April 19, 2026

As coisas na Rússia estarão muito pior do que parecem?

 

Para que já se peça publicamente a cabeça de Putin e seus capangas com aplausos e sem medo de cair de uma janela... de qualquer modo ele não percebe que faz parte do problema, pois só a questão económica o fez falar. Que a Rússia ande a matar ucranianos, a raptar crianças e a destruir um país não lhe causou nenhuma febre.


Para quem estiver interessado sobre o que esconde a operação de pedofilia e chantagem de Epstein



Esta é uma investigação exaustiva e muito bem urdida com base em documentos e factos públicos, apesar da autora não ter provas tangíveis do que diz. O que lemos ultrapassa a mais vívida imaginação. Acontece que os textos são muito grandes e não tenho pachorra para traduzi-los. Mas ficam aqui os links.

Jeffrey Epstein's New Mexico Ranch Sought Private Military-Grade Communications Network — With Help From a Neighbor
Federal documents, FCC records, and property filings reveal an unusual technical relationship between Zorro Ranch and the adjacent San Cristobal Ranch…
APR 7 • ALISA VALDES-RODRIGUEZ


The Huge San Cristobal Ranch Shared 2 Miles of Fence Line with Epstein's Zorro Ranch. He Had Their Modem Number. He Asked Them to Share…
APR 7 • ALISA VALDES-RODRIGUEZ



Por falar em cultura e a propósito das leituras escolares obrigatórias

 


Não vejo razão para tirar Saramago do programa. Quer dizer, é o único Prémio Nobel da nossa cultura. Talvez muitos preferíssemos outro nome com esse título -a mim ele perde-me com aquela maneira feia de escrever- mas é ele que o tem e algumas das suas obras são importantes, fazem pensar. 

Nós temos alguns grandes escritores de prosa mas acima de tudo somos um país de poetas e a mim parece-me que faltam poetas na educação escolar. 

O que quero dizer é que o programa podia organizar-se em torno de grandes textos da língua/cultura portuguesa. Isto para dizer que faz sentido dar alguns autores mais extensamente, com a leitura de uma obra na totalidade, mas outros podem ser abordados de outra maneira: escolher contos ou crónicas ou poemas sem ter que dar a obra toda ou um livro inteiro do autor.

Os poemas podem começar a entrar na educação logo na escola primária. Todos nós que estudámos antes do 25 de Abril tomámos contacto com a poesia ainda na escola primária, com poemas e quadrinhas adequadas à idade - a escola primária era obrigatória, não era uma educação de elite e todos apendíamos esses mesmos poemas de cor - e é por isso que as pessoas de uma certa idade, independentemente da sua condição social, sabiam poemas de cor e sabiam ler os poetas.

Há autores que têm que estudar-se lendo uma obra ou partes extensas de obras, como Camões ou Eça, Pessoa ou Saramago e mais alguns que marcaram épocas, mas os outros escritores podem aparecer ao longo de todo o percurso escolar em forma de textos e poemas que marcaram a nossa cultura sem ter que ler-se uma obra inteira deles. Os alunos são muito sensíveis a certos temas de certas poesias na adolescência. Só não o sabem porque não contactam com elas. Quer dizer, contactam muito pouco. Lêem uma coisinha aqui e outra ali. Temos tantos poetas, mas tantos...

Para além dos autores obrigatórios, há outros que têm textos que para mim são incontornáveis, não apenas na escrita mas também na vivência da nossa cultura, como por exemplo, assim de repente e sem nenhuma ordem, José Régio, Florbela Espanca, Miguel Torga, Sophia, Aquilino, Lídia Jorge, Ruy Belo, Lobo Antunes, Vergílio Ferreira, Agustina, David Mourão Ferreira, Alexandre O’neill, Herberto Helder e outros que não me vêm agora à cabeça.

