November 20, 2025

Três notícias para ler em sequência e mais uma

 

O pesadelo recorrente do plano de paz de Trump para a Ucrânia
O presidente dos EUA impôs sanções e adotou uma postura dura, mas, nos bastidores, negociava com Putin. 
telegraph.co.uk


Trump anuncia Arábia Saudita como "aliado importante" externo da NATO. Trump adiantou que a sua Administração apoiará a venda de caças F-35 a Riade, uma medida que durante anos gerou reservas em Washington devido ao possível impacto no equilíbrio estratégico no Médio Oriente. noticiasaominuto. 


Comissão avança para «espaço Schengen militar» e transformação da indústria da defesa. Com este pacote de mobilidade militar que prevê a criação de um espaço de mobilidade militar à escala da UE até 2027, a UE fica mais perto de cumprir o objetivo de um «espaço Schengen militar».  portugal.ec.europa.eu/


A reabilitação de Mohammed bin Salman, da Arábia Saudita, de pária global a patrono global, a troco US$ 600 milhões em investimentos prometidos em empresas americanas é um grande perigo. Há umas semanas já tinha sido noticiado que a Arábia Saudita iria ter equipas em formação, dentro das forças aéreas americanas e do Pentágono! Mohammed bin Salman foi quem mandou assassinar de modo particularmente ignóbil,  Khashoggi, de 59 anos, residente permanente nos Estados Unidos. Atraiu-o ao consulado saudita em Istambul com a promessa de lhe dar documentos necessários para poder casar e uma vez lá dentro nunca mais saiu. Uma equipa saudita assassinou-o e desmembrou o seu corpo com uma serra de ossos. O esquadrão da morte, composto por 15 elementos, incluía sete membros da equipa de elite de protecção pessoal do príncipe herdeiro e funcionários do Centro Saudita de Estudos e Assuntos dos Media, dirigido por Saud al-Qahtani, um conselheiro próximo do príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman. A Arábia Saudita esteve sob sanções por causa deste crime e agora é o parceiro preferencial dos EUA. Isto traz um perigo para Israel, mas também para a Europa e o mundo.

Trump tem como aliados, a Arábia Saudita, um dos maiores investidores nos Estados Islâmicos, o Afeganistão e... Putin. De maneira que a notícia da Comissão avançar para um «espaço Schengen militar» e a transformação da indústria da defesa é uma boa e urgente notícia que se espera seja levada a sério porque os EUA fazerem um acordo, não às escondidas, mas às claras e formal com a Rússia, está a um curto passinho de acontecer. Trump quer muito fazer parte de uma cúpula de poderosos com zonas de influência e quer muito ser amigo de Putin a quem respeita acima de tudo e todos. É o seu role model político e pessoal.

Uma outra notícia diz que Cristiano Ronaldo foi como acompanhante de luxo do príncipe Mohammed bin Salman ao jantar da Casa Branca. Foi dar glamour e normalidade a uma monarquia brutal, patrocinadora de terrorismo, onde não há liberdade de expressão e de vida e onde as mulheres são tratadas como pets dos homens, na melhor das hipóteses e, como escravas, na mais comum. Onde se é assassinado e desmembrado com uma serra se se desagradar ao governo de sua majestade. 

Há urgência em a Europa se tornar uma potência militar se se quiser defender da liga de malfeitores que Trump está a formar. Se a Ucrânia cair, o apetite de Putin aguça-se.

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