March 04, 2020

Mais um dia que finda





(Foto da artspace)

Citação deste dia



Whether we like it or not, we are all hosts for elements that are alien to us at every level of existence. Moreover, there is always a risk that hosts would be harmed by those they host. This risk is ineliminable. Rather than conjure up the specters of sovereign nation-states and autonomous individuals, we need to learn to live in a world that is interconnected not only ethereally or ideally, through communication technologies, but also materially, via direct embodied contact. In short, we must learn to live in a reality that may, at any moment, go viral.
Michael Marder in The Coronavírus is us

Hoje tivemos uma reunião na escola sobre o Coronavirus



Conduzida pela enfermeira coordenadora. Foi esclarecedor. Explicou o que é o vírus, o que se sabe até agora da transmissão e evolução da doença, os cuidados a ter, a diferença entre ter ou não o vírus endémico, a possibilidade de a escola ter um plano de contingência que obrigue a certos protocolos, nomeadamente porque os portugueses têm a mania que são espertos e que fazem tudo à sua maneira e insistem em viajar e achar que isto é tudo uma parvoíce e uma histeria e não obedecem às recomendações, nomeadamente as de se porem em quarentena quando viajam para sítios com epidemias.
Os protocolos do plano de contingência podem obrigar a que pessoas que viajaram para certos sítios não possam entrar na escola antes de perfazerem 14 dias, por exemplo. Deixou claro que este é um assunto sério e que assusta um bocado porque ainda se sabe pouco sobre como vai evoluir e quantas pessoas podem estar já infectadas, etc.

Espero que certas pessoas que acham tudo um exagero e ficam abespinhadas quando lembramos que quem pode estar infectado é que deve tomar precauções para não pôr os outros em risco, seja numa gripe normal ou nesta, tenham percebido que elas é que são responsáveis pelos seus comportamentos e não são os outros que têm que se afastar delas.

Sem dramatizar e sem alarmistas explicou os cuidados a ter e a responsabilidade de cada um.


"O COVID-19 é um novo vírus ao qual ninguém tem imunidade", diz OMS
De euronews •

Isto é só porque tem muita piada e estou muito a precisar de rir. RAP Socas 🤣 🤣 🤣



Just because is beautiful and I really need that - Albert Racinet's L'Ornement Polychrome (1869–73)



L'Ornement polychrome (Colour ornament) is a visual record in 100 plates of the decorative arts from antiquity to the eighteenth century. The work was such a huge success that in 1885–7 Racinet brought out a second series, this time of 120 plates, and updated to include designs of the nineteenth century as well. The imagery presented in both series is drawn from a wide array of various mediums, including woodwork, metalwork, architecture, textiles, painting, and pottery, and from cultures all over the world.

Although based on past masterpieces of design, the fantastic reproductions in L'Ornement polychrome, carried out by a number of skilled commercial artists of the day, can be considered works of art in their own right. Indeed, for Racinet, the purpose of such a compilation of past design excellence was not only to celebrate the masters of the past but also to inspire an improvement of decorative arts in his own day and age.

The images featured here come from an excellent set of scans by RawPixelfrom their own 1888 edition of the first series. You can also leaf through the work in book form (again the first series) over at the New York Public Library.









Albert-Charles-Auguste Racinet, from "L’ornement Polychrome," a collection of 100 plates containing 2000 motifs found in diverse global artwork, including ancient times, Asian, Middle Ages, Renaissance, and 17th and 18th centuries. #ArtLookGallery 


Real Sísifo







Livros - Evolução



"Saber a respeito da evolução pode transformar-nos de uma maneira profunda. Mostra nosso lugar dentro de todo o esplêndido e extraordinário arsenal da vida. Cria um vínculo entre nós e cada ser vivo que há na terra hoje e nos liga a miríades de criaturas mortas há muito tempo. A evolução fornece um relato fiel de nossas origens e toma o lugar dos mitos que nos convenceram por milhares de anos. Alguns acham isso muito assustador, outros acham que é algo indizivelmente estimulante." - Jerry A. Coyne

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"Nossa sangue preserva, hoje, a mesma concentração de sais que havia nos oceanos dos quais nossos antepassados provieram originalmente." - Uma História da Mente: A evolução e a gênese da consciência - Nicholas Humphrey

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"Somos peixes fora da água, Fell, talvez seja por isso que enlouquecemos." - A Nona Configuração - William Peter Blatty