Quando fiz exame no ano propedêutico -agora 12º ano- as obras obrigatórias de Português a exame eram 14. Talvez fosse demais, mas a questão é que dava-se muita literatura ao longo dos anos de escola e começava-se logo na 1ª classe de maneira que ninguém a estranhava mais tarde. Habituávamo-nos à complexidade da língua, ao pensamento profundo, à reflexão sobre a nossa cultura e os seus vultos.

É na literatura que aprendemos a língua e a cultura do nosso povo, não é na TV, nos Big Brothers, ou nos programas da Cristina. Não me parece que as pessoas agora nasçam menos capazes, de tal modo que só se lhes possa dar papinhas nestum: um textinho aqui, outro ali, pequeninhinhos, para não ficarem traumatizados... um exame só com espacinhos para preencher com palavras que estão ao lado e é só escolher ou para pôr cruzinhas e no fim um textozinho com palavrinhas simples. Nenhum esforço, nenhum pensamento. Uma educação miserabilista. 

Os alunos de hoje gabam-se de nunca ter lido um livro e não são capazes de dizer umas quadrinhas ou um pequeno poema, referir um texto de autores portugueses. Não conhecem nada, não têm palavras... são como as pessoas com Alzheimer quando já não conseguem exprimir-se ou pensar porque já perderam as palavras, mas ao contrário: nunca as tiveram.

A quem é que isto beneficia? Ao país não certamente, nem aos portugueses do futuro.

Portanto, não vejo razão para diminuir o número de textos e penso que deviam aumentá-los logo desde o 1º ano.

Citações deste dia

 









A vitória de Péter Magyar é mais vitoriosa do que parece


Péter Magyar esteve um ano e meio sem aparecer na TV pública húngara, tempo esse em que Orban fez uma campanha suja para destruir a sua imagem, a sua pessoa e as suas possibilidades de ganhar. Orban estava convencido de que não podia perder: o adversário sem tempo de antena, a TV pública manipulada contra ele, a intervenção do Presidente e Vice-Presidente americanos... o que que é que podia correr mal? A resposta: Putin. Os húngaros não querem Putin a mandar na Hungria.

De maneira que a vitória dele com uma enorme maioria de votos tem um peso extraordinário porque a luta não foi justa, muito pelo contrário. Seria conveniente que a oposição nos EUA retirasse daqui lições porque Trump, de certeza que está a tirá-las e e congeminar maneiras de não ser afastado como Orban.

Penso que Péter Magyar não teria esta votação se fosso o típico político de esquerda ocidental: desprezo pela democracia da cultura ocidental, apologia da imigração em massa, legitimação do islamismo, censura e cancelamento das vozes contrárias e da literatura e história ocidental, legitimação da destruição da ciência e sua substituição pelo subjetivismo radical da ideologia dos homens biológicos trans e da sua obsessão em destruir as mulheres. 

Para além das questões da economia, penso que muito votos de Trump foram votos negativos: foram votos para evitar a imposição da ideologia dos homens biológicos trans, a medicina de mutilar crianças e adolescentes, a ideologia de retirar os filhos aos pais que não aceitem esta ideologia e que lutem para que as suas filhas crianças e adolescentes não tenham que partilhar casas de banho e balneários com adultos violadores vestidos de mulher. Foram votos contra a ideia de que a imigração em massa de culturas que não se integram e lutam pela destruição do Ocidente e a imposição de teocracias.

Sim, as pessoas sabiam que Trump foi condenado por violação e que é um predador, mas pelo menos não anuncia que as mulheres não existem e que doravante são homens biológicos trans que dizem às mulheres se são, ou não, mulheres; não manda os homens invadir os seus espaços e acabar com elas no desporto. Não diz que as mulheres devem pagar o preço da importação de islamitas incivilizados.

Em suma: a oposição da esquerda devia rever a sua ordem de prioridades porque visto do lado do povo não acéfalo, só falam em pronomes, em homens biológicos terem o direito de tirar direitos às mulheres, em glorificar as culturas islamitas como estando muito acima da cultura europeia, em acabar com autores clássicos europeus - que, no entanto, foram quem levou a Europa a acabar com a escravatura em grande parte do mundo.

