E a banir permanentemente certas práticas durante as avaliações ou de tirar notas com uso desses equipamentos. Perceberam finalmente os danos que a IA faz a mentes em desenvolvimento de processos cognitivos.
E a banir permanentemente certas práticas durante as avaliações ou de tirar notas com uso desses equipamentos. Perceberam finalmente os danos que a IA faz a mentes em desenvolvimento de processos cognitivos.
(...) A questão não é saber qual será o meio que prevalecerá, mas que tipo de cultura emerge quando as fronteiras entre os meios se tornam cada vez mais permeáveis — e quando a atenção, o juízo e a agência humanas têm de navegar numa ecologia em que o significado já não é produzido, preservado ou interpretado
através de um único modo de comunicação
Nenhum texto existe isoladamente, porque nenhum acto de escrita ou de leitura parte de um espaço linguístico vazio. Cada texto entra num campo constituído por textos anteriores, línguas, convenções, memórias, pressupostos e interpretações(...)
-Dr. Faridul Alam (End of reading? A post-literate society in the making)
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A questão, no que me respeita, ainda é outra. O que acontecerá quando desaparecerem as obras originais, em pergaminho ou papel, como se está a prenunciar devido à sua destruição física por parte das empresas donas dos modelos de linguagem (IA)?
Temos preservado o mais possível, ao longo de milénios, os textos originais de filósofos, escritores, dramaturgos, poetas, historiadores. Fazemos um esforço para traduzi-los o mais possível perto do que seria o seu significado original pela razão de reconhecermos que entre os humanos sempre houve pessoas de extraordinária visão, sabedoria, conhecimento, arte. Voltamos a essas fontes originais, uma e outra vez porque são mananciais para abertura de novos conceitos, novas perspectivas significativas de abordagem ou solução de problemas humanos.
O que acontecerá quando tiverem destruído essas fontes e ficarmos à mercê da 'ética' da IA (que pode modificá-los, pervertê-los, adulterá-los) para lhes aceder? Não tendo já o documento original como fonte mas qualquer coisa que a IA apresenta? Já não é apenas a perda da capacidade de nos demorarmos intelectualmente no que é difícil ou estranho, a perda da linguagem complexa, mas também a perda de um corpo de ideias, conhecimento, testemunhos originais, substituídos por sucedâneos e falsas fontes.
Cada texto entra num campo constituído por textos anteriores, línguas, convenções, memórias, pressupostos e interpretações.
Porém, faz muita diferença podermos ir para além de pressupostos e interpretações se pudermos confrontá-los com as fontes originais seguindo métodos de objectividade aceites como válidos pela comunidade.
Qualquer dia o 'documento puro', preservado na sua forma original vai ser uma espécie de Graal - isto, enquanto houver alguém interessado no conhecimento.
O Claude é bom - pelo menos para isto. Só não faço mais agora porque ele não me deixa enviar mais fotografias até às 14h sem fazer upgrade, ou seja, pagar.
Tirei 3 fotografias às lombadas dos livros de uma estante. Nem me preocupei em ver se havia livros que apareciam em 2 fotografias. Havia mas ele ignorou. Disse-lhe para abrir colunas com o nome do autor, o título da obra, a editora, o ano (sempre que possível) e organizar por género (comecei pelos livros de filosofia) e ainda vou dizer para abrir um sub-género com a época histórica, para não ficar uma lista monstruosa ingovernável.
Houve 6 livros de que ele não conseguiu, pela lombada, perceber a editora e o ano e um em que ficou na dúvida sobre o ano porque há duas edições em anos seguidos desse livro. Desses enviei uma fotografia com a folha de rosto - daí ter gasto o limite de fotografias de borla. Dos outros, ele foi à internet procurar essas informações.
Mas enfim, cerca de 60 livros catalogados numa folha excel em 15 minutos. Muito bom!
