July 09, 2020

Good morning 😀




Carl Sagan - separar o trigo do joio



Carl Sagan proposes a rigorous but comprehensible “baloney detection kit” to separate sense from nonsense in is 1995 book The Demon-Haunted World,
  • Wherever possible there must be independent confirmation of the “facts.”
  • Encourage substantive debate on the evidence by knowledgeable proponents of all points of view.
  • Arguments from authority carry little weight — “authorities” have made mistakes in the past. They will do so again in the future. Perhaps a better way to say it is that in science there are no authorities; at most, there are experts.
  • Spin more than one hypothesis. If there’s something to be explained, think of all the different ways in which it could be explained. Then think of tests by which you might systematically disprove each of the alternatives.
  • Try not to get overly attached to a hypothesis just because it’s yours. It’s only a way station in the pursuit of knowledge. Ask yourself why you like the idea. Compare it fairly with the alternatives. See if you can find reasons for rejecting it. If you don’t, others will.
  • If whatever it is you’re explaining has some measure, some numerical quantity attached to it, you’ll be much better able to discriminate among competing hypotheses. What is vague and qualitative is open to many explanations.
  • If there’s a chain of argument, every link in the chain must work (including the premise) — not just most of them.
  • Occam’s Razor. This convenient rule-of-thumb urges us when faced with two hypotheses that explain the data equally well to choose the simpler. Always ask whether the hypothesis can be, at least in principle, falsified…. You must be able to check assertions out. Inveterate skeptics must be given the chance to follow your reasoning, to duplicate your experiments and see if they get the same result.


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Estou de acordo, excepto com a antepenúltima, que cai no erro da imediatamente anterior.


(ainda de Carl Sagan: Carl Sagan Predicts the Decline of America: Unable to Know “What’s True,” We Will Slide, “Without Noticing, Back into Superstition & Darkness” (1995))

A favor do debate livre e contra a intolerância de ideias



Noam Chomsky, Steven Pinker, Margaret Atwood e Francis Fukuyama apelam ao “debate livre” em carta publicada na Harper’s

No documento, mais de 150 artistas e pensadores aplaudem os apelos à “igualdade e inclusão” nos protestos desencadeados pela morte de George Floyd, mas manifestam preocupação pelo “novo conjunto de atitudes morais e compromissos políticos” que enfraquecem as “normas de debate livre e tolerância”.

O sociólogo Noam Chomsky, as escritoras Margaret Atwood e J.K. Rowling, o ex-campeão mundial de xadrez Garry Kasparov, o psicólogo Steven Pinker, o filósofo Francis Fukuyama e a activista Nadine Strossen, ex-presidente da União Americana pelas Liberdades Civis, são alguns dos signatários, apoiantes de diferentes ideologias políticas e representantes de diversos sectores de acção e pensamento. Argumentando que “o ‘iliberalismo’ está a ganhar força” e que este terá no Presidente Donald Trump “um aliado poderoso”, os autores sustentam que “a inclusão democrática que todos queremos só pode ser conseguida se nos manifestarmos contra o clima intolerante que se instalou nos vários lados da barricada”

Os signatários defendem que “a troca livre de informação e ideias, que é vital numa sociedade liberal”, está cada vez mais em risco, sugerindo que a censura, da “intolerância a visões opostas” ao clima de sede por “humilhação pública e ostracismo” que as redes sociais potenciam, está a “espalhar-se amplamente na nossa cultura”. “Nós defendemos o valor de uma contra-resposta robusta — e às vezes até corrosiva — de todos os quadrantes. Mas agora é demasiado comum ouvirmos exigências de castigos rápidos e severos em resposta a supostas transgressões de discurso ou pensamento”, sublinham.