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"A lição da psicologia evolucionária e da ciência cognitiva é que somos descentes de uma longa linhagem da qual apenas uma fração é humana. Somos muito mais do que os traços humanos deixaram em nós. Nossos cérebros e nossas colunas vertebrais contêm traços criptográficos de mundos muito mais antigos." - Cachorros de Palha: Reflexões Sobre Humanos e Outros Animais - John Gray

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"Fomos uma vez peixes, você e eu, meu leitor, e nos arrastamos do mar para explorar a grande aventura na terra firme e hoje nos encontramos no topo dessa aventura. As marcas do mar ainda estão em nós, assim como as marcas da serpente ainda estão em nós, antes que a serpente se tomasse serpente e nós nos tomássemos nós, quando pré-serpente e pré-nós era uma só coisa. Uma vez voamos nos ares, uma vez moramos na copa das árvores e tivemos medo da escuridão. Os vestígios permanecem, gravados em você e em mim, e gravados na nossa semente que virá depois de nós até o fim dos nossos tempos sobre a Terra." - O Andarilho das Estrelas - Jack London




Abra uma janela na muralha da sua mente




© Al Jackson 

Está o Costa na TV



A falar de maneira capciosa que as 4000 mil pessoas da Baixa da Banheira são as únicas que se opõem ao aeroporto do Montijo e que o futuro do país não pode parar por causa do interesse particular de 4000 mil pessoas. Como se não houvesse uma enorme quantidade de gente e organizações ambientais contra essa opção e como se não houvesse outra alternativa à do Montijo e, a não se construir no Montijo o país perdesse o futuro. Cotacenteno é isto. Falta de verdade nas palavras e nos actos.

Diário de bordo


Já devo ter perdido um quilo desde ontem e mal dormi por causa de ter de conhecer um médico novo. Completamente ridículo, eu sei. Enquanto estou à espera vou acumulando dores de barriga. Trouxe o Heidegger para me concentrar e não pensar nisto mas não funciona. Agora escrevo aqui no blog para ver se me distraio. Que grande parvoíce...




Graffiti















Feira de Santana, BA.
Por @faltarte
@outrosantos

Everyday magic

























Mark Zug

😄













Perspectivas



Roma, Basilica di San Pietro. Dettaglio di una colonna tortile del ciborio.
Foto di Gianmarco Sartori.

Livros






"-- Sim, a escrita é uma arma, Delphine, uma porra de uma arma de destruição em massa. A escrita é muito mais poderosa do que tudo que você possa imaginar. A escrita é uma arma de defesa, de fogo, de sinalização, a escrita é uma granada, um míssil, um lança-chamas, uma arma de guerra. Ela pode devastar tudo, mas também pode reconstruir." - Baseado em Fatos Reais - Delphine de Vigan

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"É absurdo. Para que os livros deveriam existir? Para aprender? [...] Não, eu creio que um livro tem de ser uma ferida (blessure), que ele, de uma maneira ou de outra deve mudar a vida do leitor. A minha ideia, quando escrevo um livro, é a de provocar, de fustigar." - Entretiens - Emil Cioran

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"Acho que só devemos ler a espécie de livros que nos ferem e trespassam. Se o livro que estamos lendo não nos acorda com uma pancada na cabeça, por que o estamos lendo? Porque nos faz felizes, como você escreve? Bom Deus, seríamos felizes precisamente se não tivéssemos livros e a espécie de livros que nos torna felizes é a espécie de livros que escreveríamos se a isso fôssemos obrigados. Mas nós precisamos de livros que nos afetam como um desastre, que nos magoam profundamente, como a morte de alguém a quem amávamos mais do que a nós mesmos, como ser banido para uma floresta longe de todos. Um livro tem que ser como um machado para quebrar o mar de gelo que há dentro de nós. É nisso que eu creio." - Letters to Friends, Family, and Editors (Carta a Oscar Pollak, 1904) - Franz Kafka

Imagem via "Humanity"

Life is short. Insomnia is overlong



Quando o exemplo do primismo vem de cima todos os outros se sentem legitimados para o adoptar



Presidente da Proteção Civil promove chefe de gabinete e adjunta a diretoras nacionais
Uma das juristas era a chefe de gabinete de Mourato Nunes e a outra a sua adjunta desde outubro de 2019. Foram agora nomeadas, sem o obrigatório concurso público, uma como diretora nacional da Inspeção, a outra de Recursos.

Um artigo com chorrilho de mentiras



Não é verdade que as escolas estejam preparadas. Não é só na minha escola que andam lá à vontade alunos e professores acabados de chegar de Itália sem nenhuma precaução porque falamos com colegas de outras escolas. No Carnaval houve viagens a Itália um pouco por todo o lado e alunos viajaram com os pais para Itália, para Espanha e voltam para as escolas sem quarentena, sem testes, sem nada. Andam lá no meios de outros. A lei das probabilidades diz-nos que muitos devem estar infectados sem o saberem.