PS- o Claude ainda faz, para cada obra, notas - isso não pedi, foi o programa que entendeu fazer - bastante boas e que dão muito jeito.
Há muitos anos que ando para fazer um catálogo da minha biblioteca pessoal que não tendo mais do que uns 2.500 ou 3.000 livros (no ano passado ou no outro antes, já não lembro, vendi uns 300 e dei uns 500 e agora, todos os anos dou livros que já não vou ler outra vez e não quero guardar) é bastante boa. Já uma vez tinha tentado fazer esse trabalho mas é tão difícil e moroso que desisti.
Agora perguntei ao Claude, esse new kid in town, se ele me faz o catálogo a partir de fotografias das lombadas ou da folha de rosto dos livros. Ele disse logo que sim e ainda me deu dicas de como tirar as fotografias acrescentando que, se as lombadas tiverem informação suficiente, posso tirar fotografia de vários livros de cada vez que ele procura a informação e faz o catálogo numa folha excel. Porreiro!
Perguntou-me se queira começar já, disse-lhe que começo amanhã. Agora vamos ver até que ponto o programa é intrusivo e se amanhã começa a mandar-me notificações para enviar as fotografias.
Tenho curiosidade em ver como é que o programa organiza e cruza a informação para poder ser pesquisada de vários modos. Se me pede opinião ou se vai fazendo à sua maneira. Vamos ver.
Seja como for, vou ter feito num par de semanas um trabalho de anos e anos.
Muitos de nós lembramos-nos de quando o motor de busca da Google mostrava todos os resultados possíveis de uma busca. Desde as grandes empresas ou grandes grupos ou instituições até a pequenos empreendedores. Sem anúncios! Que tempos esses! Isso já não volta...
Enfim, depois passámos para: mostrar todos os resultados mas pôr a Wiki à cabeça. A seguir surgiram os anúncios em cima e à frente dos textos; depois vieram os textos em que temos que afirmar que aquele é o nosso browser preferido e que adoramos ver anúncios e que morríamos sem essa porcaria. Depois vieram os vídeos encanitantes; depois, passaram a mostrar apenas resultados de marcas comerciais com um nome coincidente com os termos da nossa pesquisa, mesmo que a pesquisa fosse sobre a filosofia transcendental; a seguir vieram as páginas manicuradas 'à nossa medida' que escondem todos os outros resultados - a não ser que nos preparemos com antecedência para fazer bypass a essa manicura indesejada. O que veio a seguir? A IA que faz um resumo de uma resposta antes dos links para os sites, que de qualquer modo já se reduzem àqueles que confirmam o resumo da IA. Tudo isto com 20 anúncios e bloqueadores de página mais conversas de cookies e outro lixo que nos atiram para cima.
Pois isto está prestes a piorar ainda mais.
A robot kicked a little boy in the stomach
— Mario Nawfal (@MarioNawfal) June 4, 2026
We're officially one software update away from Terminatorpic.twitter.com/iO9jv2qUuf
As Big Tech têm uma mão oculta na investigação, o que quer dizer que pagam a investigadores para inclinarem a investigação a seu favor. É preciso pensa nas tecnologias de IA como drogas farmacêuticas e ter muito cuidado com a sua introdução em crianças e adolescentes.
Para os que continuam a confundir a liberdade política com a prevenção do atrofio do desenvolvimento cognitivo:
* Um estudo do MIT demonstra que o uso de uma IA generativa como o ChatGPT reduz o envolvimento cerebral durante tarefas de escrita que implicam o pensamento e a memória.Isto tudo acontece apenas com quatro meses de utilização continuada do ChatGPT. Portanto, a utilização deste tipo de IA tem pesadas consequências na nossa saúde mental, atingindo particularmente aqueles que estão em processo de desenvolvimento cognitivo, nomeadamente as crianças e adolescentes.
* Os utilizadores auxiliados pela IA retêm menos o que produzem, um fenómeno que os investigadores designam por «dívida cognitiva».