“Líderes institucionais estão a atribuir castigos precipitados e desproporcionados em vez de aplicarem reformas estruturais com consideração”, salientam. “Editores de publicações estão a ser despedidos por publicarem artigos controversos”, “jornalistas estão a ser impedidos de escrever sobre determinados tópicos” e “responsáveis por organizações estão a ser afastados por incidentes que, às vezes, são apenas erros descuidados”, exemplificam os escritores da carta, concretizando que, “quaisquer que sejam os argumentos em cada incidente particular”, os “limites daquilo que pode ser dito sem a ameaça de represálias” estão a ficar progressivamente mais “estreitos”. “A restrição do debate, quer por um governo repressivo quer por uma sociedade intolerante, invariavelmente prejudica aqueles que não têm poder”, concluem. “Devemos derrotar as más ideias através de exposição e persuasão, não através de silenciamento.”

... O que se passa, sugere, é que “já existe há algum tempo um clima que nos preocupa a todos”.

“Há muitas pessoas que parecem pensar que o debate livre é uma coisa que não é saudável”, complementa, similarmente, Nicholas Lemann, autor na revista New Yorker e um dos signatários da carta que é também citado pelo New York Times. “Eu passei a minha vida inteira a discutir vigorosamente com pessoas que têm visões com que não me identifico, e não quero pensar que estamos a sair dessa realidade.”

P

Soothing




Victoria Crowe - Agapanthus, Changing Light.

July 08, 2020

Well, I think so too





Livros - romances e críticos literários



De vez em quando ponho-me à procura de um romance para ler para desenjoar das outras leituras, mas é difícil encontrar encontrar boa literatura. E hoje-em-dia a maioria dos críticos literários abusa dos adjectivos bombásticos e não sabe guiar-nos na procura de um livro nem abrir-nos o apetite. Pois esta aqui é a excepção à regra e aguçou-me o apetite pela pela invulgaridade da estratégia da escritora. Acho que vou comprá-lo para as férias.
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22 MINUTES OF UNCONDITIONAL LOVE
By Daphne Merkin

“A book is a heart that only beats in the chest of another,” Rebecca Solnit writes of the symbiotic relationship between writers and readers. How, exactly, this transplant works is as mysterious as love itself. But not when the book is Daphne Merkin’s new novel, whose narrator invites us into the operating room to observe the procedure: “So come with me and watch Judith Stone collide with her destiny in the shape of a man named Howard Rose.”

“22 Minutes of Unconditional Love” tracks an unusual episode in the otherwise unremarkable life of Judith Stone, a smart and anxiety-prone young editor in Manhattan. Inexperienced in affairs of the heart, Judith longs to find a good man and start a family. Instead, she chances upon Howard Rose, a charismatic and moody lawyer 13 years her senior, who becomes the object of her desire. Needless to say, Howard is not husband material. If anything, he’s a romantic antihero, skilled in the giving and withholding of sexual pleasure, and able to “turn his interest on and off like a light switch.” Despite initial reluctance, Judith quickly succumbs to Howard’s emotional and sexual manipulations; the details of her erotic compliance are breathtaking. This is not unusual territory for Merkin, a literary critic and novelist known for her revealing personal essays, which have chronicled her sexual fixation on spanking as well as her struggles with depression.




But, dear reader, how do you feel about interruptions? Would it bother you if in the thick of this steamy story of sexual obsession, the narrator butts in to solicit your opinion, discuss a plot decision or opine on some bit of literary trivia? If so, consider yourself forewarned. There are five chapters, each titled “Digression” and numbered one through five, devoted to doing just this, which may challenge your staying power.

“Peekaboo, I see you, out there in the world holding this book,” the narrator calls out cheekily, addressing us for the first time. She drops clues to her identity: “You don’t really believe, do you, that I’m anyone but a writer pretending to invent a character,” adding elsewhere that she “might very well be you.” Seductive one moment (“I stand here … offering you myself in all my guises”) and dismissive the next (“Perhaps you are not the reader I want after all”), our narrator is as skillful an orchestrator of emotion as Howard himself.


