July 23, 2026

Grace Hopper a explicar o futuro da informática em 1982

 

Grace Hopper, doutorada em Matemática por Yale, foi uma almirante e analista de sistemas da Marinha dos EUA nas décadas de 1940 e 1950. Quando todos acreditavam que computadores apenas podiam fazer aritmética, ela insistiu em que os processadores de dados podiam escrever em inglês e que os computadores traduziriam para código de máquina. Criou a a linguagem de programação de alto nível Flow-Matic, base para a criação do COBOL e uma das primeiras programadoras do computador Harvard Mark I em 1944.

Nesta palestra Grace Hopper avisa que os programadores estão todos direccionados para o desenvolvimento da rapidez da transmissão da informação e da sofisticação dos computadores mas que ninguém está a estudar a própria informação, a qualidade da informação, a rapidez com que se vai espalhar e como vai afectar as sociedades. Por incrível que pareça, só agora se começa a falar sobre esse assunto e, mesmo assim, muito continuam a negar as evidências.


Uma volta pelo passado

 

O Portão do Gradil


Há um muro em Mafra com 21 quilómetros de extensão e seis portões: Mafra, Paz, Murgeira, Codeçal, Gradil, Vermelha. No Gradil, hoje, quase ninguém repara: é só mais um nome numa parede antiga.
Foi erguido para fechar animais selvagens lá dentro, para que os reis tivessem sempre caça à mão, sem terem de a procurar léguas a fio. Nada nesta pedra deixava adivinhar o que, séculos depois, aconteceria a poucos metros desse mesmo portão.


A muralha nasceu de uma vontade só. A 18 de julho de 1744, D. João V, a tratar em Caldas da Rainha da paralisia que o afligia desde 1742, mandou demarcar essas terras para seu real serviço, para lenha que aquecesse o palácio, e para criar fauna destinada aos «reais prazeres venatórios». Três semanas depois, a 7 de agosto, Gregório Coelho e Felício Nunes foram contratados para a obra: um muro de pedra e cal a fechar, ao longo dos 21 quilómetros, mais de 800 hectares de mato e monte. O sítio oficial da Tapada diz que foi «criada em 1747»; o decreto e o contrato da muralha são de três anos antes.


A primeira caçada real de que há memória teve lugar a 5 e 6 de outubro de 1750: D. José I e a corte perseguiram, dentro dos seis portões, uma caça que já não tinha por onde fugir. Ao longo de um século e meio, quase todos os monarcas de Bragança lá caçaram, de D. Maria I a D. Fernando II, mas foi com D. Luís I e o filho, D. Carlos, entusiasta caçador que ali ia com a rainha D. Amélia, que a Tapada viveu o período dourado, já perto do fim da monarquia.
 

Por volta de 1890, D. Carlos mandou construir um pavilhão no Celebredo, erguido sobre um palacete anterior atribuído a D. Maria I. O edifício sobreviveria à coroa que o mandara erguer: desde 1910, ano em que a monarquia caiu, o pavilhão nunca mais recebeu uma caçada real, servindo desde então apenas para eventos protocolares.

Com a República, a terra mudou de nome, passando a chamar-se Tapada Nacional de Mafra. A parte agrícola já estava, desde 1828, sob administração militar, e só nos anos 70 do século passado a floresta e o antigo terreno de caça se abriram ao público. Nos seus limites erguem-se ainda fortes da segunda linha das Linhas de Torres Vedras, de 1810: a mesma terra que fechava caça guardou, um dia, um exército invasor lá fora. Em 2019, o conjunto do Real Edifício de Mafra, tapada incluída, entrou para o Património Mundial da UNESCO.


Para lá do portão do Gradil, a poucos metros do muro, numa propriedade à parte com vedação própria, o Grupo Lobo, associação portuguesa sem fins lucrativos fundada em 1985, criou em 1987 o Centro de Recuperação do Lobo Ibérico. Ali vivem, em cativeiro, lobos que já não podem viver em liberdade: vítimas de armadilhas, de cativeiro ilegal, ou vindos de outros parques zoológicos. Um ano depois de o centro abrir portas, Portugal protegeu por lei o lobo ibérico, proibindo abatê-lo, capturá-lo ou destruir-lhe o habitat. Foi em 1988, seis anos antes de a legislação europeia o exigir.

