Artwork by Brooklyn based artist Ryan Johnson #RyanJohnson
May 17, 2020
Notícias insuportáveis
Afghanistan : le président et son rival signent un accord de partage du pouvoirPar LEXPRESS.fr avec AFP
Ainda há dois dias os talibãs entraram num hospital, foram direitos à maternidade e mataram as mães nas camas e os bebés recém-nascidos.
Uma bebé que sobreviveu já passou por duas cirurgias para ver se não têm que amputar-lhe uma perna. Das 26 mulheres que ali se encontrava, umas acabadas de ter bebés e outras para os terem, só 10 conseguiram fugir. Uma mulher escondeu-se com uma parteira numa arrecadação qualquer e deu à luz sem fazer um único som, para não ser encontrada. Cortaram o cordão à dentada e embrulharam o bebé no lenço da parteira. As coisas que as mulheres e as crianças passam nestes sítios põem uma pessoa doente, só de ler. E, quer dizer, é com estes selvagens que odeiam toda a gente e fazem da tortura de mulheres o seu desporto favorito, que o governo afegão assinou um acordo.
O que fazer quando há notícias de fraude? Despedir o mensageiro, obviamente
Pompeo, reportedly under investigation for misuse of State Department resources, convinced Trump to fire the investigator, according to a White House official.
@CatieEdmondson
WASHINGTON — Secretary of State Mike Pompeo urged President Trump to fire the official responsible for fighting waste and fraud in his department, a White House official said Saturday, a recommendation certain to come under scrutiny after congressional Democrats opened an investigation into what they said “may be an act of illegal retaliation.”
Uma Europa como uma orquestra
Ce l'avevamo a portata di mano ... Ciao #Ezio 🌹💔da VideoDrome pic.twitter.com/7YXqKcrD9v— Marano Andrea (@AndreaMarano11) May 16, 2020
Este senhor há muito tempo que passou os limites do que é razoável no egoísmo partidário
E o seu desinteresse na imparcialidade de que devia ser um exemplo até envergonha.
Marcelo defende que não houve crise no Governo e que portugueses devem estar gratos a Centeno
Diário da quarentena 63º dia - é preciso uma pandemia para uma pessoa ver os amigos que estão muito longe
Estive à conversa, por vídeo, com uma amiga que vive em Londres. Em Cambridge, mais propriamente. A questão é que neste anos todos -há uns seis anos que ela vive lá- falámos sempre por texto e nunca com imagem. Não sei porquê... não tínhamos esse hábito... de modo que víamos-nos uma vez por ano, de uma das vezes que ela cá vinha. Pois agora, como passamos o tempo todo online, temos esse hábito. Daqui a bocado tenho um reunião de família com imagem.
Quem é não está já farto de estar fechado sem imagens, por assim dizer? Sexta-feira perguntei aos alunos: excepto uns cinco ou seis, os outros estão em prisão domiciliária desde o mesmo dia em que me encerrei em casa. Combinei, com a turma do 12º ano, um jantar pós-pandémico com registo fotográfico.
Segunda-feira vou começar a sair para ir fazer fisioterapia. Vou andar 100 metros ou 200 umas poucas de vezes... para quem estava habituada a andar duas horas por dia bem andadas... enfim, é o que é...
Almoço - hoje são 100 gr de tagliatelle fresca com montes de cogumelos e courgettes.
Tem hidratos de carbono, não é?
... mas o que tem de ser tem muita força 🍴daqui a bocado faço exercício na máquina. Agora que não tenho aquelas dores excruciantes, não tenho desculpa.
Máscaras
Foi descoberta em 1876 por Heinrich Schliemann durante escavações em Micenas, na Grécia. Acreditou que tinha descoberto o corpo do lendário líder grego Agamemnon, daí o nome.
É uma máscara funerária de ouro que cobria o rosto de um corpo. Contudo, pesquisas arqueológicas recentes sugerem que a máscara é de 1.500 a 1.550 AC, o que significa uma época bem anterior a Agamemnon. Apesar disso, o nome permanece.
Agamemnon foi um dos mais distintos heróis gregos, filho (ou neto) do rei Atreu de Micenas e da rainha Aerope,e irmão de Menelau.
Não há registos que provem que tenha de facto existido, mas é provável que tenha sido o rei de Micenas a comandar o épico cerco dos Aqueus à cidade de Troia para resgatar Helena , esposa de Menelau , irmão de Agamémnon.
