Hooray ! https://t.co/9yEaofT5b8
— John Cleese (@JohnCleese) April 17, 2026
A realidade foi substituída por um teatro contínuo. Todos sabem que é um teatro mas fingem não ver. São precisas grandes mudanças em algumas instituições internacionais.
Russia Tells U.N.: “We condemn the aggression of the U.S. and Israel in violation of the U.N. Charter. We are committed to the territorial integrity of all.”
— UN Watch (@UNWatch) April 16, 2026
Forgot To Mention: Russia illegally invaded Ukraine and has been bombing its people for 1,513 days. pic.twitter.com/Xjvtvj1TNo
Meanwhile, Lukashenko:
— Anton Gerashchenko (@Gerashchenko_en) April 17, 2026
You [the United States] should learn democracy from us. We have a hundred times more democracy than you - real democracy, real human rights.
(Belarus has one of the lowest human rights indexes in the world. Lukashenko has ruled Belarus since 1994.) pic.twitter.com/qwrlz1y1j9
Em Inglaterra os pais de uma jovem de 12 anos foram ameaçados de prisão se falarem da violação da sua filha para protegerem os criminosos de serem julgados pela opinião pública.
🚨🇬🇧A 12-year-old girl secretly recorded her own ordeal. The evidence was suppressed. The judge said releasing it would cause "unrest."
— Make Europe Great Again - M.E.G.A (@ScaryEurope) April 17, 2026
Rupert Lowe asked in Parliament: why is the system protecting abusers instead of victims?
These aren't isolated incidents. They're patterns.… pic.twitter.com/A5UWHab4tr
Obra artificial humana
Obra da natureza
(imagens da net)
French authorities have just taken down hundreds of Russian disinformation websites aimed at sowing division and installing far-right candidates in the coming elections.
— SPRAVDI — Stratcom Centre (@StratcomCentre) February 9, 2026
Most of these sites were imitations of popular and trusted news outlets, populated with Ai content. pic.twitter.com/hwXvAPUtn7
A maioria dos jornais há muito que deixou de noticiar e agora dedica-se a fazer campanha a favor deste ou contra aquele. A Itália estava no top 10 das economias do mundo. Meloni pô-la em 4º lugar, à frente do RU. Tomara nós termos aqui uma Meloni... ela diz o que tem a dizer, seja a Trump, a Putin ou a quem tem de dizer. Aqui os jornais como são de esquerda e amantes do islamofascismo não suportam a inteligência e o carácter dela.
Thank you, Italy, for hosting this visit and for your unwavering support for Ukraine and Ukrainians. I especially want to thank you for the respect shown to our state, to our independence and territorial integrity, and to our people.
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) April 15, 2026
Respect is just as important as security.… pic.twitter.com/00WQHjimO8
Houve um tempo em que a UE tinha 6 países ou mesmo 12 e a unanimidade. Agora são 27! Como é possível ter unanimidade em todas as questões com tantos países?
I think we can see here that the EU is wasting no time in moving to remove the veto that has caused so much trouble when it comes to supporting Ukraine.
— 𝔗𝔯𝔲𝔱𝔥 𝔐𝔞𝔱𝔱𝔢𝔯𝔰 (@politicsusa46) April 14, 2026
Ursula von der Leyen provides a clear indication of the direction of travel, and I’m sure Ukraine is in full agreement.… pic.twitter.com/WBNyrLdhTL
Relatório final indica que falha foi "potenciadora de causar sérios problema de saúde", mas IGAS alega que teve de arquivar processo por não conseguir atribuir culpas uma vez que a gravação da chamada para o INEM foi destruída. - CNN Portugal
Um indivíduo está a 20 metros do hospital com um problema de saúde e ninguém o deixa entrar, apesar de todos o verem: 1º incompetência de quem gere os serviços; zero autonomia dos profissionais no local; burocracia estranguladora da actividade profissonal; incúria do Estado e desinteresse pelas pessoas que dever servir; 2º desaparecem os registos de prova dos factos e ninguém é responsabilizado.
Na verdade, compreende-se o PM: se não sabem como resolver os problemas do SNS e não têm nenhuma ideia sobre o assunto, para quê mudar a ministra ou os SE?
É claro que nenhum vazio é deixado a si mesmo e o buraco vai sendo ocupado pelos lobbies da saúde à solta.