A urgência não era retórica. No início do século XX, o lobo distribuía-se por quase todo o território continental; hoje ocupa cerca de 20% dessa área, com uma população nacional de cerca de 300 exemplares, concentrados sobretudo a norte do Douro. O Livro Vermelho dos Mamíferos de Portugal, de 2023, classifica-o, a nível nacional, como «Em Perigo». Os lobos do Gradil não são uma alcateia solta na Tapada: são os que o país decidiu, por lei, que valia a pena manter vivos.


O portão do Gradil já não fecha nada. De um lado, uma muralha que um rei mandou erguer para nunca faltar um tiro. Do outro, uma cerca que um país escreveu numa lei para que a espécie não desaparecesse de todo. A pedra não mudou de ideias. Quem mudou foi o país que a construiu.

Portugal Esquecido · O que Portugal esqueceu


Uma volta pelas ilhas

 


July 22, 2026

Os alemães estão doidos? "Não tinham outra opção legal senão aprovar o pedido"?


As autoridades alemãs aprovaram uma controversa joint venture entre uma subsidiária da empresa nuclear francesa Framatome e a estatal russa Rosatom para a produção de barras de combustível nuclear. 

O Ministério do Ambiente do Estado da Baixa Saxónia concedeu a licença para a instalação em Lingen, afirmando que não dispunha de fundamentos legais para a recusar, uma vez que a Rosatom continua isenta das sanções da UE. O contexto regulamentar e político em torno desta decisão inclui: 

Localização: A subsidiária da Framatome, a Advanced Nuclear Fuels (ANF), fabricará os elementos de combustível na sua fábrica em Lingen, na Baixa Saxónia, que abastece reactores de concepção soviética e russa na Europa Central e Oriental. 

Isenção regulamentar: Uma vez que a Rosatom tem estado isenta das sucessivas rondas de sanções da UE impostas à Rússia, os ministérios do Ambiente estaduais e federais argumentaram que não tinham outra opção legal senão aprovar o pedido, que foi inicialmente apresentado em Março de 2022.

Reação política: A decisão suscitou controvérsia política na Alemanha. Membros do partido CDU, de centro-direita, do chanceler Friedrich Merz, como Roderich Kiesewetter, apelaram à intervenção federal para reverter a decisão, considerando-a «perigosa para a segurança».


Dá ideia que os alemães querem muito fazer negócios com os russos. Criticavam os húngaros... Os gregos também querem muito fazer negócios com os russos. Afinal, de quem que os alemães e os gregos são aliados?


Porque é que democratas e socialistas se aliam a representantes de ideologias totalitárias?

 

Ideologias que querem a proibição e a morte de todos os opositores? Indivíduos que representam um perigo existencial para as sociedades fundadas em valores democráticos.


Zelenskyy's update

 

Russos percebendo os custos de terem sustentado Putin

 

Russos percebendo os custos do imperialismo

 

No futuro? Qual futuro?

 

A cara dos deputados diz tudo. Esta propaganda não ajuda os russos a preparar-se para a derrota. São precisas mais sanções de curto e longo alcance.

Fumo negro? Putin não foi aprovado

 

🇫🇷 Exemplos a seguir

 


A Rússia não precisa da tua crença — basta a tua raiva

 

Prevenir ou remediar?



A ilusão da eficácia



Luís Fernandes

As democracias tornaram-se extraordinariamente competentes a medir aquilo que fazem. Continuam, porém, surpreendentemente frágeis a medir aquilo que realmente conseguem transformar.

A operação «Global Chain», coordenada pela Europol e que contou com a participação das autoridades portuguesas, ilustra bem esta contradição. As detenções efetuadas, as vítimas identificadas e a dimensão da cooperação internacional demonstram instituições preparadas, profissionais e capazes de responder a uma das formas mais lucrativas e desumanas de criminalidade organizada. Mas demonstram apenas isso.

Uma operação policial mede a capacidade de resposta do Estado. Uma política pública deve medir a capacidade do Estado para reduzir o problema que tornou essa resposta necessária.São planos diferentes. Confundi-los conduz a uma perigosa ilusão de eficácia.