Precisamos de pessoas governantes não radicais. Pessoas que não sejam fanáticos dogmáticos, seja a sua religião a da crença em um Deus ou a religião da crença em ideologias que contrariam todas as evidências científicas e as de bom senso.

A oposição dos EUA devia estar a tirar lições do que se passou na Hungria, antes que seja tarde demais.


Cientistas de topo andam a desaparecer misteriosamente nos EUA




Série de cientistas desaparecidos ou mortos é «demasiado coincidente» para não ser motivo de grande preocupação, afirma congressista — à medida que surge o 11.º caso misterioso

Um famoso físico teórico, autor de best-sellers e professor de física está alarmado com a tendência documentada de cientistas de alto nível que desapareceram ou morreram de forma misteriosa nos últimos anos

«Se um cientista desaparece, é motivo de alguma preocupação. Mas se 10 cientistas morrem ou desaparecem de repente, todos com autorização de segurança de alto nível e acesso a investigação sensível, isso é motivo de preocupação nacional», disse o Dr. Michio Kaku à Fox News Digital.

«Isto é inédito», afirmou. «Isto nunca aconteceu antes. O próximo passo é determinar se existe um único fio condutor comum nas suas investigações que os ligue a um aspeto específico da segurança nacional.»

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O jornal «The Mail» citou as preocupações expressas por Chris Swecker, antigo funcionário do FBI que se tornou comentador frequente da Fox News, o qual especulou que «várias potências estrangeiras» poderiam estar a «raptar, chantagear, torturar e até mesmo matar» cientistas e outros funcionários, no âmbito de um complot para obter acesso a informações de segurança nacional dos Estados Unidos.

No início deste mês, o Daily Mail publicou uma notícia sugerindo que poderia haver uma ligação entre o desaparecimento de McCasland e o desaparecimento, em junho passado, de Monica Reza, uma cientista da NASA de 60 anos, além de outros oito casos.

Reza, que foi vista pela última vez em junho de 2025, tinha trabalhado no Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA em projetos metalúrgicos avançados com utilidade em aplicações aeroespaciais. Desapareceu durante uma caminhada na Califórnia com amigos. O Mail citou as preocupações expressas pelo ex-funcionário do FBI e actual comentador frequente da Fox News, Chris Swecker, que especulou que «várias potências estrangeiras» poderiam estar a «raptar, chantagear, torturar e até mesmo matar» cientistas e outros funcionários como parte de um complot para obter acesso a informações de segurança nacional americanas.

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WASHINGTON — As mortes ou desaparecimentos de 11 cientistas e investigadores de renome dos EUA constituem uma questão de importância nacional urgente, insistiu na sexta-feira um membro da Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes.

O deputado Eric Burlison (R-Mo.) afirmou que o seu gabinete já estava a investigar alguns dos desaparecimentos «demasiado coincidentes» um ano antes de o presidente Trump ter dito aos jornalistas, na quinta-feira, que tinha ordenado uma investigação.

O legislador argumentou que o destino dos cientistas está quase «certamente» ligado ao acesso que alguns tinham a informações classificadas sobre o sector aeroespacial, a defesa e os OVNIs — e pode envolver agentes mal-intencionados da China, da Rússia ou do Irão.

«Isto é demasiado coincidente e, por isso, temos de investigar isto. Precisamos que os melhores investigadores do nosso país, o FBI e todas as agências, analisem este assunto.»

Alguns dos cientistas, observou Burlison, “literalmente desapareceram” sem deixar rasto — incluindo o Major-General da Força Aérea William “Neil” McCasland, que desapareceu em Fevereiro.

Os investigadores afirmaram que McCasland tinha sofrido de “confusão mental” antes de desaparecer da sua casa em Albuquerque, no Novo México.