A máscara está hoje no Museu Arqueológico Nacional de Atenas, em Atenas. Grécia.
May 16, 2020
O presente do passado
Paris, anos 20 - os filmes, como a pintura, onde o pintor pinta o presente, dão-nos um acesso ao presente do passado. E, sendo muito diferente do nosso, é o mesmo.
Diário da quarentena 62º dia - ideias para um fim-de-semana confinado
A série da BBC ‘Humano, Demasiado Humano’ (Human All Too Human) inclui três programas fantásticos sobre Friedrich Nietzsche, Jean Paul Sartre e Martin Heidegger, um trio de pensadores controverso que continuam a influenciar a filosofia e a psicologia. A série aborda os personagens e suas teorias.
May 15, 2020
Cavalos lusitanos em acção
O cavalo lusitano é o mais antigo cavalo de sela, do mundo. Há 5 mil anos que é montado. Descendente do cavalo ibérico e do Sorraia, que ainda existe, no vale do mesmo nome (esteve à beira da extinção), esteve quase a desaparecer a seguir ao 25 de Abril.
O meu pai, que criava cavalos lusitanos (aparecem nos livros da coudelaria de Alter e lembro-me de alguns deles; um Isabel, por exemplo), juntamente com outros criadores, como se lê aqui nesta história do cavalo lusitano, fez parte de um grupo que se preocupou em manter a raça lusitana viva e pura apesar das forças de destruição da época.
Eu tinha uma égua lusitana de um negro lustroso chamada, 'lidadora' mas com o 25 de Abril tudo se esfumou de um dia para o outro, excepto a vida (por pouco), o que já não foi mau.
No filme, O Senhor dos Anéis, os cavalos usados são lusitanos, apesar de que nos comentários dos vídeos os comentadores americanos e outros ignorantes dizerem que são espanhóis, mas isso é porque pensam que Portugal faz parte de Espanha e confundem os lusitanos com os andaluzes, que têm a mesma origem mas são raças diferentes, geneticamente, na morfologia e no temperamento.
O lusitano puro é um cavalo muito dócil mas muito voluntarioso. Bonitíssimo. Cheio de nobreza e majestade - daí serem usados nas estátuas equestres.
Gosto deles todos mas tenho uma predilecção especial pelos de pelagem alazão avermelhado e, sobretudo, os tordilhos. Há isabéis lindos, claro. Alguns baios também são muito bonitos, sobretudo quando são calçados.
O cavalo é um animal estranho nisto de ser, ao mesmo tempo, elegante e poderoso. É uma combinação invulgar.
o que este cavalo está a fazer, esta hiperflexão do pescoço, chama-se 'rollkur' e é uma violência que se força na dressage. Hoje em dia é proibido forçar o cavalo com esta técnica.
não sei de quem são as fotografias - esta via Macie Castner
Educação, vida, cultura, tecnologia e escola - excerto duma pequeníssima entrevista a Gilles Lipovetsky
R. A escola pública não é uma despesa, é um investimento para o futuro. É preciso pagar bem aos professores e ensinar o aluno a respeitá-los. Não sou eu quem diz isso, hein. Platão já dizia. Se acreditamos que computadores e tablets resolverão todos os problemas, estamos em um erro grave. O professor é imprescindível. E é preciso formar os jovens de modo que sejam mais adaptáveis, com menos medo de mudar. Assim, haverá menos frustração. E muito importante: é preciso dar muito mais importância à arte e à cultura. Caso contrário, só nos restará o shopping!
R. Sem dúvida.
P. Não acha que se instalou na sociedade uma espécie de aristocracia tecnológico-computacional?
R. Totalmente, e é um problema. É bom formar elites tecnológicas, mas acho que vamos acabar pagando um preço por essa situação. Porque o ser humano é complexo. Veja, eu observo muitos pesquisadores, matemáticos, físicos e engenheiros de nível bem elevado que cantam em corais. Ou que se inscrevam em cursos de teatro ou de pintura. Não sei por quê, mas acontece. Talvez simplesmente não encontrem um sentido pleno em seu trabalho. E isso é também a democracia. A democracia não é só ter eleições livres, é formar indivíduos que desfrutam, que sejam ricos em suas habilidades, e não apenas instrumentos de voto e de trabalho.