Durante décadas habituámo-nos a avaliar a segurança através do que é facilmente quantificável. Contamos detenções, apreensões, buscas, condenações e operações realizadas. São indicadores indispensáveis para avaliar o desempenho das instituições e prestar contas aos cidadãos.O problema começa quando transformamos esses resultados operacionais na principal medida de sucesso das políticas públicas.

Porque uma investigação criminal bem-sucedida e uma política pública bem-sucedida não respondem à mesma pergunta.A primeira procura identificar vítimas, recolher prova, desmantelar redes criminosas e responsabilizar os seus membros.

A segunda deveria conseguir algo mais ambicioso: reduzir o número de vítimas, diminuir a capacidade de recrutamento das organizações criminosas, aumentar o risco e o custo económico da exploração e tornar progressivamente menos rentável este mercado ilícito. É precisamente aqui que o tráfico de seres humanos nos obriga a abandonar respostas simplistas.

A persistência deste fenómeno não resulta apenas da capacidade de adaptação das organizações criminosas. Resulta também da existência de vulnerabilidades económicas, sociais e institucionais que continuam disponíveis para serem exploradas. Sempre que essas vulnerabilidades permanecem inalteradas, novas redes podem ocupar o espaço deixado pelas anteriores.

Por essa razão, seria um erro interpretar esta operação apenas como uma história de sucesso policial. É, antes de mais, um lembrete de que a investigação criminal, por mais competente que seja, não substitui políticas públicas consistentes nas áreas da proteção das vítimas, da fiscalização laboral, da migração, da recuperação de ativos, da prevenção e da cooperação internacional.

Portugal participou nesta operação e tem boas razões para reconhecer o trabalho desenvolvido pelas suas autoridades. Mas o verdadeiro teste começa precisamente quando termina a conferência de imprensa.

Dentro de cinco ou dez anos, estaremos a celebrar operações cada vez maiores porque nos tornámos mais eficazes a responder? Ou estaremos a celebrar operações menos frequentes porque conseguimos reduzir as condições que alimentam este mercado criminoso?

A resposta a essas perguntas dir-nos-á muito mais sobre a qualidade das nossas políticas públicas do que qualquer balanço operacional. As operações demonstram a capacidade de resposta do Estado. As políticas públicas demonstram a sua capacidade de transformar a realidade.

Confundir uma com a outra é talvez a forma mais subtil de acreditar que responder bem significa, necessariamente, resolver o problema.

O preço dos combustíveis




O preço dos combustíveis: o cartel que não existe

Mais de 50 anos depois do fim do Estado Novo, seria desejável que os poderes executivo e legislativo compreendessem que a cultura corporativa de então não desapareceu com o regime que a instituiu.

José Caramelo Gomes

No início deste mês, a ministra do Ambiente e Energia pediu à Entidade Nacional para o Setor Energético (​ENSE) que explicasse por que razão os preços nas bombas não descem ao ritmo a que sobem. A ERSE respondeu que não há "qualquer irregularidade aparente no comportamento do mercado". Ambas têm razão – e é isso que devia indignar-nos: não há irregularidade porque a regra valida a prática. O preço dos combustíveis: o cartel que não existe
Sublinhe-se o essencial: nada do que se segue imputa a qualquer empresa um ilícito. O problema é o inverso – tudo isto é legal.
Vejamos, peça a peça.

Primeira peça: o preço virtual. Portugal tem uma única refinaria, em Sines. Como os estudos setoriais da Autoridade da Concorrência descrevem, o preço grossista forma-se pela "paridade de importação": a cotação internacional dos refinados mais os custos que um importador hipotético suportaria – custos que a produção doméstica não incorre nessa medida. Em teoria económica, a paridade de importação é o teto que a concorrência potencial impõe. Entre nós, funciona como referência permanente: pratica-se, por regra, o máximo que a ameaça de entrada tolera.