If you’re like me, you might not be a fan of metafiction. I follow Hansel and Gretel into the woods because I’m curious about their fate, not to know why the Brothers Grimm chose gingerbread as construction material. Simply put, I read for the transportive magic, not the trick. But here’s the shocker: Thanks to Merkin’s literary legerdemain and stylish prose, her ruminative digressions — about memory, subjectivity and the interplay between reality and fiction — contribute as much to the book’s artistic, emotional and intellectual payoff as her story does. There is delight in each intrusion, of the sort that I experience on a leisurely Sunday morning when I’m able to wake up only to fall back to sleep again, taking pleasure in crossing the boundary of consciousness.

“22 Minutes of Unconditional Love” is an arresting novel that explores the alchemy of contradictions that exist in all great works of literature. Observant and witty, Merkin makes each sentence pack a provocative wallop. So, come for the promise of a compulsively readable novel — “Obsession makes for good copy,” the narrator tells us — and stay for a fascinating lesson on the making of art.


By 

A Ndrangheta portuguesa?



Novo Banco vendeu activos com 70% de desconto a fundo ao qual o seu chairman esteve ligado

Até ser nomeado chairman do Novo Banco, Byron Haines liderou um banco detido pelo fundo Cerberus. Foi a este fundo que o banco vendeu 200 imóveis com uma perda de 328 milhões de euros. Uma queixa à autoridade europeia denuncia “gestão ruinosa”, “conflito de interesses” e pede uma investigação criminal.

O senhor em causa ainda tinha o descaramento de pedir aos contribuintes os 70% em falta nas contas do Banco!
Foi a este ser humano que Centeno deu milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões e milhões...



Investidores internacionais compraram títulos de dívida da máfia italiana
Em um dos casos, os bonds lastreados em parte por empresas de fachada que são encarregadas de trabalhar para o grupo da máfia italiana, Calábria ‘Ndrangheta, foram comprados por um dos maiores bancos privados da Europa, o Banca Generali. Nessa transação, os serviços de consultoria eram prestados pelo grupo de contabilidade EY.
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Os Ndranghetos que estão feitos com os dos fundos, que por sua vez estão feitos com os da banca, que por sua vez estão feitos com os políticos e os governantes. E nós pagamos.

Código de conduta dos juízes - uma coisa boa



Se não fosse a UE provavelmente não faziam nenhum código de conduta, mas o importante é que o façam.

Juízes terão de tratar todos com respeito

Um novo código de conduta da magistratura está agora em discussão pública e, caso venha a ser aplicado, vai revolucionar a relação da Justiça com a sociedade civil.
Há muitas novidades, entre as quais, por exemplo, a obrigatoriedade dos juízes terem de tratar todos com respeito e aceitar críticas às suas decisões judiciais.
Os juízes vão ser obrigados a declarar os seus rendimentos, património, interesses, incompatibilidades e impedimentos no prazo de dois meses a partir da tomada de posse como magistrados judiciais. As regras serão semelhantes às aplicadas a titulares de cargos políticos e públicos.
Este código contempla ainda a existência de um conselho de ética autónomo, com duas personalidades da sociedade civil escolhidas por cinco anos e três magistrados com mandato de três anos. Faz “uma separação clara” entre assuntos disciplinares e éticos. Ou seja, o Conselho Superior da Magistratura continuará com o pelouro das questões disciplinares e este novo Conselho apenas com as questões de ética.
Os magistrados judiciais devem ainda evitar participar em atividades extrajudiciais suscetíveis de colocar em causa a sua imparcialidade e que contendam ou possam vir a contender com o exercício da sua função ou com a confiança do cidadão na independência e imparcialidade da sua decisão como, por exemplo, integrarem corpos sociais de clubes desportivos ou partidos políticos.
Entre o conjunto de regras orientadoras, está que “os magistrados judiciais empenham-se ativamente em respeitar e fazer respeitar a dignidade de todos os cidadãos, sem qualquer discriminação, nomeadamente em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual” e que devem exercer “com prudência e moderação o direito à sua liberdade de expressão, por forma a preservar a confiança dos cidadãos na independência e imparcialidade do poder judicial”.
A adoção de um novo código de conduta é uma imposição da União Europeia.

