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May 27, 2026

"Antissemitismo"



Antissemitismo, o silêncio que nos vai matando

Paulo Mendes Pinto

Esta mesma frase, pintada noutro local, poderia ser entendida de outra forma. Aqui, na sinagoga de Lisboa, não poder ser outra coisa senão um crime de ódio racista e antissemita.

Vêm de muito longe as raízes do antissemitismo português. Em 1904, quando a sinagoga de Lisboa era inaugurada, passavam mais de 400 anos desde que o judaísmo fora proibido em Portugal, apesar de uma parte significativa da população em 1496, data desse infame decreto, ser judia.

Localizada na Rua Alexandre Herculano, esse que era o primeiro espaço religioso judaico construído em Portugal desde esse decreto criminoso, não podia ter fachada virada para a rua para não “ofender os olhares” dos transeuntes, naturalmente católicos. Era o que dizia a lei e, por isso, a sinagoga Shaaré Tikvá (Portas da Esperança) foi construída num logradouro, escondida por detrás de um edifício também ele projetado pelo arquiteto Ventura Terra.

Foi na fachada desse edifício, que teve em 1904 a função de esconder a sinagoga, não fosse algum católico ficar ofendido por ver um templo de outra religião, que, na noite de 20 para 21 passado (maio de 2026), alguém, pelo que sei, ainda não identificado, pintou a frase “Free Palestine from the river to the sea”.

Nunca é demais alertar para a dificuldade que muitos de nós demonstram ter ao baralharem uma posição de crítica legítima, e mais que justificada, contra uma política de uma liderança israelita, e uma oposição frontal à existência do Estado de Israel. São duas posições em nada próximas, uma democrática, a outra já no campo da negação a um direito estabelecido internacionalmente e, sem dúvidas, a resvalar para uma posição antissemita.

É claro que a situação que se passou em Lisboa há poucos dias é mais complexa, ainda. Muitos poderão dizer, e com razão, que semelhante afirmação categórica é feita pelo partido Likud – partido do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu – quando dizem, sem necessidade de entrelinhas, que “entre o mar e o rio Jordão só haverá soberania israelita”. Em ambos os casos, é a inibição à existência do outro que se materializa nessa afirmação territorial de exclusividade entre o Jordão e o Mediterrâneo.

Nunca uma afirmação pode justificar outra de igual valor, mesmo quando usando quase o mesmo vocabulário. Hoje, a frase pintada na parede fronteira à entrada da Sinagoga Portas da Esperança é, no contexto da luta palestiniana, uma afirmação da negação do Estado de Israel. E isso não é tolerável, nem nos limites mais plásticos dos valores que nos regem.


Quem pratica a sua fé nesse edifício religioso não são autoridades israelitas, mas sim cidadãos nacionais, nascidos e criados aqui, como eu e quem me lê, muitos também críticos para com as políticas do atual governo de Israel

Mas a preocupação tem de ser levada ainda mais longe, havendo três reflexões urgentes, sob o risco de sermos cúmplices através do silêncio:

1. Alguns órgãos de comunicação social afirmaram de forma bem visível apenas a ligação da frase à luta palestiniana, ignorando o lastro e o significado da totalidade da frase. Ignorância? Se o é, é grave e merece reflexão das redações pela forma como alimentam o radicalismo;

2. O significativo silêncio que teve lugar por parte das entidades nacionais. Em Portugal vive-se, a este nível, seja agora neste ato, seja noutros momentos, em atos semelhantes, mas islamofóbicos, um silêncio que premeia os criminosos. Não tomamos posição, fingimos que não é importante, até que o quadro seja mais grave. Esta postura apenas nos mostra que, ao contrário da mitologia nacional, não somos um “povo de brandos costumes”. Somos, antes, um povo que cala e que consente. Somos os mesmos que aceitaram durante quase 50 anos uma ditadura, que se deixa amochar com injustiças, mas gosta de acusar em voz alta quando está no sofá, repetindo nas redes sociais o que os aprendizes de Salazar repetem e vociferam.

3. Por fim, mesmo que se queira justificar a frase pintada junto à sinagoga, nunca se conseguirá fazer essa justificação em relação ao local em si. Quem pratica a sua fé nesse edifício religioso não são autoridades israelitas, mas sim cidadãos nacionais, nascidos e criados aqui, como eu e quem me lê, muitos também críticos para com as políticas do atual Governo de Israel.