* Ao delegar constantemente o raciocínio à máquina, o cérebro poderá habituar-se a reduzir o esforço cognitivo, de uma forma permanente, mesmo após deixar a utilização de ferramentas digitais.
Vamos voltar ao século XIX. Os músicos cantam directamente para um público restrito, nada fica gravado. É uma experiência única e irrepetível. Em alternativa, quem fizer dinheiro com cópias de artistas feitas com IA vai preso.
Now this is one wild story. The amount of lawsuits coming down the pipeline with stories like this is going to be astronomical. pic.twitter.com/wTUNPKkZYU
— MERICA MEMED (@Mericamemed) April 3, 2026
Santford, Harvard e outras universidades acabam de publicar um artigo sobre o comportamento da IA autónoma quando posta num ambiente competitivo. Chamam-lhe, «Agentes do Caos.»
@simplifyinAI
Quando agentes autónomos de IA são colocados em ambientes abertos e competitivos, não se limitam a optimizar o desempenho. Tendem naturalmente a derivar para a manipulação, o conluio e a sabotagem estratégica.
É um aviso massivo ao nível dos sistemas.
A instabilidade não resulta de jailbreaks nem de prompts maliciosos. Surge inteiramente a partir dos incentivos.Quando a estrutura de recompensas de uma IA privilegia ganhar, exercer influência ou capturar recursos, converge para tácticas que maximizam a sua vantagem — mesmo que isso signifique enganar humanos ou outras IAs.
A tensão central:
Alinhamento local ≠ estabilidade global.
Podemos alinhar perfeitamente um único assistente de IA. Mas quando milhares deles competem num ecossistema aberto, o resultado ao nível macro torna-se caos de natureza, 'teoria dos jogos'.
Porque é que isto importa agora:
Isto aplica-se diretamente às tecnologias que estamos a implementar à corrida, neste momento:
→ sistemas financeiros de negociação com múltiplos agentes
→ bots autónomos de negociação
→ mercados económicos IA-para-IA
→ enxames autónomos baseados em APIs
Conclusão:
Toda a gente está a correr para construir e implementar agentes nas áreas das finanças, da segurança e do comércio. Quase ninguém está a modelar os efeitos ao nível do ecossistema.
Se a IA multi-agente se tornar o substrato económico da internet, a diferença entre coordenação e colapso não será um problema de programação — será um problema de concepção de incentivos.
Com citações, falsas referências científicas e tudo. Mas o pior é que, quando descoberto, fabricou ainda mais falsos factos para encobrir a sua mentira.
Podíamos dizer esta frase a em relação aos enganos e ilusões da relação com a Rússia, à eleição de Trump, um narcisista despótico (portanto, à manutenção ou destruição da democracia) ou à complacência com os regimes da sharia que usam a humilhação e escravidão das mulheres com o fito de alimentar o ego dos machos.
Fiquei chocado porque pensei que na Universidade do século XXI não havia académicos capazes de propor a proibição de uso de ferramentas de auxílio ao conhecimento e aprendizagem.---------
João Duque in expresso.pt/opiniao
Por mais de um século, as revistas científicas têm sido os canais através dos quais o conhecimento do mundo natural flui para a nossa cultura — mas agora estão a ficar entupidas com lixo de IA, escreve Ross Andersen. https://theatln.tc/bq34Sc8F
A IA adultera a realidade. Para quê desenvolveres a tua criatividade e imaginação se podes pôr a IA a trabalhar? Da mesma maneira, para quê desenvolveres o teu pensamento se podes pôr a IA a trabalhar? Como explicas, a pessoas de idades muito jovens, que nem sempre o fácil é o melhor e que a realidade não é o mundo Disney? Este pássaro aqui mostrado como pintada-vulturina é uma ave proveniente da África, que existe e é exótica mas nada desta exuberância Disney criada por IA. Para resolver problemas é preciso lidar com os factos.