E depois, deveriam ter que desenvolver acções de esclarecimento aos pais sobre a preparação dos filhos para a educação escolar. Seria o mínimo exigível para terem subvenções de milhões do Estado, caso contrário, se não prestam nenhum serviço útil aos pais, para que se lhes dá tanto dinheiro?
Como se vê pelo estudo citado no post anterior, aquilo que se permite às crianças e adolescentes fazer em casa -no que respeita à utilização pesada de ecrãs e de IA- tem efeitos nefastos que podem ser duradouros na sua inteligência e capacidade de aprendizagem. Dito de outro modo, podem ter estragado os filhos para a aprendizagem escolar. Podem ter agido de modo a atrofiar o potencial de actividade mental dos filhos, o que condiciona a sua capacidade de aprendizagem escolar: reter informação, relacionar informação, fazer inferências, resolver problemas, lidar com conceitos teóricos, diferenciar a informação subjectiva da objectiva, discorrer sobre uma ideia, etc.
Todos compreendem que, se alguém impedir a utilização das pernas a uma criança ou adolescente durante todos os anos de desenvolvimento, de modo a atrofiá-las, não pode depois esperar que seja capaz de fazer corridas, nem com os melhores treinadores do mundo e o mais certo é passar o resto da vida com grandes dificuldades de mobilidade. Se o apagão da actividade cerebral e atrofiamento das suas estruturas fosse visível do mesmo modo que o atrofio das pernas... mas como não é não se acredita e continua a deixar-se as crianças viciarem-se em delegar as suas tarefas mentais à máquina, viciarem-se em jogos, em pornografia e, em geral, em serem pessoas passivas, viciadas em entretenimento e prazer imediatos, sem competências sociais e sem recursos internos para se desenvolverem plenamente.
Porém, não é só de preparação cognitiva que falo, mas também de competência de socialização: cabe aos pais a socialização primária, a educação dos filhos para saberem ouvir e escutar, saberem respeitar os professores e outros adultos da comunidade escolar, saberem respeitar os colegas, saberem esperar a sua vez, saberem ser pontuais, assíduos, terem hábitos de cortesia, terem hábitos de cumprir indicações, saberem resistir às frustrações. Aos professores cabe reforçar todas essas aprendizagens, mas não nos cabe a nós essa socialização primária. Não podemos gastar o tempo de aprendizagem escolar a educar os alunos em competências de socialização primária, prévias a qualquer aprendizagem escolar. Nem a educação parental é o trabalho do professor.
Para os que continuam a confundir a liberdade política com a prevenção do atrofio do desenvolvimento cognitivo:
* Um estudo do MIT demonstra que o uso de uma IA generativa como o ChatGPT reduz o envolvimento cerebral durante tarefas de escrita que implicam o pensamento e a memória.Isto tudo acontece apenas com quatro meses de utilização continuada do ChatGPT. Portanto, a utilização deste tipo de IA tem pesadas consequências na nossa saúde mental, atingindo particularmente aqueles que estão em processo de desenvolvimento cognitivo, nomeadamente as crianças e adolescentes.
* Os utilizadores auxiliados pela IA retêm menos o que produzem, um fenómeno que os investigadores designam por «dívida cognitiva».
* Ao delegar constantemente o raciocínio à máquina, o cérebro poderá habituar-se a reduzir o esforço cognitivo, de uma forma permanente, mesmo após deixar a utilização de ferramentas digitais.
"Somos demasiado ricos, então fazemos coisas estúpidas com o nosso dinheiro." A frase é de Trine Skei Grande, ex-ministra da Educação e da Cultura na Noruega, citada pelo "The Times". A "coisa estúpida" foi a oferta de um iPad a cada criança ao entrar na escola, medida adotada em 2016. Até esse ano, as competências dos noruegueses em leitura ocupavam lugares cimeiros no PISA (estudo comparativo nos países da OCDE). Quando os livros desapareceram das salas de aula, o desempenho caiu a pique e hoje há 500 mil jovens que não conseguem interpretar mensagens de texto e instruções simples. _ Filinto Lima, JN
A aceitação da candidatura deve ser idêntica -22 minutos-, o que leva duas semanas a acontecer é o candidato decidir se quer mesmo dar ali aulas - depende, por exemplo, do horário ter direcções de turma (um grande número rejeita-o logo ali), de começar segunda-feira às 8 da manhã e acabar na sexta-feira às 6 da tarde, da quantidade de níveis de escolaridade que o horário tem, etc.
