June 23, 2026

Detesto ter razão em certas coisas

 

Desde 2023 que  digo aqui que só quando a guerra entrasse pela casa adentro dos russos é que eles perceberiam a situação em que Putin os meteu e que enquanto vissem a guerra pela TV estriam sempre com Putin. Ultimamente tudo quanto é russo se grava a dizer que nunca quis a guerra, que Putin é um bandido, que se esconde no bunker e os deixa sozinhos... não vá o diabo tecê-las...


Educação. Portugal, que futuro?




Educação. Portugal, que futuro? A quem servem estes exames nacionais?

A mais cabal prova da incompetência científica e da ideologia oca a que o ensino em Portugal está votado é o mais recente Exame Nacional de Português. A questão axial não é, a meu ver, o cartoon do Grupo III, o qual já parecia, como exercício de preparação para este exame, num livro de apoio do Grupo Leya.

António Carlos Cortez

Basta fazer uma comparação simples entre os os atuais Exames Nacionais de Português e os exames, nesta disciplina, de acesso ao ensino Superior concebidos na década de 1990, quando deles constava o comentário crítico a um texto literário, obrigando a que os estudantes redigissem um breve ensaio, analisando aspetos estilísticos e ideológicos, simbólicos e estéticos do texto em apreço, para se concluir o óbvio: os melhores alunos a Português, ou a História, a Economia ou em Filosofia jamais conseguiriam responder com propriedade aos antigos exames de acesso à Universidade. 

Para além de um comentário crítico, ou, noutros exames (estou a pensar no de 1997), do questionário exigente e competente que se colocava aos que faziam esta prova de ingresso, os exames de então tinham um Grupo II - e muitas vezes só mais esse grupo - dedicado à prática do resumo ou, em opção, à prática da síntese. O resumo e a síntese, de resto, são operações de contração de texto a partir de um texto não-literário e obrigavam, sobretudo, à compreensão do texto-fonte a dois níveis que hoje os estudantes não identificam: a separação do essencial em relação ao acessório e a obrigatoriedade de respeitar um nível de língua criterioso, sem jamais corromper o texto de que se partia. 

Hoje, como se vê no Superior, o resumo e a síntese não são técnicas de estudo e de escrita que os alunos dominem. Em Exames de Português do início dos anos 2000, ainda exigentes, não havia quaisquer perguntas de escolha múltipla e deplorava-se simplesmente o chamado ‘teste americano’. Sucede que, gradualmente se foi impondo uma forma de transformar os Exames Nacionais e meros momentos de avaliação instrumental. 

Os Exames são hoje o espelho da própria indigência de muitos que, nas escolas e já nas universidades, concebem a educação como obediência a formatos predeterminados, obediência a um esquematismo mascarado de rigor, mas que, valha a verdade, infantilizou todo o processo ensino-aprendizagem, decidindo-se acabar com exames em que saber ler e saber escrever é o essencial, posto que o que se pretende é que o aluno reconheça pistas, selecione respostas já pré-cozinhadas.

A mais cabal prova da incompetência científica e da ideologia oca a que o ensino em Portugal está votado é o mais recente Exame Nacional de Português. A questão axial não é, a meu ver, o cartoon do Grupo III, o qual já aparecia, como exercício de preparação para este exame, num livro de apoio do Grupo Leya. Não faz sentido argumentar-se que o exame falha por causa disso. 

A questão é outra: quem concebeu este exame deveria saber que há inúmeros livros de preparação (é um negócio da China!) e, eventualmente, ao nível da leitura de imagem e mesmo de textos com questionários preparatórios, é necessários que não se repitam textos, questionários iguais, exercícios de gramática semelhantes. Este Exame merece a mais profunda rejeição por outros motivos bem mais graves. 

Enuncio-os:

1.º No processo de certificação de funções primárias em que se transformou este Exame, a ideologia oca manifesta-se logo no instrumental cabeçalho: preenchimento com bolinhas e QR-Code para melhor trabalho da IA. O que está em processo não é a equidade e nem mesmo a preocupação pela imparcialidade dos examinandos (se assim fosse a equipa que fez os exames teria percebido a vantagem dos alunos que, eventualmente, tenham analisado o cartoon do Grupo III já presente no citado livro de preparação da Leya), mas sim a operacionalidade burocrática que, se já estava presente antes, daqui para a frente esmagará professores e estudantes e, no limite, irá dispensar professores do próprio ato de ensinar, conceber testes de avaliação, exames.

Uma nota: a IA agudiza o processo de alienação cultural das gerações já educadas frente aos ecrãs, as quais, daqui a pouco tempo, num mercado de trabalho que paga mal, não poderão revoltar-se porque, sem linguagem e imaginário, sem nada terem lido e filhos da desmemória, não terão sequer chaves de leitura do real para questionarem o sentido da própria existência (e esta não é uma questão menor, bem pelo contrário - «Conhece-te a ti mesmo» era o eixo fundador da paideia, sentença inscrita em Delfos).

