November 03, 2026

Portugal por aí



Vítor Marques
Grifo-eurasiático (Gyps fulvus)
Alentejo
1/11/2026


November 02, 2026

Uma inglesa com a cabeça no sítio!

 

Pensava que isso já não existia.

Coisas óbvias

 

Então os russos andam a matar crianças ucranianas e a destruir tudo, a violar raparigas e crianças, a torturar presos, a atacar cidades europeias e depois ao fim da tarde juntam-se todos com eles para jogar hockey e beber umas cervejas?



A Associação de Hóquei no Gelo anunciou que a Finlândia não irá jogar contra a Rússia no campeonato mundial de hóquei no gelo e afirmou ainda que está a reunir outros países numa frente unida para impedir o regresso da Rússia. Esta foi a única atitude correcta a tomar; qualquer outra teria sido simplesmente errada. Logo após a decisão do TAS, propus que a Finlândia começasse a reunir outras nações do hóquei no gelo em torno de uma ameaça comum de boicote. Se um número suficiente de grandes países do hóquei no gelo se recusar a jogar contra a Rússia, a implementação da decisão na sua totalidade poderá tornar-se impossível. Agora é crucial manter a posição e conseguir o maior número possível de países a aderir. Agora, a Finlândia pode dar o exemplo a todo o mundo do hóquei no gelo.

 

Rien ne va plus

 

Comparar o incomparável

 

Aquela senhora à direita no ecrã chama mentiroso ao superintendente e diz-lhe que a polícia não agiu da mesma maneira com manifestações de professores e de bombeiros e dá a entender que é um tratamento de discriminação para com estes manifestantes. Mas desde quando é que os professores cuspiram para cima da polícia, atiraram garrafas à polícia, chamaram-lhe todos os nomes, incentivaram à violência sobre pessoas do governo, à destruição do Estado, etc. ou provocaram a política para lhes bater? Alguma vez ameaçaram abancar ali no espaço público indefinidamente até lhes apetecer sair? Mas alguma vez os professores se manifestaram com indignidade como estes manifestantes? Então e a outra em frente dela é uma professora que esteve em manifestações e não diz nada? Engole esta mentira ofensiva com a maior cobardia? Onde vão buscar estas pessoas incapazes de seriedade? É por isso que não ligo a TV para ver estas figuras lastimáveis da nova-esquerda unineuronal.


Há 22 anos Theo van Gogh, sobrinho bisneto do pintor, foi assassinado por um islamita

 

Um indivíduo com passaporte holandês mas muito longe de ser um holandês, com uma cabeça maometana bem enfiada no século VII. Um islamita fanático com ódio às mulheres e ao Ocidente.

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Há 22 anos, nesta mesma data, o cineasta holandês Theo van Gogh (na foto) ia de bicicleta para o trabalho, em Amesterdão.

Nunca chegou ao destino, pois foi assassinado por Mohammed Bouyeri, um homem muçulmano holandês-marroquino de 26 anos, que se sentiu ofendido pelo facto de Van Gogh se ter atrevido a realizar uma curta-metragem que criticava o tratamento dado às mulheres no Islão.

Bouyeri disparou várias vezes contra ele, cortou-lhe a garganta e em seguida, prendeu um manifesto jihadista de 5 páginas ao seu peito. O manifesto constituía, acima de tudo, uma ameaça de morte directa contra Ayaan Hirsi Ali, a argumentista da curta-metragem (Submission). Chamava-a de herege e de «fundamentalista incrédula» que seria «esmagada contra o diamante duro do Islão». Ameaçava também políticos holandeses, rotulando-os como estando sob o controlo de uma «conspiração judaica» e apelava à morte dos «incrédulos».

Até hoje, Ayaan Hirsi Ali continua a enfrentar ameaças de morte persistentes e necessita de protecção e segurança contínua.

Ao longo deste período, a elite liberal e quase todos os progressistas ditos «anti-racistas» e «feministas» rotularam-na a ela de «islamófoba» e fizeram eco do dogma censurador defendido pelos jihadistas, em vez de se posicionarem ao seu lado (e ao de outros como ela) contra a ideologia que ameaçava a sua vida e ceifou a de Theo.

Este crime, embora não tenha sido o primeiro crime [de ódio ao Ocidente], foi um prenúncio do que estava para vir. 