Acerca do exame de Filosofia



Foi fácil mas desinteressante e com uma pergunta que considero muito mal feita. Perguntar a um aluno, se 'em sua opinião', o fundamento da filosofia de Descartes é um fundamento sólido, não tem sentido. Desde quando um aluno neste nível de ensino tem opiniões filosóficas próprias? Nem os professores têm. Repetem opiniões alheias. É evidente que os alunos vão repetir a argumentação, ou do próprio se quiserem responder que sim, ou de Hume se quiserem responder que não. Depois os professores correctores vão considerar errado porque, dizem, não é a opinião pessoal do aluno e foi isso que foi pedido. Já vi isto acontecer várias vezes.
O problema da fundamentação do conhecimento é tão complexo que são precisos indivíduos da envergadura de Descartes, de Hume, de Kant ou outros do género para lhe pegar, mas um aluno do 11º ano tem uma posição filosófica própria sobre a questão? Uma pessoa leva tantos anos a construir uma posição sobre as questões. Uma opinião com coerência e fundamento e espera-se que miúdos com 17 anos tenham posições próprias sobre estes assuntos?
E qual é a vantagem de perguntar a opinião em vez de pedir reflexão ou problematização que é muito mais importante saber fazer do que dar opiniões?
Lá está... eu devo ser muito burra... se me pedissem a mim uma opinião sobre o fundamento filosófico de Descartes, confesso que o discutia com argumentos alheios, de outros filósofos e que não desenvolvi uma filosofia própria original acerca desse problema tão complexo. Nem sequer tenho uma posição única de ser a favor desta ou daquela teoria porque todas elas têm dificuldades e aporias - ou pelo menos, becos sem saída. No entanto, os fazedores de exames estão à espera que os alunos de 17 anos tenham opinião própria sobre o assunto. Vejo grande demérito nestas perguntas. Um aluno que responda a isto, dizendo, 'em minha opinião Descartes está certo ou errado, mostra nem sequer ter noção da complexidade do problema. Não digo que no meio de tantos alunos não se possa apanhar, de 100 em 100 anos, um Leibniz, mas é muitíssimo improvável. Estas perguntas, quanto a mim, dizem alguma coisa sobre as pessoas que as fazem, o que pensam que da filosofia e do seu ensino.
A última questão é a única que se presta mais à reflexão, mas o mais certo é os alunos despejarem os argumentos que aprenderam sobre a questão da religião.

Se mais provas precisássemos da incompetência de Centeno, é ele próprio que no-las dá



De saída do Eurogrupo, Centeno avisa Europa: não sejam cegos em relação às regras orçamentais


Centeno, um cego dogmático que empobreceu a maioria do país (excepção para os amigos) obcecado, com fervor religioso, pelo défice, confessa, agora que está de saída, ser contra a cegueira relativamente às regras orçamentais... ora, se ele não era a favor da cegueira orçamental, porque insistiu nela? A resposta óbvia é: não soube fazer diferente do que fez o seu antecessor, não teve competência para ajudar o país e a única solução que viu foi a cegueira orçamental. Impõe-se perguntar: como é que alguém que se declara a si mesmo incompetente pode vir a fazer bom trabalho no BDP ou em outro qualquer cargo que implique decidir soluções com dinheiros públicos?

Mascaradas



Esta notícia deve ter como objectivo mascarar a falha política, grave, do governo, em não ter sido capaz de antever esta possibilidade numa área onde apostaram grande parte da nossa actividade económica. Apostam no turismo mas depois deixam-no à sua sorte. É evidente que a decisão do Reino Unido não tem que concordar com a ciência. São um país soberano e decidem politicamente de acordo com os seus interesses e não com os nossos. Aliás, essa parvoíce de invocar a aliança com os ingleses que foi forjada para ser usada em situações bélicas, só mostra a incapacidade do governo em resolver politicamente a situação. Só falta irem fazer queixinhas à Rainha. A situação é política, não científica e o primeiro-ministro mais o ministro do NE, o SS, têm é que meter-se à estrada, como se costuma dizer, e resolver o problema em vez de mandar escrever artigos de mascarada.

