🔴 Declaração pública da Rede Europeia de Mulheres Migrantes (cuja existência eu desconhecia até agora) que saúda a resolução do Parlamento Europeu que apela à adopção de uma estratégia para combater o infiltracionismo islâmico (uma resolução que uma parte da esquerda votou contra).
OPOR-SE À IRMANDADE MUÇULMANA: UM PONTO DE INFLEXÃO PARA OS VALORES EUROPEUS, A DEMOCRACIA LAICA E A LIBERDADE DAS MULHERES
Bruxelas, 14 de outubro de 2026
A Rede Europeia de Mulheres Migrantes acolhe com grande satisfação e apoia a resolução do Parlamento Europeu que apela a uma estratégia europeia coordenada para combater o infiltracionismo islâmico e analisar a influência das redes da Irmandade Muçulmana. Trata-se de um passo importante na defesa das instituições democráticas da Europa, das liberdades fundamentais e do seu compromisso com a igualdade. Uma estratégia europeia comum não só é necessária como já devia ter sido implementada há muito tempo.
A ideologia da Irmandade Muçulmana suscita preocupações fundamentais para as sociedades europeias seculares, democráticas e pluralistas. A sua visão política e a sua concepção do papel da religião na vida pública e na governação levantam sérias questões sobre a separação entre a autoridade religiosa e as instituições democráticas, a liberdade individual, a igualdade perante a lei e a liberdade de consciência.
As preocupações em relação à Irmandade Muçulmana não se limitam à Europa. Vários países de maioria muçulmana, incluindo o Egipto, a Arábia Saudita e a Jordânia, proibiram a organização ou classificaram-na como organização terrorista ao abrigo da sua legislação nacional.
Opôr-se à ideologia política da Irmandade Muçulmana não é racismo nem islamofobia. A crítica a um movimento político ou religioso não deve ser confundida com hostilidade para com os muçulmanos. Pelo contrário, defender os muçulmanos contra a coacção e o extremismo político ou religioso faz parte da defesa dos seus direitos fundamentais.
Esta resolução constitui também um passo importante para os direitos das mulheres, em particular os das mulheres migrantes. As mulheres que vivem entre diferentes ambientes culturais, religiosos e sociais podem enfrentar pressões que afectam a sua autonomia, as suas escolhas pessoais, o seu vestuário, as suas relações, a sua educação e a sua participação na vida pública.
Apelamos, por isso, às instituições europeias e aos Estados-Membros para que traduzam este compromisso político em acções concretas, através de uma estratégia europeia coordenada, de uma maior transparência no financiamento e de uma supervisão rigorosa das organizações e redes. A Europa deve ser coerente na defesa dos seus valores: as instituições democráticas laicas, a liberdade de consciência, a igualdade entre mulheres e homens e o Estado de direito são garantias essenciais de uma sociedade livre e pluralista.
A Rede Europeia de Mulheres Migrantes (ENoMW) é uma plataforma feminista e laica, liderada por mulheres migrantes, não filiada a nenhum partido político, que defende os direitos, as liberdades e a dignidade das mulheres e raparigas migrantes, refugiadas e pertencentes a minorias étnicas na Europa.
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