Max Klinger

Onde o Estado falhou foi nos serviços públicos

 

Os portugueses, infelizmente, nunca tiveram bons salários. Havia uma classe média a crescer rapidamente nos anos anteriores ao 25 de Abril mas o 25 de Abril retrocedeu essa trajectória. Uma revolução só não atinge os que se fixam no poder imediatamente a seguir. Atinge os outros todos. Não havia dinheiro, o PCP e outros partidos revolucionários rapidamente destruíram a agricultura, a indústria e os serviços. A inflação era brutal. Havia racionamento de comida. 

Como sabemos, em todos os países comunistas com economia revolucionária o povo é deixado na pobreza para não se poder revoltar contra a ditadura que impõem.

Andámos muitos anos, ao contrário do que diz esta geração, com grandes dificuldades em tudo. Tudo funcionava mal ou nem sequer funcionava. Ninguém no Estado aspirava à competência ou à justiça. Aspiravam ao poder total. Porém, como rejeitámos a ditadura dos comunistas e dos revolucionários, aos poucos as coisas foram melhorando e perto do passar do século, tínhamos serviços públicos a funcionar bem e a chegar a toda a gente. 

A importância dos serviços públicos está em que, mesmo que as pessoas não ganhem muito dinheiro de salário, os serviços essenciais não são impeditivos de se ter uma vida. Pode-se ter um filho sem ter que se endividar por um hospital particular para evitar ter o filho na rua e morrer um ou outro; pode pôr-se o filho na escola pública que há lá professores suficientes para as aulas, para apoios, para projectos, para aconselhamento, etc.; pode-se ir para a faculdade porque há bolsas de estudo e o curso não custa dinheiro em propinas; pode-se ficar doente que há hospitais que cuidam de nós quase gratuitamente com médicos suficientes e enfermeiros suficientes; pode-se ir comer fora porque há muita oferta barata, paralela à cara; se se tem um problema com as finanças, há lá funcionários para ajudar. Poupar dinheiro compensa. Os bancos não nos roubam à descarada.

Ou seja, pode-se arriscar alugar ou comprar uma casa com um empréstimo e ter um filho ou dois, porque o resto da vida não é cara, a não ser a quem queria ter luxos. 

Agora, todos os serviços básicos custam como luxos: a escola que já só funciona com explicadores porque não há professores; a saúde que mata porque não há médicos para atenderem, nem medicamentos e tem que ir-se a um hospital particular; não há bolsas de estudo; se se tem um problema com as finanças está-se tramado a não ser que se conheça alguém que conheça alguém ou que tenha dinheiro para um advogado. Etc.

O que sustenta as democracias são as instituições a funcionar segundo a lei e democraticamente e os serviços públicos a apoiarem as populações. Os políticos agindo com um mínimo de honestidade e honra. Nessa situação, ninguém fica à espera que o governo seja um papá que oferece a casa, o carro, etc., porque só não tem acesso aos serviços públicos quem não quer. Todos têm acesso a uma vida digna e quem quer mais que trabalhe para isso.

Foi isso que se destruiu. Primeiro com Sócrates, mas sobretudo nos anos da troika. Despediram-se pessoas e destruíram-se os serviços públicos como se não houvesse amanhã e nunca mais precisássemos deles outra vez. Depois Centeno/Costa aprofundaram a troika e foram além da troika com as cativações. Pararam o investimento. Mataram os serviços públicos. Estava tudo parado e morto. 

Comparo esses anos da troika e de Costacenteno à quimioterapia. A químio, como não distingue as más células das boas, para apanhar as células tumorais e impedir que se multipliquem à maluca, ataca a medula e atinge todas as células. Impede a divisão celular e a replicação do ADN, ou seja, fecha a fábrica das células que é o princípio da vida e atinge os tecidos saudáveis. Aos poucos e poucos o corpo volta a funcionar mas se o tratamento for demasiado agressivo ou agressivo e demasiado prolongado morre-se do tratamento.

Foi isso que fizeram ao país. Para travar a dívida fecharam o país e mataram os serviços públicos essenciais. Para compensar, distribuíram subsídios à vez a certos grupos e tiraram a outros, mas nunca puseram o país a funcionar de novo. Por exemplo, na educação, mandaram passar toda a gente para não terem de reinvestir a construir o que destruíram; na habitação para poderem não construir nenhuma casa, ou quase nenhuma, legislaram que os proprietários é que seriam a segurança social dos inquilinos, na saúde contrataram tarefeiros baratos  e por aí fora.

