August 14, 2020

Dor de olhos (remédios)

 


Angel Luis Morales Ayllón

Todos os dias dinheiro pelo ralo mas para as escolas nunca há

 



Obras no Hospital Militar custaram mais do triplo do que deviam. Defesa não comenta

2 598 964,46 euros foi o custo total da reabilitação do Hospital Militar de Belém, segundo os contratos publicados oficialmente - mais de três vezes os 750 mil inicialmente estimados. Defesa não comenta

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O Governo e os drones que nunca mais voam

Em termos práticos, podemos afirmar que o contrato não foi cumprido. Ou seja, não há drones a vigiar a floresta e as bases de operação não foram ativadas. Um sistema de vigilância, que custou de 4,5 milhões de euros aos cofres do Estado, que deveria estar a operar desde 1 de julho, não está a funcionar.


mas... o governo não está para gastar dinheiro com as escolas e vão abrir como se não houve uma pandemia.


Escolas devem reabrir normalmente mas Governo preparado para decisões

As escolas devem reabrir em situação de normalidade e só uma evolução negativa da pandemia levará a decisões contrárias, de maior ou menor alcance, que o Governo disse hoje estar preparado para tomar.

Dor de olhos

 


do livro, 'sou tão humano que me dói' (um pouco de caos)





Um - zero. Espero que seja o primeiro de muitos golos

 


Justiça congela oito milhões em conta da Doyen após denúncia de Rui Pinto

A Doyen Sports tem uma conta bancária com oito milhões de euros congelados por ordem das autoridades portuguesas. O fundo de investimento ligado ao futebol é alvo de uma investigação por suspeitas de fraude fiscal em Espanha e de branqueamento de capitais em Portugal.

Bom dia com poesia

 


August 13, 2020

True colors

 


Clouds over Harrodsburg, Kentucky. True colors, no filters used.

Earthly Mission


Por exemplo: este dogmatismo neantherdalesco beneficiava muito de um curso de filosofia

 


da filosofia

 

A filosofia é linguagem e para se entender o pensamento de um filósofo, é necessário saber o significado dos conceitos que usa como ferramentas para analisar a realidade. Tome-se uma palavra como substância: embora ela tenha uma raíz que a identifica como o que subjaz, os filósofos usaram-na em sentidos e interpretações diferentes e a palavra tem uma longa história. Isto não é nenhuma ideia extraordinária. Também nas ciências exactas cada termo é definido com rigor. Basta olhar a tabela periódica com os pesos atómicos exactos dos elementos. Mas a linguagem da filosofia não tem o rigor matemático da Física, por exemplo, de modo que antes de começarmos a falar temos que clarificar muito bem os conceitos. 

O que é que aquele filósofo quis dizer com aquele conceito e com que propósito? Por muito abstracta e hermética que pareça a linguagem de uma filosofia, ela refere-se sempre a nós, humanos e aos nossos problemas e os conceitos que usa são essa ponte que permite passar do pensamento que pensa às coisas pensadas. Os termos têm um contexto porque o filósofo é um indivíduo com um pé no seu tempo, embora tenho outro a transcendê-lo. 

Há filósofos que são relativamente fáceis de ler, comparativamente a outros. Kant, por exemplo, é muito sistemático, explica com clareza os conceitos, dá exemplos, contextualiza. Mas não Hegel.

Lembro-me de estudar Hegel, na faculdade. Tirei uma grande nota nessa cadeira. Fizemos um teste sobre Hegel e eu falei muito bem daquilo tudo sobre o espírito e o absoluto que se desdobra em alteridade e como é necessária a negatividade e sem ela a essência é vazia e isso tudo, mas sem perceber o que raio ele queria dizer com isso... ele estava a falar de quê propriamente? De Deus? E o que era aquilo de se dividir em alteridade? 