É nesta confusão, achando que tudo o que é judeu ou judaico é o mesmo que Netanyahu, que se mostra que estamos, sem dúvida, perante um ato antissemita. Esta mesma frase, pintada noutro local, poderia ser entendida de outra forma, por alguém mais ingénuo ou otimista. Aqui, não pode ser outra coisa senão um crime de ódio racista e antissemita.

Até quando vamos pactuar, através do silêncio, com coisas destas?

February 22, 2026

🎯

 

Esta semana Merz afirmou que vai deixar de subsidiar a UNWRA porque há já muitas provas das suas ligações ao terrorismo.


January 27, 2026

Anti-semitismo precisamente neste dia e na Polónia... triste ironia

 

January 13, 2026

Por todo o lado o anti-semitismo cresce

 

Desde que o fascismo islamita se instalou na Europa com a conivência da esquerda.


January 12, 2026

Inglaterra - o anti-semitismo em plena expansão

 

A BBC, mas não só, também as universidades islamizadas, são os grandes motores do anti-semitismo e da ascensão do fascismo islamita.

January 09, 2026

Anti-semitismo em ascendência, também em Portugal

 


Isto é obra de islamitas e seus servos da nova esquerda neo-colonialista e neo-racista capitaneada internacionalmente por Guterres. Só para pôr as coisas em perspectiva: os Emirados Árabes Unidos anunciaram que vão cortar os fundos destinados aos seus cidadãos que desejem estudar no Reino Unido, por receio de que sejam sejam radicalizados pelos islamistas da Irmandade Muçulmana nos campus britânicos. Portanto, um Estado árabe muçulmano que pratica a sharia, agora vê um Estado europeu como um perigoso foco de radicalização islâmica.


Antissemitismo em Portugal: documentar para agir

João Taborda da Gama

Coordenador Nacional da Estratégia Europeia para Combater o Antissemitismo e Promover a Vida Judaica

Prevenir e combater o antissemitismo é uma obrigação moral e política. Essa responsabilidade torna-se ainda mais urgente face ao seu recrudescimento nos últimos anos, tanto no mundo, como em Portugal.

Uma sociedade que leve a sério esse combate precisa de monitorizar de forma direcionada e sistemática os atos e incidentes que possam configurar manifestações de antissemitismo, com o objetivo de os prevenir e agir de forma inequívoca.

Essa é a minha primeira prioridade enquanto Coordenador Nacional da Estratégia Europeia para Combater o Antissemitismo. Só assim serão eficazes os esforços que dirigiremos às comunidades educativas, ao sistema de justiça e às forças de segurança.

Mas não se pode monitorizar ou combater algo sem um critério de referência claro: uma definição de antissemitismo. Ao longo da história, o termo assumiu contornos diversos, mas tem sempre no seu núcleo um preconceito e uma atuação discriminatória contra uma minoria: os judeus.

A definição adotada por Portugal foi elaborada em 2016 pela Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), organização internacional de 35 países, da qual fazemos parte: “o antissemitismo é uma determinada perceção dos judeus, que se pode exprimir como ódio em relação aos judeus. Manifestações retóricas e físicas de antissemitismo são orientadas contra indivíduos judeus e não judeus e/ou contra os seus bens, contra as instituições comunitárias e as instalações religiosas judaicas.”

É com base nesta definição que demos os primeiros passos para a recolha, inventariação e classificação de incidentes ocorridos em Portugal. Lançámos o apelo às várias comunidades judaicas e instituições relevantes, que responderam com generosidade e sentido de urgência, fazendo-nos chegar cerca de cem incidentes, a que se juntarão outros de conhecimento público ou oficioso. Com os factos relativos a 2025 estamos a construir uma primeira base que permitirá acompanhar, de forma longitudinal, a evolução de demonstrações de antissemitismo.

A definição de antissemitismo, como qualquer definição, não é um algoritmo. É uma ferramenta interpretativa com base sólida e margem interpretativa valorativa. Haverá incidentes que, mesmo ancorados em preconceito e sendo inaceitáveis ou insultuosos, não se enquadram formalmente na definição. Mas há diversos casos cuja qualificação como antissemitas é inequívoca, e que devem ser desde já firmemente repudiados, independentemente das consequências legais, criminais ou outras, que possam ainda vir a ter.

