My Bach of the day for you is the lively and uplifting Courante from the 3rd suite of Johann Sebastian Bach pic.twitter.com/4d178kehld— Johannes Moser (@jmothecellist) March 29, 2020
March 29, 2020
2 minutos de Bach por dia nem sabe o bem que lhe fazia
This is us
We are many but we are one. One ecosystem. Everything and everybody is related with everything and everybody.
Uma coisa boa que me animou 🙂
Durante um mês a orquestra de Berlim dá acesso gratuitamente, a todos os concertos em arquivo!
https://www.digitalconcerthall.com/en/concerts
The Digital Concert Hall now free for everyone
The Philharmonie is closed – so we will come to you! BERLINPHIL
REDEEM VOUCHER
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Gazing inside from the outside
"I am interested in the way that we look at a given landscape and take possession of it in our blood and brain. None of us lives apart from the land entirely; such an isolation is unimaginable. If we are to realize and maintain our humanity, we must come to a moral comprehension of earth and air as it is perceived in the long turn of seasons and of years."
-- N. Scott Momaday (from the movie Remembered Earth)
The Reykjavík Grapevine
March 28, 2020
Hoje chegaram instruções do ME via DGESTE
Dizem para darmos aulas através do zoom a turmas de 30 alunos, como se os alunos, excepto 8 ou 10 em cada turma tivessem à sua disposição um computador e espaço próprio e auto-disciplina para estarem 6 ou 8 horas por dia sozinhos a ter aulas como se estivessem na escola. Putos com 10, 12, 14, 16 e 17 anos. E como se os professores não fossem pais com filhos em casa, de quarentena a tempo inteiro para cuidar, outros precários, a viver em casa dos pais e sem meios.
Esta gente do ME vive no La La Land, numa realidade virtual. São ofensivos. São os Dijsselbloem portugueses. Livrem-nos desta gente...
Preparar agora um mundo pós-pandémico
E se a Europa não é capaz de liderar este processo cooperando ou se a sua solução for criar um euro de 1ª e um de 2ª então os ingleses tinham razão nos argumentos e medos que os levaram a sair e mais vale sairmos nós também, países do Sul, e fazermos uma petite UEPS (união europeia de países do sul), do que sermos eternos escravos e fornecedores de mão-de-obra fértil e formada para usuários.
A nível europeu e a nível planetário:
Precisamos de mais, não menos, cooperação.
Precisamos de mais, não menos, saúde.
Precisamos de mais, não menos, justiça.
Precisamos de mais, não menos, educação.
Precisamos de mais, não menos, empregos estáveis.
Precisamos de mais, não menos, famílias capazes de sustentar-se sem ter de emigrar.
Precisamos de mais, não menos, pequenas empresas e pequenas indústrias.
Do que todos vemos que não precisamos são 70 ministros e secretários de Estado; dezenas de banqueiros parasitas, sociedades parasitas de advogados e muitos outros que sugam os dinheiros públicos.
E precisamos de muitas vozes críticas. Precisamos de oposição nas democracias. Lá por estarmos com uma crise de saúde pública daí não se segue que a oposição tenha que calar-se e não ser vigilante em relação ao que se decide e faz, justamente neste momento em que estamos fechados e absorvidos pela crise que é quando os aproveitadores, aproveitam. Falta de patriotismo é o oposto de ser crítico: é ser cúmplice pelo silêncio, pela inacção e pela incúria. Os políticos são curadores. Curem.
Quando elegemos líderes políticos, seja internamente, seja a nível europeu ou mundial, aqueles que estão à frente de organizações e instituições e cujas decisões tem, sobre nós, poder de vida e de morte, temos de pensar seriamente se essas são as pessoas que queremos ter à frente dos nossos destinos numa crise grave, como a que agora temos.
Se pensassem nisso, tinham votado em Trump, no Boris Johnson? Alguém tinha deixado a UE ter grupos como o Conselho Europeu e outros, que decidem sobre as nossas vidas sem escrutínio?
