October 17, 2026

Temos mais pessoas pobres

 

Pobreza persistente atinge 9,5% da população em Portugal em 2025 

Quase um em cada dez residentes em Portugal vivia em situação de pobreza persistente em 2025, ou seja, encontrava-se em risco de pobreza nesse ano e em pelo menos dois dos três anos anteriores, segundo um estudo divulgado pela Iniciativa para a Equidade Social.
Entre as crianças e jovens, a incidência da pobreza persistente caiu para cerca de metade na última década, passando de 18,1% em 2015 para 9,3% em 2025.

As mulheres continuaram a apresentar uma maior exposição à pobreza persistente do que os homens. Em 2025, a taxa atingia 10,0% entre as mulheres, face a 9,0% entre os homens.
-Jornal Económico

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/pobreza-persistente-atinge-95-da-populacao-em-portugal-em-2025/ 

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Temos uma taxa geral de desemprego baixa de 5,7%, mas nos jovens vai nos 20%. Temos quase 200 mil jovens (9%) nem-nem. Mão -de-obra desperdiçada que vive dos pais ou de subsídios. Destruiu-se a educação para poupar dinheiro e certificaram-se falsamente os jovens. Agora, nem trabalham nem estudam. Não arranjam solução para estes jovens todos? 

Não geramos empregos qualificados ou geramos mas não queremos pagar salários decentes e atiramos tudo para o trabalho tarefeiro. Expulsamos daqui os jovens para depois importar pessoas sem qualificações.

Isto já dura há 15 anos. Ninguém tem soluções, mesmo que parciais? Governo atrás de governos e ninguém melhora a situação? Ninguém sabe o que anda a fazer? E para onde foram as dezenas de biliões que caíram aqui vindas de Bruxelas?

Como podem as pessoas viver aqui, ter uma casa, filhos...? As coisas estão caríssimas. A situação no mundo está má? Pois está mas esta situação vem de antes.

Precisamos de reformas com pés e cabeça de pessoas competentes.


🇺🇦❤️🇵🇹

 

Com amigos destes quem precisa de inimigos?

 

Quem constrói os drones «Geran -4 flight» com que a Rússia ataca a Ucrânia?

Dos 105 componentes identificados, 80 provêm de empresas americanas; só a Texas Instruments (incluindo componentes da National Semiconductor, que foi adquirida pela TI em 2011) representa 58,1% do total.



Os outros estão distribuídos assim:


A neutralidade suíça também ali está.

É preciso dizer o óbvio 400 vezes

 

E a Ucrânia continua a empurrar os russos para o esgoto de onde vieram



СВЯТА РУСЬ

The Armed Forces of Ukraine have liberated Dachnoye on the left bank of the Kherson region.



Um republicano que chegou ao limite da tolerância


E Zelenskyy, que não faz ameaças em vão, a avisar o que acontece se derem à Rússia acesso ao Starlink.

Um tipo com um trilião que engana pessoas comuns para aumentar o seu poder/dinheiro é confiável?

 

Elon Musk chegou a um acordo num processo de acção colectiva movido contra ele, depois de ter usado o seu PAC (political action committee) e enganado os apoiantes de Trump para que estes revelassem as suas informações pessoais na esperança de ganharem, aleatoriamente, 1 milhão de dólares. Afinal, os vencedores já estavam pré-determinados. 

Na altura, os advogados do PAC de Musk admitiram em tribunal que não se tratava, na verdade, de um sorteio, uma vez que os vencedores foram seleccionados «com base na sua adequação» para actuarem como porta-vozes do PAC e tinham ganho o milhão de dólares a título de remuneração.



A independência tecnológica dos EUA é uma urgência

 

É óbvio que os americanos já não são parceiros de confiança e usam a tecnologia para coagir a Ucrânia e chantagear a Europa. Também é óbvio que Trump e os seus oligarcas (Musk, Thiel, etc.) querem a destruição da Europa enquanto poder para nos tornar seus vassalos em tudo menos no nome. A seguir à guerra a Europa esteve numa espécie de vassalagem militar e tecnológica dos EUA, mas isso custava-lhes dinheiro. Trump quer o mesmo, mas de borla. A Europa tem de acordar para a realidade.

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O ministro dos Negócios Estrangeiros polaco, Sikorski: 
«Desde janeiro do ano passado que os EUA não contribuíram com um único cêntimo para a defesa da Ucrânia. Estamos a fazê-lo, Europa.»

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Laura Rozen
Elon Musk abordou Donald Trump com a ideia de abrandar o Starlink na Ucrânia.
O empresário bilionário abordou o presidente dos EUA com a proposta de introduzir limites de velocidade no sistema, o que prejudicava as defesas contra drones da Ucrânia, de acordo com quatro fontes familiarizadas com as discussões.
Uma das fontes afirmou que Trump «concordou» com a sugestão de Musk, abrindo caminho para que o Pentágono implementasse a redução da velocidade no Starshield, a versão de nível militar do sistema de comunicações por satélite. - The Telegraph


A Ucrânia é Europa

 

Se a Europa se mantiver unida há-de conseguir ultrapassar os problemas. Quanto ao apoio à Ucrânia, são precisos mais que abraços: são precisas armas de defesa, proteger o céu da Ucrânia dos bombardeamentos russos, descongelamento do dinheiro russo.