Eu falava dele como se o pensamento dele fosse um jogo lógico, onde eu sabia sem me enganar a ordem de encaixe dos conceitos, da mesma maneira que vejo muitos alunos saberem resolver um problema de trigonometria, mas quando lhes pergunto o que é a matemática e o que é a trigonometria, não sabem dizer, não fazem ideia. Resolvem os problemas como se fosse um jogo de que conhecem as regras e nada mais. 

Era o que eu fazia a falar de Hegel, percebendo muito bem e com alguma frustração que o significado do jogo me escapava completamente. Lembro-me de falar com o professor da cadeira e de dizer-lhe que nem sempre percebia do que Hegel estava a falar. E ele explicou-me os conceitos com as mesmas palavras e frases que já tinha usado e que não clarificam nada e eu fiquei na mesma e resolvi pôr Hegel no purgatório, onde já estavam mais alguns filósofos que eu achava que só com muitas leituras e experiência é que seria capaz de percebê-los porque me faltavam as ferramentas conceptuais e experiência de vida para ser capaz de os assimilar e integrar na minha arquitectura conceptual. No que não estava errada.

A questão é que, quando percebemos ou alguém nos esclarece o sentido que Hegel dá a cada termo: fenomenologia, essência, substância, negatividade, etc., depois o pensamento dele aparece com clareza. 

Isto é válido com todos os filósofos: uma filosofia é uma espécie de universo paralelo alternativo onde tudo é parecido com o nosso, sendo simultaneamente diferente e estranho - é uma visão muito pessoal que alguém construiu acerca da realidade e do seu sentido. Para entrar dentro dela é necessário um insight ou um ajuste do olhar como acontece quando queremos ver estereogramas e temos que fazer um esforço para focar o olhar de um modo diferente do habitual. Assim que se consegue, depois anda-se lá dentro à vontade a explorar e ver tudo e tudo faz sentido, se é que me faço entender.

Este aspecto da filosofia ter uma linguagem que não é necessariamente acessível é algo que tenho sempre presente nas aulas porque não quero que os alunos tenham uma experiência hegeliana das aulas de filosofia, onde sabem falar usando os conceitos e sabem desfiar os argumentos a favor e contra o utilitarismo mas sem perceber ao certo do que falamos e, por isso, sem aproveitar nada da riqueza da filosofia enquanto ferramenta valiosa de transformação interior e formação de uma visão que permita vários enfoques sobre a realidade.


À atenção do senhor Costa II

 

Estas considerações deste médico dizem respeito, em parte, a números dos EUA, mas os estudos que ele discute e as conclusões dele, relativamente aos argumentos segundo os quais os miúdos raramente se infectam e raramente transmitem o vírus são universais. A mim parece-me importante tomarem-se decisões políticas na posse dos factos científicos e a pensar nas pessoas e não em votos ou no mero poupar dinheiro.

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It is true that children are far less likely to get sick from Covid-19, as compared to adults, but they are by no means immune. They can become infected and they can spread it quickly. A widely cited study out of South Korea showed that kids 10 to 19 were spreading the virus just as much as adults. In fact, they had the highest rate of Covid-19 among household contacts. Interestingly, in that same study, children younger than 10 did not account for a significant amount of viral spread. This was surprising because a recent study published in JAMA Pediatrics concluded younger kids may carry higher amounts of the virus in their nose, as compared to adults. And any parent will tell you how easily little kids spread viruses in their own homes. (When our kids were very young, a single cold in any one of them meant the whole family was going to soon become infected.)

So, I decided to take a closer look at the South Korean study, and noticed a very important detail: It included fewer than 30 positive cases younger than 10 years old. Of the nearly 60,000 contacts that were traced in that study, only 237 were from children under 10. The low rate of spread among young kids may not have been because they are less likely to transmit the virus, but because they have largely been home over the last few months, and had few contacts as a result.