Temos que desenhar outros modos de escrutínio das pessoas a quem damos poderes de vida e de morte. Sim, de vida e de morte. As decisões de fazer cortes na saúde, por exemplo, são decisões que agora custam vidas e desde logo aos que lá estão para tratar dos outros. Não é um assunto despiciente.
E todos os que nas escolas, alunos e professores que não têm meios para ter, sequer um computador com internet, têm as vidas encurtadas por falta de oportunidades e de meios de progredir.
É preciso preparar um mundo pós-pandémico ou havemos de padumar gravemente.
Preparing for a post-pandemic world
by Fahd Humayun
... the pandemic will likely demonstrate that a world without safety nets, cooperation and deep cross-border engagement is no longer tenable. Leaders and electorates will have to answer tough questions about why they were caught unprepared, and the sustainability of a planet dictated by climate deniers and political chauvinists whose ascent to power has been enabled by a tradition of misrepresentation, manipulation, and misinformation.
Escrevi isto há 5 anos no outro blog. A dívida de Itália, Portugal e Espanha
Podíamos agora acrescentar: porque é que há poucos mortos de Coronavirus Li Wenliang na Alemanha? Não sei... o que sei é que não têm falta de médicos dos países postergados por dívidas asfixiantes.
Ainda perguntam porque é que há interesse em manter-nos escravos da dívida??
Alemanha já vem buscar médicos à saída das universidades
A Alemanha lida há vários anos com uma forte carência de profissionais e tem-se desdobrado em esforços para captar recursos qualificados. Mas houve algo que mudou entretanto, conta ao DN fonte ligada ao setor do recrutamento. "As unidades são mais seletivas. Procuram mais profissionais que tenham formação, cultura e língua semelhantes. Por isso têm apostado mais em Portugal, Itália ou Espanha em detrimento dos países de Leste ou árabes.".
Daqui a uns anos, quando precisarmos de ir ao médico, vamos até à Alemanha. Quem diz um médico diz um engenheiro, um enfermeiro, etc.
Que futuro tem um país sem os seus jovens qualificados, com uma dívida que nunca poderemos saldar, juros de usuário, não de parceiros, com uma situação tão dramática que a sua sobrevivência depende de estarem todos caladinhos e quietinhos virados para o mesmo lado, género, play dead, para não sobressaltar as hienas [credores] e serem comidos vivos, como disse o Presidente: queremos um governo maioritário na AR para que não haja oposição possível, que ninguém levante ondas [para se poder cortar ainda mais na função pública, nas pensões, mandar mais jovens para Inglaterra e Alemanha, dar mais dinheiro aos bancos, bombardear de vez o SNS, fechar as portas da escola pública, nomear incompetentes sem ter que aturar portugueses queixinhas, etc.] porque se alguém espirra em sentido contrário em Portugal, sobe logo a dívida, os mercados queixam-se, a Alemanha puxa-nos as orelhas, os credores baixam-nos a nota... enfim, estamos na situação do Sísifo... cujo esforço era tremendo e... inútil... sem esperança, como se sabe...
Boas notíciasII
Pior que a UE desaparecer por cegueira, egoísmo e racismo do Norte é desaparecer por inacção e indiferença dos outros todos, o que significaria a cumplicidade com eles. Pelo menos tentam. Espero que arrastem outros para o seu lado.
Costa, Macron e Sánchez entre os 9 líderes que assinam carta a pedir coronabonds
Boas notícias
Como eu gostava que o Costacenteno tivesse este respeito pelos professores e nos dessem incentivos para além das palavrinhas sonsas e inconsequentes dos da tutela. Mas não. É só dizer mal, desprezar e controlar, controlar, controlar, desconfiar, desconfiar, desconfiar.
Covid-19: Auchan vai pagar mais 20% do salário aos funcionários
A cadeia de supermercados Auchan vai entregar prémios de 20% do salário total de março aos funcionários em Portugal.
