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February 18, 2026

Zelensky é o líder que a maioria gostava de ter

 

E não apenas nos EUA. Um aspecto notável da guerra da Rússia contra a Ucrânia decorre justamente do tipo de líder que cada um destes dois países tem e da sua evolução diametralmente oposta.

Enquanto Putin enterrou a Rússia, a cultura russa, a sua língua, as suas amizades diplomáticas e culturais, os seus laços políticos e económicos, a sua reputação de grande país com uma grande história, o seu poder de atrair massas, as suas medalhas pela vitória sobre os nazis, nas batalhas a leste e, deste modo, o seu futuro, com uma manobra de Putin de voltar atrás na História e permanecer petrificado num colonialismo imperialista desajustado aos tempos, Zelensky evoluiu no sentido diametralmente oposto.

Zelensky agarrou num país que era visto como satélite da Rússia, muito corrupto, desorganizado e um bocadinho provinciano e transformou a Ucrânia num país mundialmente respeitado pela sua inteligência, coragem, resiliência, imaginação, criatividade, abertura ao progresso, exigente na transparência dos seus líderes, forte na defesa dos valores europeus, capaz de se erguer contra a adversidade, leal aos seus parceiros, rápido a transformar-se numa potência militar e económica. 

Zelensky moldou um rosto de união e identidade à Ucrânia e trouxe-a para o século XXI. Putin destruiu o rosto da Rússia e arrastou-a para a Idade Média.

Zelensky vai pôr a Ucrânia como parceiro na UE (espera-se, pois isso é para nosso benefício também), Putin pôs a Rússia como vassalo da China.

Zelensky elevou e uniu o seu povo, Putin reduziu-o a zombies atomizados e medrosos.

Zelensky faz vir ao de cima o melhor do seu povo, Putin faz vir ao de cima o pior do pior do seu povo.

É claro que Zelensky é o líder que a muitos gostavam de ter: um indivíduo sério, cheio de energia, com sentido do dever, sem medo de enfrentar desafios, com um espírito democrático, uma grande capacidade de absorver estoicamente o sofrimento alheio dos que representa. 

Enfim, enquanto Zelensky se revelou um grande líder, Putin revelou o que é: um liliputiano criminoso que está no poder porque é mestre na dissimulação, no crime, na subjugação, na supressão da vitalidade do povo e um idiota que não sabe, nem gerir o país, nem tirar proveito de ter tido o segundo maior exército do mundo.

October 18, 2024

@Erin_Molan sem papas na língua, mais uma vez

 


October 16, 2022

35 anos do assassinato de Thomas Sankara



Fez ontem 35 anos que Thomas Sankara, o líder revolucionário do Burkina Faso, foi assassinado aos 37 anos com tiros de pistola num golpe de Estado levado a cabo pelo seu ex-companheiro e mais tarde Presidente do país, Blaise Compaoré, que foi condenado, no ano passado, a prisão perpétua.

 Thomas Sankara aspirava a uma sociedade igualitária e feminista, a uma economia construída sobre a auto-suficiência e regeneração ecológica de África e independente das potências ocidentais.

Foi sob o seu domínio que o país foi renomeado - de Alto Volta, o nome que os franceses lhe tinham dado, para Burkina Faso, que significa, "Terra de Povos Justos". 
O próprio Sankara levava um estilo de vida austero. Reduziu o seu próprio salário e o dos altos funcionários públicos. Proibiu o uso de motoristas do governo particulares e os bilhetes de avião de primeira classe.

Sob o seu governo a educação e a saúde progrediram exponencialmente em todos os índices. Atacou a corrupção instalada do país.
Sankara via a dívida dos países africanos como um neo-colonialismo. "É uma reconquista de África. Cada um de nós torna-se um escravo financeiro. É-nos dito que pagar é uma questão moral, mas não é... Se não pagarmos, os credores não morrem por isso, mas se tivermos de a pagar, morremos nós".