É preciso mudar a lei do trabalho em algumas situações pois de outro modo ninguém se arrisca a fazer contratos permanentes com os trabalhadores. É preciso voltar a introduzir uma cultura de esforço e de responsabilidade na educação. São precisas muito mais coisas, claro, mas acima de tudo, é preciso restaurar os serviços públicos a um nível de qualidade que dê às pessoas segurança para arriscarem viver, porque nos dias que correm, se investes numa casa já não podes investir num filho. Se investes num filho, não tens dinheiro para a casa. Se investes em ambos não tens dinheiro para a saúde.


Querer o fim, já, rejeitando caminho

 

Esta 'rainha' podia estar nas manifestações do Rossio e do Porto. Tem a mesma energia. Quer os fins sem querer os meios. Quis ser rainha mas não quer o sentido de responsabilidade e dever que isso implica. Pensa que ser rainha é só aparecer bem vestida quando lhe apetece e não chove. Cumprir o dever mesmo quando implica desconforto ou sacrifico, sobretudo se os implica, é o cargo, o resto é só folclore. A nossa nova-esquerda também quer estar no poder mas não quer cumprir o dever que isso implica. Não quer o trabalho de contribuir para a melhoria da vida das pessoas. Só quer mesmo estar sentada no poder. Os nossos jovens querem casa em Lisboa e no Porto, embora o país seja mais que Lisboa e Porto, tenha muita cidades e muito campo abandonado, mas não estão para trabalhar o necessário para o conseguir. Querem ter um bom emprego com um bom salário, já. Não daqui a 10 ou 15 anos depois de muito esforço e trabalho. Não. Querem já. Estudaram, fizeram o 12º ano ou até têm uma licenciatura mas como não arranjam trabalho com bom salário na sua área de interesse, já, não trabalham. Não se adaptam. Exigem que o governo lhes cuide da vida como faziam os pais, querem que o Estado seja uma continuidade dos pais. Onde o Estado falhou foi nos serviços públicos (e em importarem de repente mais de um milhão de pessoas), não nisto.


É sempre possível reverter o declínio

 

Das ruas, das casas, das situações. É só querermos. É possível enfiar Putin na caixa de lixo de onde saiu. É uma questão de decisão.

Todos os dias Putin manda matar civis

 


Li que o Presidente da República vai reunir com estes representantes dos anseios do povo

 

Respeitadores do Estado democrático e do direito dos outros andarem no espaço público sem serem agredidos.


Infográfico

 

Estamos entre os 20 países do mundo que mais receitas tiram do turismo. E, tendo em conta o nosso PIB, tiramos muito. Somos um país pequeno. Ao contrário de outros países como os EUA ou a Itália, é um fenómeno recente, com menos de meia dúzia de anos. Convinha não o destruir com problemas de crime/insegurança e destabilizações gratuitas de gente que quer o país eternamente pobre para tirar dividendos políticos. Gente que quer o poder pelo poder.

Infográfico deste dia - dá que pensar

 

À medida que passam os séculos, alguns países, estejam em fase de riqueza ou de dificuldade, como Portugal, nunca descolam e em outros acontece exactamente o oposto. Trabalham sempre melhor. Dá que pensar.

November 01, 2026

Rir é o melhor remédio

 

É impossível ao comum dos mortais ser da nova-esquerda. Como estar ao nível intelectual dos camaradas...?

 

Coisas do campo

 


Habitação: soluções

 


A chatice dos factos

 


Putin sacrifica milhões de pessoas por ambição pessoal

 

Onde é que vão buscar estas pessoas?



Os sindicatos dos professores franceses, que são da nova-esquerda, apelaram ao boicote das comemorações do 11 de Novembro, o dia do Armistício (de 1918), dia em que a França presta homenagem aos cerca de 1 milhão e meio de franceses que morreram a defender a Pátria. Os sindicatos dos professores alegam que a França é um país de paz e não querem os estudantes a celebrar a guerra.
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Alguém imagina daqui a 100 anos os professores ucranianos boicotarem a homenagem aos homens e mulheres que estão, neste momento, a sofrer os horrores da guerra, a dar a vida para que a sua Pátria não desapareça debaixo das patas de um Estado terrorista governado por um homem mesquinho que manda milhões morrerem para ter mais poder do que já tinha? Quem é que confunde o apreço pelo seu sacrifício com apelos à guerra?