Este "bónus de incentivo", referiu a mesma fonte, foi a solução encontrada pela Auchan Retail Portugal para "reconhecer o esforço diário dos seus colaboradores" neste período marcado pelo surto do novo coronavírus.
Acerca do final do ano lectivo e espero que ninguém me mate...
Penso que todos quanto estão nas escolas sabem que não é possível isso de dar aulas à distância a todos os alunos, no 3º período. Nem os alunos têm condições e não falo apenas de terem acesso à internet mas de terem computadores não partilhados com as famílias, do tipo de vida complicada e privacidade que muitos milhares não têm em casa, mas também os professores não terem essas condições, para não falar de disciplinas práticas, como educação física, laboratórios, práticas oficinais, etc.
Portanto, o ministro e o secretário de Estado da educação obrigarem-nos a um simulacro de ensino só porque têm contra os professores o mesmo preconceito e discurso que o ministro das finanças holandês tem acerca dos portugueses e querem dizer que nos obrigaram a trabalhar, é um custo sem retorno para ninguém... que me parece mesmo um exercício fútil. Nem no ensino universitário os professores estão a conseguir fazer isso com eficácia e de modo a chegar a todos...
Como as coisas estão não se pode ir para a escola antes de Junho e isto é se o pico da crise for a meio de Maio e no fim do mês se puder começar a normalizar a vida. Mesmo assim, pessoas doentes e com comorbilidades, que nos professores são milhares, dada a idade da maioria, não poderão ir logo para as escolas ou outros sítios com muita gente. De modo que esta teimosia em ver o óbvio e os arremedos de soluções em papéis infantilizantes que enviam para as escolas com pseudo-princípios de trabalho, só torna tudo ainda mais ridículo.
A mim, parece-me que há uma solução possível, embora calculo que não agradasse a muitos porque implica fazer as férias agora e não as fazer no Verão:
1. o ano lectivo seria interrompido aqui e o terceiro período recomeçava a meio de Junho e acabava no fim de Julho.
2. Agosto seria para fazer exames. Simplificavam-se. Fazia-se apenas os exames do 12º ano e esses seriam os específicos.
3. Setembro e metade de Outubro seriam para preparar o ano seguinte: horários, turmas, etc. O ano seguinte começava a meio de Outubro.
Isto permitiria completar o ano lectivo, fazer os exames de disciplinas específicas, os alunos terem avaliações finais, resolver o problema das disciplinas semestrais que começaram aulas em Janeiro, etc. Seria cansativo, sim, um ano muito comprido, para nós e para os alunos, habituados a terem quase 3 meses de férias, a começar em Junho, mas seria uma coisa excepcional.
É claro que para todos os professores, os meses de Abril e Maio (e para alguns, os tais com doenças, até mais) substituiriam, este ano, as férias da Páscoa e de Verão. Calculo tanto os professores como os pais, não lhes agrade esta solução porque gostam de ir de férias no Verão para a praia e porque estamos confinados e isto não é um tempo de descanso e descontração como são as férias, estamos aqui obrigados, presos e stressados (alguns com os filhos e/ou os pais em casa cheios de trabalho) e não de livre vontade, mas enfim... era uma solução, uma situação excepcional.
Faziam-se algumas mudanças no próximo ano para atenuar a maratona de períodos de enfiada, como não fazer reuniões intercalares que são extremamente cansativas ou libertar os professores de tarefas burocráticas e outras não lectivas muito cansativas, fazer uma semana de interrupção no carnaval, enfim, dar algum retorno para compensar o sacrifício.
O que quero dizer é que, se não pensam soluções para além desta parvoíce de mandar trabalhos pelo correio e fingir que é possível o ensino à distância para todos os alunos e professores, o ano está, ipso facto, acabado, mesmo que obriguem os professores a farsas.
Eduardo Marçal Grilo. "Não me chocaria a decisão excecional de acabar o ano letivo para todos"
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