Quando, há poucos meses, o Memorial às Vítimas do Massacre Judaico de 1506, no Largo de São Domingos, em Lisboa, foi grafitado com “Haltz Juden” e o número “1488”, referência direta a Hitler e ao nazismo, não há margem para dúvidas. O mesmo se aplica a outros incidentes recentes: a inscrição “Morte aos Judeus” na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa; a glorificação do grupo terrorista Hamas, responsável pelos ataques de 7 de outubro, com frases como “Hamas Vencerá” pintadas em paredes um pouco por todo o país; ou ainda o cartaz “We are all Yahya Sinwar”, exposto numa galeria na Póvoa de Santa Iria. Como são antissemitas os repetidos ataques de vandalismo ao Centro Cultural Judaico Rua da Judiaria, como a inscrição a vermelho de “Blood” por debaixo da estrela de David.

Um dos slogans mais repetidos em protestos recentes - “Palestina do rio até ao mar” - é outro exemplo de antissemitismo contemporâneo, sob a forma de anti sionismo radical. Quem o diz não está apenas a criticar Israel, está a negar o direito de existir ao único Estado judaico. Sei que esta leitura não será unânime, e por isso recorro a David Grossman, o intelectual de esquerda israelita, opositor declarado do atual governo, que escreve, a propósito desse slogan, que ele representa “um precipício”, não uma crítica legítima, mas sim “uma recusa de lhe conceder [a Israel] aquilo que é dado a qualquer outro Estado: uma existência plena, definitiva e estável” (Prefácio a O Coração Pensante, Dom Quixote, 2024).

A perseguição a empresas ou estabelecimentos apenas por serem propriedade de judeus ou israelitas também deve ser reconhecida como tal. Veja-se o vandalismo e a campanha inqualificável dirigida contra o restaurante Tantura, em Lisboa, que leva ao seu encerramento definitivo esta semana, ao fim de dez anos; ou as listas de empresas judaicas a cancelar que circulam nas redes sociais, tudo numa espécie de pogrom, ou Noite de Cristal, da era digital.

Normalizar o antissemitismo, não o nomear, tem perigos óbvio. Os sinais globais mais recentes não são auspiciosos. Só nos últimos três meses tivemos, por exemplo o ataque à sinagoga de Manchester, em outubro; em dezembro, o atentado de Bondi Beach, em Sidney. Há poucos dias, em Espanha, foi mandada encerrar uma aplicação que mapeava estabelecimentos judaicos, incluindo uma escola.

Já esta semana, na Alemanha, Andreas Büttner, comissário do estado de Brandemburgo para o combate ao antissemitismo, viu a sua propriedade ser alvo de um incêndio intencional, seguido de uma carta com ameaças de morte contendo um pó desconhecido (em ambos os casos, foram pintados triângulos vermelhos, símbolo associado ao Hamas) - atos cobardes de cariz terrorista, tentando intimidar quem, no Estado, tem a seu cargo o combate ao antissemitismo.

Que nenhuma divergência geopolítica ou debate sobre direitos humanos, muitas vezes com origem num legítimo desejo de paz, seja causa ou sirva de pretexto para banalizar ataques a judeus no nosso país. Reconhecer é o primeiro passo para agir. Sem dados, sem critérios e sem coragem de enfrentar a realidade, não há clareza. E sem clareza, não há combate eficaz ao antissemitismo. Este tem sido o início do nosso trabalho.


November 16, 2025

13 meses e meio


(é o tempo que falta para Guterres deixar a ONU)

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Reem Alsalem, 

Relatora Especial da ONU sobre Violência contra Mulheres e Meninas

@UNSRVAW

14 de novembro

Nenhum palestino aplaudiu os estupros em Gaza. Nenhuma investigação independente concluiu que ocorreram violações no dia 7 de outubro.

***

Qualquer representante da ONU que negue a violação cometida pelo Hamas deve ser destituído do seu cargo. Ponto final. É uma mancha na reputação da ONU que Reem Alsalem, Relatora Especial sobre Violência contra Mulheres e Meninas, negue a violência sexual que ocorreu em 7 de outubro. 

Isso é uma vergonha moral, um insulto às vítimas e suas famílias e uma violação de todos os padrões internacionais básicos.