Depois não é verdade que haja condições de higiene boas escolas. A minha escola até é uma escola renovada com boas obras mas há escola que têm condições de higiene miseráveis e falta de funcionários para as limpar. Depois, no tempo da gripe A havia, na escola, desinfectantes em gel por todo o lado mas agora não há nada.

A recomendação da DGS de afastar-se de pessoas infectadas é insignificante porque não sabemos quem está infectado porque ninguém, a não ser meia dúzia de pessoas, são testadas.

Como os jovens são quem mais passa o vírus, dado que o sentem como uma constipação e não têm cuidados, as escolas são um grande foco de propagação de doenças. Hoje numa aula, dois alunos estavam adoentados, a espirrar. Mandei-os ir lavar as mãos. Foram contrariados.

Os miúdos não estão em idades de ter cuidados e o ME não mexe um dedo. Ainda não teve uma palavra sobre o assunto. Está a hibernar. Não quer saber. Não percebo porque é que os representantes dos directores e dos pais vêm dizer que está tudo preparado, sabendo que não está; quer dizer, não percebo porque se mente em vez de se agir.

De modo que este artigo é um chorrilho de mentiras para quem não sabe um boi do que se passa nas escolas.


Covid-19 nas escolas. Diretores e pais concordam que não há motivo para alarme

Nos estabelecimentos de ensino básico e secundário, as armas de combate ao novo coronavírus passam por cuidados redobrados de higiene e informação. Mas "as escolas estão preparadas e vão estar mais preparadas, se for preciso", garante o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas.

Reminder



















March 03, 2020

Quando sites de grande afluência publicam artigos completamente irresponsáveis



COVID-19: VIAJAR OU CANCELAR? TUDO O QUE PRECISA SABER PARA TOMAR UMA DECISÃO SENSATA

sapo.viagens
Tânia Neves

NOTA DA AUTORA: este é um texto escrito por uma viajante profissional, com algumas (não todas) indicações partilhadas pelo Dr. Diogo Medina, da Consulta do Viajante.

Algumas? Pode ser uma só, como por exemplo, não viaje para onde não é recomendado viajar...


Foi no final de Janeiro que o cenário começou a ficar preocupante: este novo coronavírus começou em Wuhan, uma das mais importantes cidades na China, e rapidamente ganhou proporções respeitosas. A proximidade do início do surto com a data do ano novo Chinês – a maior migração humana anual – fez com o que tivessem que ser tomadas medidas drásticas de imediato. Cidades inteiras em quarentena, escassez de mercearias e outros bens de primeira necessidade, controlo de população exímio em números só possíveis na China – Wuhan, por exemplo, tem tantos habitantes como Portugal inteiro.
Desde então, têm-se multiplicado as restrições de viagem por todo o mundo, fronteiras que fecham, de um dia para o outro, transportes suspensos, novas regras de entradas e saídas de cada país, vistos invalidados.Todos os dias somos alimentados por notícias e atualizações constantes, tal como mitos e relatos de diferentes perspetivas.

Mas e se, mesmo assim, eu quiser viajar?

Na minha posição de “viajante profissional”, sempre defendi que não devíamos opinar num assunto que não nos diz respeito – neste caso, sobre a área da saúde. Mas há muito que isto deixou de ser um caso exclusivamente de saúde, e aí, sinto que estou numa posição privilegiada por ter amigos e manter relações profissionais com pessoas nos epicentros do surto, devo servir de algum tipo de referência para outras pessoas.


É possível ser mais burro que isto? Não é da área da saúde, não percebe nada do assunto mas como tem amigos em vários sítios acha que deve ser uma referência para os outros... e o que é que esta sumidade da parvoíce determina? Vejamos:

Vamos todos morrer?

A resposta é: sim, vamos. Mas dificilmente será devido ao COVID-19. As tendências atuais apontam para que a taxa de mortalidade nesta data, ande a rondar os 0,7% do número de casos confirmados, e é aqui que a coisa fica difícil de explicar: é que na grande maioria dos casos ditos confirmados, os portadores do vírus são assintomáticos. Isto quer dizer que não manifestam nenhum dos sintomas de alerta. Na grande maioria, os sintomas são tão leves, que se confundem com uma simples constipação.

Primeiro determina falsidades de 0.7%, quando são mais de 2%, sendo que para certas grupos são 14%. Depois, os casos conhecidos são poucos porque não se está a testar as pessoas. Há muitos mais infectados do que os casos conhecidos.