2.º Exame pejado de escolhas múltiplas (como já os de História o são e o de Filosofia), o estudante não tem de saber escrever. No Grupo III, o do famigerado cartoon, o limite de 350 palavras é um absurdo. Na faculdade, numa frequência em Direito, ou em Ciências Sociais, em Literatura, há limite de palavras? Não deveriam os estudantes portugueses sair do 12.º ano com hábitos de leitura do género ensaio, capazes, eles próprios, de escrever com proficiência e cultura letrada comentários críticos sobre um texto complexo?

3.º No questionário sobre um dos andamentos de O Sentimento dum Ocidental, de Cesário Verde, não faz sentido qualquer pergunta sobre os sentimentos do poeta. Cai-se de novo naquilo que Wimsatt e Beardsley, em 1946, condenavam em ‘The Intentional Fallacy’: a confusão entre o ‘eu’ textual e o autor empírico. Esta é uma lição que qualquer professor de Português - sobretudo os que fazem o Exame - jamais deveria esquecer. Igualmente quem concebeu este exame não terá lido H. R. Jauss e a sua ‘Estética da Recepção’, nem mesmo conhecerá R. Ingarden e o seu clássico A Obra de Arte Literária, segundo os quais a compreensão de qualquer texto literário exige a compreensão da ficcionalidade, atendendo ao horizonte de expectativas que a própria literariedade do texto põe em processo. Neste Exame, Cesário Verde serve apenas para meros exercícios de suposição afetiva, reduzindo a literatura a um objeto seco que se pensa poder ser estatisticamente avaliável.

4.º Ainda Cesário Verde: os critérios de correção falham em questões de interpretação literária. Os ‘querubins do lar’, por exemplo, no verso ‘os querubins do lar flutuam nas varandas’ não representam tipos sociais, como se diz nos critérios de correção. Os responsáveis por este exame não sabem que esta expressão remete para uma imagem idealizada e irónica do feminino, vivendo ela em regime doméstico, à luz do modelo burguês oitocentista do ‘anjo do lar’? Por outros lado, opondo esta imagem aos dentistas que discutem ‘num trem de praça’, não compreenderam que estes ‘querubins’ são os anjinhos que, ‘flutuando’ nas varandas de casas apalaçadas, ornamentavam as varandas de ferro forjado da Lisboa do tempo de Cesário?

5.º A imagem das varinas, no verso «vêm sacudindo as ancas opulentas» não tem nada que ver com qualquer sensualidade dessas mulheres do povo. É um erro monumental de análise e interpretação literárias! Opulentas, as varinas, porque gordas, fortes, representação das peixeiras que, nas ruas de Lisboa, à canastra, vendiam o peixe; imagem urbana que Cesário transfigura na impressionante e simbólica metáfora das mães/varinas que embalam «os filhos nas canastras», e não já o peixe, posto que nos mares da vida opressora da vida laboral do século XIX, sem direito algum, são os filhos dos pobres «que naufragam nas tormentas» do suposto progressismo. Não saberão os especialistas em fazer exames que a ideologia de Cesário parte do parnasianismo literário, não dispensando a crítica severa, achando o poeta assunto em «quadros revoltados»? Ignoram que Cesário, em carta, sobre este mesmo poema, revela a sua arte: «Há sobretudo uma causa com a qual eu simpatizo imenso: é o protesto franco e salutar em favor do povo». Sensualidade, as ancas das varinas? Oh, senhores!!

6.º Ignorando a intentio operis, a intentio lectoris e a intentio auctoris, este Exame falha também ao nível da interpretação do texto de Cesário por via de um erro de superstição literária - as superstições literárias que Carlos Buosoño invetivou na década de 1950 -, posto que os especialistas peçam ao estudante o que nem eles próprios conseguem ler corretamente: Cesário (o eu textual figurado no poema, entenda-se) não está - como dizem os critérios - ‘a sentir’, o que temos é uma representação, uma encenação ficcional que põe no palco da página as tensões e contradições de um tempo social em que ‘a capital que esfria’, Lisboa, é o espaço simbólico do inferno, e o poema, no fundo, uma viagem - a catabase - a esse inferno onde ‘o populacho’ se diverte na lama. Ignorar o todo do poema faz com que se perguntem coisas absurdas.

7.º O grupo de gramática é outra pérola de amestramento dos estudantes. Não há ali qualquer exigência analítica, seja ao nível da frase, seja ao nível da morfologia. Há apenas um mecanicismo facilitista, uma forma engenhosa de dar aos alunos, por inflação das cotações, a positiva que lhes garanta que fazem esta disciplina. Os piores alunos são favorecidos. Os mais competentes, esses, podem até ser prejudicados. É injusto. É antipedagógico e fere a verdade desta disciplina.

Posto isto, o que fazer? É esfarrapada a desculpa da APP (Associação de Professores de Português), uma vez que a elaboração de um exame deveria não repetir perguntas já existentes em manuais de apoio. O trabalho didático e os critérios de avaliação deveriam resultar de um trabalho independente e não, como é mais que provável, de um trabalho feito à pressa, comprometendo a credibilidade da prova e a sua desejada cientificidade e rigor.