Israel não permitirá que os crimes horríveis do Hamas sejam encobertos. @antonioguterres, o seu silêncio é cumplicidade.

Danny Danon 🇮🇱 דני דנון

@dannydanon

 

November 09, 2025

Tristes aniversários - Kristallnacht

 

Kristallnacht, há 87 anos, no dia de hoje. Casas, sinagogas e lojas de judeus destruídas em toda a Alemanha e Áustria. Foi assim que tudo começou.
Hoje, judeus em todo o mundo enfrentam ameaças e ataques — por serem judeus. Já vimos a escuridão antes. Nunca mais voltaremos a entrar nela.
Desta vez, temos um lar soberano, uma voz que não ficará em silêncio. 🇮🇱

@Israel




"O ostracismo anti-semita e, portanto, racista, ocorre sob o pretexto da virtude democrática"

 


Eva Illouz: «O ostracismo antissemita ocorre agora sob o pretexto da virtude democrática»

Persona non grata. Quando deveria intervir na Universidade de Roterdão no final de Novembro, Eva Illouz viu o seu convite ser retirado sob o pretexto de que a sua antiga afiliação à Universidade Hebraica de Jerusalém violava o boicote académico e cultural contra Israel. Em sinal de apoio, convidámos a autora de La Civilisation des émotions (Seuil, 2025) a voltar a um incidente ainda mais absurdo, uma vez que o governo israelita a desqualificou do prémio Israel no início do ano pelas suas declarações consideradas «anti-israelitas».

Em que circunstâncias tomou conhecimento da decisão da universidade holandesa?

Eva Illouz: A decisão não foi exatamente da universidade, mas de uma unidade de investigação, neste caso um consórcio de pessoas de diferentes disciplinas, mas que têm em comum o estudo do «apego» e que se auto-denominam Love Lab – embora, na minha opinião, devessem chamar-se Hate Lab! Para ser mais precisa, estava previsto um duplo evento: o primeiro e mais importante, organizado pelo departamento de sociologia por ocasião do lançamento da tradução em holandês do meu ensaio Explosive Modernité, mantém-se na íntegra, e foi o segundo, organizado pelo Love Lab em conjunto com o primeiro, que foi cancelado. 
Contactaram-me para explicar que, de facto, a Universidade Erasmus de Roterdão tinha rompido todos os laços com a Universidade Hebraica de Jerusalém, ao que respondi que era cidadã francesa e professora numa universidade francesa. Responderam-me que estavam perfeitamente cientes disso, mas que algumas pessoas se tinham declarado desconfortáveis com a minha presença. Nenhuma razão ou motivo. Nada. Julguem por vocês mesmos: aqueles que se opuseram à minha presença consideraram como prova da minha filiação à universidade hebraica o facto de eu ter mantido o meu endereço de e-mail da universidade: isso mostra até onde se pode levar a culpa! Eles até acrescentaram que eu podia ficar tranquila, pois a decisão tinha sido tomada de forma perfeitamente democrática...

Imagino como isso deve ter sido reconfortante para si!

Oh, sim, muito! Fiquei encantada ao saber que uma decisão verdadeiramente anti-semita tinha sido tomada de forma muito democrática! Ironia à parte, acho que eles não compreenderam bem o que estavam a fazer. Não quero dizer com isso que não tivessem más intenções – claro que tinham –, mas quero dizer que é um sinal dos tempos: hoje em dia, já não se mede o ostracismo e a exclusão de que os judeus são vítimas, porque tudo isso está envolto em opiniões virtuosas. 
É preciso ter consciência de que o que está a acontecer não é, ou já não é, um problema específico dos judeus ou dos sionistas, mas de toda a comunidade científica. Não se pode fazer ciência assim. Vejo nisso o sintoma de outra coisa, de outra doença, que não é apenas o antissemitismo, mas uma patologia própria da própria democracia. 
Os judeus são a vanguarda da infelicidade, o primeiro grupo a experimentar a crise, hoje uma democracia em crise, ou seja, uma democracia cujo vocabulário entrou em colapso, cujos valores estão confusamente misturados com valores reaccionários (progressismo com anti-semitismo; extrema-direita com defesa dos judeus) e quais grupos sociais a defendem já não se sabe. E penso que estamos no início de um processo de decomposição se não corrigirmos esta imensa confusão moral e intelectual.

