June 15, 2020

A última casa antes do mar



Tom.Homewood

Que giro. Mas de repente já não quero



De repente isto lembrou-me o desastre do Novo Banco: um escorrega de dinheiro. Sem fim à vista.

Hiromi Uehara & Chick Corea




Enquanto nos distraímos a traficância dos DDT vai de vento em popa?



Empresas ligadas a offshores sem restrições nos apoios da covid-19

Governo defende que impor limitações a empresas controladas a partir de paraísos fiscais ou donas de empresas aí sediadas colocaria “constrangimentos” na resposta à crise.

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"Porta giratória" do governo para as empresas marcam escolhas de Cravinho

A indigitação e nomeação de novos dirigentes para várias empresas de defesa participadas pelo Estado está a provocar inquietação no setor. Militares foram todos afastados

Depois admiram-se que ninguém saiba quem foi o Vieira



... ou o que nos distingue de outros povos.

Escolas estão a cortar aulas de História



Diário de bordo II - ver as coisas pelo lado positivo



... se vivesse no Brasil a pandemia era muito mais difícil de suportar... ... um governo de brutos mentais.


Weintraub: 'Não quero sociólogo, antropólogo e filósofo com meu dinheiro'

Constança Rezende

Colunista do UOL

14/06/2020 16h01Atualizada em 14/06/2020 20h20

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse que "não quer mais" sociólogo, antropólogo e filósofo com "o seu dinheiro", ou com recursos vindos de impostos.

Em visita de apoio a manifestantes a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), neste domingo, 14, Weintraub defendeu que esse dinheiro seja usado para mais médicos, enfermeiros, engenheiros e dentistas.


Diário de bordo



É um facto que estou farta de estar fechada em casa. Estou aqui desde 13 de Março e fora uma vez que saí, na semana passada, para ir arejar, mais outra vez que fui ao cabeleireiro, só saí para ir a médicos e exames médicos (torturas...), fisioterapeuta, farmácia e nada mais. Dou comigo a falar alto, sozinha. E a remoer...

Faço um grande esforço para me manter bem disposta porque esta besta que mora aqui no peito, mesmo em cima do meu coração, está sempre à espreita a ver se me vê fraquejar. Tornei-me mestre na arte de transformar as não-boas notícias que me dão enviesadamente, naquele hábito que os médicos têm, e que a mim não me ajuda, de fazer gestão da informação, em boas notícias. Aprendi a focar-me nos aspectos positivos. Mas isto não é imediato e custa, é um esforço muito grande da vontade, este de calar o cão do estômago - ainda não fui à net ler o relatório da última tortura porque de cada vez que me motivo para isso, o cão rosna furiosamente. Amanhã...

E não sou uma pessoa pessimista ou que só me foque nas coisas que me deitam abaixo, antes pelo contrário, tenho uma longa lista de músicas de pôr bem disposta e de técnicas mentais de compartimentar o que me faz mal ou põe triste mas, não é fácil manter a boa disposição. 
Agora por exemplo, estamos no fim do ano e gostava de ir à escola, para as reuniões de notas. Ver os colegas, retomar aquelas rotinas, mas como, se nesta altura é uma confusão de pessoas, na salas de profs e na de DTs e de alunos e colegas na secretaria? 

E para o ano que vem, como vai ser, com a escola cheia de gente? As turmas vão diminuir de alunos, como tem de ser? Os horários vão ser um bocado desencontrados? Ver o ME não estar a trabalhar para resolver as coisas e optar pelo menor esforço, faz-me pensar que vai lavar as mãos, atirar tudo para cima das escolas para que se desenrasquem. 

Tudo isto deprime um bocado. Ontem limpei a playlist de músicas nostálgicas e tristes. Não me posso dar ao luxo de alimentar o gato de Schrödinger.

Agora, de cada vez que conheço alguém novo, o que acontece por causa da doença, é de máscara, o que significa que só vemos, uns dos outros, os olhos e a testa. Acontece as pessoas ficarem com curiosidade e ao fim de duas ou três vezes começam a inventar pretextos para tirar as máscaras e para que a gente as tire também. Isto, por exemplo, que é um bocadinho deprimente, quer dizer, conhecemos as pessoas mas se as virmos na rua não as reconhecemos, decidi transformar em algo engraçado que acho piada, para não ser mais uma realidade cinzenta da pandemia e de este ano (lectivo, só funciono por anos lectivos) que em geral, foi de arrasar.

Antes do alvorecer


"Esta manhã, antes do alvorecer, subi a uma colina para admirar o céu povoado,
E disse à minha alma: Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?
E minha alma disse: Não, uma vez alcançados esses mundos prosseguiremos no caminho."
~Walt Whitman

Fotografia: valinormundoluso - Instagram
Ericeira, Mafra
via Mar da Palha FB

Um bocadinho de piano pela manhã




"Earlier the night came on"



"Earlier the night came on
Nor moon, nor stars, were visible in heaven
And when at morn the youth unclosed his eyes 
He knew not where to turn his face in prayer."
-from Thalaba The Destroyer (1801) by Robert Southey


Art by John Martin


😁






June 14, 2020

Quarto crescente



Fotografia de David Finlay em Wollongong na Austrália - Fevereiro de 2013.
A lua em crescente e Júpiter com seus 4 principais satélites, da esquerda para a direita, Ganimedes, Io, Callisto e Europa.
via @Astronomiaum



O movimento do pêndulo




Reflections in green and grey




É preciso reinventar o sagrado




Isto é tão bonito que até dói














Foto di Gianni Berengo Gardi

Não há mestria da criatividade sem técnica e controlo



Margot Fonteyn and Rudolf Nureyev in “Swan Lake”. 

"Tall Portuguese Woman" by Robert Delaunay




Isto é lindo. As cores portuguesas mais o amarelo do sol, os laranjas do sul e o ar um bocadinho camponês da mulher.

1916

Sentir a história com a imaginação




Charles Marie Bouton (French, 1781-1853), "Gothic Chapel" (1820-40)
Oil on canvas, 46.7 x 38.7 cm

Such a peace





Morning at the Pond of Rastede
- Hugo Duphorn.(1876 - 1909)