October 12, 2020

Portuguese black hole



Governo bate recorde de pessoal nos gabinetes

Executivo de Costa tem 1236 pessoas nos gabinetes, um recorde.

Humanity at stake

 


Brian Fell, Cardiff. 



Dança de cadeiras

 


Para o cargo de secretária de Estado da Educação ( deixado vago por Susana Amador), Costa escolheu Inês Ramires, jurista de profissão.

Hugo Santos Mendes será o novo secretário de Estado adjunto e das Comunicações de Pedro Nuno Santos. Alberto Souto Miranda vai para o Banco de Fomento e para o seu lugar, no Governo, a escolha recaiu num antigo assessor dos governos de José Sócrates. Hugo Santos Mendes foi "assessor da Ministra da Educação entre 2006 e 2009 e adjunto do Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro entre 2009 e 2011, conforme consta da nota oficial do gabinete do primeiro-ministro.

No ministério das Infraestruturas também está de saída a secretária de Estado da Habitação, Ana Pinho. Para o seu lugar vai a vice-presidente da bancada socialista Marina Gonçalves.

Este governo

 


O BPN, o BES, o governo de Sócrates, as 800 autarquias... engolem a massa toda...


Como lidar com uma grande aflição

 




Coisas interessantes

 


Em Pompeia abriram um museu com peças que turistas roubam e depois devolvem, geralmente pelo correio e com uma carta qualquer de confissão do roubo e pedido de perdão a acompanhar. A causa destas devoluções é que é interessante: as pessoas tiveram problemas e azares na vida e atribuem-nos às peças roubadas - não ao roubo em si (se não tivessem tido os azares estavam muito bem com o roubo), mas às peças estarem amaldiçoadas por pertencerem a um lugar onde as pessoas morreram atrozmente. Portanto, procuram um culpado dos males exterior a si mesmos.  

Tourist returns stolen artefacts from Pompeii 'after suffering curse'

Candian woman sends back pilfered ceramics, blaming them for years of bad luck


Algumas coisas envelhecem muito mal

 



Se Pitágoras visse isto 🐓

 


Reconheceria logo um amigo qualquer da tropa. 

[Pitágoras, que acredita na reencarnação, um dia ouviu um cão a latir e disse reconhecer nele a alma (psiqué) de um amigo que havia morrido 😁] 


Uma parvoíce logo pela manhã

 


O que acho piada nisto é que ninguém na assistência acha piada, ninguém se ri. Estão com um ar sério e alguns de meditação 😁 e no fim batem palmas 😁


dmornin

 




October 11, 2020

Isto é só rir



As escolas estão sem professores, os que lá estão são mal pagos, vem aí dezenas de milhares de milhões de ajuda mas para onde?? Para 800 freguesias, para o Costa poder distribuir amanuenses pelo rectângulo e depois ganhar votos e o país ficar lixado e tapado com PSs por todo o lado. O que Sócrates fez na administração pública Costa quer fazer no país.

Entretanto disseram-me que fui substituída por uma professora espanhola que não fala português... mas isso que interessa, visto que estamos prestes a ser todos espanholados?

Entretanto, no ME alguém começou a acordar para a realidade... tarde... mas como são uma colecção de tontos, olha lá o disparate: a SE em vez de arranjar professores gasta dinheiro em formadores para transição digital... se houve coisa que esta pandemia mostrou foi que a tecnologia é uma ferramenta de ajuda que não substitui um professor competente. No tempo de Cavaco o dinheiro que veio da Europa sumiu-se no ralo dos formadores, na ordem dos milhões...

Um professor de Coimbra diz que isso não é nada e compara os professores à merceeira onde se avia e outro diz que o problema se resolve com os telemóveis...

Epá.. que diabo! Quem é esta gente que decide dos destinos da educação? Uma colecção de tontos que pôs a escola neste estado. Contado nem se acredita.