O general reformado ocupara cargos de topo na área da investigação espacial e aquisições, tendo o seu nome chegado a aparecer na divulgação pelo WikiLeaks dos e-mails de John Podesta, presidente da campanha de Hillary Clinton, com o ex-vocalista dos Blink-182, Tom DeLonge, a afirmar ter conversado com ele sobre UAPs.

Em muitos casos, continuou o congressista, estes cientistas «sentiram algum tipo de ameaça» e «deixaram todos os seus dispositivos em casa» antes de desaparecerem sem deixar rasto.

«Isto não é normal», disse Burlison na Fox. «Estes são alguns dos cientistas e investigadores mais avançados do nosso país, algumas das pessoas mais importantes para os esforços de segurança nacional. E todos eles desapareceram misteriosamente.»

O apelo de Burlison a um «apoio bipartidário» para uma investigação federal sobre os casos preocupantes surge depois de a morte misteriosa de outro cientista ter sido alvo de escrutínio na quinta-feira, informou a NewsNation.

Amy Eskridge, de 34 anos, que estava envolvida em investigação exaustiva sobre tecnologia anti-gravitacional, OVNIs e vida extraterrestre, morreu de um ferimento de bala auto-infligido na cabeça na sua casa em Huntsville, Alabama, em 2022, de acordo com o Daily Mail.

A sua morte foi considerada suicídio e não foram divulgadas informações públicas.

Antes da sua morte, Eskridge tinha lançado uma empresa de investigação, «The Institute for Exotic Science», com o objetivo de criar uma «figura pública para divulgar a tecnologia anti-gravitacional».

Ela afirmou que tinha fundado a empresa porque «se nos arriscarmos na vida privada… eles vão enterrar-nos, vão incendiar a nossa casa enquanto dormimos na nossa cama e isso nem sequer vai chegar às notícias».

Eskridge revelou numa entrevista de 2020 que tinha planos para divulgar informações sobre OVNIs e extraterrestres ao público — e que, por isso, estava a receber ameaças.

«Tenho de divulgar isto em breve, meu. Tenho de publicar em breve porque isto está a escalar. Está a ficar cada vez mais agressivo», disse ela.

«Isto já se arrasta há uns quatro ou cinco anos e, nos últimos 12 meses, tem vindo a escalar, ficando mais agressivo, com invasões mais intensas, como vasculhar a minha gaveta da roupa interior e ameaças de carácter sexual.»

Eskridge associou-se ao oficial de inteligência britânico aposentado Franc Milburn para investigar o alegado assédio, de acordo com o Daily Mail.

Milburn, que apresentou as suas conclusões ao Congresso em 2023, concluiu que Eskridge não se suicidou e que, a certa altura, foi atacada por uma «arma de energia direcionada» que queimou o seu corpo com micro-ondas.

Os outros cientistas desaparecidos ou mortos incluem:

* Melissa Casias, que tinha uma autorização de segurança no Laboratório Nacional de Los Alamos e desapareceu em Junho passado.

* Anthony Chavez, um trabalhador aposentado do Laboratório Nacional de Los Alamos que desapareceu em Maio passado.

* Jason Thomas, que liderava a equipa de biologia química da Novartis e foi encontrado morto em Março passado.

* O engenheiro do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, Frank Maiwald, que morreu em 2024.

* O famoso físico do MIT Nuno Loureiro, morto a tiro em Dezembro passado.

* Carl Grillmair, investigador de exoplanetas, assassinado em Fevereiro.

* Steven Garcia, que trabalhava na área de segurança de um fabricante de componentes não nucleares para armas nucleares de fabrico americano e desapareceu em Agosto do ano passado.

* A engenheira aeroespacial Monica Jacinto Reza, que desapareceu em Junho passado.

Embora tenham surgido online várias teorias sobre os investigadores e o seu destino, as autoridades não identificaram qualquer ligação entre essas mortes e desaparecimentos.

Trump anunciou na quinta-feira que a sua administração iria fornecer respostas ao público nos próximos dias.