Ontem
What do you think ? Too early ? 😎#orbanout pic.twitter.com/Omvn0AAvSO
— Lady Jaujau (@ladyjaujau) April 12, 2026
Não há farmacêuticos, não querem gastar dinheiro em medicamentos (da mesma maneira que não o querem gastar em médicos ou em enfermeiros) e a única solução que têm para os problemas é pôr algumas pessoas a pagar os medicamentos a preços dos EUA onde é preciso uma pessoa hipotecar a casa para pagar qualquer doença. Meter ordem nas obscenidade de preços das farmacêuticas? Em todo este artigo não há uma palavra contra o lobbie obsceno das farmacêuticas e até o defendem dizendo que a inovação tem de pagar-se muito cara. Os políticos -e não só em Portugal- são incompetentes e cobardes e acima de tudo estão é preocupados com a sua vidinha.
Comparticipação dos medicamentos deve ser “de acordo com as necessidades de cada um”
Público
Profissionais têm a “percepção de que estão a aumentar” os casos de utentes que não conseguem comprar todos os medicamentos, alerta bastonário dos Farmacêuticos em entrevista ao PÚBLICO.“Precisamos que direcção executiva do SNS seja um maestro agregador”
É preciso equilíbrio “para garantir a sustentabilidade do sistema e, ao mesmo tempo, o acesso aos medicamentos”, diz o bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, que se mostra preocupado com o número de pessoas que não consegue comprar todos os medicamentos prescritos. “Ouço frequentemente farmacêuticos comunitários dizerem que a parte mais difícil do seu exercício profissional é quando têm doentes que precisam dos medicamentos e não têm dinheiro para os comprar”, diz Hélder Mota Filipe, em entrevista ao PÚBLICO. “Isto não deveria ser necessário para nenhum doente e deve preocupar-nos imenso”, alerta, defendendo que o regime de comparticipação dos medicamentos deveria ser ajustado à capacidade financeira do utente.
Estamos numa espécie de pausa, mas com o conflito do Médio Oriente Portugal pode enfrentar rupturas no abastecimento?
Até ao momento não há esse risco. Houve uma lição que foi aprendida com a pandemia e que fez com que hoje os stocks de matérias-primas na Europa sejam superiores. Se a guerra não se prolongar por muito tempo, penso que não teremos problemas de abastecimento. Outra coisa é o preço a que as matérias-primas chegam, todo o impacto que o aumento do preço da energia pode ter. Isso depende de quanto tempo durar este conflito.
O presidente da Apifarma disse que o preço dos medicamentos terá de aumentar. Fez-se um comparativo da Europa com os preços nos Estados Unidos. Temos de rever os preços?
Acho que é muito cedo para pensarmos no que deve ser feito, porque, mais uma vez, depende muito de como vai evoluir a instabilidade global. Nunca foi correcto comparar os preços dos Estados Unidos com os preços da Europa, têm um sistema de saúde muito diferente do europeu. De qualquer forma, acho que temos de nos preparar para pagar mais pelos medicamentos, pela inovação que está a entrar e a fazer diferença na vida de muitos doentes.
A inovação vai continuar a entrar a uma velocidade maior do que até aqui e os sistemas têm de se preparar, se querem continuar a dar acesso às melhores terapêuticas, para pagar mais.
Como é que isto se coaduna com a redução de gastos prevista no Orçamento do Estado?
Assumir, à partida, que vamos ter cortes nos medicamentos de 200 milhões parece-me um bocadinho irresponsável. Temos de assumir que ou continuamos a tratar os doentes com o estado da arte — e inclui muitas vezes a incorporação de novos medicamentos que são caros — ou temos de assumir que, se vamos gastar menos, provavelmente não vamos dar o mesmo nível de acesso à inovação que temos dado. Com o crescimento que temos visto, não podemos assumir que vamos gastar menos nos próximos anos em medicamentos. O que devemos garantir é que temos no terreno todos os mecanismos para gastar o mínimo possível, dando acesso à inovação.
Que mecanismos são esses?
Temos de garantir que há capacidade de rever o valor dos medicamentos em cada momento, de renegociar esse valor de acordo com os dados que temos. O Governo tem de apostar nas condições para criarmos essa capacidade. O Infarmed não tem os recursos humanos nem materiais implementados para poder, de forma sistemática, fazer isto. Os hospitais também não têm essas condições. Um estudo da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares diz que apenas 23% das instituições hospitalares monitorizam de forma sistemática os resultados sobre a eficácia e a segurança dos medicamentos.