As our kids become increasingly mobile, they will become part of a large national experiment, and there is little doubt the infection rates will increase. Just over the past four weeks, the number of children infected in the United States has increased by 90% to more than 380,000 cases, according to that same analysis by AAP and CHA. While some of that increase may be due to increased testing, younger kids starting to emerge from their homes for the first time also play a role. And, for much of the country, schools haven't even yet reopened.

It is also important to remember that a school community is made up of more than just young students. According to one recent analysis, nearly a quarter of teachers working in the United States school system are at higher risk of serious illness from Covid-19, either because of age or pre-existing conditions. I was particularly struck by the stories of worried teachers around the country who said they were writing out their wills in anticipation of returning to school.



Why I am not sending my kids back to schoolBy Dr. Sanjay Gupta, CNN Chief Medical Correspondent

Os americanos estão doidos...


Agora algemam miúdos de 8 anos...

À atenção do senhor Costa

 


... já que os senhores do ME estão-se nas tintas para a nossa segurança: a ideia de continuar com turmas de 30 alunos exactamente nas mesmas salas como se nada fora, face a estes estudos, não raia a negligência criminosa?


Investigadores provam que coronavírus se propaga em aerossóis. Distanciamento é menos eficaz do que se pensava

As implicações na Saúde Pública são muitas e alargadas, especialmente uma vez que as atuais melhores práticas de prevenção da transmissão da Covid-19 centram-se precisamente no distanciamento físico, uso de máscaras e viseiras em proximidade com outros e lavagem de mãos", escrevem os investigadores no estudo publicado.

O desacordo entre a comunidade científica estava no facto de se ter detetado RNA viral em aerossóis, mas nunca se ter conseguido isolar o vírus na sua forma de transmissão viável nestas micro gotículas, ou seja, a diferença entre vestígios do material genético do vírus e o novo coronavírus em estado ‘vivo’.

Estes cientistas serão assim os primeiros a conseguir sequenciar genomas da Sars-CoV-2 em amostras de ar, que foram retiradas do quarto de um doente com Covid-19 internado num hospital local. O vírus ‘vivo’ retirado da amostra era idêntico à estirpe do paciente.

Depois de vários meses a sustentar que o novo coronavírus era transmitido sobretudo por contactos próximos, e que a transmissão por via de aerossóis e em meio aéreo era pouco provável fora do meio hospitalar, a Organização Mundial de Saúde mudou a sua posição no passado dia 9 de julho.

"A transmissão por aerossóis e baixa distância, particularmente em espaços fechados, com muita gente e sem ventilação adequada, durante um longo período de tempo com pessoas infetadas, não pode ser descartada", admitiu a OMS.

O estudo está a cair como uma ‘bomba’ na comunidade científica. A Dr. Linsey Marr, engenheira, professora universitária e investigadora da Universidade Virgina Tech diz que o este estudo é "uma prova irrefutável", apesar de não ter participado de forma alguma na investigação.

"Confirma, sem sobre de dúvida, na minha opinião, que o coronavírus em aerossóis (pequenos o suficiente para viajarem vários metros) é capaz de provocar infeção. Suspeitávamos, agora está confirmado", defende a cientista.

Eu a fugir das cavalas e elas sempre atrás de mim

 


Isto foi hoje que a água estava tão límpida que se viam muito bem os peixes... e eles a nós. Pus-me a fugir dum pequeno cardume de cavalas porque li no jornal que há por aqui tubarões que gostam de cavalas e elas sempre a nadar atrás de mim. Saí da água com a boca roxa e os dedos engelhados, mas satisfeita. Hoje até consegui dar umas braçadas de mariposa.

A caminho de casa comprei o Público e estou aqui a ler enquanto como uns cubos de melancia. Fui dar com duas notícias da realidade:

 A 1ª é para quem ainda tem dúvidas acerca de como as coisas se passam neste mundo já sem democracias a operar a não ser virtualmente.


