Filinto Lima e muitos directores que já não dão aulas há décadas ou têm uma turma e não sabem o que é ter cinquenta e tal anos ou sessenta e dar seis aulas seguidas de manhã e mais duas à tarde e depois ter reuniões em escolas degradas, não climatizadas, a terem de subir e descer escadas todo o dia, sem uma sala decente para trabalhar ou apenas para fazer uma pausa, sem um bar decente e depois ir para casa, que pode ser a 300 km de distância preparar aulas, elaborar testes, classificá-los, preparar visitas de estudo, projectos, etc. queixam-se, não de terem sobrecarregado os professores de tal maneira que aos 50 anos têm problemas de saúde próprios dos 60 ou 70, mas dos médicos não serem umas bestas e fingirem que não vêem o seu estado de saúde.
Médicos cortam horários a professores e forçam escolas a refazer planos
Três semanas após o arranque do ano letivo e num momento em que há grupos de recrutamento com listas quase esgotadas, os diretores estão a ser forçados a lançar contratações para substituir professores que foram a consultas de medicina do trabalho e ficaram com horário reduzido ou dispensados de dar aulas. Há escolas que tiveram de lançar cinco horários, outras mais de 30. É um rastilho de pólvora que pode agravar a falta de docentes em todo o país, alerta o presidente da associação nacional de diretores (ANDAEP), Filinto Lima.