E mais uso de genéricos e biossimilares...
Esse é o outro aspecto. Temos de garantir que pagamos o valor correcto relativamente ao resultado do uso destes novos medicamentos e, ao mesmo tempo, usar ao máximo o efeito dos genéricos e dos biossimilares. O que se liberta daí contribuirá também para continuar a pagar a inovação.
Temos dos preços mais baratos da Europa, mas nós também temos uma capacidade de pagar das mais baixas da Europa
A Equalmed fez um estudo, há um ano, que comparou os 15 genéricos mais vendidos em Portugal com os países de referência e, em grande parte, eram mais baratos em Portugal. Por outro lado, continuamos a ter doentes que não conseguem comprar tudo.
Temos dos preços mais baratos da Europa, mas nós também temos uma capacidade de pagar das mais baixas da Europa. Não podemos exigir ter preços ao nível de países que têm um PIB muito superior ao nosso. Por outro lado, vivemos num contexto internacional e se os preços dos medicamentos forem muito baixos, a indústria deixa de ter condições para os manter no mercado. Temos de ter aqui um equilíbrio para garantir o acesso ao menor preço possível. Isso faz com que tenha de haver mecanismos — e já foi aplicado duas vezes nos últimos anos — de rever medicamentos com o preço muito baixo e aumentá-lo. Há este equilíbrio que deve ser feito de forma fina para garantir a sustentabilidade do sistema e ao mesmo tempo o acesso aos medicamentos.
Outro aspecto tem a ver com a capacidade de pagar das pessoas. Ouço frequentemente farmacêuticos comunitários dizerem que a parte mais difícil do seu exercício profissional é quando têm doentes que precisam dos medicamentos e não têm dinheiro para os comprar. E o papel do farmacêutico é tentar, dentro da capacidade que o doente tem, arranjar algum racional terapêutico e ajudá-lo a escolher os medicamentos que são mais necessários. Isto não deveria ser necessário para nenhum doente e deve preocupar-nos imenso.
Deve haver uma forma diferente de comparticipação?
Devemos deixar a filosofia de comparticipar medicamentos cegamente e passar à filosofia de comparticipar de acordo com as necessidades de cada um. O Estado comparticipa aquele preço independentemente da condição. O complemento solidário para idosos é para pessoas que têm muita dificuldade em sobreviver, digamos assim, mas temos uma faixa cada vez maior de classe média-baixa que tem dificuldade em cumprir com todas as despesas mensais e também em ter disponibilidade financeira para fazer o esforço, que hoje está a ser exigido, para comparticipar o preço do medicamento.
Como pode ser este modelo de comparticipação?
Tem de ser com base na capacidade de pagar de cada um e isto tem de ser visto... Tem de ser muito mais uma componente até da Segurança Social que deve encaixar na garantia do acesso aos cuidados de saúde e, nomeadamente, aos cuidados farmacêuticos. É importante que não ignoremos que esta situação está a acontecer. E basta, se o Governo quiser, falar com os farmacêuticos comunitários que todos têm casos destes e a percepção de que estão a aumentar. Temos, de uma forma serena mas urgente, de olhar para esta situação.
Temos tido cada vez mais relatos de hospitais com dificuldade em garantir o stock para o seu funcionamento adequado
Várias associações estão a relatar problemas em levantar nas farmácias hospitalares medicamentos para um tempo razoável.
Há duas situações. Uma é a falta de medicamentos em alguns hospitais. E é importante também não ignorar este aspecto. Temos tido cada vez mais relatos de hospitais com dificuldade em garantir o stock para o seu funcionamento adequado.
É uma questão de ausência de produto no mercado, de gestão, de financiamento?
Há de tudo. Mas as falhas de medicamento no mercado acontecem frequentemente e as farmácias hospitalares estão habituadas a gerir estes aspectos através de stocks com outros hospitais. Estão a usar este mecanismo cada vez mais, porque não têm capacidade de comprar os medicamentos.
Porque há indicações para que haja um corte com a despesa dos medicamentos?