Segunda peça: a ameaça de entrada é frágil. Poderia um concorrente importar e vender mais barato? Segundo o regulador da energia, quatro operadores – os mesmos que lideram o retalho – controlam perto de 90% da armazenagem do país; o parque de Aveiras e o oleoduto que o abastece pertencem a uma empresa participada maioritariamente pela Galp. A Autoridade da Concorrência assinalou que faltam cerca de oito quilómetros de oleoduto entre o porto de Sines e a rede logística nacional, condicionando o acesso independente a importações; e a ERSE constatou que as taxas de remuneração destas infraestruturas são muito superiores às da eletricidade e do gás. O acesso de terceiros existe no papel; a contestação efetiva do mercado, não.

Terceira peça: o relógio comum. Semana após semana, por regra à segunda-feira, os preços movem-se em bloco, com base na média das cotações da semana anterior. Não é acordo – nem precisa de ser: quando todos usam a mesma referência e o mesmo calendário, e todos veem os preços de todos através do sistema público de comunicação obrigatória, o alinhamento é o comportamento individualmente racional de cada operador. Um sistema desenhado para proteger o consumidor acaba, sem culpa de ninguém, por facilitar a monitorização recíproca entre concorrentes.

Quinta peça: o sócio silencioso. Cerca de metade do que pagamos na bomba são impostos – mais de metade, na gasolina –, incluindo IVA cobrado sobre o próprio ISP, imposto sobre imposto. O poder de intervir nas margens, criado em 2023, nunca foi usado. O maior beneficiário do preço alto não é nenhuma petrolífera: é o Orçamento do Estado.

Sexta peça: a porta giratória. Segundo uma investigação do Diário de Notíciasde janeiro de 2011, a Galp já contara então com 13 ex-ministros e ex-secretários de Estado nos seus órgãos sociais, de governos de ambos os quadrantes. Nada disto é ilegal, nem se imputa a qualquer visado conduta imprópria. Mas um sistema em que quem tutela hoje pode ser administrado amanhã cria um problema objetivo de incentivos – bem descrito na literatura sobre captura regulatória – que pode ajudar a explicar por que aquele poder de intervir dorme na gaveta.

E porque persiste isto, independentemente de quem detenha os ativos? Porque as regras o permitem – de um modo que o Estado já corrigiu alhures. Na eletricidade e no gás, a lei impõe a separação de propriedade entre quem transporta e armazena a energia e quem a produz ou vende, para que o dono da infraestrutura não tenha incentivo a bloquear concorrentes. Nos combustíveis líquidos, essa separação nunca foi imposta. Não é preciso má-fé: qualquer empresa nessa posição – seja qual for o seu nome – tem o mesmo incentivo estrutural a não completar a ligação que tornaria o mercado contestável. O problema não está em quem hoje a ocupa; está em as regras nunca terem exigido um operador independente.

Eis o retrato: um preço ancorado num custo virtual; uma entrada bloqueada por oito quilómetros de oleoduto por construir; um alinhamento semanal facilitado pela transparência estatal; um regulador que mede a prática contra a própria prática; um Estado fiscalmente interessado; uma porta giratória documentada. Tudo legal. Tudo "sem irregularidade aparente".

As soluções foram testadas no setor elétrico: separação estrutural da logística; conclusão da ligação do porto de Sines à rede; regras assimétricas de variação de preços, como na Áustria; supervisão assente em custos auditados. Nada disto exige tabelar preços nem culpar empresas por seguirem as regras. Exige mudar as regras – e vontade política.

O cartel não existe. Os seus resultados dispensam-no.

Mais de 50 anos depois do fim do Estado Novo, seria desejável que os poderes executivo e legislativo compreendessem, finalmente, que a cultura corporativa de então – mercados desenhados à volta de posições adquiridas, e não da disputa por elas – não desapareceu com o regime que a instituiu; sobreviveu-lhe, dispersa por setores regulados como este. Substituí-la por uma cultura efetiva de concorrência é, muito provavelmente, uma das chaves do cronicamente reduzido desempenho da economia nacional. Um país que protege posições em vez de as testar pela concorrência paga esse preço todos os dias – não apenas na bomba de gasolina.
Público

Os jornais gostam muito de fazer eco de parvoíces



Então há uma crise grande no governo e o PM ia para a praia beber minis? Os jornais gostam muito de fazer eco de parvoíces.