A 2ª é para que se veja o estado a que chegou o ensino. Quando estes são os objectivos do ensino da nossa Língua: no 6º ano (alunos com 11 ou 12 anos) os alunos devem aprender a escrever textos com parágrafos... e devem intervir em blogs e fóruns. Desde quando aprender a escrever textos com parágrafos não se faz no 2º ano com 7 anos e só se faz cinco anos depois...? E intervir em blogs? Como é que me posso admirar dos alunos me chegarem ao 10º ano sem saber ler e escrever se a ambição assumida é esta?



Tratam os alunos como atrasados mentais... eles comportam-se como tais...


Finalmente, assegura-se que no ano que vem os exames têm outra vez a mão milagrosa do IAVÉ Maria cheia de Graça.


Não tenho esperança nenhuma no futuro do ensino quando o presente é a renovação da mediocridade aceite por todos e anunciada como progresso nos jornais.

Bem, estamos de férias e não estou para me chatear. Vou tomar banho e fazer o almoço, que estou cheia de fome. Voltei à minha rotina de 10 mil passos diários e ando a estudar a Fenomenologia de Hegel ao mesmo ritmo da natação na praia que são 30 braçadas, pausa, 30 braçadas... aqui são 30 minutos, pausa, 30 minutos...

A estudar Hegel com motivação e empenho descobri que o problema de ter levado muito tempo a perceber Hegel devia-se menos à minha burrice e inexperiência filosófica e mais à falta de jeito dos outros em explicá-lo. É que descobri por aí na net pessoas que o explicam muito bem. What a difference a good teacher does.

Temos aqui família e amigos perto mas ninguém fez o teste do Covid de modo que estamos em férias versão tranquilidade conventual.


Love you to death

 


Love you to death: how we hurt the animals we cherish

Something has gone badly wrong with the way we keep pets. Our casual cruelties are a symptom of our unhealthy relationship with other species. By Esther Woolfson
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If an emphasis on appearance has had vastly damaging effects on all species, it has exercised a cruelly malign influence over those we keep as pets. Once bred for their qualities as working or hunting animals, for speed and strength, the “selective” breeding of dogs over centuries created diverse breeds from the single canine line, but in more recent years criteria for selection have changed in response to the demand for “pedigree” animals who conform to particular standards of behaviour and appearance. Not just for dogs, the way a creature looks seems a major determinant of their fate. Beginning with an already narrow gene pool, selective breeding has greatly increased the incidence of disease in these animals, many of whom, as a result of our choices, suffer from life-limiting or chronic, painful conditions.
...
A young man beside me holds a lead – at the end of it is a puppy standing patiently between us. In the moments before the crossing signal, I listen to the dog breathe. The sound is old and bronchitic, a dissonant issuing from this neat little body, the laboured wheezing of a young dog’s breath. The man is fashionably dressed, and the dog most probably loved and precious. I’m not sure if the dog is a French bulldog or a pug, but he’s one of those that now form a widespread, snuffling, breathless band of canine respiratory distress. The lights change, and man and dog walk off, the dog carrying his possibly malign genetic destiny, his future skin-fold pyoderma, the corneal ulceration that may affect his protruding eyes, the upper airway obstruction that is probably already causing him to wheeze. It’s not the first time I’ve wondered – what made this man and others seek out and pay for creatures who may live shortened, suffering lives?

Deliberate selection for short limbs and long backs has caused dachshunds, shih-tzus, basset hounds and other breeds to suffer from a painful bone condition called chondrodystrophy. Larger dogs such as rottweilers, St Bernards and retrievers experience hip dysplasia, arthritis, osteosarcomas and degeneration of the joints. Eye problems are common in many breeds, as is deafness. Skin diseases and inflammation are caused by breeding for wrinkled skin in basset hounds, bloodhounds and shar peis. Blood, kidney, gastrointestinal and neurological ailments are common – many King Charles spaniels, griffons and chihuahuas suffer from the spinal-cord destroying syringomyelia, caused by having skulls too small to accommodate their brains. It is a condition that has increased greatly over the past 20 years, and continues to do so. Cavalier King Charles spaniels also suffer from mitral valve disease, while other heart conditions afflict boxers, rottweilers and dobermanns. Very small “teacup” dogs suffer from increased bone fragility while “flat-faced” or brachycephalic dogs – such as pugs, bulldogs and Pekingese – frequently suffer from brachycephalic obstructive airway syndrome (Boas), which causes breathing difficulties and shortens their lives. Many dogs are artificially inseminated, and as a result of selection for large heads and narrow pelvises, are unable to give birth without a caesarean section.