“Parece que vamos deixar de ter professores”, diz subdiretora-geral da Educação


“Não tem havido investimento, nem qualquer trabalho nesta área para inverter a falta de professores” que “já faltam no sistema”, revelou Maria João Horta, numa conferência promovida pelo Conselho Nacional de Educação.

...a subdirectora-geral da Educação apresentou os planos do Governo para a transição digital que prevê a formação de professores, revelando que “nesta altura estão a ser formados 400 formadores de todo o país que depois em janeiro vão dar formação aos 100 mil professores que temos no sistema”. Esta formação não vai ser igual para todos, vai adequar-se às competências que cada um dos professores desenvolveu ao longo dos últimos meses.

“É um programa que não vai mudar nada”, desabafa António Dias Figueiredo, professor catedrático aposentado do Departamento de Engenharia Informática da Universidade de Coimbra e investigador do Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra. Foi ainda o responsável pelo projeto MINERVA que introduziu os recursos informáticos na educação.

António Dias Figueiredo considera que o mais importante é a pedagogia e a inovação, para isso é preciso promover uma mudança cultural, dando um exemplo concreto que aconteceu enquanto estava confinado sem sair de casa.

“Durante o confinamento a senhora da mercearia que me vendia a fruta e as hortaliças recebia as encomendas pelo WhatsApp, eu pagava por transferência bancária. Ela fazia tudo com uma desenvoltura, será que ela teve um curso de competências para o digital?” remata António Dias Figueiredo.

O professor da Universidade de Coimbra defendeu, nesta conferência do CNE, em parceria com o GILM (Grupo Informal sobre Literacia Mediática), que o telemóvel, mais do que o computador, é a ferramenta universal que deve ser usada pelos alunos na sala de aula.

Boss, I'm afraid

 




Um post não politicamente correcto

 


Estive a ler poemas de Louise Gluck, na página, poets.org/poems/louise-gluck e depois ainda fui à página, poetryfoundation.org/poets/louise-gluck. Já li e ouvi (na página poeta.org muitos dos poemas são em versão áudio) umas dezenas. São todos mais ou menos como esse mais abaixo. Parecem mais uma prosa só que ordenada em formato de poema. Não encontro aquele espírito do texto poético, nem o ritmo e a ondulação. A música, o eco. De vez em quando gosto de 4 ou 5 linhas de um deles. Enfim, se calhar tem a ver com a seleção destes sites. Tenho que procurar uma antologia dos melhores poemas ou assim, porque se são todos assim... não sei. Se calhar estou a ler com o espírito errado. 



Livros gratuitos - Platão, Fédon IV (continuação)

 


(sensação de utilidade - alguém do outro lado do Atlântico que começou a estudar Platão e tem que fazer um trabalho descobriu estes posts sobre o Fédon e está a aproveitar - pois que aproveite)


Essa é a razão, Símias, de, na opinião da maioria dos homens, não merecer viver o indivíduo a quem nada disso é agradável e que não se importa com tais práticas, por achar- se muito mais perto da condição de morto e por não dar a menor importância aos prazeres alcançados por intermédio do corpo. [para o homem comum cujo objectivo são os prazeres do corpo, não se importar com tais práticas é estar a dois passos da morte]

Tens razão.

X – E como referência à aquisição do conhecimento? O corpo constitui ou não constitui obstáculo, quando chamado para participar da pesquisa? O que digo é o seguinte: a vista e o ouvido asseguram aos homens alguma verdade? Ou será certo o que os poetas não se cansam de afirmar, que nada vemos nem ouvimos com exatidão? Ora, se esses dois sentidos corpóreos não são nem exatos nem de confiança, que diremos dos demais, em tudo inferiores aos primeiros? Não pensas desse modo? [referência aos filósofos pré-socráticos e à multiplicidade de teorias fundada nos sentido da observação]

Perfeitamente, respondeu.

Então, perguntou, em que condições atinge a alma a verdade? [quais são os requisitos do caminho para a verdade?] É fora de dúvida que, desde o momento em que tenta investigar algo na companhia do corpo, vê se lograda por ele.

Tens razão.