No limite direi o que já tantos, antes de mim, disseram e o que, de há 15, 20 anos a esta parte, por vezes isoladamente, venho dizendo: os Exames Nacionais, como tantas outras coisas na educação em Portugal, são uma mentira total: se um médico tem de saber sintomas, narrativas médicas, o historial de um paciente; se um jornalista tem de distinguir facto de opinião, por que razão, de há muitos anos para cá, estes exames são um convite permanente à preguiça, à ignorância? Se na política é necessário reconhecer ambiguidades, efeitos retóricos da linguagem; se no direito se pede a atenção ao pormenor dos processos, que argumento racional pode defender semelhante conceção instrumental, oca, errada e facilitista deste tipo de exame?

Cito Carlos Ceia: «Se estes exames são ‘de acesso»’ ao Ensino Superior, então que se diga com honestidade: o papel que prometem não corresponde ao que esse ensino exige. Portugal poderia mesmo dispensar toneladas de papel e de processos digitais equivalente, porque o essencial não muda: continua a avaliar-se pouco do que interessa». E o que interessa? Saber ler, saber escrever crítica e argumentadamente. Este Exame decapita - estes exames nas mais diversas disciplinas, mas sobremaneira na de Português! - alunos e professores. Estes são transformados em formadores acéfalos, aqueles em amestradas criaturas que, nem mesmo sabendo pegar numa caneta, com este tipo de Exame lá irão pagar as altas propinas para que a Universidade possa pagar os baixos salários… 

Quando um país se diverte na lama da mediocridade, quando na própria formação de professores se pede que o futuro professor de Português tem de recorrer às ‘novas estratégias’ que o digital possibilita, morre o pensamento, assassina-se o saber redigir e Cesário Verde volta a ter razão: «o populacho diverte-se na lama», mas agora à crua luz de um aparelho educativo digital que, a breve trecho, repito, não precisará dos professores para nada. E disto também urge falar. 

Estes exames com QR-Code são o prenúncio da escola-empresa. Mate-se o professor culto, os exames que exigem escrita e leitura a sério e teremos uma carneirada feliz, porque acrítica.


June 22, 2026

Canadá: mais um ataque terrorista contra judeus

 

Como resolver imbróglios criados por idiotas

 

Que não percebem a prioridade de não dar presentes a Putin e não piorar a situação dramática da Ucrânia.


Prelúdios, noturnos e estudos



Prelúdio — Um movimento curto e introdutório que, frequentemente, antecede uma peça mais extensa.

Nocturno — Composições expressivas e tranquilas, inspiradas na noite e que não seguem uma forma definida.

Estudos — Peças concebidas para a prática, com o objetivo de aperfeiçoar as competências musicais.

Aqui está uma dupla fantástica de mãe e filha a tocar um estudo de Liszt. 

por Classical Music: Our Heritage

Mas que grande treta...


Animados pelo chumbo da lei laboral, progressistas europeus reunidos no Porto reconhecem que a Europa Social tem em Portugal um porto seguro

https://expresso.pt/uniao-europeia

Este encontro de progressistas, numa sala de conferências do Crowne Plaza Porto, serviu também para atuais e antigos responsáveis da UE identificarem obstáculos ao eficaz funcionamento da organização. “Nas diretivas que aprovamos, existem problemas de implementação”, apontou Pedro Silva Pereira, antigo eurodeputado e atual presidente da Fundação Res Publica, sediada em Lisboa.
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O PS chamar a si mesmo progressista (o governo CostaCenteno foi o melhor aluno de PPC e cortou em tudo quando era o Estado Social e o serviço público) e o grande orador português ser o Pedro Silva Pereira, o clone de Sócrates... mas que grande treta.

Suspender exames por causa do calor? Está tudo doido??




Em toda a minha vida de estudante e depois como professora houve calor. Portugal é um país de sol e calor. Às vezes o calor começa logo em Maio e no início de Junho estamos nas aulas com 43ºC a despejar garrafas de água umas atrás das outras. Dantes era muito pior porque as escolas não tinham o mínimo de condições - vidros partidos, telhados de metal, janelas sem persianas, etc. Agora as escolas têm melhores condições e esta semana nem sequer está muito calor, as temperaturas andam nos 30 e tal. A que propósito se mudava o calendário de exames e prolongava o calendário escolar? Para criar confusão?


Diretores escolares defendem suspensão de aulas devido à onda de calor

DN

Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades (SPLIU) também quer fim das atividades letivas e reagendamento dos exames nacionais devido ao calor extremo.