O que me parece desmedido é os números, quando comparados com outros (quais outros???), e a desmedida histeria que se tem visto à volta desta situação. Numa era da informação e tecnologia, há muita ingenuidade.

A DGSpublicou um vídeo que ajuda bastante, que podem ver aqui: https://youtu.be/MJmWJyWywIU

. Evitar o contacto direto com pessoas doentes. Dizem que a distância de segurança é de 1m, por isso nada de abraços nem beijinhos.
. Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com mãos não lavadas;

'Evitar o contacto com pessoas doentes.' A dita cuja esquece-se é de explicar como é que se evita o contacto com pessoas infectadas se estas acham tudo uma histeria e não tomam nenhuma precaução, nem sequer deixar de viajar para sítios com epidemias.

O contágio está provado que não é apenas através dos espirros, tosse ou fala direta (menos de 1m de distância, dificilmente alguém projeta “gafanhotos” a mais de 1m!), mas também pode ocorrer através de superfícies para onde a pessoa infetada tenha espirrado, ou tocado com as mãos depois de espirrar para as mãos, por exemplo.

Ainda diz que a propagação se pode fazer por tocar em superfícies onde uma pessoa infectada tenha tocado.

Ora se a pessoa infectada anda por aí a viajar na boa sem precauções é normal que a espalhe. Sem histerias nenhumas. Silenciosamente.

O uso da máscara apenas se houver sintomas respiratórios (para evitar uma possível transmissão a terceiros) 


Pois, para evitar transmissão a terceiros, que é o que acontece se continuar a viajar à balda sem precauções.

Se estiveres em Portugal, deves ligar à linha de Saúde24 808 24 24 24 se nos 14 dias após regressar de um país afetado sentires tosse, dificuldade em respirar ou febre igual ou superior a 38ºC.

Ou seja, se não sentires nada desses sintomas, continua a viajar na boa e não te controles.


Mesmo assim, eu quero ir viajar!

Eu penso como tu, e mantenho os meus planos de viagem. Por isso, eis as 6 dicas-chave para viajar bem-sucedido no meio de tantas contrainformações:

1. Vê com atenção todos os links abaixo! Tenta perceber não só a veracidade da informação, mas também a qualidade do conteúdo da mesma. Muitas das notícias que nos rodeiam são sensacionalistas, e tem havido uma propagação desmedida do medo à volta do assunto.

Se houverem muitas restrições de viagem para o teu destino, não vás!

Houverem... houverem??? 

Agora, se ainda falta muito tempo para a tua viagem, deixa “a poeira assentar” – a tendência é que as coisas melhorem muito em breve.


!Ninguém sabe se as coisas vão começar a melhorar ou se o pico da crise é daqui a três meses, porque o que já se sabe é que há milhares de infectados não detectados. 
Ora, pode acontecer, se as pessoas não forem imprudentes e estúpidas, que as coisas melhorem -o sol e o bom tempo se calhar ajudam-, como pode acontecer que piorem. Ninguém sabe, ao certo. 

É por isso que, para não haver epidemias, cada um tem que fazer a sua parte de ser prudente e evitar viajar, e andar em sítios com gente de sítios com muitos infectados, se não tem necessidade, porque estamos no espaço europeu, o espaço schengen e não na China que é uma ditadura onde não estão de modas: fecham a cidade e as pessoas em casa à maneira dos cercos da idade média de maneira que ninguém de lá saia e possa infectar outros de fora, nem ninguém de fora entre e saia de lá infectado.

Este artigo parece-me mesmo imbecil.  Uma coisa é não criar alarmismo, outra é dizer que isto não é nada e não passa de histeria e aconselhar a que se continue a viajar sem pensar nos outros.

Por exemplo, pode ler aqui:

What You Can Do Right Now About the Coronavirus

Preventing the spread of an outbreak requires a massive global effort, but here are steps everyone can take.
Over the past week, the number of confirmed cases of coronavirus infection in the U.S. has more than doubled. It’s become apparent that previous numbers were low, in part, because we weren’t testing people for it. We now know that there has been ongoing community spread, but to what extent is unclear.

Everyone can help in the effort to prevent this from happening. Unlike many global-health issues that depend on orchestration at the highest levels of government, individual behaviors matter in an immediate sense. The demographic most likely to survive an infection—the young and healthy—may need to pay the closest attention to preventive measures. These are the people who will spread the disease while believing that they just have a cold. They can infect the elderly, or people who have chronic diseases or immune conditions, who are less likely to survive.