Por conseguinte, admitindo que a natureza das coisas [a verdade] possa ser  percebida, não será justamente através do raciocínio? 

Perfeitamente.

Ora, a alma pensa melhor quando não tem nada disso [as coisas sensíveis] a perturbá-la, nem a vista nem o ouvido, nem dor nem prazer de espécie alguma, e concentrada ao máximo em si mesma, [na reflexão intelectual] dispensa a companhia do corpo, evitando tanto quanto possível qualquer comércio com ele, e esforça-se por apreender a verdade.

Certo.

E não é nesse estado que a alma do filósofo despreza o corpo e dele foge, trabalhando por concentrar-se em si própria?

Evidentemente.

E com relação ao seguinte, Símias: afirmaremos ou não que o Justo em si mesmo seja alguma coisa?

Afirmaremos, sem dúvida, por Zeus.

E também o Belo em si e o Bem?

[Platão pergunta se existe a Verdade, se as coisas são algo em si mesmas, independentes de nós. A tal questão que mais tarde Kant declara estar para além dos limites do que a razão é capaz de conhecer e, por isso, dar origem a muitos mal-entendidos e falsos caminhos na filosofia]

Também.

E algum dia já percebeste com os olhos qualquer deles? 

Nunca, respondeu.

Ou por intermédio de outro sentido corpóreo? Refiro-me a tudo: grandeza, saúde, força e o mais que for, numa palavra: à essência de tudo o que existe, conforme a natureza de cada coisa. É por intermédio do corpo que percebemos o que neles há de verdadeiro, ou tudo se passará da seguinte maneira: quem de nós ficar em melhores condições de pensar em si mesmo o mais exatamente possível o que se propõe examinar, não é esse que estará mais perto do conhecimento de cada coisa? Ou não? [portanto, os instrumentos do conhecimento adequam-se aos objectos a conhecer - se queremos saber a cor de um objecto temos de o ver mas para saber o que é a cor em si mesma, usamos a inteligência]

Perfeitamente.

E não alcançará semelhante objetivo da maneira mais pura quem se aproximar de cada coisa só (a Grandeza, a Saúde, a Força) com o pensamento, sem arrastar para a reflexão a vista ou qualquer outro sentido, nem associá-los a seu raciocínio, porém valendo-se do pensamento puro, [puro=sem interferência dos sentidos] esforçar-se por apreender a realidade de cada coisa em sua maior pureza, apartado, quanto possível, da vista e do ouvido, e, por assim dizer, de todo o corpo, por ser o corpo fator de perturbação para a alma e impedi-la de alcançar a verdade e o pensamento, sempre que a ele se associa? [esta libertação progressiva dos sentidos é uma preparação para a morte onde a libertação da inteligência (alma) é total- a morte ou o estado de estar morto é um outro nível de realidade onde se tem acesso à Verdade, se se preparou para vê-la com a inteligência, ao longo da vida corpórea. Caso contrário reencarna outra vez] Não será, Símias, esse indivíduo, se houver alguém em tais condições, [não sabemos se essa meta é alcançável] que alcançara o conhecimento do Ser? [o que cada coisa é, na sua essência]

Tens toda a razão, Sócrates, respondeu Símias.