Cats, too, suffer the results of breeding for “desirable” traits, most often those associated with colour and appearance. Pedigree cats suffer disproportionately from dystocia – difficulty in giving birth, and subsequent high death rates for pedigree kittens. Manx cats may suffer from a number of ailments related to selection for short or no tails including spinal deformities, spina bifida and digestive problems.

Scottish fold cats are subject to cartilage problems, leading to arthritic conditions, while Burmese cats are prone to diabetes mellitus, cranial deformities, glaucoma and kidney stones. Both Burmese and Siamese cats may also suffer from Boas, diabetes, asthma, lymphomas, strabismus, hip dysplasia and small intestinal adenocarcinomas. Rabbits such as the English “lop” have significant health problems caused by their overlong ears. Selectively bred rats are subject to a number of health problems, including greatly increased risk of tumours.

The small dog at the traffic lights is just one of many. Their popularity has increased to the point where, despite widespread publicity about their health problems, demand for them greatly exceeds supply, which has brought about not only the irresponsible breeding that produces unhealthy animals, but has also led to a huge increase in the hazardous and cruel “farming” of dogs, and their illegal trade and importation across borders. At least one danger of this trade is the possibility of the reintroduction of rabies, as a result of faked certificates and the importation of affected creatures. Images from puppy farms look remarkably similar to those from fur farms, showing the dirty, caged, abused and suffering creatures we still continue to buy.

What makes us do it? Why do we encourage a trade that exploits the sufferings of others? One suggestion is that the “childlike” appearance of dogs such as pugs and bulldogs attracts us – according to a theory in evolutionary psychology, Kindchenschema, also known as neoteny, a positive response to the appeal of babylike or cute faces is an evolutionary way of ensuring the survival and nurturing of offspring. The theory may be correct (if you really think that bulldogs look like babies), but it does not prevent us from making an ethical decision about who and what we buy. I watch at the traffic lights as the man leads the dog away, a lifelong victim of our desire for “cute”.

No longer simply a matter of small, personal decisions, our animal owning has implications far wider than the privacy of our homes. It is increasingly subject to the moral, financial and political questions raised by our knowledge of animal cognition, and urgent considerations of consumption and resource. Feeding our pets involves similar questions to the ones we ask about feeding ourselves – what is healthy, affordable, necessary, ethical and environmentally sustainable?

A 2017 study assessed the environmental impact of companion animals in the US. The findings were that dogs and cats were responsible for 25-30% of the environmental impact of all meat consumption, that they created 64m tonnes of carbon dioxide and methane, and produced 5.1m tonnes of faeces annually, the same as 90 million humans. The study suggested that, in the light of these figures, increasing pet-keeping worldwide will make a hugely significant contribution to our current ecological crisis. (The suggestion that the food fed to animals is a byproduct of human food production is refuted by the same study that points out that, increasingly, pets are being fed higher-quality meat and much of what is regarded as unfit for human consumption is deemed so more on aesthetic than other grounds.)

As pet numbers increase, so do our purchases. Browsing pet product websites is like entering an anthropomorphised nightmare of overextended consumerism. One site offers 698 varieties of dog “treats”. Another sells pet beer, wine and herbal tonics for pet anxiety. There are the luxurious beds, the electronic toys, the whimsical clothing. There are socks and shoes, hats, bowties and dresses. There are shampoos, conditioners, dog-nail polish, fur dyes and whirlpool tubs. There are extensive ranges of veterinary psycho-pharmaceuticals to treat anxiety and behavioural problems, aromatherapy candles, colognes and fragranced sprays to mask the creature’s natural odours. There are the fancy-dress costumes – sharks, spiders, sumo wrestlers, light-up Halloween pumpkins and hundreds more.