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E por falar em exames, porque razão os exames levam horas infindas? Duas horas mais meia-hora de tolerância... para quê? Não me lembro de termos exames de tantas horas e não ficávamos mais burros. Durante muitos anos os exames era 1 hora e meia. Depois passaram para duas horas. Agora são duas horas + meia. 
Nos exames como o de Português do 12º ano que ocupa uma carrada de salas e quase todos os professores, chegamos às 8.30h para levantar o material e ir para a sala prepará-la. Os alunos entram às 9.00h e daí até tocar para sair, às 12.00h, não paramos um segundo, com tanta bodega burocrática para verificar, mais as dúvidas dos alunos e pequeno percalços que sempre acontecem. 
Depois vamos para a fila para entregar os exames e tudo ser verificado pelo Secretariado de Exames. É mais uma hora na fila. Resumindo, desde que começa o circo até que tudo esteja entregue e verificado são 4 horas e meia, sem uma pausa. Um massacre. E para quê esse tempo todo?
Alguns exames percebe-se que tenham mais tempo como os de desenho porque os alunos têm que desenhar, pintar com materiais específicos, fazer construções, tem exercícios de geometria, etc. Os miúdos correm de um lado para outro para lavar pincéis, secar, etc. Também se percebe que alunos com certas características/necessidades especiais precisem de mais tempo. Agora num exame normal, para quê este tempo todo?
Qual é o benefício pedagógico dos exames terem todo este tempo? Em meu entender, tudo o que se faz nas escolas, desde os currículos aos exames, aos horários tem de ter um benefício pedagógico para os alunos e depois para a própria organização funcionar com esse fito. Ora, não vejo nenhum benefício pedagógico ser servido com este tempo todo de exames.
Há mais benefício em fazer exame a todas as disciplinas do que escolher duas ou três e fazer desses exames escolhidos um pseudo-everest para inglês ver.

E depois há estas pérolas:

Amanhã, dia 23, há alunos a realizar o Exame Nacional de MACS para aprovação na disciplina e o de Inglês como prova de ingresso para entrar na Faculdade. 
O exame de MACS começa às 9.30 h, com a duração de 2 horas e meia + 30 min. de tolerância, pelo que, a maioria dos alunos irá terminar o exame às 12.30h - os alunos de Educação Especial têm ainda + de 30 min. sobre esse tempo e acabam o exame às 13.00h.

Estes alunos mesmos alunos, se forem fazer o exame de inglês que começa às 14.00h terão de estar à porta da sala do exame às 13.30h, 30 min. antes de começar.

Portanto, fazem 2 horas e meia (ou mais) de exame de manhã e passada uma hora estão a fazer mais 2 horas e meia de outro exame. Muito bem pensado...

Os jornais da esquerda europeia em silêncio quanto ao escândalo de corrupção do PS espanhol



Hoje, um juiz espanhol remeteu Begoña Gómez, a esposa de Sánchez, para um júri popular: tráfico de influências, corrupção em negócios, desvio de fundos e apropriação indevida de fundos públicos. Passaporte apreendido. Proibida de sair de Espanha. Obrigada a comparecer em tribunal duas vezes por mês.

Mas a esposa dele não está sozinha.

O irmão do primeiro-ministro, David Sánchez, é também alvo de uma investigação em Badajoz: as suspeitas centram-se num cargo público que teria sido supostamente criado à sua medida numa administração provincial gerida pelos socialistas.

O próprio partido está a ser arrastado pelo caso Koldo: contratos públicos viciados durante a pandemia, negócios com máscaras, comissões ilegais, envelopes com dinheiro. 

José Luis Ábalos, antigo ministro dos Transportes, antigo secretário de organização do PSOE e aliado próximo de Sánchez, encontra-se em prisão preventiva. O seu antigo assessor, Koldo García, também.

Segue-se Víctor de Aldama, um empresário que se tornou testemunha central em vários processos. Perante os juízes, afirma que lhe foi pedido que negociasse quotas de petróleo venezuelano em Caracas para financiar o PSOE e a Internacional Socialista, que Sánchez preside desde 2022. Afirma ainda ter entregue 1,8 milhões de euros ao PSOE entre 2019 e 2020.

A 20 de janeiro de 2020, Delcy Rodríguez, na altura vice-presidente do regime de Maduro e proibida de entrar em território europeu devido às sanções da UE (actualmente presidente), aterrou no aeroporto de Madrid-Barajas. Foi a partir deste episódio, segundo Aldama, que a operação tomou forma: seis milhões de barris de crude, centenas de milhões de euros e um possível mecanismo de financiamento político em torno do petróleo venezuelano.

No centro deste mecanismo, não estava directamente Sánchez mas o seu mentor: José Luis Rodríguez Zapatero.

O antigo primeiro-ministro socialista está implicado em duas frentes. Em primeiro lugar, no caso Plus Ultra, que investiga o resgate público de cerca de 53 milhões de euros concedido durante a pandemia a uma pequena companhia aérea ligada à Venezuela. E, acima de tudo, no capítulo do petróleo: o juiz descreve um sistema de influência em que, para aceder a certas operações relacionadas com o crude venezuelano, era necessário passar pelo «Gabinete do Presidente Zapatero». Enviar-lhe uma carta de intenções. Obter luz verde. Pagar uma taxa.

Um antigo chefe de governo europeu transformou-se, segundo os investigadores, num ponto de passagem obrigatório para o petróleo de uma ditadura.

E depois surge o círculo final: a China.