XI – Por tudo isso, continuou, é natural nascer no espírito dos filósofos autênticos certa convicção que os leva a discorrer entre eles mais ou menos nos seguintes termos: Há-de haver para nós outros algum atalho direto, quando o raciocínio nos acompanha na pesquisa; porque enquanto tivermos corpo e nossa alma se encontrar atolada em sua corrupção, [as emoções e desejos do corpo são um empecilho ao pensamento] jamais poderemos alcançar o que almejamos. E o que queremos, declaremo-lo de uma vez por todas, é a Verdade. Não têm conta os embaraços que o corpo nos apresta, pela necessidade de alimentar-se, sem falarmos nas doenças, que são outros empecilhos na caça da verdade. [a investigação da Verdade é como uma caça onde se vão cercando os conceitos, através da dialéctica, até chegar à única definição possível que revela a Verdade da 'coisa'] Com amores, receios, cupidez, imaginações de toda a espécie e um sem número de banalidades, a tal ponto ele nos satura, que, de facto, como se diz, por sua causa jamais conseguiremos alcançar o conhecimento do quer que seja. Mais, ainda: guerras, batalhas, dissensões, suscita-as exclusivamente o corpo com seus apetites. Outra causa não têm as guerras senão o amor do dinheiro e dos bens que nos vemos forçados a adquirir por causa do corpo, visto sermos obrigados a servi-lo. Se carecemos de disponibilidade [mental] para nos dedicarmos à Filosofia, a causa é tudo isso que enumeramos. O pior é que, mal conseguimos alguma trégua e nos dispomos a refletir sobre determinado ponto, na mesma hora o corpo intervém para perturbar-nos de mil modos, causando temor e inquietude em nossa investigação, até deixar-nos inteiramente incapazes de perceber a verdade. [como têm falta de hábito em treinar o raciocínio, quando começam a discorrer, ficam logo confusos à primeira objecção e desistem] Por outro lado, ensina-nos a experiência que, se quisermos alcançar o conhecimento puro de alguma coisa, teremos de separar-nos do corpo e considerar apenas com a alma como as coisas são em si mesmas. Só nessas condições, ao que parece, é que alcançaremos o que desejamos e do que nos declaramos amorosos, a sabedoria, [a filosofia define-se tradicionalmente como um amor à sabedoria]isto é, depois de mortos, conforme a lógica do nosso argumento o indica, nunca enquanto vivermos. Ora, se realmente, na companhia do corpo não é possível obter o conhecimento puro do que quer que seja, de duas uma terá de ser: ou jamais conseguiremos adquirir esse conhecimento, [tudo o que se consegue com os sentidos do corpo são conhecimentos provisórios, relativos, logo, não verdadeiros] ou só o faremos depois de mortos, pois só então a alma se recolherá em si mesma, separada do corpo, nunca antes disso. [portanto, o corpo é um cárcere da alma que a prende e desvia da verdade]Ao que parece, enquanto vivermos, a única maneira de ficarmos mais perto do pensamento, é abstermo-nos o mais possível da companhia do corpo e de qualquer comunicação com ele, salvo e estritamente necessário, sem nos deixarmos saturar pela sua natureza, sem permitir que nos macule, até que a divindade nos venha libertar. [daí que a filosofia seja um treino de morrer, quer dizer, um treino de habituar-se a não raciocinar com os sentidos]Puros, assim, e livres da insanidade do corpo, com toda a probalidade nos uniremos a seres iguais a nós e reconheceremos por nós mesmos o que for estreme de impurezas. [Platão acredita que quem consegue atingir a sabedoria há-de juntar-se a outros iguais que também escaparam à reencarnação e vivem no conhecimento da Verdade - daí que Sócrates (em seu entender, um exemplo disso) esteja feliz no dia da morte] É nisso, provavelmente, que consiste a Verdade. Não é permitido ao impuro entrar em contato com o puro. – Eis aí, meu caro Símias, quero crer, o que necessariamente pensam entre si e conversam uns com os outros os verdadeiros amantes da sabedoria. Não é esse, também, o teu modo de pensar?

Perfeitamente, Sócrates.

 

 

 


So, Freud was right

 


Comemoração do aniversário do Kim. Não é uma imagem de um jogo de vídeo. É a realidade.



I don't buy this

 


... porque antes das redes sociais não havia crime, manipulação, violência, ódio e perseguição. Porque os governos dão e sempre deram um exemplo de não violência, ausência de malícia, de manipulação, de crime, de perseguição... são um exemplo de inteligência, de dignidade, de cuidado com os outros, de respeito pelo outros, de liberdade e as redes sociais é que trouxeram os males para a realidade...