Oposição vê Montenegro sem férias de verão como um sinal de fraqueza

Primeiro-ministro vai prescindir de dias de descanso para garantir coordenação do Governo. Líderes partidários não seguem o seu exemplo e consideram que está a dar razão às críticas que lhe fizeram. DN

 

Uma enorme falha da UE protelar a entrada da Ucrânia

 


A Europa dos 27, não está em perigo de invasão ou guerra. [isto não é bem verdade] Todos estes países estão protegidos por acordos de defesa e protegidos pela NATO, mas outros países da Europa, nomeadamente a Ucrânia, que está em guerra e dependente da boa vontade das Comunidades Internacionais, nomeadamente dos EUA e na ajuda no ponto de vista estratégico. E continua a ser uma enorme falha da UE estar a protelar a entrada de pleno direito da Ucrânia neste organismo.

A Ucrânia estando em guerra e com ajuda da Comunidade Internacional vai tornar-se no maior e mais sofisticado exército da Europa; sem essa entrada, um dia pode não ser nosso aliado.

Ester Amorim, SOL

 

1º, cortar a eito; 2º, logo se vê



Este artigo diz coisas certeiras e óbvias. Outras coisas óbvias: talvez se não tivessem posto o ensino escolar e o ensino universitário mais a ciência, a tecnologia e a inovação tudo na mesma pessoa as coisas tivessem corrido melhor. Talvez seja areia demais para uma só camioneta. Pelo que sabemos houve prejuízo na ciência fundamental. Finalmente, talvez um economista não seja o melhor perfil para um ministério de educação. Tem escrito no seu perfil público, Os seus interesses de investigação incluem a macroeconomia, os mercados financeiros e o desenvolvimento da economia portuguesa. A sua dissertação de doutoramento é a dissertação sobre política monetária e mercados financeiros. Se calhar devia estar no ministério da economia. Segundo o princípio da identidade, A é A = Um economista é um economista: 1º, cortar a eito; 2º logo se vê.


Não há relatório?! Como não há relatório?!
Isabel Mendes Lopes
DN
Ontem ficámos a saber que o ministério não tem um relatório sobre como correu o teste-piloto do exame de Filosofia do ano passado… Como assim? O objetivo de um projeto-piloto é EXATAMENTE ter um relatório sobre o que correu bem, o que correu mal, aspetos a melhorar, riscos a ter em conta, aprendizagens, etc, etc. É para isso que os projetos-pilotos servem: para testar e avançar com mais confiança para o processo definitivo.

Como é que alguém decide avançar para todo um novo processo de classificação dos Exames Nacionais sem analisar ao pormenor o projeto-piloto de há um ano? Estamos a falar de quase 170.000 alunos e o sistema não pode falhar a nenhum deles. Quem planeia uma transição para a correção digital dos exames tem de ser absolutamente rigoroso – e até obsessivo – a garantir que o sistema é fiável e confiável. Mas não foi isso que aconteceu.

Pelos vistos, no que já tem sido hábito deste Governo em várias áreas, decidiu-se avançar sem uma análise de risco cuidada, sem um plano de contingência para o caso das coisas correrem mal, sem ter noção de todas as consequências de cada passo e sem a prudência de continuar a fazer o processo de digitalização de forma faseada e controlada.
(...)
(excerto)

July 21, 2026

Detesto ter razão em certas coisas

 

Escrevi isto a 19 de Julho:

Passe a 2ª fase para Setembro. Dá tempo aos alunos de descansar e poder estudar para a 2ª fase. Dá tempo às escolas para fazer o seu trabalho de matrículas, turmas e horários, talvez dê tempo para perceber e resolver algumas das questões que mais emperraram o processo nesta fase e não se põe a jeito de ser considerado a Inês de Medeiros do ME. Vale a pena correr o risco de transformar o alarme em derrocada sem volta atrás?

Acabei mesmo agora de ouvir dizer que vai haver uma época em Setembro para todos os alunos que foram à 2ª fase, ou seja, a 2ª fase vai passar para Setembro... Então porque é que não fizeram logo isso? Para quê estes dias de exames agora com a consequência de atraso no trabalho nas escolas? Para quê?

Porque não há bom senso?


Boas notícias

 

A crise na Ucrânia passou.


Russos percebendo os custos do imperialismo

 

Os que escolhem uma vida de apaziguar tiranos a certa altura põem as mãos à cabeça e choram.