«Não será poupado qualquer esforço nesta investigação, e a Casa Branca fornecerá atualizações assim que as tivermos.»

Um porta-voz da Administração Nacional de Segurança Nuclear (NNSA) disse ao Post que «está ciente dos relatos relacionados com funcionários dos nossos laboratórios, centrais e instalações e está a investigar o assunto».

https://nypost.com/2026/04/17/us-news/string-of-missing-of-dead-scientists-too-coincidental-congressman-says-as-a-11th-researcher-revealed/

April 17, 2026

Coisas boas

 


Atingimos o ponto máximo de demência no planeta

 


A realidade foi substituída por um teatro contínuo. Todos sabem que é um teatro mas fingem não ver. São precisas grandes mudanças em algumas instituições internacionais.



Atingiu-se o ponto máximo da demência

 


Em Inglaterra os pais de uma jovem de 12 anos foram ameaçados de prisão se falarem da violação da sua filha para protegerem os criminosos de serem julgados pela opinião pública.


Como não ser um idiota


Como não ser um idiota

É provável que obtenha grande parte da sua informação da Internet. Isso é óptimo, porque pode estar consciente do que está a consumir e escolher se quere ou não aprofundar um tema.

Mas o facto de estar a escolher quais os modelos a adoptar e em que acreditar por si próprio — significa que você, eu, todos nós — quer queiramos quer não, somos todos intelectuais agora. E, como intelectuais, nunca estamos longe de nos tornarmos idiotas.

Toda esta coisa dos «novos meios de comunicação», como o Substack, tem uma espécie de paradoxo. Por um lado, é óptima para expor a desconexão entre a elite intelectual e a realidade concreta, no terreno, de milhões de pessoas. Idiotas como Malcolm Caldwell podem agora ser identificados a quilómetros de distância no X, antes mesmo de terem a oportunidade de serem alvejados por um ditador comunista.

Mas há algo mais subtil a acontecer também, e isso preocupa-me.

Online, os modelos [de interpretação] do mundo que vão mais longe não são os mais precisos, mas sim os que mais chamam a atenção. São os modelos que apelam mais fortemente aos nossos instintos básicos, preconceitos e necessidades emocionais. E, em geral, estes modelos do mundo altamente «memeáveis» são, na melhor das hipóteses, imprecisos e, na pior, activamente destrutivos.

E como passamos mais tempo nos nossos dispositivos, afastados do mundo real, é menos provável que soframos as consequências que a realidade impõe aos modelos imprecisos.

Não podemos esquecer: os nossos modelos do mundo são apenas isso, modelos. Baseiam-se em dados incompletos e pressupostos. Estão sujeitos a actualizações e mudanças que não podem ser antecipadas. E quando confrontados com essas atualizações e mudanças, resistiremos instintivamente e lutaremos contra elas, porque protegeremos os nossos modelos como se fossem parte de nós mesmos.

A liberdade de informação que a Internet traz ajuda-nos a expor intelectuais idiotas de forma mais rápida e precisa do que nunca. Mas a Internet também permite que intelectuais idiotas convertam pessoas em seguidores idiotas mais rapidamente e com mais facilidade do que nunca.

O resultado… é a vida em 2026.

Envolva-se com a realidade tanto quanto possível. Isso significa menos tempo neste site e mais tempo no mundo. Menos tempo a observar rostos humanos num ecrã e mais tempo a ver rostos humanos pessoalmente.

Quanto mais tempo passar com pessoas reais no mundo, menos dependerá emocionalmente de modelos intelectuais abstratos para infundir na sua vida um sentido de conexão e propósito.

Encare todas as suas opiniões com leveza. Orgulhe-se de ser capaz de mudar de opinião. Procure activamente por evidências da sua própria ignorância e falhas.

Porque, se não as encontrar por si mesmo, a realidade acabará por encontrá-las por si. E posso garantir que não vai gostar da forma como a realidade o faz.