Está atualmente em curso uma ampla revisão das colaborações científicas entre a Europa e Israel. Será que o mundo académico pode continuar a ser um santuário à prova de questões políticas?

O mundo científico deveria ter sido esse santuário, mas é evidente que já não o é, e isso desde a década de 1970. Não só está envolvido no ódio que caracteriza o discurso político da sociedade, como, por vezes, parece até encarná-lo, ou mesmo precedê-lo. Os campus tornaram-se actores políticos, ao lado dos partidos. Por um lado, somos testemunhas do resultado de um processo em curso há cerca de cinquenta anos e que apenas acentuou o papel político das universidades, mas, por outro lado, parece-me que o que está a acontecer marca a vanguarda de algo que está por vir.

O quê?

O colapso da social-democracia, que se baseava em valores e métodos de conhecimento. A social-democracia também se baseia no Iluminismo e, além disso, na possibilidade de invocar a herança do Ocidente. O que está a ruir e já ruiu é a articulação da moral com a verdade, com um método para procurar a verdade. 
A democracia é um projeto epistémico. Se não se pressupõe um mundo comum de factos, provas, raciocínios, a possibilidade de vivermos juntos ruí. Ora, quando fazemos a realidade dizer o que queremos, quando cada grupo tem a sua própria teoria da conspiração, sendo os judeus as estrelas das galáxias conspiratórias de todos os tipos, entramos na lógica da força e da guerra – e já não estamos num Estado de Direito.

Recebeu apoio dos membros da universidade holandesa?

Fiquei a saber que alguns colegas da universidade se opuseram a essa decisão. Provavelmente deviam ter-se oposto de forma mais firme, mas você sabe que o Homo academicus é um ser singularmente covarde. A própria universidade reagiu de uma forma muito embaraçosa para si mesma, pois limitou-se a declarar oficialmente que não se intrometia nas decisões das unidades de investigação – o que parece ser uma não resposta, mas que é, ainda assim, uma resposta, pois espero que, se tivesse sido desinvitada por ser mulher ou homem de cor, a universidade teria encontrado algo a dizer sobre as escolhas da sua unidade de investigação... Tudo acontece como se hoje a exclusão dos judeus e dos sionistas se tivesse tornado quase invisível e aceitável.

Além disso, você publica nestes dias La Civilisation des émotions (A Civilização das Emoções), um livro de entrevistas onde conta, nomeadamente, como a sua família deixou Marrocos pouco depois da Guerra dos Seis Dias, num contexto que já era de ascensão do anti-semitismo. Há algum paralelo?

De modo algum, porque o que se passa hoje é muito mais violento. Naquela época, havia uma espécie de contrato jurídico entre os árabes marroquinos e os judeus: estes últimos eram subjugados, mas gozavam da protecção do rei, e isso funcionou na maioria das vezes (embora tenha havido pogroms). 
Havia duas populações que coexistiam com histórias diferentes, a situação era clara e também existia, muitas vezes, uma certa fraternidade entre judeus e árabes. Essa fraternidade não desapareceu completamente, mas tornou-se muito mais difícil com o desenvolvimento da história nacionalista israelita e pan-árabe. 
O que aconteceu em Roterdão é de outra natureza: é o sentimento de perversão das palavras e dos valores, porque o ostracismo anti-semita e, portanto, racista, ocorre sob o pretexto da virtude democrática. Trata-se de uma discriminação que viola os valores elementares da comunidade europeia, mas toda a linguagem é mobilizada para negar essa violação. Esse sentimento de viver uma realidade orwelliana é extremamente perturbador e muito inquietante.

Neste livro, o senhor também fala do seu amor pelo universalismo francês, inspirado na filosofia do Iluminismo. Esse amor ainda o habita? E o senhor acha que a França está mais protegida?

É mais graças à laicidade que existe aqui, mais do que em outros lugares, uma aliança objectiva entre muçulmanos e judeus laicos. É isso que faz a força da França, mesmo que ela nem sempre perceba isso. 
Diante dessas forças cataclísmicas que estão a destruir a democracia, ou pelo menos a social-democracia, a França resiste um pouco melhor. Por quanto tempo? Não sei. Isso não significa que tudo seja perfeito, longe disso, mas as coisas estão piores noutros lugares. Vemos que, nos Estados Unidos, o multiculturalismo não os protegeu de forma alguma do trumpismo e que até permitiu reforçar facilmente a ideologia do que podemos chamar, para simplificar, de supremacia branca.


