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March 07, 2026

O quarto do vosso filho/a não é seguro

 

Não porque falharam como pais mas porque o campo de batalha mudou-se para a sua casa através de um ecrã e ninguém lhe disse nada.



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@Biblicalman

Incendiei a minha escola quando tinha treze anos. Mandaram-me para uma instituição. Estive lá cerca de um mês. Um homem nessa instituição fez-me algo de que nunca falei publicamente até hoje. Eu era uma criança. Ele não. Carreguei isso durante trinta e um anos.

Através de um casamento. Através de cinco filhos. A conduzir um camião do lixo às 5 da manhã e a escrever entre paragens em parques de estacionamento com o motor a trabalhar. Através de 1.800 publicações e 26.000 subscritores, e de um ministério que construí com as minhas próprias mãos.

Trinta e um anos de silêncio. Estou a quebrá-lo agora.

Não porque queira a vossa simpatia. Não porque queira “processar” ou “curar”, ou qualquer palavra que os terapeutas usem.

Estou a quebrá-lo porque esta semana vi um jovem de 22 anos no Shawn Ryan Show descrever como foi aliciado no Roblox quando tinha doze anos, por um programador que o próprio Roblox colocou nos seus anúncios publicitários.

E eu fiquei sentado na minha cadeira, incapaz de me mexer.

Não por causa do que lhe aconteceu mas porque olhei para uma fotografia dos meus próprios filhos na parede do outro lado da sala.

E pensei em todos os ecrãs da minha casa.
Em todas as aplicações que nunca abri.
Em todas as conversas sobre as quais nunca perguntei.

Todas as noites, os meus filhos estavam nos seus quartos, em dispositivos que eu paguei, ligados a plataformas que eu nunca verifiquei, a falar com pessoas que eu nunca conheci.

E apercebi-me de algo que me deixou enjoado.

Estive tão ocupado a carregar o meu próprio silêncio que quase não vi o que estava a acontecer mesmo à minha frente.

Deixem-me dizer-vos o que está a acontecer.

Neste momento — esta noite — há homens adultos no Roblox, Discord, VR Chat e numa dúzia de outras plataformas que os vossos filhos usam todos os dias.

Eles têm manuais. Não manuais metafóricos. Têm estratégias de aliciamento literais, documentadas.

Constroem confiança com o vosso filho durante semanas.
Oferecem moeda virtual.
Isolam.
Normalizam.
E depois destroem.

O rapaz que apareceu no Shawn Ryan Show tentou suicidar-se aos quinze anos.

A mãe denunciou o caso ao Roblox. A empresa não fez nada.

O predador — um homem chamado Kevin Nolan, que apareceu nos próprios anúncios televisivos do Roblox na Cartoon Network — continua em liberdade. Continua online.

Setecentas mil pessoas viram essa entrevista em dois dias.

No ano passado, chegaram vinte milhões de denúncias de exploração infantil à CyberTipline do National Center for Missing and Exploited Children.

Vinte milhões.

Os casos de aliciamento online aumentaram 192% num único ano.

E esses são apenas os casos que alguém realmente denunciou.

O quarto do vosso filho não é seguro. Não porque tenham falhado como pais, mas porque o campo de batalha entrou na vossa casa através de um ecrã — e ninguém vos avisou.

Eu sei o que se sente quando um homem se aproxima de uma criança numa sala onde ninguém está a ver.

Sei o que isso faz a um rapaz. Sei o preço que ele paga durante as três décadas seguintes.

Conheço o silêncio.
Conheço a vergonha.

Conheço a forma como o corpo se encolhe perante coisas que não se conseguem explicar, e a tua mulher pergunta o que se passa, e tu respondes “nada”, porque não tens palavras.

Agora tenho as palavras e estou a usá-las.

Não estou a começar um movimento.
Não estou a lançar uma organização sem fins lucrativos.
Não estou a mudar a orientação da minha plataforma.

Estou a fazer aquilo que um pai faz.

Um pai protege os seus e avisa outros pais.

Por isso, aqui fica o aviso.

Verifiquem os telemóveis dos vossos filhos esta noite.
Não amanhã. Esta noite.

Abram o Roblox.
Abram o Discord.
Vejam as listas de amigos.
Leiam as mensagens.
Perguntem ao vosso filho com quem está a falar.

E quando ele disser “são só os meus amigos” — confirmem.

Porque o homem que me fez mal supostamente estava ali para me ajudar.