Em outubro de 2023, Zapatero deslocou-se a Pequim, convidado para o fórum das Novas Rotas da Seda. Duas semanas depois, uma empresa chinesa descrita no dossiê como dependente do Partido Comunista Chinês envia uma carta de intenções para comprar petróleo venezuelano, em contratos que variam entre cinco e vinte anos.

E esta carta, a quem é endereçada?

Para a Rua Ferraz, 70. Sede nacional do Partido Socialista Espanhol. À atenção de Zapatero.

Uma empresa ligada ao sistema do Partido Comunista Chinês escreve à sede do Partido Socialista Espanhol para comprar petróleo venezuelano, por intermédio de um antigo primeiro-ministro europeu que se tornou um intermediário indispensável.

A investigação estende-se agora ao círculo familiar de Zapatero: as suas duas filhas dirigem uma agência que alegadamente facturou cerca de 240.000 euros em «relatórios» no âmbito desta rede de empresas, com o pai a ser referido nos documentos como o «principal beneficiário».

Entretanto, Pedro Sánchez dá lições de moral a toda a Europa.

- Simone Rodan-Benzaquen



Peter Thiel, um angariador, um elemento de 'liaison'?

 

Negócio do sexo e chantagem como Epstein? 

Bilionários e trilionários são compatíveis com as democracias? Bilionários com as mãos sujas de crimes dominam os EUA e desmantelaram e corromperam as instituições, um bilionário ganhou agora as eleições na Colombia; um bilionário corrompeu o sistema político da Georgia, bilionários dominam a Rússia, dominam a Argentina - Peter Thiel mudou-se para Buenos Aires. Bilionários dominam os países do Médio Oriente. E sabe-se lá quantos mais países.


O Círculo de Imbecis de Peter Thiel

PETER THIEL. O bilionário que reúne elites de todo o mundo para falar sobre seitas de culto e sexo. 

Desde 2006, o financiador do movimento MAGA, magnata da tecnologia e excêntrico por excelência Peter Thiel tem vindo a organizar retiros para um grupo selecto de bilionários do sector tecnológico e de responsáveis políticos americanos e estrangeiros, denominados «Dialog», para conversarem sobre tudo e mais alguma coisa «em off». 

Sobre o que conversam? De acordo com uma agenda que vazou de um desses retiros, os temas incluem «Traga de Volta o Nuclear», «Crie uma Seita» e «Como Está a Sua Vida Sexual?». Assustador, para dizer o mínimo.

Mas o que é ainda mais preocupante é quem está a participar nestes eventos «off the record». Os documentos que vazaram revelam também que entre os participantes se encontram vários responsáveis da Administração Trump e outros membros de alto escalão do governo, incluindo o deputado Jim Himes, que por acaso supervisiona as agências com as quais a Palantir (da qual Thiel é cofundador) tem contratos. 

E como nenhuma festa MAGA estaria completa sem ele, os registos mostram que o mais repugnante de todos, Jeffrey Epstein, recebeu um convite em 2014, seis anos após a sua primeira condenação como agressor sexual. Diz-me que estás a tramar algo sem me dizeres que estás a tramar algo.

"O problema da máfia em Itália tem um novo rosto, e não é italiano "

 

Problemas que decorrem da imigração ilegal e desregrada.


O problema da máfia em Itália tem um novo rosto, e não é italiano

Novos grupos criminosos estão a entrar no ensolarado submundo do crime do país

Alessia Peretti, Euractiv

MILÃO – Um homicídio na Calábria revelou como as redes criminosas paquistanesas estão, discretamente, a assumir o controlo de um dos sistemas de exploração laboral mais enraizados da Itália.

Na noite de 1 de junho, quatro trabalhadores agrícolas migrantes foram trancados dentro de uma carrinha num posto de abastecimento em Amendolara, uma pequena localidade no sul da Calábria. Os suspeitos deitaram um líquido inflamável no veículo, atearam-lhe fogo e bloquearam as portas para impedir a fuga.

Três homens afegãos e um paquistanês morreram queimados. O único sobrevivente contou aos investigadores que as vítimas tinham estado a trabalhar em campos de morangos sem receber qualquer salário e que o ataque foi levado a cabo pelos seus próprios capatazes, depois de os trabalhadores terem exigido o pagamento. Ambos os homens detidos eram cidadãos paquistaneses.

A primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou que os homicídios «chocaram» a nação, mas para quem está atento ao submundo agrícola italiano, o que aconteceu em Amendolara foi menos um choque do que uma confirmação.

Um sistema com raízes profundas
O «caporalato», termo italiano para designar o sistema de caporais, é uma das formas mais persistentes de exploração laboral do sul da Europa.
Intermediários criminosos, conhecidos como caporali, recrutam migrantes vulneráveis e colocam-nos a trabalhar em campos, armazéns ou estaleiros de construção por salários que podem ser inferiores a dois ou três euros por hora, sem contratos, sem proteções e sem qualquer recurso. Os trabalhadores são normalmente alojados em acampamentos improvisados e mantidos na linha através de dívidas, ameaças e isolamento.