October 03, 2025

Porque é que se permite isto?

 


August 26, 2025

Na Irlanda médicos filmam-se a deitar medicamentos israelitas que podiam ajudar doentes para o lixo

 

Por serem israelitas. O anti-semitismo voltou à Europa em força, desta vez pela mão dos islamitas.


A Inglaterra está perdida

 

Um cirurgião de um hospital do Serviço Nacional de Saúde (NHS) de Londres usava um crachá com a bandeira da «Palestina» enquanto operava uma paciente judia, que ficou assustada ao vê-lo. Para muitos judeus, o símbolo da «Palestina» é semelhante à suástica nazi, pois simboliza a erradicação de Israel e dos judeus. 

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Que médico faz questão de aterrorizar um doente na mesa de operações quando tem a faca na mão? O anti-semitismo voltou em força à Europa, desta vez pela mão dos islamitas que pregam a violência e a morte com o seu livro do ódio na mão.

August 22, 2025

O anti-semitismo voltou à Europa

 


July 25, 2025

O governo espanhol anti-semita não distingue a França de Israel

 

O ministro dos Transportes de Espanha, Oscar Puente, está a defender a companhia aérea Vueling e a referir-se aos 50 adolescentes judeus franceses expulsos do voo como «fedelhos israelitas».

(eles são franceses, não são israelitas)

November 09, 2024

Europa: um pogrom organizado por turbas muçulmanas em Amesterdão




Linchar judeus só porque são judeus, esfaqueá-os, abalroá-os com carros. O Estado Islâmico está espalhado pela Europa e é um perigo. É preciso defender os judeus, hoje. Não olhar para o lado e fingir que não se vê, como se fez no passado. 
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Ursula von der Leyen
@vonderleyen

Indignada com os ataques vis de ontem à noite contra cidadãos israelitas em Amesterdão.
Acabei de falar com @MinPres Schoof.
Condeno veementemente estes actos inaceitáveis.
O antissemitismo não tem lugar na Europa. E estamos determinados a combater todas as formas de ódio.




May 10, 2024

Isto é triste... ela pensa que está a ser muito progressista

 

Não percebe que está a ser anti-semita e que o anti-semitismo não é novo no mundo e ser anti-semita é o contrário de ser progressista. Também não percebe que se fosse assim vestida lá para a terra do Hamas a enfiavam num jipe com 10 terroristas...


March 16, 2024

Coisas inaceitáveis

 


Num acto eleitoral, um representante de um partido político num acto oficial nacional, atacar um eleitor devido ao nome judeu, o que significa declará-lo culpado de existir é completamente inaceitável e a pessoa em questão devia ser impedida de voltar a participar em mesas eleitorais.

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Esta semana também li Esther Mucznik contar que, quando foi votar, no domingo, em Miraflores, o membro da mesa de voto a quem entregou o cartão de cidadão olhou com atenção para o documento e disse:


— Não gosto!

— Não gosta de quê?

— Não gosto do nome e de andarem por lá a fazer massacres.

Bárbara Reis in publico.pt

March 05, 2024

A ONU é anti-semita?

 

Hoje, passados 5 meses do ataque de 7 de Setembro, a ONU fez declarações sobre o ataque dizendo que há fundamentos razoáveis(!) para concluir que houve violações sistemáticas e assassinatos. Quando, logo em Outubro, um hospital foi atingido por um míssil do Hamas mal manobrado onde morreram 20 pessoas ou algo do género, Guterres, no mesmo dia, antes de saber o que se tinha passado, veio chamar assassinos e organizadores de massacres aos israelitas. Pois para concluir que, talvez(!), tenha havido violações e assassinatos no dia 7 de Outubro, -coisa que todos vimos porque os terroristas filmaram-se a cometer os crimes e puseram-nos online- levaram 5 meses, sendo que os terroristas do Hamas, infiltrados na UNRWA, que devem ser às dezenas, continuam no mesmo sítio. Uma lástima.


December 05, 2023

Alemanha - zero tolerância para anti-semitas e defensores do terrorismo do Hamas

 


November 24, 2023

A BBC foi pelo cano abaixo