Falando aos líderes africanos na OUA, disse: "Gostaria que esta conferência declarasse que não pagaremos a dívida; temos que fazê-lo em conjunto, para evitar sermos assassinados individualmente... Se o Burkina Faso for o único a recusar, eu não estarei aqui na próxima conferência. Vamos criar uma frente unida contra a dívida e vamos deixar de competir uns com os outros. As nossas terras são ricas. Temos muita mão de obra e um grande mercado. Deixemos que o mercado africano pertença aos africanos. Vamos fabricar em África e consumir em África... ...Vamos produzir o que precisamos e consumir o que produzimos, em vez de importarmos bens. Eu, juntamente com a minha delegação, estamos vestidos pelos tecidos dos nossos tecelões, com algodão dos nossos agricultores. Nem um único fio vem da Europa ou da América. É assim que se vive com liberdade e dignidade". (@jasonhickel)
Thomas Sankara foi um indivíduo extraordinário em termos de visão das potencialidades do continente africano e dos problemas do futuro em termos globais, uma pessoa muito à frente da sua época (a wiki tem uma biografia dele), um líder daqueles que só raramente aparecem, mas sendo contra o colonialismo e neo-colonialismo ocidentais e tentando construir uma África diferente, virou-se para a única ideologia que na época parecia combater essas políticas: o marxismo. 

Quando as democracias ocidentais falham em ser o que apregoam, as pessoas que mais sofrem com essa hipocrisia procuram alternativas entre as forças e as ideologias que existem e se o que existe é o extremismo ideológico, é nele que apostam. Nos dias que correm vemos pessoas defenderem o indefensável (forçar Zelensky a entregar a Ucrânia a um fascista colonialista como Putin, por exemplo) apenas porque o ódio que têm aos americanos se sobrepõe a tudo, até à capacidade de pensar racionalmente.

África continua a ser um continente, tal como Sankara dizia, rico em terras e mão de obra, cheio de potencialidade, mas em vez de se tornar auto-suficiente, os seus líderes entregam-se à corrupção e os africanos em geral à vitimização. Oportunidades perdidas...

Descubra as diferenças

 


Obama explica o contexto moral da decisão de não ter apoiado publicamente as mulheres iranianas em 2009: houve uma discussão e ganhou a parte que achava que ao fazê-lo ia minar o esforço das mulheres dado que iriam ser acusadas de estar feitas com o imperialismo americano. 


Merkel explica porque acha que fez tudo muito bem quando decidiu ficar dependente do gás russo: era um bom negócio para a Alemanha, iam ganhar muito dinheiro.


January 15, 2022

Tristes tempos

 


Esta imagem da rainha resume a situação da Inglaterra em vários aspectos: um filho acusado de crimes sexuais, metido com um predador, um neto que publica livros a dizer mal da família que ela criou, um primeiro-ministro que na véspera do funeral do marido, em pleno confinamento, foi para festas dançar e meter-se nos copos, um outro que tirou a Inglaterra da UE por ambição e vaidade. Para os que pensam que  os bons vencem e os maus pagam, olhe para a imagem...

Não é que o passado tivesse sido isento de líderes -reis, rainhas e dirigentes em geral- eticamente reprováveis, sem cabeça, egoístas, etc., mas tínhamos a ideia que a educação generalizada e o 'avanço' social e cultural 'produzissem' pessoas mais ponderadas, mais conscientes. Puro engano. 




September 17, 2020

Confiança dos países nos líderes mundiais

 


A confiança nos EUA está abaixo da confiança na China e na Rússia. Uma coisa impensável há meia dúzia de anos. Isto é o legado de Trump.



July 28, 2020

Questão



O que distingue governantes carismáticos democráticos de governantes carismáticos autoritários? O carácter: os primeiros servem algo maior que eles mesmos - o país e os próprios princípios democráticos - e os segundos servem-e a si mesmos - os seus correligionários, a sua família e os amigos contra os princípios democráticos.

November 30, 2019

Os pequenos partidos e os seus protagonistas




Podemos dizer dos partidos o que Montesquieu dizia dos países: quando surgem são sustentados, em primeiro lugar, por uma sucessão de líderes excepcionais; depois pela fortaleza e justiça das suas instituições.

Isto explica porque é que há países que desaparecem -a corrupção corrói-lhes as instituições que os haviam de sustentar-, porque é que alguns partidos nunca passam de uma promessa e morrem antes de crescer -falta-lhes os líderes excepcionais- e porque é que outros que cresceram não se sustêm e desaparecem à primeira grande crise -não se enraizaram em instituições fortes e justas.