Isto são os protestos pacíficos?

 

É que isto parece uma manifestação a apelar à violência e não à solução dos problemas, por parte de um líder activista profissional, experiente em manipular multidões para o caos e violência. 


E isto? Seis polícias contra uma multidão que atira cadeiras e sei lá mais o quê para cima deles. Mas alguém acredita que este protesto tem algo que ver com soluções para o problema da habitação?



E dizer que as palavras que se dizem não têm peso nem valor (as ameaças de violência contra o PM) é sinal de pessoas que dialogam para resolver os problemas como é próprio de uma democracia, ou de pessoas que recusam o diálogo e querem impôr-se à força? 

 

October 16, 2026

Isto é um escândalo

 

Não sabia disto. Tem que haver responsabilização destas pessoas e impedimento de voltarem a usufruir de qualquer apoio público. Vão trabalhar.

A resposta está na pergunta

 


Descobri uma agulha no palheiro

 

Um evangélico lúcido.

Ninguém compreende que Trump e Musk estejam ao lado da Rússia a tentar destruir a Ucrânia para que se renda

 

Apenas para meterem dinheiro nos bolsos. Um que tem biliões, outro que tem um trilião. 

Aqui está mais uma razão para confiscar já os activos russos e usá-los para a Ucrânia expulsar a Rússia

 

Menos uma

 

Esperamos que os líderes europeus estejam à altura do sacrifício dos ucranianos

 

Não pode ser mais do mesmo.


Coisas do campo

 

Raças bovinas portuguesas: arouquesas, barrosães, maronesas (as que aqui se vêem), mirandesas, minhotas, cachenas e outras. 

E uma vaca com mais de 800 primeiros prémios.

October 15, 2026

Porque é que todas as cidades deveriam aprender com Bolonha



Porque é que todas as cidades deveriam aprender com Bolonha


Architecture & Tradition



No Norte de Itália existe uma cidade onde podemos caminhar durante quilómetros sem nos preocuparmos com a chuva. O seu segredo é uma tradição arquitectónica que as cidades modernas, em grande medida, esqueceram.

Os pórticos da Via Farini, em Bolonha



Passeie pelas ruas de Bolonha e irá reparar em algo invulgar. Em vez de caminhar ao lado dos edifícios, muitas vezes dá por si a caminhar por baixo deles.

Belas colunas de pedra sustentam galerias cobertas que se estendem ao longo das ruas. Por cima da sua cabeça, há tectos abobadados e, ao seu lado, as entradas de lojas e habitações que existem há gerações.

Estas galerias cobertas chamam-se pórticos e são uma das características mais marcantes de Bolonha.

A cidade tem mais de 60 quilómetros de pórticos. Alguns são medievais, outros foram construídos séculos mais tarde, mas, em conjunto, formam uma extraordinária rede de espaços públicos abrigados.

É possível percorrer grande parte do centro histórico sem se molhar à chuva. Durante o verão, as arcadas protegem do sol, permitindo que as pessoas se desloquem confortavelmente entre diferentes zonas da cidade.

Mas a sua maior realização vai muito além de oferecer abrigo.

Os pórticos tornam belas as ruas comuns.

Transformam o espaço entre os edifícios e as estradas num lugar onde as pessoas querem permanecer. Em vez de tratarem o passeio como um elemento secundário, fazem dele uma parte essencial da arquitetura.

E penso que é algo que todas as cidades modernas poderiam aprender com Bolonha.

1. Uma cidade que construiu as suas ruas à medida das pessoas



Uma das coisas mais notáveis em Bolonha é que os seus pórticos nunca foram exclusivos dos grandes palácios ou dos monumentos importantes.

Encontram-se ao longo de ruas residenciais comuns e por baixo de edifícios que, há séculos, desempenham funções quotidianas.

Podemos sair de casa e caminhar até uma loja próxima, permanecendo protegidos pela mesma estrutura arquitectónica. A rua torna-se uma extensão dos edifícios que a rodeiam, em vez de ser um espaço vazio que os separa.

Isto cria uma experiência muito diferente daquela que temos ao caminhar por um bairro moderno típico.

Em muitos empreendimentos mais recentes, os edifícios estão afastados dos passeios, separados destes por parques de estacionamento ou por extensões de terreno sem utilização. As suas entradas estão desligadas da vida pública e os peões deslocam-se por espaços que oferecem pouca protecção.

Bolonha desenvolveu-se segundo um princípio diferente.

Os edifícios foram concebidos para contribuir directamente para a rua.

Os pórticos criam uma transição contínua entre a propriedade privada e o espaço público. As colunas estabelecem um ritmo reconhecível, enquanto a galeria coberta proporciona aos peões um lugar confortável para caminhar.

E, como as arcadas se prolongam de um edifício para o seguinte, a rua parece constituir um todo arquitectónico coerente.

A beleza de Bolonha não depende de todos os edifícios serem extraordinários.