Covid-19: exclusão de Portugal pelo Reino Unido “carece de rigor científico”

Análise do Barómetro Covid-19 da Escola Nacional de Saúde Pública conclui que a decisão do Reino Unido “carece de rigor técnico-científico e de transparência”, por desconsiderar outros indicadores de risco epidemiológico.

Os empregados das lojas têm que ter muita paciência




Actualizando o sistema solar



Cátia Mazari 



🤣 🤣 🤣


ÚLTIMA HORA 
No Algarve
já há Restaurantes
com a ementa em Português.
sérgio cobra

ME - sempre a des-ajudar



Não só não anteciparam os problemas das matrículas online (tive pais que descobriram o meu nº de telemóvel, não sei como, e ligaram-me à noite porque estavam em pânico com a plataforma...) como agora prescidiram delas sem acautelar situações: as matrículas têm campo de opção: se se quer ter EMR, se se quer ter transporte escolar, quais as disciplinas de opção no 12º ano... etc. Agora cai para cima das escolas, dos DTs andar a perguntar aos alunos e aos pais, sendo que alguns já estão de férias. Ontem uma mãe desabafava no email dizendo que dia sim, dia não, vinham informações diferentes a perturbar a vida das pessoas: ora são os manuais, ora as matrículas. Como se não bastasse já o distúrbio que foi o terceiro período pandémico.
A especialidade do ME é des-ajudar, embrulhar, criar confusão, desorganizar, não ter consideração pelas pessoas. Ouço aí muitos articulistas gritar com as más condições dos alunos nas escolas. Vejam se entendem: os professores e os funcionários partilham as condições dos alunos nas escolas.

A sério??



Sexta vou ter que fazer um teste ao COVID-19 (pelos vistos é obrigatório para cenas com anestesia geral). Andei a perguntar e disseram-me que enfiam um pau de meio metro pelo nariz acima até ao córtex somatossensorial e sai-se daquilo mais alucinado que o Pedro Nuno Santos dos comboios. Quem inventa estes exames médicos devia ser obrigado a fazer um por dia. Já me estou a imaginar assim.

Fartei-me de rir a ler este artigo acerca da indecência dos banhistas na era vitoriana



... que iam para a praia, quando ir a banhos se tornou uma moda entre as práticas aconselháveis à saúde, e se atiravam todos nus para dentro de água, homens e mulheres misturados, ali mesmo à vista dos Paterfamilias. Isto é só um excerto. O artigo está cheio de descrições cómicas.


