas para projectos que comprometem o desenvolvimento da sociedade, a melhoria das condições de vida, a diminuição das desigualdades, o fim da pobreza.

Abrir as escolas em pânico tem menos que ver com a educação que com as outras falhas da sociedade que a escola supre, em alguma medida, nomeadamente ter alguém que supervisione os miúdos para os pais poderem voltar ao trabalho e participar na economia. 

Ninguém melhor que os professores sabe as dificuldades das famílias: acho que ficou claro, mais acima, que somos nós que ouvimos, acompanhamos e servimos muitas vezes de amortecedor dos seus problemas monetários, identitários, existenciais. Exceptuando as famílias, ninguém, a não ser os professores se preocupa verdadeiramente com os alunos, não em abstracto, como números num futuro económico mas como pessoas com uma existência real, agora, porque os conhecemos de perto, acompanhamos as suas vidas. 

No entanto, não somos carneiros enviados para o matadouro pela razão que a sociedade sabe que não se interessa o suficiente pelos filhos do país para atacar com seriedade e meios de investimento os problemas da desigualdade, da pobreza, da discriminação, da precariedade do emprego e as outras raízes dos problemas e espera que os professores, se sacrifiquem e morram no seu posto a pôr pensos-rápidos nas hemorragias sociais.

inspirado em Alison Holman


July 11, 2020

Poesia ao anoitecer



Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.
Sophia de Mello Breyner Andresen


Fotografia: _jonhjase - instagram 
Caparica, Almada, Lisboa

Hoje? Sábado solarengo com ar de praia?



Passei a tarde a ler/estudar Hegel. Há muito tempo que não o lia e sinto falta. A internet e os meios digitais são uma coisa fantástica. Como é que há uns anos seria possível assistir a aulas de um curso de mestrado ou de doutoramento sem andar a frequentá-los? Não seria, obviamente. Ter acesso a certos professores muito bons? Impossível. Pois, mas agora é e há tanto material na internet que se soubermos encontrá-lo podemos quase tudo.
Uma universidade convida um professor para dar umas aulas sobre, Hegel, por exemplo, e grava a aula. Como as universidades, hoje-em-dia, têm alunos internacionais, o professor dá a aula em inglês, o que torna acessível aulas de universidades de países com línguas que não falamos como as alemãs, as eslavas, etc. Então, faz-se uma pequena pesquisa pelos cursos/universidades que nos interessam e vai-se dar com aulas excelentes de professores excelentes, que pegam num conceito, num capítulo ou tema de um autor difícil -neste caso de Hegel- e desmontam muito bem as passagem mais obscuras.
É precioso porque Hegel é mais obscuro que Heraclito, chamado, o obscuro, é complexo e uma pessoa precisa de ajuda para destrinçar certos nós porque ele não facilita nada. Não é qualquer um que explica bem Hegel, quer dizer, que consegue tornar claro alguns textos dele. Avança-se em certos textos dele como os alpinistas no K2: com uma picareta na mão, passinho a passinho e pausas para respirar. Foi assim que descobri um indivíduo muito bom que me ajudou a entrar em certas passagens cavernosas hegelianas onde já não entrava há muitos anos, sem tropeçar.

Schopenhauer não podia com Hegel. Dizia que ele era um charlatão banal, vácuo, repugnante e ignorante, que misturava insanidade e disparates com uma arrogância sem precedentes, que os seus partidários transmitiam-no como se tratasse de sabedoria imortal tida como verdade por idiotas… e que tinha condenado à ruína toda uma geração de intelectuais. Ahah. Outros dizem exactamente isto mas de Heidegger   ahahah.   ... acho imensa piada - quem pensa que a filosofia é um assunto de sábios muito calmos em modo zen... bem, está muito enganado.

Elle King - Baby Outlaw