Resulta da forma como os edifícios comuns funcionam em conjunto.

Jan Gehl, sobre a ordem correta do planeamento urbano:
«Primeiro a vida, depois os espaços, depois os edifícios — nunca funciona ao contrário. Numa sociedade que se torna progressivamente mais privatizada, com casas particulares, automóveis, computadores, escritórios e centros comerciais, a componente pública das nossas vidas está a desaparecer. É cada vez mais importante tornar as cidades acolhedoras, para que possamos encontrar os nossos concidadãos cara a cara e experimentar as coisas directamente através dos nossos sentidos. Uma vida pública de qualidade em espaços públicos de qualidade é uma parte importante de uma vida democrática e de uma vida plena.»

2. Como surgiram os pórticos de Bolonha



As origens dos pórticos de Bolonha remontam à Idade Média, quando a cidade começou a expandir-se rapidamente.

Durante os séculos XI e XII, Bolonha tornou-se um importante centro de comércio e de ensino. A sua universidade atraía estudantes de toda a Europa, enquanto os comerciantes estabeleciam negócios ao longo das ruas, cada vez mais congestionadas.

Com o aumento da população, a cidade precisava de mais espaço habitacional.

Uma das soluções consistiu em prolongar os pisos superiores das casas sobre a rua.

Estas saliências permitiam acrescentar divisões sem que os proprietários tivessem de adquirir mais terreno. Com o tempo, foram acrescentados suportes de madeira por baixo das extensões, e os espaços inferiores transformaram-se em galerias abrigadas.

O que começou por ser uma resposta prática à sobrelotação acabou por se tornar uma das tradições arquitectónicas mais importantes da cidade.

Os primeiros pórticos eram frequentemente construídos em madeira. Alguns exemplos notáveis sobreviveram até hoje, incluindo a galeria de madeira da Casa Isolani, na Strada Maggiore.

As suas enormes colunas de madeira sustentam os pisos superiores de um edifício medieval e mostram como eram os primeiros pórticos, antes de a pedra e o tijolo se tornarem materiais mais comuns.

À medida que Bolonha continuava a crescer, as autoridades municipais começaram a regulamentar a construção dos pórticos.

Os estatutos medievais exigiam que os novos edifícios, nas zonas mais importantes da cidade, disponibilizassem galerias cobertas e estabeleciam regras destinadas a garantir que estas permanecessem utilizáveis.

As autoridades compreendiam que estas estruturas serviam toda a comunidade.

Um pórtico podia pertencer a um edifício privado, mas o espaço por baixo dele destinava-se à circulação pública.

Este modelo tornou-se uma das características distintivas de Bolonha.

E permitiu que uma tradição construtiva prática evoluísse para um extraordinário sistema de arquitectura pública.

3. O segredo por detrás da beleza das ruas de Bolonha



A beleza de Bolonha resulta da forma como os seus edifícios funcionam em conjunto.

Caminhe sob uma longa sequência de pórticos e repare como os arcos criam um ritmo contínuo ao longo da rua. Cada coluna enquadra uma pequena parte da paisagem à nossa frente, enquanto a repetição dos arcos confere à rua, no seu conjunto, uma sensação de ordem.

O efeito é especialmente belo quando a luz do sol entra de lado e projeta sombras sobre o pavimento.

A arquitectura tradicional recorre amplamente à repetição, porque esta permite que os edifícios individuais contribuam para uma composição mais vasta. Um único arco pode ser atraente, mas uma centena de arcos que se estendem ao longo de uma rua cria algo muito mais impressionante.

Bolonha ilustra este princípio de forma particularmente eficaz.

Os seus pórticos apresentam diferenças consideráveis de aspecto, porque foram sendo construídos ao longo de muitos séculos. Alguns têm colunas simples de tijolo, enquanto outros apresentam capitéis de pedra elaborados e tectos ricamente decorados.

Camillo Sitte, sobre a abordagem artística, em oposição à abordagem puramente técnica, das ruas:
«Os sistemas modernos [...] preocupam-se exclusivamente com a disposição das redes de ruas e, por conseguinte, a sua intenção é, desde o início, puramente técnica. Uma rede de ruas serve apenas os objetivos da circulação, nunca os da arte, pois não pode ser apreendida sensorialmente nem compreendida como um todo, excepto através de uma planta [...] Só aquilo que um observador consegue abarcar com o olhar, aquilo que pode ser visto, tem importância artística; por exemplo, uma rua específica ou uma praça individual.»
No entanto, estas diferenças raramente destroem a unidade visual da rua, porque os edifícios partilham a mesma característica arquitectónica fundamental.

Isto permite que cada geração acrescente algo de novo sem abandonar o caráter estabelecido pelos construtores anteriores.

O resultado é uma cidade onde até um passeio banal se transforma numa experiência arquitectónica.

4. Quando os edifícios privados serviam o público


Um dos aspectos mais interessantes dos pórticos de Bolonha é a relação entre a propriedade privada e a utilização pública.

(...)

(para ler o resto é preciso pagar)

Na TV alemã há programas de discussão sobre literatura

 

Aqui? Telenovelas, comentadores de futebol.