E o homem que aliciou aquele rapaz no Roblox supostamente estava a fazer jogos para crianças.

As pessoas que destroem crianças não parecem monstros.

Parecem ajudantes.
Parecem programadores.
Parecem pastores de jovens, treinadores e amigos da família.

E contam convosco para estarem demasiado ocupados, demasiado confiantes ou demasiado distraídos para reparar.

Não estejam.

“Não os temais; lembrai-vos do Senhor, grande e terrível, e lutai pelos vossos irmãos, pelos vossos filhos e pelas vossas filhas, pelas vossas mulheres e pelas vossas casas.” — Neemias 4:14

Isto foi escrito para homens que estavam em cima de um muro, com uma espada numa mão e uma colher de pedreiro na outra.

A construir algo e a defendê-lo ao mesmo tempo.

Somos nós.

Escrevi hoje a história completa no Substack.
Tudo o que nunca disse.

O que me aconteceu.
O que descobri.
O que vou fazer em relação a isso.
E aquilo de que preciso de vocês.

Se és pai, lê.
Se és mãe, lê.
Se tens um filho ou uma filha com um ecrã na mão, lê.

E se conheces alguém que precisa de ver isto — partilha.

Não por mim.

Pela criança no quarto onde ninguém está a olhar.

Acabou-se o silêncio.
Já não nos vamos esconder.

February 21, 2026

Passam-se coisas no mundo que nós, pessoas normais, nem imaginamos

 

A «Comissão Judicial de Inquérito Sobre O Tráfico de Seres Humanos e o Abuso Sexual de Menores» (https://itnj.org/commission) calcula que todos os anos há, pelo menos, oito milhões de crianças vítimas de tráfico, abuso sexual, tortura e assassinato. Só nos EUA há locais onde se criam bebés sem documentos para poderem ser torturados e mortos sem dar nas vistas.

Este ex-CIA e fundador do Marine Corps Intelligence Command, Robert Steele, diz que a maioria das organizações com crianças começam com boas intenções (como os escuteiros, por exemplo ou as escolas religiosas) mas que atraem pedófilos (Epstein começou por ser um professor primário) que depois sobem nas organizações até as controlarem. O abuso de crianças, diz ele, faz-se numa escala muito maior e sistemática do que imaginamos e esta Comissão foi criada para coligir dados e divulgá-los ao público.

Robert Steel diz que a maioria das bases que os EUA têm no mundo não servem para defesa mas para tráfico de armas, ouro, droga e crianças pequenas.


February 19, 2026

800 euros de multa por violar crianças e adolescentes

 

Ele fala na lei multar pessoas que têm relação sexual com menores de 11 e 14 anos. Só que não há relações sexuais com pessoas de 11 e 14 anos. O que há é violação pedófila. E depois pagam 800 euros de multa e vão à sua vidinha. Uma das rapariguinhas atirou-se de uma ponte e a sua cabeça foi encontrada a 3 metros do corpo. A pedofilia e o tráfico de crianças e raparigas é um polvo com tentáculos em todo o mundo.


January 31, 2026

Está tudo metido nesta pocilga de pedófilos

 

Orquestrada pelo KGB. E continuam nos cargos como se nada fosse. 

December 18, 2025

Se calhar temos os meios mas não há interesse em investigar esses casos...

 

Lembro-me de não haver muito interesse em investigar o caso Casa Pia. Os abusos de miúdos da Casa Pia duraram décadas e envolveram, sabe-se lá quantas crianças, de maneira a ser impossível não haver conhecimento desses abusos por parte das autoridades policiais.


February 25, 2023

Discursos para confundir

 


Sim, há abusos sexuais em todo o país e não apenas na Igreja mas os abusadores sexuais que andam por aí não pertencem a uma instituição que prega o bem, o amor ao próximo, a ajuda, a responsabilidade ética e por aí fora. Não são pessoas que uma vez denunciadas recorrem ao poder que (não)têm para abafar os crimes e poder continuar a praticá-los. 

É assim como dizer que um crime de desvio de fundos ser cometido por um empregado num banco e pelo ministro das finanças, é a mesma coisa. Não é, porque o ministro é uma das pessoas mais importantes na garantia do bom uso do dinheiro público e obriga os outros com preceitos e regras.