Leio estas notícias e penso imediatamente

 


'Como é que os professores destes delinquentes lidam com eles', nomeadamente nestes tempos de pandemia? Porque está-se mesmo a ver que estas 'crianças' (os pedagogos falam sempre nos alunos como, 'as crianças') obedecem às regras de distanciamento e outras... certo tipo de 'crianças', como estas, que espancam polícias, não deviam andar na escola. São uma espécie de vírus que propaga certo tipo de comportamentos. 


Jovens espancam dois polícias e fogem para as aulas na Amadora

Quatro jovens, entre os 16 e os 18 anos, detidos por espancamento brutal de agentes da PSP.

Não se trata de apontar o dedo

 


A lógica deste senhor é: esconda-se a informação, não se fala nisso como se não se passasse e pode ser que tudo seja apagado por uma narrativa qualquer de, 'está tudo bem'. Só que não está e não é possível avançar   com confiança escondendo e abafando. Se há estigma, calamos a informação? E quem é que este senhor pensa que fica afectado na sua segurança quando há casos de Covid? Todos! As pessoas que falam sobre as escolas deviam ser obrigadas a ir passar uma semana -o mínimo dos mínimos- a uma escola: se um aluno tem Covid, ou um professor ou um funcionário, todos os que tiveram contacto com ele estão em risco. E quem são os que estiveram em contacto? Praticamente toda a gente, dado que os alunos se misturam todos nos intervalos, os professores também e os funcionários também. Como a doença é muito contagiosa, as probabilidades de já se ter propagado são altas. Ora, o que devemos fazer? Ficar calados e omitir a informação para fingir que está tudo bem? Como se lida com os problemas não falando deles? Ou devemos às pessoas, nomeadamente às de grupos de risco, que são as mais directamente afectadas, a verdade, para que possam decidir com base em informação actualizada? Segundo este senhor devemos esconder e mentir pois é assim que tudo melhora: o que as pessoas não sabem não as incomoda. Pois não, mas pode matá-las. De repente estão na estatística dos 14% ou 5% de mortes a mais sem explicação.

Esta tem sido a lógica deste governo: comprar a paz social com a fabricação de uma narrativa ilusória. Depois cá estamos nós para arcar com as despesas.



Mapas para apontar o dedo


Não se contesta a necessidade de clareza e sobretudo de eficiência na intervenção dos delegados de saúde num ambiente tão sensível como é o meio escolar, assegurando a proteção de professores, auxiliares e alunos. Essa eficiência exige uniformidade de critérios, rapidez no isolamento de contactos e na testagem, e informação clara a quem ela é devida - profissionais e famílias efetivamente relacionados com os casos.

Mais difícil é entender para que serve, e a quem, uma listagem de nomes e escolas atiradas para a praça pública sem critério. Pior ainda, sem contexto (não é de todo igual a existência de um caso isolado ou de um surto) e colocando na mesma lista escolas com casos ativos e não ativos. É irresponsável e alarmista, já para não dizer que dá margem para muita especulação e erro. Como se viu, de resto, com o facto de a própria Fenprof se ver obrigada a corrigir a lista pouco depois de a divulgar.

A Comissão Nacional de Proteção de Dados tem alertado para as transgressões cometidas na divulgação de informação sigilosa, numa doença que tem estado rodeada de uma carga de estigmatização inaceitável. Numa escola com centenas ou milhares de alunos, têm de ser informados aqueles cuja segurança é posta em causa, mas não mais do que isso. Mapas públicos e listagens descuidadas e alarmistas, para que se possa apontar mais facilmente o dedo, não, obrigado. E sim, o autor deste texto tem filhos pequenos na escola.

dmornin

 




(A)normalidade






Acordei um dia na estrada

olhei para trás com espanto

percebi-me já avançada

não sei como andei tanto.



Sentei-me um pouco a pensar

no caminho percorrido

do que me fez aqui chegar

não percebo bem o sentido.



Sei, não somos irmãos

dos outros não tenho medo

não procuro aprovação

o meu desejo é de credo.



Agora que aqui estou

aceito o que trago às costas

não renego identidade.



Não procuro normalidade

vivo no forro de mim

onde a fome é liberdade

e a noite não tem fim.