Não parece que seja isso. Parece mesmo que é algum mal funcionamento e provavelmente limitações financeiras. Aquilo que é relatado é a falta de medicamentos por atrasos nos concursos para compras ou falta de cabimento orçamental. Isto nunca devia acontecer ou [a acontecer] ser excepção, mas estávamos habituados a que acontecesse no fim do ano. Nós estamos em Abril. Acho que os políticos devem assumir as situações e não tentar criar cenários alternativos para parecer que a situação é outra. Tenho esse relato de colegas e de outros profissionais de saúde que é viverem no dia-a-dia estas limitações e depois ouvirem os responsáveis políticos negarem as situações.
Tem-se agravado?
Pelo que tem chegado à Ordem, dá a sensação de que se tem agravado. E só isto é suficiente para que nós tenhamos de alertar. Não faz sentido obrigar os doentes a voltarem duas e três vezes ao hospital porque não há stock para garantir a terapêutica de acordo com a lei. Depois, há um outro problema, que tem a ver com dispensa de medicamentos hospitalares em proximidade.
Que impacto podem ter interrupções no tratamento?
Depende do tratamento e da doença. O que é importante garantir é que ninguém interrompe a terapêutica se tiver de ser continuada. É desumano pedir a um profissional que tenha de fazer este papel de ajudar a gerir o acesso limitado à medicação. Apesar de tudo com o menor impacto possível, mas que é sempre grande.
Isto depois impacta nos anos de vida saudável a partir dos 65 anos, que em Portugal estão aquém dos de outros países.
Exactamente. A maioria dos doentes que têm esta dificuldade são pessoas idosas e isto depois liga com os números vergonhosos que temos nas estatísticas para a qualidade de vida e para a carga de doença a partir dos 65 anos. Ficamos sempre pessimamente.
Saiu agora o Eurostat, se nos compararmos com os países do Sul da Europa, cerca de 45% — é homogéneo em praticamente todos — da população considera que tem saúde boa ou muito boa e em Portugal são só 19%. Isto deve preocupar-nos imenso. Liga-se com o que dizia de garantir o acesso a medicamentos a esta população, nomeadamente através de outros mecanismos de comparticipação que permitam que os doentes não deixem de ser tratados por dificuldade económica. O medicamento só é útil se for usado e da forma adequada.
É importante que não se deixe fugir estes especialistas para o privado, para o estrangeiro e que o SNS comece finalmente a resolver este problema de escassez crónica de farmacêuticos
Há cerca de ano e meio faltavam cerca de 500 farmacêuticos no SNS. E agora?
A realidade está em mudança com a residência. Nós precisamos de farmacêuticos em áreas que hoje são exigidas pela legislação europeia: dispositivos médicos, terapias avançadas, custo e efectividade, decisões terapêuticas, alternativas terapêuticas, a reconciliação terapêutica. Não temos farmacêuticos para isso. Com a carreira e a residência farmacêutica, temos, além dos 1000 colegas, um pouco mais de 500 que estão em formação da especialidade (contanto com a residência em análises clínicas e genética humana). Neste momento estamos a verificar o que se vê, por exemplo, no internato médico de muitas especialidades que são os serviços a não conseguirem prescindir dos residentes.
Quando é que os primeiros residentes terminam a formação?
Temos cerca de 100 que estão no último ano da residência. O que é urgente para que tudo corra bem? Que se comecem a identificar as necessidades nas diferentes ULS e que se abram vagas com tempo. É importante que não se deixe fugir estes especialistas para o privado, para o estrangeiro e que o SNS comece finalmente a resolver este problema de escassez crónica de farmacêuticos que levam a disfunções no funcionamento do hospital.
Isso leva a escusas de responsabilidade.
Continuamos a ter escusas activas, temos 141 em 25 ULS. Não têm vindo a aumentar. Acho que a entrada de residentes ajudou, mas muitas destas escusas são por falta de condições para preparação de citotóxicos para a hospitalização, de funcionamento de falta de especialistas. Nenhuma destas escusas leva a que os profissionais não façam a sua tarefa. É uma forma que têm de alertar para as condições em que estão a trabalhar e isto tem de ser resolvido.
Uma crítica que faço a este Governo é o de negar as evidências. Quando o problema existe, é preciso assumir e dizer como se vai resolver e não continuar a arranjar argumentos para parecer que é uma percepção. Esta atitude que tem havido de desvalorizar ofende os profissionais.
E o saxofone aqui tão sexy. E repare-se na letra. E tenho saudades destas bandas que ao vivo soavam como nos discos.