Descartes dizia que quem prega preceitos aos outros tem que ser melhor que eles. Ora, o que aconteceu até há pouco tempo, foi que toda a cúpula da Igreja, até aos Papas, era activa no encobrimento dos crimes de pedofilia e na tolerância com que os encarava. Se não fosse este Papa fazer pressão para que se investigasse, a Igreja portuguesa (e outras) tinha continuado a esconder tudo - não faz muito tempo negaram que aqui houvesse pedofilia e disseram que era coisa de anglo-saxões, quando agora sabemos que sabiam tudo e encobriam. 

Porque não se demitem? Não se sentem responsáveis.

Há uns dias, o padre Portocarrero de Almada, uma pessoa importante na organização, defendeu publicamente que o resultado do inquérito devia ter sido posto, em silêncio, nas mãos do clero, que quem ficou prejudicada com o relatório foi a Igreja na sua imagem, que os casos devem estar muito exagerados, que isto deriva do ódio que têm à Igreja e que somos todos responsáveis porque há abusos fora da Igreja. 
Os responsáveis da Igreja, que não têm vergonha e escondem tudo, ao fazê-lo, agravam os crimes e são, eles mesmos e não quem faz os relatórios, os grandes responsáveis pela má imagem da Igreja Católica e os responsáveis por alargar a todos uma mancha de suspeita que só a alguns é devida. 

Há abusos fora da Igreja, sim mas quando há uma queixa numa escola, por exemplo, o caso é denunciado à polícia e ao ME e depois a justiça segue o seu curso sem ninguém andar a pedir que se abafe a situação. Ora a Igreja sempre lutou para que os padres ficassem fora da justiça civil e fossem julgados dentro da instituição. A justiça terrestre pertence aos civis e não aos religiosos, como no Irão, Afeganistão e outras sociedades onde a Igreja é instrumento de opressão, tortura e morte.

Este padre Portocarrero de Almada, falou de todo o assunto de pedofilia como se se estivesse a empolar uma coisa de menor importância: casos de há muitos anos que já não acontecem. Ora, (i)pelo menos 100 padres pedófilos estão no activo: a quantas crianças e adolescentes continuam a ter acesso, esse homens? (ii)Quantos dos crimes cometidos há 40 ou 50 anos o foram por padres que ainda andam por aí descansados, sabe-se lá a fazer o quê? 

O argumento de noutros tempos estes crimes serem mais tolerados não tem provimento. De facto, as leis nesses tempos eram feitas pelos homens (no sentido masculino e não universal do termo) e por influência dos padres das suas famílias e por isso é que eram mais tolerantes, porque os seres masculinos protegem-se uns aos outros de crimes (pedofilia, violação, etc). Porém, todos praticavam os crimes às escondidas e mentiam e ameaçavam as crianças de malfeitorias em caso de falarem, o que é prova da plena consciência do mal que faziam. O crime era tão pouco normal e normalizado que as vítimas desenvolveram doenças mentais e ficaram com as vidas destruídas. A maioria nunca conseguiu sequer falar do assunto.

Portanto, dizer que os abusos sexuais são um problema de todos é um discurso para confundir porque os criminosos particulares pedófilos ou abusadores sexuais não pertencem a uma instituição que se arvora em salvadora dos seres humanos, garante do Bem na Terra e da bondade divina. Sim, é necessário fazer mais na sociedade para defender as crianças, mas não se confundam os planos.

As Igrejas deviam ser instituições democráticas. O povo de Deus não é o masculino, são todos e ninguém está acima de ninguém enquanto pessoa religiosa. Há pessoas [os padres] que se arvoram em escolhidos para intérpretes e representantes de Deus, mas isso só é assim porque as pessoas toleram, porque no dia em que o povo religioso quiser uma instituição mudada, ela tem que mudar. 
Mas por ora, as Igrejas não são democráticas e nem sequer inclusivas. São organizações de exclusão: excluem as mulheres e a sexualidade (daí o celibato, para que os homens não possam ser influenciados por mulheres), excluem os homossexuais, excluem os divorciados...
Como são o oposto de uma instituição aberta e democrática, estão cheias de vícios próprios do excesso de poder desse tipo de organizações. Vamos ver se aproveitam para mudar e melhorar ou se ainda se vão fechar mais.


February 13, 2023

O abuso sexual é também um caso de abuso de poder

 


Poder individual (do clero que não presta contas a ninguém e sempre viveu fora da lei) e de instituição: veja-se o caso da Casa Pia e de como tudo foi abafado e houve intervenção política a imiscuir-se na justiça. Estou a ver a RTP3 onde se comenta o caso. Um dos comentadores é o Paulo Pedroso.