Durante décadas, o sistema esteve associado aos grupos de crime organizado endémicos da Itália – a Camorra, a ’Ndrangheta e a Sacra Corona Unita. Algo mudou. O sobrevivente descreveu os seus agressores como membros de uma «grande máfia paquistanesa» que opera na região.

Os especialistas afirmam que o caso não é isolado e reflete uma transformação mais ampla do próprio sistema do caporalato.

O modelo criminoso paquistanês
«O crime organizado paquistanês opera principalmente através de grupos criminosos fluidos, mas muito agressivos, baseados em laços familiares, ligações clânicas e afiliações étnico-religiosas», afirmou Vincenzo Musacchio, professor de estratégias de combate ao crime organizado transnacional na Universidade Rutgers, em Newark, ao Euractiv.

O que torna estas redes difíceis de desmantelar é o seu alcance transnacional. O controlo começa frequentemente nas aldeias paquistanesas, onde as famílias contraem dívidas para garantir vistos ou autorizações de trabalho, muitas vezes através do regime italiano do decreto flussi, que os intermediários criminosos exploram prontamente. 

Uma vez em Itália, os migrantes vêem-se presos em empregos mal remunerados, com os familiares no país de origem a servirem de pressão contra qualquer resistência.

Fundamentalmente, não se trata de uma história de substituição, mas sim de divisão de tarefas: as máfias italianas mantêm o controlo do território e das finanças, enquanto as redes paquistanesas fornecem a força operacional.

«Para o crime organizado italiano, é particularmente conveniente delegar o trabalho sujo a redes estrangeiras», afirma Musacchio, acrescentando que as barreiras linguísticas e culturais criam um silêncio funcional que protege toda a cadeia de comando.

Como consequência, estas redes expandiram-se muito para além dos campos de morangos do sul, estendendo-se à logística, ao embalamento, à construção naval e à indústria gráfica no norte de Itália.

O seu veículo preferido é a cadeia de sub-contratação: grandes empresas italianas sub-contratam mão-de-obra a cooperativas de fachada que evadem impostos, privam os trabalhadores de todos os direitos e se dissolvem antes da chegada dos inspectores, apenas para reaparecerem com um novo nome.

«Isto é escravatura moderna», afirmou Musacchio ao Euractiv. «O controlo do capataz sobre a pessoa é total, ao ponto de determinar a sua própria existência. Na maioria dos casos, a vítima não tem alternativas reais: ou aceita a exploração, ou enfrenta consequências que podem ser fatais.»

Resposta limitada
Na sequência do caso Amendolara, a ministra do Trabalho, Marina Calderone, anunciou uma campanha abrangente de inspeções extraordinárias em todo o sector agrícola italiano, que se prolongará ao longo do Verão.

A Inspecção Nacional do Trabalho italiana já registou irregularidades em 74% de todas as inspeções realizadas em 2025, um número que parece menos uma prova de uma acção eficaz e mais um retrato de um sistema em que o trabalho ilegal é a norma.

A legislação italiana permite que os procuradores visem não só os capatazes, mas também as empresas italianas que lucram com os seus serviços. No entanto, Musacchio argumenta que, enquanto os canais de migração se mantiverem rígidos e facilmente contornáveis, as redes transnacionais manterão a sua vantagem estrutural.

Nível da UE
A natureza sistémica do problema, argumenta Musacchio, exige uma resposta que vá além de Roma. Como a UE assenta no princípio das competências atribuídas, o direito penal permanece nas mãos dos tribunais nacionais: Bruxelas não pode processar um único «caporale», mas pode, nas suas palavras, «asfixiar economicamente» o sistema.

As explorações agrícolas que recebem subsídios agrícolas da UE estão sujeitas a regras de «condicionalidade social» que exigem o cumprimento dos direitos laborais e das normas de segurança; quem for apanhado a explorar trabalhadores pode perder totalmente os fundos, o que, para muitas grandes empresas agrícolas, significaria a falência.

Bruxelas também tem influência mais a montante na cadeia de abastecimento, onde se encontram, de facto, as raízes do caporalato.

Os grandes retalhistas compram produtos agrícolas a preços extremamente baixos, reduzindo as margens dos pequenos produtores, que, por sua vez, transferem essa pressão para os trabalhadores nos seus campos. A negociação decorre frequentemente numa zona cinzenta de práticas comerciais desleais. 

Antes do final do ano, espera-se que a Comissão apresente uma revisão da directiva sobre esta matéria.

A Directiva da UE relativa à devida diligência em matéria de sustentabilidade empresarial exige que as grandes empresas monitorizem as suas cadeias de abastecimento quanto a violações dos direitos laborais, com multas indexadas ao volume de negócios global.

Uma diretiva separada sobre sanções aos empregadores obriga os Estados a punir as empresas que contratam trabalhadores em situação irregular, através da exclusão de contratos públicos e do encerramento de instalações.

«A UE tem o poder de agir sobre o perfil financeiro e as regras de mercado, tornando a exploração laboral um risco económico que as empresas já não podem suportar», concluiu Musacchio.