Mark Manson

Natura naturans

 


La force créatrice échappe à toute dénomination, elle reste en dernière analyse un mystère indicible. Mais non point un mystère inaccessible incapable de nous ébranler jusqu'au tréfonds. (Paul Klee)


Obra artificial humana


Obra da natureza


(imagens da net)


April 15, 2026

Desinformação russa

 

Só aqui no país os jornais tratam Meloni como extremista de direita

 

A maioria dos jornais há muito que deixou de noticiar e agora dedica-se a fazer campanha a favor deste ou contra aquele. A Itália estava no top 10 das economias do mundo. Meloni pô-la em 4º lugar, à frente do RU. Tomara nós termos aqui uma Meloni... ela diz o que tem a dizer, seja a Trump, a Putin ou a quem tem de dizer. Aqui os jornais como são de esquerda e amantes do islamofascismo não suportam a inteligência e o carácter dela.


Do it!

 

Houve um tempo em que a UE tinha 6 países ou mesmo 12 e a unanimidade. Agora são 27! Como é possível ter unanimidade em todas as questões com tantos países?


Tudo o que está mal em Portugal resumido num caso

 


Relatório final indica que falha foi "potenciadora de causar sérios problema de saúde", mas IGAS alega que teve de arquivar processo por não conseguir atribuir culpas uma vez que a gravação da chamada para o INEM foi destruída. - CNN Portugal

 

Um indivíduo está a 20 metros do hospital com um problema de saúde e ninguém o deixa entrar, apesar de todos o verem: 1º incompetência de quem gere os serviços; zero autonomia dos profissionais no local; burocracia estranguladora da actividade profissonal; incúria do Estado e desinteresse pelas pessoas que dever servir; 2º desaparecem os registos de prova dos factos e ninguém é responsabilizado. 

Se quiséssemos resumir o que está mal em Portugal, este caso bastaria: incompetência, incúria e desresponsabilização.

Na verdade, compreende-se o PM: se não sabem como resolver os problemas do SNS e não têm nenhuma ideia sobre o assunto, para quê mudar a ministra ou os SE? 

É claro que nenhum vazio é deixado a si mesmo e o buraco vai sendo ocupado pelos lobbies da saúde à solta.


A Associação de Pais devia ser obrigada a fazer formações

 

E depois, deveriam ter que desenvolver acções de esclarecimento aos pais sobre a preparação dos filhos para a educação escolar. Seria o mínimo exigível para terem subvenções de milhões do Estado, caso contrário, se não prestam nenhum serviço útil aos pais, para que se lhes dá tanto dinheiro?

Como se vê pelo estudo citado no post anterior, aquilo que se permite às crianças e adolescentes fazer em casa -no que respeita à utilização pesada de ecrãs e de IA- tem efeitos nefastos que podem ser duradouros na sua inteligência e capacidade de aprendizagem. Dito de outro modo, podem ter estragado os filhos para a aprendizagem escolar. Podem ter agido de modo a atrofiar o potencial de actividade mental dos filhos, o que condiciona a sua capacidade de aprendizagem escolar: reter informação, relacionar informação, fazer inferências, resolver problemas, lidar com conceitos teóricos, diferenciar a informação subjectiva da objectiva, discorrer sobre uma ideia, etc.

Todos compreendem que, se alguém impedir a utilização das pernas a uma criança ou adolescente durante todos os anos de desenvolvimento, de modo a atrofiá-las, não pode depois esperar que seja capaz de fazer corridas, nem com os melhores treinadores do mundo e o mais certo é passar o resto da vida com grandes dificuldades de mobilidade. Se o apagão da actividade cerebral e atrofiamento das suas estruturas fosse visível do mesmo modo que o atrofio das pernas... mas como não é não se acredita e continua a deixar-se as crianças viciarem-se em delegar as suas tarefas mentais à máquina, viciarem-se em jogos, em pornografia e, em geral, em serem pessoas passivas, viciadas em entretenimento e prazer imediatos, sem competências sociais e sem recursos internos para se desenvolverem plenamente.