A braque d’Auvergne. Photograph


In 1943, the Nobel prize winning author Elias Canetti wrote: “It is not good that animals are so cheap.” He might have been writing about the hamsters, mice, rats, guinea pigs and gerbils frequently bought as suitable pets for children, some of whom will be loved, tended and eventually mourned, others of whom will be neglected or worse. Solitary creatures will be kept in pairs or groups, or social ones alone. Crepuscular or nocturnal creatures, as many of them are, will be expected to provide entertainment for diurnal children. Reluctantly, I remember school-gate conversations about unfortunate fates: the school rabbit forgotten over a summer when the parent who was to look after him went on holiday, the escaped mice, the hamsters who fell, disappeared, were drowned or squashed or found burned at the back of a gas fire. The incidents were invariably presented as amusing, told in a tone of mocking self-exculpation. I see a succession of online adverts selling unwanted hamsters and guinea pigs. The child for whom they were bought “lost interest”, the family is moving house, there was an accidental mating. (“Oops!”) What they are being sold for, the cost of a cup of coffee, is the cost of another creature’s life. What is the Umwelt of a puppy-farmed dog, a lone rat, a desert gerbil, a Syrian hamster in a small plastic box?

In an essay, the American writer Alison Hawthorne Deming remembers her cat, one of a feral litter found under the poetry centre where she works. The mother cat was fierce, disdainful of humans, “like a war correspondent who has seen too much ever to believe in human kindness”. One of the staff tames the kittens and gives them away on the understanding that they’ll be given literary names. Deming calls her cat after one owned by the 18th-century poet Christopher Smart. A vocal lover of life, her cat lives as if “each moment were his first on Earth”. When one day the cat shows signs of neurological damage and tests positive for antifreeze, an agent commonly used for poisoning, Deming does not know if the act was deliberate or not, writing that she can imagine a neighbour doing it in irritation over some minor matter, but cannot be sure. The vet puts the cat to sleep, and Deming reflects on the initial bitterness that encouraged her to believe the mother cat wise in staying away from humans – a feeling she overcomes by remembering the happiness of the cat’s life, and her appreciation of his quality of innocent simplicity.

The vulnerability that Francione writes about extends beyond the boundaries of species. Our love for others – human or not – makes us vulnerable, open to pain and loss, and to the use and abuse of power and domination.

Tudo como dantes, quartel-general em Abrantes?

 

Para aprovar três tostões para um hospital ou uma escola, cai o carmo e a trindade, pois é tudo muito complexo e difícil mas para aprovar um banco, são cinco dias. Não percebo nada de finanças, mas percebo bem que a banca no meu país tem servido para tudo menos para ajudar os portugueses e como sabemos que se abrem bancos só para ter certas condições para pôr dinheiro em offshores, estas notícias põem logo um bocado arrepiada. É que também não percebo nada de virologia mas sei que uma ajuntamento de cinquenta pessoas num pequeno espaço fechado é um chamariz para o bicho... e a questão é que não vejo ninguém comentar isto, nem num sentido nem noutro, o que ainda me arrepia mais.


Banco de Fomento aprovado em definitivo.

O diploma que cria o Banco de Fomento, na sua versão definitiva, é aprovado formalmente pelo Conselho de Ministros na reunião desta quinta-feira, soube o PÚBLICO.

Coisas boas



A democracia quer participação dos cidadãos e não obstáculos à participação dos cidadãos.