June 21, 2026

São todos grande faróis morais

 

E defensores dos direitos humanos. Entretanto,  Begoña Gómez, a mulher do PM espanhol de extrema-esquerda, Pedro Sánchez, está acusada de crimes graves:

- Tráfico de influência, corrupção económica, apropriação indevida e desvio de fundos públicos.

É claro que Sánchez não sabia de nada. É um puro. Ele nem sabia que a Begoña Gómez era sua mulher. Descobriu agora no jornal. Foi uma surpresa total.

Está sempre a falar contra a corrupção de Trump e nos jornais portugueses aparece como o grande farol moral com coragem de opôr-se a Trump.

O que gostava de saber é quem o financia. Que país ou colectivo, como agora se diz.

Uma opinião muito pessoal

 

As mulheres da extrema-esquerda do nosso país, que começa numa ala do PS, continua pelo Livre, PCP, BE e por aí fora, se vivessem no Irão, estavam nas fileiras da polícia dos costumes, vestidas de corvos da cabeça aos pés a perseguir raparigas e mulheres na rua, na escola e em todo o lado que andassem sem o pano na cabeça. Isto é uma impressão que tenho baseada nas suas posições favoráveis -ou pelo menos, não desfavoráveis e de grande tolerância- a estes regimes.


Deixa ver se percebi bem



Os imigrantes exigem que Portugal os receba, que lhes dê crédito, casa e que os ponham na FP e começam logo por chamar-nos xenófobos e fascistas. Isto é lá maneira de se dirigir a um país para onde se quer imigrar?

Deixa ver se percebi bem. A extrema-esquerda, como não conseguiu aprovar a lei de mandar censurar, multar e prender todos os que têm uma ideia diferente da sua quanto à imigração de grupos extremistas que por toda a Europa semeiam a fractura, os crimes de violação, de terrorismo e o ataque aos valores democráticos, veio para a rua gritar. 

Os imigrantes desta notícia exigem ter casa e crédito (pois, os portugueses também gostavam de ter), exigem um canal para chamar xenófobos e fascistas aos portugueses (como se vê aqui nos cartazes) e exigem entrar para a função pública... querem chegar, infiltrar-se e mudar as nossas leis, como fizeram em França e Inglaterra os extremistas da IM que entraram nos serviços públicos de controlo de imigração e no MAI desses países, na ordem das centenas de milhar e depois fizeram entrar os seus correligionários também na ordem de centenas de milhar e influenciaram as políticas sociais dos países.

Agora esses países estão no estado em que os vemos, com cidades inteiras como enclaves de outros países e culturas que lutam pela destruição do país que os acolheu: exigem a imposição da sharia, eliminar os cães, só ter comida halal, eliminar a cave de porco das cantinas e restaurantes, casamentos infantis, exigem leis de blasfémia, exigem que os professores não firam a sensibilidade islamita, exigem a deportação de judeus, etc.

Os imigrantes podiam ter-se juntado e pensado em maneiras de se integrar na nossa sociedade e contribuir para o seu desenvolvimento, mas não. Querem crédito, querem entrar na função pública e querem poder chamar fascistas e xenófobos aos portugueses e enfiá-los na cadeia, como fazem em França e Inglaterra. Chamam a isso, cumprir, de facto, as leis contra a discriminação. 

Se e quando são discriminados, façam como os outros todos: levem o caso a tribunal. De certeza que têm advogados que os ajudam na causa. Somos uma democracia de leis. As mulheres todos os dias são alvo de discriminação e no entanto, não exigem, em assembleias, casa, crédito e entrada na função pública. E não exigem a prisão de todos os que as discriminam.

Portugal já é conhecido por ser a porta de entrada da droga e do tráfico de pessoas na Europa desde a lei do senhor Costa e em vez de racionalidade e regulação de maneira a saber-se quem entra e aos que se concede entrada apoiá-los devidamente (exigindo rigoroso cumprimento das nossas leis seculares) estas 'assembleias', calculo que instrumentalizadas pela extrema-esquerda, querem o caos e a desregulação para poderem continuar com os seus negócios.

É preciso muito cuidado em não deixar entrar no país extremistas políticos, fanáticos religiosos como a IM e afins e grupos criminosos, como os grupos Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), traficantes de pessoas, traficantes sexuais e de droga. E muito menos deixá-los entrar na função pública ou nas polícias, o que seria um suicídio colectivo.


Imigrantes juntam-se em assembleia para pedir melhorias no sistema migratório português

Público



Lusa

Assembleia defendeu acesso ao crédito à habitação e a criação de uma plataforma de informações para cidadãos imigrantes, que permita denunciar abusos, por exemplo, no arrendamento e descriminação

Na leitura das conclusões, grupos de eleitos da assembleia defenderam o acesso ao crédito à habitação para a população imigrante, considerando o histórico bancário dos países de origem, ou a criação de uma plataforma de informações para cidadãos imigrantes, que permita denunciar abusos, em matérias como arrendamento ou discriminação.

"Os imigrantes não querem ser uma categoria ou um quadradinho num formulário, querem fazer parte do todo, querem fazer parte do país", afirmou uma das eleitas, na leitura das conclusões, que pediram também a "abertura de vagas nos serviços públicos" para imigrantes e que a justiça faça "cumprir, de facto, as leis contra a discriminação.