 There is something worrying about what happens to grown men and women once they reach the sea-shore: “both ladies and gentlemen seem determined to set all rules and regulations at defiance”. In fact, it’s the ladies who really worry him: “It is certainly extraordinary that English women, who are held up to the whole world as patterns of modesty and delicacy, should, when they get to the sea, seem entirely to change their natures”. The seaside, he implies, brings out a concerningly frivolous and ungovernable side of women.
Three years later, in August 1857, the Observer’s unnamed seaside reporter (can it be the same person?) has gone back to the south coast, having rounded up a spate of recent references in the press to “the indecent manner in which the bathing is conducted in these places”. The local authorities in Margate and Ramsgate are refusing to take the problem seriously – complainers are “London grumblers who, if they are so easily offended, had better stay away”. But Dover has really tried, passing a resolution that “all bathing, except from a machine, should be strictly prohibited”. The locals don’t like it, however, arguing vociferously that bathing is beneficial to health, and, more pertinently, that “as much indecency is practised where machines are used as when bathing takes place from the beach”. The resolution is rescinded.
The Observer simply can’t understand why male sea-bathing isn’t confined to a beach further off – a good ten minutes’ walk or so. As it is, the houses on the front at Dover are so close to the beach that “no modest female can pull aside the blind until after seven in the morning, unless she wishes to see some three or four hundred naked men and boys, engaged in all sorts of antics, but a few yards from the houses”.
The debate doesn’t go away, and as more and more breaches of decorum are lovingly detailed, a suspicion arises that the sight of 300 or 400 naked men and boys, not to mention antics in shallow water around bathing machines, far from being a deterrent, might in fact be one of Dover’s main attractions. Certainly, the Local Board thinks so, responding briskly to the complaint: “If ladies are so shocked, why do they crowd about the machines during the bathing hour?”
By the 1860s, the problem is out of control. Men in “nature’s costume” and women (“we can hardly call them ladies”) in “loose bathing dresses, which really hide but few of their charms” show a “total want of modesty which seems to pervade all classes”. Some of the spectators bring opera glasses. The country, the Observercries, is in moral decline: “Is it to be wondered at that the tone of their minds becomes lowered, and that the business of the Divorce Court so rapidly augments that it is thought that no single judge can get through the numbers of cases?”
...
The next day, Paterfamilias writes about bathing costumes – he’s been reading the correspondence in London newspapers about this and is in total agreement. “The women wear a bathing costume, is it true; but what a costume! I won’t describe it. Everybody knows how scant it is, how short it is, how it clings to the figure.” Men are still making no attempt to be decent. What is urgently needed is “some costume for both sexes” which does more than “the primitive fig-leaves did for our common parents”. If only suitable garb could be seen as fashionable, the whole problem would be resolved. That same August, for example, a periodical entitled Era, offers an overview:
Indecency would seem to be a chronic vice among the English nation; for every year for the last quarter of the century, no sooner do the summer months fairly set in, and sea-bathing becomes not only fashionable but wholesome and necessary, than journals are deluged with letters from indignant fathers of families, from foreigners, calling attention to the indecent manner in which sea- bathing is practised in England, and praising the superior manner in which they do this kind of thing in France.
... 
For instance, we are foolish and perhaps, prudish enough, to fancy that for a gentleman stark naked to bathe a lady (wearing, it is true, a bathing dress) in the presence of a score of other naked men close by is not quite proper, and yet this scene occurred at Margate last Tuesday at about half-past eleven in the morning, in the presence of several spectators.
From the 1870s onwards, borough councils introduced regulations to ensure proper social distancing. A Folkestone byelaw states that there must be a distance of 40 yards between any bathing machine used by a woman and one being used by a man. Strict bathing times are laid down. Between 8 o’clock and sunset, no person should “undress or dress upon and bathe from any part of that portion of the sea shore”, unless wearing “some suitable dress or covering, proper and sufficient to prevent any indecent exposure of his or her person”. Bathing from a boat has to take place at least 400 yards from the shore. Brighton doubles its fines for offenders from 20 to 40 shillings. Dover Swimming Club, the stated aims of which were “to encourage sea-bathing, to promote swimming and to further the cause of decency”, petitioned for the extension of its morning bathing time from 7 to 8 a.m. They weren’t after an unconditional extension: just “one groin [sic] to the east of the Yacht Club”.

Jane Darcy

Perspectivas



kraevid via @parislive007·

July 07, 2020

Storm






Este Pedro Nuno Santos vai-nos custar muito dinheiro...



Será que foi comprar aquilo ao ferro-velho? E será mesmo verdade que ele disse aquilo de ser tão bom que até vai ensinar os Estados estrangeiros como se faz um negócio? Isto é um nível de alucinação muito acima do de Medina e tudo... estou assustada que este fulano disponha de dinheiros públicos.

CP. Compra de carruagens é "grande negócio ao alcance de muito poucos"

A CP - Comboios de Portugal comprou 51 carruagens à Renfe por 1,6 milhões de euros.

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, disse esta segunda-feira que o negócio que a CP - Comboios de Portugal fez com a Renfe, com a compra de 51 carruagens por 1,6 milhões de euros, foi um "grande negócio",


"Estamos disponíveis não só para ensinar outros estados estrangeiros a fazer bons negócios, mas também a muitos privados, porque comprar 51 carruagens destas por um milhão e 650 mil euros foi um bom e grande negócio ao alcance de muito poucos", disse Pedro Nuno Santos