Segundo veto em 48 horas. Marcelo "chumba" aumento para 10 mil de signatários de petições


Seria "um sinal negativo" para a Democracia portuguesa, argumenta o Presidenta da República, que na segunda-feira vetou também o fim dos debates quinzenais sobre a Europa.

Quem morreu neste dia, véspera do dia da Batalha de Aljubarrota, foi D. João I

 


Integrado nos trabalhos de campo do projecto da Capela do Fundador, o investigador turco Yigit Zafer Helvaci fotografa a parte superior do túmulo de Dom João I e Dona Filipa de Lencastre para a constituição de um modelo tridimensional desta estrutura, com recurso a fotogrametria 3D.


“Dom João I morreu em 13 de Agosto de 1433, mas a notícia da sua morte só foi divulgada um dia depois, a 14, intencionalmente, para a fazer coincidir com a data da comemoração da vitória em Aljubarrota e apresentar o facto como um sinal divino”, narra o especialista em heráldica. “A propaganda não é exclusiva dos tempos modernos!”

“Há um grande preconceito da comunidade científica face à heráldica, pois crê--se que ela está exclusivamente ligada à nobreza e à causa monárquica. Na verdade, é um código visual de comunicação, importante para a identificação e datação de informação histórica e para melhor compreensão de uma obra. E esta equipa reconheceu-o. Sabe-se que cores eram usadas por Dom João I. Agora, queremos saber como eram usadas.”

Na escultórica dos túmulos, está bem patente um sistema de diferenças heráldicas, entre familiares. Pais, filhos e irmãos têm escudos bastante semelhantes, mas com subtis diferenças identificativas entre si. Como na época medieval imperava a cultura cavaleiresca, as batalhas eram o palco perfeito para actos de bravura e honra.
Ao contrário de hoje, em que os militares se camuflam para dissimular a sua presença no campo de batalha, era importante ser facilmente reconhecido para mais fácil atribuição dos feitos heróicos.
E tal conseguia-se pela heráldica. Sinal da importância destes signos visuais, o prémio máximo para um combatente era a captura da bandeira do inimigo.

Fernão Lopes, o cronista consagrado do século XV, que dedicou a Dom João I o seu talento narrativo, conta mesmo que o militar português que subtraiu a bandeira aos castelhanos em Aljubarrota a trouxe ao rei tão entusiasmado que, enrolado nela, fez uma dança efusiva. O próprio monarca teve de o mandar parar!

...Foram vários os heróis desta batalha, com relatos de bravura cujo registo varia entre o facto e a lenda. Em primeiro lugar, o próprio rei, que lutou fisicamente lado a lado com as tropas e que, já prostrado, terá sido salvo in extremis de um golpe fatal do inimigo por um nobre, Martim Gonçalves de Macedo, cuja campa rasa se encontra à entrada da Capela. Depois, o Condestável, braço-direito do rei e cujo génio militar é ainda hoje estudado por académicos militares. Os feitos heróicos da Ala dos Namorados perduram também até à actualidade, tendo inclusivamente dado o nome a uma banda pop nos anos 1990. Mas a mais icónica lenda é a da Padeira de Aljubarrota, de seu nome Brites de Almeida. No rescaldo da batalha, terá chacinado com as próprias mãos, a golpes de pá, uns quantos castelhanos que, em fuga, se tinham escondido no seu forno! Pelo menos, essa é a lenda.

Mais ou menos fantasiada, a mística do Mosteiro da Batalha perdurará para sempre. Até Almada Negreiros para ela contribuiu, já em pleno século XX, quando ali defendeu que os icónicos Painéis ditos de São Vicente e atribuídos a Nuno Gonçalves, terão sido pintados especificamente para a Capela do Fundador. Segundo os cálculos do pintor, as medidas de vários dos trípticos que chegaram aos nossos dias são exactas para os espaços nas paredes e muitas das figuras neles representadas estão lá sepultadas.

A cor do túmulo de Dom João I e Dona Filipa de Lencastre

Good morning - another summer day and we are alive 🙂