"A soberania não é um discurso, é a capacidade de se defender a si próprio"



O mito do poder ilimitado.
Durante décadas, o mundo viveu sob dois mitos opostos. Um deles era que a Rússia possuía uma máquina militar quase imparável. O outro era que o poder americano era praticamente ilimitado.
A realidade tem sido cruel para com os mitos.
A Rússia passou anos a projectar a imagem do segundo maior exército do mundo, mas quando avançou na Ucrânia, o mundo descobriu que a propaganda, a corrupção e as ameaças nucleares tinham ocultado profundas fraquezas.
Muito do que parecia ser um poder avassalador revelou-se uma ilusão.
Agora, está a emergir outra realidade incómoda.O presidente Zelensky revelou que os Estados Unidos produzem apenas cerca de 60 a 65 mísseis antibalísticos PAC-3 por mês. Durante o primeiro dia do conflito no Médio Oriente, o equivalente a cerca de dois anos de produção foi consumido em apenas 24 horas.
Isto não significa que a América seja fraca.
Significa que mesmo a potência militar-industrial mais forte do mundo tem limites. As fábricas têm limites. Os stocks têm limites. As cadeias de abastecimento têm limites.
A lição não é que os Estados Unidos estejam em declínio, tal como a lição da Ucrânia nunca foi que a Rússia fosse impotente. A lição é que a própria dependência é uma vulnerabilidade.
A Europa não pode construir a sua segurança partindo do pressuposto de que os Estados Unidos terão sempre mísseis, fábricas, vontade política ou atenção suficientes para combater múltiplas crises em simultâneo.

Precisamos do nosso próprio sistema europeu, independente e forte. E vamos construí-lo. Porque a soberania não é apenas um discurso, é a capacidade de se defender a si próprio.

 

 

E... russos continuam caindo de janelas...

 

Russos descobrindo os custos do imperialismo

 


❗⛽ ❗ Moscovo está a ficar sem petróleo

 

Quando não houver petróleo não há bombas.


Crimea a river

 



A partir das 9h00 de hoje, não há mais gasolina na Crimeia — para ninguém!!!
Aksenov, o governador da ocupação, declarou oficialmente: «Não há vendas a dinheiro nem com cartão, nem cupões, nem entregas a pessoas coletivas.» Apenas os serviços estatais continuarão a ser abastecidos. Razvozhayev, em Sebastopol, ainda tinha falado de «atrasos» esta manhã. 


Traduzido com a versão gratuita do tradutor - DeepL.com

 

O Portugal dos pequeninos vê-se nas redes sociais

 

Aqui no rectângulo os partidos políticos são um espelho dos clubes de futebol com os seus fanáticos e as suas claques agressivas. 

A presidente da Câmara de Setúbal já tinha estado no cargo há uns anos. Nessa altura foi eleita pelo PCP. Era a encarnação viva do deus Marx, a última batata frita do pacote, ai de alguém que a criticasse, era logo malhado. Agora foi eleita como independente apoiada pelo PSD. 

Chamam-lhe, 'a dita independente', a laca, a loura. Na primeira página do jornal do sítio desta semana um tipo do PS diz em grandes letras que não tem capacidade para estar à frente do cargo. São os progressistas da esquerda que não aguentam ver uma mulher num cargo de poder. Desmaiam logo.

Nas redes sociais chamam-lhe tudo. Este ano houve derrocadas nas encostas da Arrábida por causa das chuvas. Ela mandou arranjar isso e tirou os carros da estradas para as praias. Todos os anos havia acidentes, queixas infindas porque todos levavam os carros para as praias e estacionavam no meio da estrada de tal modo que nem os autocarros nem as ambulâncias passavam. Ela proibiu a circulação de carros, aumentou os autocarros e quem quer ir vai de autocarro. 

Pois os sites das redes sociais criados para dizer mal dela põem fotografias das praias desertas -tiradas às 7 da manhã, talvez- a dizer que ela roubou as praias aos setubalenses a mando do capitalismo. Os mesmos comunistas que tinham antes votado nela dizem agora que não percebem como alguém votou nela.

Os comentários vão desde chamar-lhe vendida ao capitalismo até sugerirem pôr fogo à Herdade da Comenda (aquela que tem um pedido em tribunal para ficar com 5 praias) para acabar com o capitalismo. Os partidários do fogo são muitos.

No meio de centenas de comentários ordináros e agressivos lá aparecem alguns a dizer que é mentira, que todos os dias vão à praia, que os autocarros estão sempre a chegar cheios de gente e que só está vazia a zona  dos chapéus da área concessionada porque pedem 25€ por dia.

Enfim, é o Portugal dos pequeninos, com as suas claques de bater em alguém e pegar fogo porque não são do seu partido.


Montenegro devia considerar que a estratégia de juntar a oposição ao Chega foi um prego no caixão de Costa

 


Ministros atiram aos “empatas” e ao “chego-socialismo”, mas há um desalinhado