Porém, não é só de preparação cognitiva que falo, mas também de competência de socialização: cabe aos pais a socialização primária, a educação dos filhos para saberem ouvir e escutar, saberem respeitar os professores e outros adultos da comunidade escolar, saberem respeitar os colegas, saberem esperar a sua vez, saberem ser pontuais, assíduos, terem hábitos de cortesia, terem hábitos de cumprir indicações, saberem resistir às frustrações. Aos professores cabe reforçar todas essas aprendizagens, mas não nos cabe a nós essa socialização primária. Não podemos gastar o tempo de aprendizagem escolar a educar os alunos em competências de socialização primária, prévias a qualquer aprendizagem escolar. Nem a educação parental é o trabalho do professor.


Não confundir a liberdade política com a prevenção do atrofio do desenvolvimento cognitivo

 

Para os que continuam a confundir a liberdade política com a prevenção do atrofio do desenvolvimento cognitivo:


* Um estudo do MIT demonstra que o uso de uma IA generativa como o ChatGPT reduz o envolvimento cerebral durante tarefas de escrita que implicam o pensamento e a memória.

* Os utilizadores auxiliados pela IA retêm menos o que produzem, um fenómeno que os investigadores designam por «dívida cognitiva».

* Ao delegar constantemente o raciocínio à máquina, o cérebro poderá habituar-se a reduzir o esforço cognitivo, de uma forma permanente, mesmo após deixar a utilização de ferramentas digitais. 
Isto tudo acontece apenas com quatro meses de utilização continuada do ChatGPT. Portanto, a utilização deste tipo de IA tem pesadas consequências na nossa saúde mental, atingindo particularmente aqueles que estão em processo de desenvolvimento cognitivo, nomeadamente as crianças e adolescentes.

Se bem que possa aumentar a produtividade, o seu uso não é anódino.
O ChatGPT tem resposta para tudo -certa ou errada- e é o aliado de 900 milhões de utilizadores em todo o mundo (fonte: Incremys). 

Durante quatro meses, os investigadores observaram 54 participantes encarregados de redigir vários ensaios. Alguns utilizavam inteligência artificial generativa, outros um motor de busca online e um terceiro grupo trabalhava sem quaisquer ferramentas online.

Neste estudo, para avaliar o impacto destas diferentes formas de trabalhar, os investigadores analisaram a actividade cerebral dos participantes através da eletroencefalografia (EEG). Resultado: quanto mais a ferramenta fazia os trabalhos, menos o cérebro se activava. Os participantes que contavam com a ajuda da IA apresentavam os níveis mais baixos de actividade cerebral, muito abaixo dos que escreviam por conta própria.

O mais surpreendente surge no final da experiência. Após várias sessões com o ChatGPT, alguns participantes foram convidados a escrever sem nenhuma ajuda. Seria de esperar que, desligados da IA, o seu cérebro recuperasse o pleno funcionamento perante o exercício, mas a realidade foi bem diferente: a sua actividade cerebral permaneceu mais fraca do que a das pessoas que tinham anteriormente trabalhado sem ajuda. Como se o hábito de delegar o raciocínio na máquina tivesse deixado uma marca. Os investigadores recordam, no entanto, que estes resultados continuam a ser preliminares e, por isso, devem ser interpretados com cautela.

Embora o assistente de IA permita poupar tempo, pode ser benéfico para a nossa saúde cerebral (e para a do planeta, uma vez que a inteligência artificial consome enormes quantidades de água) manter o nosso saber-fazer, a nossa criatividade e o nosso cérebro, continuando a realizar certas tarefas. 

A inteligência artificial tem um nome impróprio: o que ela faz não é pensar, é encadear as palavras mais prováveis uma após a outra para produzir linguagem, mas não produz, nem a reflexão nem o espírito crítico próprios do ser humano. Sempre que puder, resista à tentação de delegar tudo à máquina! (em, psychologies.com)