P. O senhor fala do longo prazo como opção social. Infelizmente, não parece que...
R. Ah, eu não sou político. Não tenho um programa. E o que estou propondo não teria um resultado eleitoral direto, é claro. O hiperindividualismo, um assunto sobre o qual escrevi, não é apenas uma retração egoísta. É também um desejo de expressão de si. O hiperindivíduo quer gostar do que faz. E que o que faz lhe agrade. Conheço muitas pessoas que ganham muito dinheiro, pelo que sei, mais de 10.000 euros por mês e que detestam seu trabalho. É claro que não são uns coitados, mas, sim, frustrados. A democracia tem a ver com o enriquecimento da pessoa —um enriquecimento não econômico—, e nesse sentido estamos vivendo um fracasso democrático. A democracia não pode ser só um instrumento de eficiência utilitarista. Da mesma forma que lutamos contra a degradação do meio ambiente, temos que trabalhar contra a degradação das qualidades criativas da pessoa. Os jovens querem sentir estima por si mesmos, a autoestima é um dos grandes temas da nossa sociedade.
P. Refere-se a um apoio político prioritário à educação e à cultura? E é raro encontrar isso. Na Espanha, não, por exemplo, isso está claro.
R. Sim, falo sobre isso, mas não são necessários grandes projetos. Sou contra projetos culturais grandiosos! No final, isso acaba só no star system. Se Mitterrand tivesse dedicado o gasto de suas obras faraônicas em Paris a melhorar a infraestrutura cultural das cidades pequenas ou a melhorar a situação dos subúrbios das grandes cidades, tudo teria sido melhor. Trata-se de mobilizar pintores, escritores, músicos para que ensinem as pessoas a fazer coisas enriquecedoras, especialmente as crianças, como atividades extracurriculares, mas a sério, e não necessariamente a cargo do professor. Os professores não podem fazer tudo. Se um ator de uma companhia profissional de teatro diz a um adolescente em que consiste este ou aquele trabalho do século XVIII, isso adquire um significado totalmente diferente e há uma boa chance de que a criança goste. Investir nisso custa muito menos do que em usinas nucleares, é claro. É uma questão de vontade política, trata-se de fazer com que as pessoas digam o que gostam, não só quem detestam!
P. O que o senhor fala, definitivamente, é de um novo contrato social, não só de política.
R. Uma sociedade cujos eixos exclusivos são as telas, o trabalho e a proteção social é uma sociedade deprimente. É preciso investir em educação. E as possibilidades de investimento em assuntos educacionais são infinitas. Um dos maiores fracassos nas sociedades ocidentais do pós-guerra foi a "democratização da cultura". Pensou-se que, ao abrir muitos museus por muitas horas e com grandes obras, graças ao dinheiro do Estado, muita gente nova se juntaria às visitas, mas não foi assim. Quando se presta atenção, ao longo do tempo as pessoas que vão aos museus são as mesmas de sempre: gente de um certo nível educacional. Os camponeses e os operários da construção em geral vão pouco. É uma questão de educação.
P. Talvez seja mais uma questão de princípios do que de dinheiro. Ou de que o primeiro garante o segundo.
R. Sem dúvida alguma. Pais e professores têm aí uma responsabilidade crucial.
P. O senhor escreveu contra o fato de que os pais eduquem seus filhos com luvas de pelica. O que queria dizer exatamente?
R. É um erro imenso. É indispensável que o professor recupere a autoridade. Há alunos que insultam o professor, e isso é inadmissível. Educar não é seduzir. Há obrigações. Em um dado momento, é preciso obrigar a fazer coisas. Nem tudo pode ser flexível, agradável, discutível. É preciso trabalhar duro, e forçar a trabalhar. O homem é Homo faber, é preciso ensinar a fazer. E é preciso recuperar a retórica, ensinar as crianças a se expressarem e a raciocinar, porque o computador não vai fazer isso por eles. O homem é Homo loquens, o ser que fala.
Labels:
arte,
cultura,
educação,
Gilles Lipovetsky,
vida
O problema é que isto não é um jogo
... isto é a vida real, a história a fazer-se e os vosso ganhos particulares e arrecadações de tachos e dinheiros e empregos para a família e partidarites são as nossas perdas.
Subscribe to:
Comments (Atom)









