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July 22, 2026

Prevenir ou remediar?



A ilusão da eficácia



Luís Fernandes

As democracias tornaram-se extraordinariamente competentes a medir aquilo que fazem. Continuam, porém, surpreendentemente frágeis a medir aquilo que realmente conseguem transformar.

A operação «Global Chain», coordenada pela Europol e que contou com a participação das autoridades portuguesas, ilustra bem esta contradição. As detenções efetuadas, as vítimas identificadas e a dimensão da cooperação internacional demonstram instituições preparadas, profissionais e capazes de responder a uma das formas mais lucrativas e desumanas de criminalidade organizada. Mas demonstram apenas isso.

Uma operação policial mede a capacidade de resposta do Estado. Uma política pública deve medir a capacidade do Estado para reduzir o problema que tornou essa resposta necessária.São planos diferentes. Confundi-los conduz a uma perigosa ilusão de eficácia.

Durante décadas habituámo-nos a avaliar a segurança através do que é facilmente quantificável. Contamos detenções, apreensões, buscas, condenações e operações realizadas. São indicadores indispensáveis para avaliar o desempenho das instituições e prestar contas aos cidadãos.O problema começa quando transformamos esses resultados operacionais na principal medida de sucesso das políticas públicas.

Porque uma investigação criminal bem-sucedida e uma política pública bem-sucedida não respondem à mesma pergunta.A primeira procura identificar vítimas, recolher prova, desmantelar redes criminosas e responsabilizar os seus membros.

A segunda deveria conseguir algo mais ambicioso: reduzir o número de vítimas, diminuir a capacidade de recrutamento das organizações criminosas, aumentar o risco e o custo económico da exploração e tornar progressivamente menos rentável este mercado ilícito. É precisamente aqui que o tráfico de seres humanos nos obriga a abandonar respostas simplistas.

A persistência deste fenómeno não resulta apenas da capacidade de adaptação das organizações criminosas. Resulta também da existência de vulnerabilidades económicas, sociais e institucionais que continuam disponíveis para serem exploradas. Sempre que essas vulnerabilidades permanecem inalteradas, novas redes podem ocupar o espaço deixado pelas anteriores.

Por essa razão, seria um erro interpretar esta operação apenas como uma história de sucesso policial. É, antes de mais, um lembrete de que a investigação criminal, por mais competente que seja, não substitui políticas públicas consistentes nas áreas da proteção das vítimas, da fiscalização laboral, da migração, da recuperação de ativos, da prevenção e da cooperação internacional.

Portugal participou nesta operação e tem boas razões para reconhecer o trabalho desenvolvido pelas suas autoridades. Mas o verdadeiro teste começa precisamente quando termina a conferência de imprensa.

Dentro de cinco ou dez anos, estaremos a celebrar operações cada vez maiores porque nos tornámos mais eficazes a responder? Ou estaremos a celebrar operações menos frequentes porque conseguimos reduzir as condições que alimentam este mercado criminoso?

A resposta a essas perguntas dir-nos-á muito mais sobre a qualidade das nossas políticas públicas do que qualquer balanço operacional. As operações demonstram a capacidade de resposta do Estado. As políticas públicas demonstram a sua capacidade de transformar a realidade.

Confundir uma com a outra é talvez a forma mais subtil de acreditar que responder bem significa, necessariamente, resolver o problema.

July 07, 2026

Aqui em Portugal considera-se errado, não o crime, mas a deportação de criminosos

 


A Suécia levou a ONU a atualizar as suas diretrizes, de modo que a violação é agora considerada um crime grave que justifica a deportação.
Isto surge na sequência do caso chocante ocorrido na Suécia, em que um homem da Eritreia foi condenado por violar uma rapariga de 16 anos.
No entanto, o tribunal determinou que ele não podia ser deportado, uma vez que o crime não era considerado suficientemente grave para justificar a deportação.
É claro que esta história foi abafada pelos meios de comunicação social.
Mas foi noticiada no X e causou uma indignação generalizada na Suécia.

PeterSweden

August 26, 2025

Em Inglaterra as raparigas agora andam assim

 

 

Entretanto, a rapariga foi presa por posse de arma. Estava a defender a irmã de 12 anos que estava a ser abordada por um islamita. Porém, o que está na origem das raparigas andarem com armas, com porcos e cães perigosos como pets, isso, a Inglaterra varre para debaixo do tapete.

Ontem saiu mais um relatório do inquérito aos gangs de violadores paquistaneses e o que se vê é um encobrimento das violações e culpabilização das miúdas por mais de 80 autoridades. Com autoridades que sacrificam consciente e propositadamente as raparigas para ganhar votos de islamitas ou por cobardia ou por serem nojentos de carácter, que hão-de as miúdas fazer? O que dizem estes porcos cúmplices de violadores às filhas e às mulheres? Como justificam mandarem prender miúdas vítimas de violações colectivas e deixarem os violadores à solta? E todos os dias trazerem mais violadores e meterem-nos em hotéis ao lado de escolas? Ainda nem uma única autoridade foi responsabilizada. Quando houver gangs de raparigas armadas a dar aos violadores o tratamento que as autoridades não dão, o que farão? E quem as pode recriminar? É o direito à auto-defesa quando a autoridade as abandona.



Faltam aqui a Suécia e a Áustria, países com taxas de violação altíssimas desde que a imigração em massa de Merkele foi posta em marcha.

Em Londresum crime de violação reportado (a maioria não é reportado mas silenciado) a cada hora e um quarto deles referem-se a menores de 18 anos. Só em Londres! bbc.com/news/articles/


Há uma «epidemia» de violência e agressões sexuais contra mulheres britânicas nos comboios, alerta a Autoridade Policial Britânica de Transportes.

Os crimes violentos contra mulheres e raparigas aumentaram 59% desde 2021, e os crimes sexuais aumentaram 10% num ano.

--- BTPA/The Times

April 18, 2025

Notícias que fazem sentido lidas em sequência

 


E que são uma resposta às pessoas desmioladas que defendem que devemos aceitar imigrantes de portas escancaradas e sem nenhum cuidado.


O extinto Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) atribuiu, em 2023 e 2024, mais de 120 mil autorizações de residência a imigrantes de países de língua portuguesa sem verificar o registo criminal do país de origem, como a lei prevê. "Foi uma falha grave".
JN



Traficantes usam Portugal para vender crianças a famílias na Europa

Expresso



Tráfico de seres humanos: sete detidos e quatro mil cidadãos identificados em Portugal na “maior operação jamais realizada”

Expresso



Judiciária está a averiguar se homicida de Braga pertenceu a gang violento nos EUA

Brasileiro de 27 anos detido quando se preparava para fugir para o estrangeiro pode ter feito parte do Primeiro Comando do Massachusetts, que se dedicava à extorsão e ao tráfico de armas e de drogas.
O grupo denominava-se Primeiro Comando do Massachusetts e teria ligações à maior organização criminosa do Brasil, o Primeiro Comando da Capital